{"id":29630,"date":"2024-10-26T06:46:53","date_gmt":"2024-10-26T09:46:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/pecuarista-suspeito-de-queimar-menino-indigena-com-ferro-de-marcar-boi-e-proibido-de-se-aproximar-da-vitima-e-sua-familia\/"},"modified":"2024-10-26T06:46:53","modified_gmt":"2024-10-26T09:46:53","slug":"pecuarista-suspeito-de-queimar-menino-indigena-com-ferro-de-marcar-boi-e-proibido-de-se-aproximar-da-vitima-e-sua-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/pecuarista-suspeito-de-queimar-menino-indigena-com-ferro-de-marcar-boi-e-proibido-de-se-aproximar-da-vitima-e-sua-familia\/","title":{"rendered":"Pecuarista suspeito de queimar menino ind\u00edgena com ferro de marcar boi \u00e9 proibido de se aproximar da v\u00edtima e sua fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Caso aconteceu em um retiro perto da  Aldeia Maca\u00faba, na Ilha do Bananal. Ind\u00edgenas querem que homem deixe a regi\u00e3o, segundo investiga\u00e7\u00e3o. Acusado que queimar menino ind\u00edgena com ferro de gado \u00e9 proibido se aproximar da crian\u00e7a<br \/>\nO pecuarista Flediney Cunha Barbosa, suspeito de ferir um menino ind\u00edgena de seis anos com um ferro de marcar gado, est\u00e1 proibido de se aproximar da crian\u00e7a e sua fam\u00edlia por determina\u00e7\u00e3o judicial. A liminar da Justi\u00e7a atende pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Tocantins (MPTO) que acompanha o caso na Ilha do Bananal.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.farcomto.org\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/1f4f-52.png\" alt=\"\ud83d\udcf1\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\"> Participe do canal do g1 TO no WhatsApp e receba as not\u00edcias no celular.<br \/>\nA agress\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a aconteceu em um retiro que fica pr\u00f3ximo \u00e0 Aldeia Maca\u00faba. Flediney aluga terras na regi\u00e3o e representante do povo Karaj\u00e1 querem que ele deixe a ilha. O g1 tentou contato por telefone com Flediney Cunha, mas n\u00e3o houve resposta at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<br \/>\nConforme o Minist\u00e9rio P\u00fablico, o pecuarista investigado est\u00e1 proibido de se aproximar a uma dist\u00e2ncia m\u00ednima de 300 metros da v\u00edtima e de sua fam\u00edlia ou manter contato com eles. A decis\u00e3o liminar \u00e9 do juiz Jos\u00e9 Eust\u00e1quio de Melo J\u00fanior, da 2\u00aa Vara de Cristal\u00e2ndia.<br \/>\nBra\u00e7o do menino marcado com ferro na Ilha do Bananal<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nO MPTO e Pol\u00edcia Civil ent\u00e3o investigando quais as circunst\u00e2ncias da agress\u00e3o ao menino.<br \/>\nSegundo um documento feito pela fam\u00edlia do menino e entregue \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai), o investigado estava irritado com a crian\u00e7a, e por isso agarrou-a pelo bra\u00e7o e a marcou com um marcador de gado, causando les\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas.<br \/>\nNo boletim de ocorr\u00eancia foi relatado que a crian\u00e7a brincava e corria nas proximidades onde pessoas lidavam com o gado. Nesse momento, o propriet\u00e1rio do retiro irritou-se com a brincadeira e a feriu com o ferro de marcar os animais, gerando queimadura grave no bra\u00e7o direito. Assustada, a crian\u00e7a correu para os bra\u00e7os da m\u00e3e.<br \/>\nO caso foi registrado a princ\u00edpio pela Pol\u00edcia Civil do Mato Grosso, mas foi remetido na quarta-feira (23) para a 57\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia de Pium, que est\u00e1 investigando o crime de agress\u00e3o contra a crian\u00e7a.<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M:<br \/>\nPecuarista \u00e9 suspeito de queimar bra\u00e7o de menino ind\u00edgena com ferro de marcar boi na Ilha do Bananal<br \/>\nTr\u00eas pessoas s\u00e3o presas suspeitas de sequestrar, matar e enterrar corpo de pecuarista em cova rasa<br \/>\nSuspeito de assassinato \u00e9 preso ap\u00f3s ir \u00e0 delegacia reclamar da divulga\u00e7\u00e3o de foto em cartaz de procurado<br \/>\nProvid\u00eancias<br \/>\nO Minist\u00e9rio P\u00fablico teve conhecimento do caso ap\u00f3s a Defensoria P\u00fablica e Funai ser informada sobre a agress\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a durante atendimento \u00e0 comunidade, no dia 18 de outubro.<br \/>\nA promotora Isabelle Rocha Valen\u00e7a Figueiredo, respons\u00e1vel pelo caso, informou que o \u00f3rg\u00e3o solicitou o boletim de ocorr\u00eancia e ingressou imediatamente com um pedido de medidas cautelares para afastar o agressor da v\u00edtima, de seus familiares e testemunhas por um raio de 300 metros. \u201cTamb\u00e9m pleiteamos a proibi\u00e7\u00e3o de qualquer tipo de contato do agressor com a crian\u00e7a e seus familiares por qualquer meio, seja por telefone, mensagem ou por meio de outra pessoa\u201d, explicou a promotora.<br \/>\nAo g1, a defensora p\u00fablica Let\u00edcia Amorim, que esteve com a fam\u00edlia da crian\u00e7a durante os atendimentos, falou sobre o caso. \u201cO relato foi bastante estarrecedor, triste e faz com que a gente procure mais informa\u00e7\u00f5es acerca de tudo que est\u00e1 ocorrendo dentro da ilha. Esse \u00e9 um problema muito grande que certamente n\u00e3o afeta s\u00f3 a comunidade\u201d, comentou.<br \/>\nO coordenador da Funai Araguaia Tocantins Bolivar Xerente informou que a institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tomou provid\u00eancias com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agress\u00e3o ao menino ind\u00edgena. \u201cA Funai j\u00e1 encaminhou para a Justi\u00e7a. A gente est\u00e1 fazendo de tudo mesmo para atender e tamb\u00e9m a pessoa que fez isso responder no processo\u201d.<br \/>\nMenino de 6 anos teve o bra\u00e7o ferido<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nManifesta\u00e7\u00f5es em defesa da crian\u00e7a<br \/>\nO Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi) tamb\u00e9m se manifestou sobre a agress\u00e3o. \u201cO Cimi pede que aos \u00f3rg\u00e3os competentes, ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, \u00e0 6\u00aa C\u00e2mara que puna este agressor contra essa viol\u00eancia que os povos ind\u00edgenas est\u00e3o sofrendo na Ilha do Bananal\u201d, afirmou Eliane Franco Martins, membro do conselho.<br \/>\nA Secretaria de Estado dos Povos Origin\u00e1rios e Tradicionais (Sepot) tamb\u00e9m se manifestou e informou que est\u00e1 dando todo o suporte necess\u00e1rio e acompanhando de perto o caso criminoso de viol\u00eancia infantil envolvendo a crian\u00e7a da aldeia Maca\u00faba.<br \/>\nEm nota o Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas disse que \u00e9 inadmiss\u00edvel que fatos como esse continuem acontecendo, o que torna mais triste e lament\u00e1vel quando as v\u00edtimas s\u00e3o crian\u00e7as. Tamb\u00e9m afirmou que segue trabalhando de forma firme e consistente para combater o racismo contra os povos ind\u00edgenas. Por fim, a nota assinada pela ministra S\u00f4nia Guajajara disse que lamenta profundamente o corrido e se solidariza com a fam\u00edlia.<br \/>\nVeja nota da Sepot na \u00edntegra:<br \/>\nA Secretaria de Estado dos Povos Origin\u00e1rios e Tradicionais (Sepot) informa que est\u00e1 ciente da situa\u00e7\u00e3o e que, em conjunto com a Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai), a Defensoria P\u00fablica do Estado (DPE) e \u00f3rg\u00e3os de Seguran\u00e7a P\u00fablica e da Sa\u00fade nas esferas estadual e federal, est\u00e1 dando todo o suporte necess\u00e1rio e acompanhando de perto este caso criminoso de viol\u00eancia infantil envolvendo uma crian\u00e7a da Aldeia Karaj\u00e1 Maca\u00faba, na Ilha do Bananal.<br \/>\nA Sepot ressalta que repudia veementemente o ato e que buscar\u00e1 todos os esclarecimentos e a puni\u00e7\u00e3o dos culpados. Por fim, a Pasta reitera seu compromisso em lutar pelos direitos dos povos ind\u00edgenas e por seu bem-estar.<br \/>\nVeja nota da SSP:<br \/>\nA Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica do Tocantins reitera que o caso foi registrado primeiramente pela Pol\u00edcia Civil do Mato Grosso que tomou todas as provid\u00eancias urgentes relacionadas ao fato.<br \/>\nNesta quarta-feira, 23, o caso foi remetido para a 57\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia de Pium que dar\u00e1 continuidade \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPor fim, por envolver uma crian\u00e7a, as tratativas da investiga\u00e7\u00e3o dever\u00e3o correr sob sigilo, conforme determina a lei.<br \/>\nVeja nota do MPF:<br \/>\nAtualmente o caso da crian\u00e7a marcada com ferro de gado est\u00e1 sendo apurado no \u00e2mbito da Justi\u00e7a Estadual\u201d. Sobre a presen\u00e7a de pecuaristas na Ilha do Bananal o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal esclarece que as associa\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas celebram contratos de parcerias com criadores para o desenvolvimento projetos de bovinocultura, onde os criadores levam o gado para a Ilha e os benef\u00edcios s\u00e3o repartidos entre os retireiros e comunidades ind\u00edgenas.<br \/>\nVeja mais not\u00edcias da regi\u00e3o no g1 Tocantins.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/noticia\/2024\/10\/26\/pecuarista-suspeito-de-queimar-menino-indigena-com-ferro-de-marcar-boi-e-proibido-de-se-aproximar-da-vitima-e-sua-familia.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1  Tocantins<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caso aconteceu em um retiro perto da Aldeia Maca\u00faba, na Ilha do Bananal. Ind\u00edgenas querem que homem deixe a regi\u00e3o, segundo investiga\u00e7\u00e3o. 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