{"id":29882,"date":"2024-10-31T06:01:54","date_gmt":"2024-10-31T09:01:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/megalopolis-e-megalomaniaco-autoindulgente-teatral-demais-e-uma-experiencia-incrivel-g1-ja-viu\/"},"modified":"2024-10-31T06:01:54","modified_gmt":"2024-10-31T09:01:54","slug":"megalopolis-e-megalomaniaco-autoindulgente-teatral-demais-e-uma-experiencia-incrivel-g1-ja-viu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/megalopolis-e-megalomaniaco-autoindulgente-teatral-demais-e-uma-experiencia-incrivel-g1-ja-viu\/","title":{"rendered":"\u2018Megal\u00f3polis\u2019 \u00e9 megaloman\u00edaco, autoindulgente, teatral demais e uma experi\u00eancia incr\u00edvel; g1 j\u00e1 viu"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Francis Ford Coppola pagou US$ 120 milh\u00f5es em filme descontrolado que s\u00f3 poderia ser feito por um dos maiores diretores de todos os tempos. Obra estreia nesta quinta (31). Somente um dos maiores diretores de todos os tempos, como Francis Ford Coppola (\u201cO poderoso chef\u00e3o\u201d), poderia fazer \u201cMegal\u00f3polis\u201d \u2013 uma obra megaloman\u00edaca, autoindulgente, exageradamente teatral e incr\u00edvel, pelo menos como experi\u00eancia (sensorial? Art\u00edstica?).<br \/>\nPara a realiza\u00e7\u00e3o de seu sonho de longa data, o cineasta respons\u00e1vel ainda por cl\u00e1ssicos como \u201cApocalypse now\u201d (1979) e \u201cDr\u00e1cula de Bram Stoker\u201d (1992), financia do pr\u00f3prio bolso o or\u00e7amento estimado em cerca de US$ 140 milh\u00f5es.<br \/>\nSem as amarras das sess\u00f5es de teste e da avers\u00e3o a riscos dos executivos de grandes est\u00fadios, Coppola cria algo que talvez n\u00e3o funcione t\u00e3o bem como um filme, mas esse n\u00e3o parece o objetivo.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o tem uma estrutura irregular, atua\u00e7\u00f5es e di\u00e1logos exagerados e diversos problemas t\u00e9cnicos, mas ao contr\u00e1rio de muitos de seus contempor\u00e2neos em momento algum pode ser acusado de ser tedioso \u2013 algu\u00e9m a\u00ed falou \u201cCoringa: Del\u00edrio a dois\u201d?<br \/>\n\u201cMegal\u00f3polis\u201d estreia nesta quinta-feira (31) nos cinemas brasileiros como uma jornada alucinante e sem freios pelas ambi\u00e7\u00f5es e desejos de um mestre. A falta de restri\u00e7\u00f5es provoca diversos obst\u00e1culos e, \u00e0s vezes, \u00e9 dif\u00edcil saber se o p\u00fablico ri de Coppola ou junto do diretor.<br \/>\nQuem liga? Assistir ao filme nos cinemas \u00e9 certamente uma experi\u00eancia \u00fanica \u2013 uma pena que o para l\u00e1 de mediano \u201cVenom: A \u00faltima rodada\u201d tenha tomado todos os espa\u00e7os nas maiores telas.<br \/>\nAssista ao trailer de \u2018Megal\u00f3polis\u2019<br \/>\nO que \u00e9 de Cesar<br \/>\nInspirado pela tentativa frustrada de golpe de um senador romano d\u00e9cadas antes de Cristo, Coppola conta a hist\u00f3ria da decad\u00eancia de uma vers\u00e3o dos Estados Unidos disfar\u00e7ada como Nova Roma.<br \/>\nNo futuro pr\u00f3ximo do roteiro, uma esp\u00e9cie de arquiteto governamental (Adam Driver) enfrenta pol\u00edticos, banqueiros e seus pr\u00f3prios sentimentos para criar uma metr\u00f3pole ut\u00f3pica.<br \/>\nAssim como o cargo do protagonista, muito pouco \u00e9 explicado ou sequer contextualizado \u2013 parte da magia da \u201cf\u00e1bula\u201d, como o pr\u00f3prio diretor define o filme.<br \/>\nEm uma imensa ironia, a narra\u00e7\u00e3o na voz profunda de Laurence Fishburne (o Morpheus, de \u201cMatrix\u201d) mais confunde que esclarece.<br \/>\nGiancarlo Esposito em cena de \u2018Megal\u00f3polis\u2019<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nCom o tempo, no entanto, o espectador mais desencanado aprende que \u00e9 melhor abandonar a busca por pistas ou significados e se deixar levar pela montanha-russa montada pelo cineasta.<br \/>\nAqueles que conseguem t\u00eam tudo para aproveitar um dos passeios mais divertidos do ano \u2013 caso contr\u00e1rio, podem realmente ser longas duas horas e 18 minutos.<br \/>\nDefeitos que ajudam<br \/>\nAssim como a atra\u00e7\u00e3o de um parque de divers\u00f5es, a estrutura da trama \u00e9 irregular e cheia de altos e baixos. Tamb\u00e9m h\u00e1 um qu\u00ea de circo no exagero das atua\u00e7\u00f5es e dos di\u00e1logos.<br \/>\nPassada a estranheza, a maioria absoluta do elenco tremendo \u2013 de Driver (da \u00faltima trilogia de \u201cStar Wars\u201d) a Giancarlo Esposito (\u201cBreaking Bad\u201d) e Aubrey Plaza (\u201cWhite Lotus\u201d) \u2013 se aproveita do absurdo para atingir interpreta\u00e7\u00f5es inegavelmente l\u00fadicas.<br \/>\nA grande exce\u00e7\u00e3o \u00e9 Nathalie Emmanuel (\u201cGame of thrones\u201d). Apesar de ser uma das protagonistas, a brit\u00e2nica simplesmente n\u00e3o exibe alcance suficiente para acompanhar os companheiros, sempre uns dois n\u00edveis abaixo dos demais.<br \/>\nAubrey Plaza em cena de \u2018Megal\u00f3polis\u2019<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nMesmo com o or\u00e7amento de um blockbuster contempor\u00e2neo, quem tamb\u00e9m sofre s\u00e3o os departamentos de arte e de efeitos visuais, talvez pelo estilo de filmagem do diretor, conhecido por uma participa\u00e7\u00e3o mais direta \u2013 e arredia \u2013 em diferentes aspectos da produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCen\u00e1rios que tentam improvisar uma suposta opul\u00eancia e modernidade em uma sala simples e meio vazia s\u00e3o comuns e invariavelmente provocam certa tristeza, s\u00f3 superada pelas cenas grandiosas prejudicadas por computa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas gritantes.<br \/>\nNo fim, at\u00e9 os defeitos s\u00e3o incorporados quase que sem querer na alma kitsch do filme. Tudo \u00e9 meio rid\u00edculo, meio improvisado, 100% exagerado, mas deliciosamente divertido.<br \/>\n\u201cMegal\u00f3polis\u201d \u00e9 a f\u00e1bula sobre o sonho de utopia de um artista apaixonado, que n\u00e3o liga para detalhes como limites ou at\u00e9 a oposi\u00e7\u00e3o de terceiros para atingir seu projeto-fetiche \u2013 e Coppola transmite isso na tela como s\u00f3 um dos maiores poderia faz\u00ea-lo.<br \/>\nCartela resenha cr\u00edtica g1<br \/>\ng1<br \/>\nCena de \u2018Megal\u00f3polis\u2019<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/g1-ja-viu\/noticia\/2024\/10\/31\/megalopolis-e-megalomaniaco-autoindulgente-teatral-demais-e-uma-experiencia-incrivel-g1-ja-viu.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francis Ford Coppola pagou US$ 120 milh\u00f5es em filme descontrolado que s\u00f3 poderia ser feito por um dos maiores diretores de todos os tempos. 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