{"id":30391,"date":"2024-11-10T12:02:19","date_gmt":"2024-11-10T15:02:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/o-brilho-de-quincy-jones-em-10-musicas\/"},"modified":"2024-11-10T12:02:19","modified_gmt":"2024-11-10T15:02:19","slug":"o-brilho-de-quincy-jones-em-10-musicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/o-brilho-de-quincy-jones-em-10-musicas\/","title":{"rendered":"O brilho de Quincy Jones em 10 m\u00fasicas"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     O m\u00fasico, que morreu aos 91 anos, foi um dos produtores mais importantes do jazz e do pop. Quincy Jones morreu aos 91 anos no \u00faltimo domingo (3\/11)<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\n\u201cA m\u00fasica \u00e9 sagrada para mim\u201d, disse Quincy Jones, certa vez. \u201cA melodia \u00e9 a voz de Deus.\u201d<br \/>\nEle certamente tinha um toque divino.<br \/>\nJones, que morreu aos 91 anos, foi o bra\u00e7o direito de Frank Sinatra e Michael Jackson, e ajudou a definir o som do jazz e do pop ao longo de mais de 60 anos.<br \/>\nSuas grava\u00e7\u00f5es revolucionaram a m\u00fasica ao misturar g\u00eaneros, promover colabora\u00e7\u00f5es improv\u00e1veis e formular t\u00e9cnicas modernas de produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA seguir, est\u00e3o 10 m\u00fasicas que mostram a versatilidade e brilhantismo de Jones no est\u00fadio, al\u00e9m de sua capacidade de extrair o melhor dos m\u00fasicos com quem trabalhou.<br \/>\n1) Michael Jackson \u2013 Billie Jean<br \/>\nQuincy Jones e Michael Jackson na cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o do Grammy de 1984<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nMichael Jackson conheceu Quincy Jones no set de filmagem de O M\u00e1gico Inesquec\u00edvel, de 1978, e pediu a ele para produzir seu pr\u00f3ximo \u00e1lbum. Este disco foi Off The Wall \u2013 um \u00e1lbum espetacular que consagrou Jackson como um astro solo.<br \/>\nEles se juntaram novamente para o \u00e1lbum Thriller, de 1982, que, sem d\u00favida, reformulou o mercado pop. N\u00e3o s\u00f3 produziu sete singles entre os top 10, como tamb\u00e9m rompeu barreiras raciais, atraindo igualmente o p\u00fablico negro e branco.<br \/>\nO segredo para o sucesso foi Billie Jean, uma hist\u00f3ria sombria sobre as tietes que Jackson conheceu quando estava em turn\u00ea com seus irm\u00e3os. Como produtor, Jones n\u00e3o gostou muito da faixa no in\u00edcio, discutindo com Jackson sobre a longa abertura instrumental.<br \/>\n\u201cEu disse: \u2018Michael, precisamos cortar essa introdu\u00e7\u00e3o&#8217;\u201d, lembrou ele mais tarde.<br \/>\n\u201cEle disse: \u2018Mas \u00e9 isso que me faz querer dan\u00e7ar.\u2019 E quando Michael Jackson diz: \u2018\u00c9 isso que me faz querer dan\u00e7ar\u2019, ent\u00e3o, o resto de n\u00f3s apenas tem que calar a boca.\u201d<br \/>\nCom essas palavras ressoando em seus ouvidos, Jones manteve o arranjo enxuto e moderno. Ele at\u00e9 instruiu o engenheiro de som Bruce Swedien a criar uma bateria com uma \u201cpersonalidade sonora\u201d que ningu\u00e9m havia ouvido antes. O resultado \u00e9 uma das introdu\u00e7\u00f5es mais reconhecidas da hist\u00f3ria do pop.<br \/>\n2) Frank Sinatra \u2013 Come Fly With Me (Sinatra at the Sands)<br \/>\nJones trabalhou em parceria com Frank Sinatra desde o in\u00edcio de sua carreira<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\n\u201cA amizade era muito forte. N\u00e3o d\u00e1 para descrever\u201d, disse Jones sobre sua parceria com Frank Sinatra \u2014 que ia muito al\u00e9m do est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cSete Jack Daniels duplos em uma hora\u2026 [Sinatra] inventou a festa.\u201d<br \/>\nDepois de terem estabelecido um relacionamento no \u00e1lbum It Might As Well Be Swing, de 1964, Jones ajudou Sinatra a preparar novos arranjos para suas m\u00fasicas para uma temporada de quatro semanas no Copa Room do Hotel The Sands, em Las Vegas.<br \/>\n\u201cFoi provavelmente o engajamento mais emocionante que j\u00e1 tive na minha vida, desde que comecei a me apresentar\u201d, lembrou Sinatra mais tarde.<br \/>\nAcompanhado pela Count Basie Orchestra, o astro soa perfeitamente \u00e0 vontade, cantando cl\u00e1ssicos como I\u2019ve Got You Under My Skin, Fly Me To The Moon e You Make Me Feel So Young.<br \/>\nMas \u00e9 Come Fly With Me que captura com mais perfei\u00e7\u00e3o a vitalidade dos novos arranjos de Jones, especialmente na intera\u00e7\u00e3o carism\u00e1tica entre Sinatra e os instrumentos de sopro da orquestra.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 de se admirar que a m\u00fasica tenha sido escolhida para abrir o show \u2014 conforme capturado no premiado \u00e1lbum ao vivo, Sinatra At The Sands.<br \/>\n3) Lesley Gore \u2013 It\u2019s My Party<br \/>\nIt\u2019s My Party, na voz de Lesley Gore, chegou ao topo das paradas de sucesso dos Estados Unidos<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nLesley Gore era apenas uma adolescente quando suas demos vocais chegaram \u00e0s m\u00e3os de Quincy Jones no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960. Naquele momento, ele estava trabalhando com cantores de jazz como Sinatra e Sarah Vaughan \u2014 mas ouviu algo que lhe agradou na fita de Gore.<br \/>\n\u201cEla tinha uma voz suave, caracter\u00edstica e cantava afinada, o que muitos cantores de rock \u2018n\u2019 roll n\u00e3o conseguiam fazer, ent\u00e3o eu a contratei\u201d, escreveu ele em sua autobiografia.<br \/>\nPara a primeira sess\u00e3o, Jones escolheu It\u2019s My Party entre uma pilha de 200 demos, e come\u00e7ou a trabalhar. Ele fez uma grava\u00e7\u00e3o dupla da voz de Gore, acrescentando pequenos floreios de instrumentos de sopro e mudan\u00e7as inesperadas de acordes que evocam perfeitamente a ang\u00fastia adolescente da m\u00fasica.<br \/>\nEle lan\u00e7ou o single \u00e0s pressas, ap\u00f3s descobrir que Phil Spector tinha planos de gravar a mesma m\u00fasica com a banda The Crystals. A m\u00fasica chegou ao topo das paradas de sucesso dos Estados Unidos e alcan\u00e7ou o nono lugar no Reino Unido.<br \/>\n4) Quincy Jones \u2013 Summer In The City<br \/>\nSummer In The City se tornou uma das m\u00fasicas mais influentes de Jones<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nGravado pela banda The Lovin\u2019 Spoonful, Summer In The City \u00e9 um cl\u00e1ssico do rock dos anos 1960, repleto de acordes sinistros de \u00f3rg\u00e3o e batidas potentes de bateria que capturam a sensa\u00e7\u00e3o pegajosa de uma onda de calor opressiva.<br \/>\nA vers\u00e3o de Quincy Jones, gravada para seu \u00e1lbum de 1973, You\u2019ve Got It Bad Girl, \u00e9 quase irreconhec\u00edvel. De forma indolentemente descontra\u00edda, o \u00f3rg\u00e3o Hammond \u00e9 tocado com leveza, assim como a bateria.<br \/>\nA maior parte da letra \u00e9 suprimida e, quando chega aos 2\u201930\u201d, \u00e9 cantada com uma serenidade quase celestial por Valerie Simpson (da dupla Ashford &amp; Simpson).<br \/>\nOriginalmente lan\u00e7ada como lado B, ela se tornou uma das m\u00fasicas mais influentes de Jones. De acordo com o site WhoSampled.com, ela foi sampleada em 87 outras m\u00fasicas, incluindo faixas de Massive Attack, Eminem, Nightmares on Wax e The Roots.<br \/>\n5) Dinah Washington \u2013 Mad About The Boy<br \/>\nMad About The Boy ganhou nova vers\u00e3o na voz de Dinah Washington<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nEste \u00e9 outro exemplo de como a habilidade de Jones como arranjador pode mudar completamente uma m\u00fasica.<br \/>\nMad About The Boy  foi escrita por No\u00ebl Coward para o musical Words and Music, de 1932. Na vers\u00e3o original, era cantada por quatro mulheres diferentes, cada uma expressando seu amor por um astro de cinema n\u00e3o identificado (supostamente Douglas Fairbanks Jr.) enquanto esperavam na fila para assistir a um de seus filmes.<br \/>\n\u00c9 engra\u00e7ada, peculiar e inteligente, mas quando Dinah Washington regravou a m\u00fasica em 1961, Jones a desacelerou e mudou o compasso de 4\/4 para 6\/8, permitindo que a cantora percorresse a letra com uma carnalidade rec\u00e9m-descoberta.<br \/>\nEmbora tenha passado despercebida na \u00e9poca, a m\u00fasica ganhou f\u00f4lego novo em 1992, quando foi usada como trilha sonora de um an\u00fancio da Levis, e entrou nas paradas de sucesso do Reino Unido pela primeira vez<br \/>\n6) Quincy Jones \u2013 Soul Bossa Nova<br \/>\nJones comp\u00f4s a m\u00fasica Soul Bossa Nova em 20 minutos<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nEscrita em apenas 20 minutos, Soul Bossa Nova foi inspirada no g\u00eanero musical brasileiro do in\u00edcio dos anos 1960.<br \/>\nJones est\u00e1 em seu elemento aqui \u2014 com flautas e trombones que capturam a alegria de viver do carnaval. Ele tamb\u00e9m faz uso proeminente da cu\u00edca, instrumento musical semelhante a um tambor, que soa como um macaco feliz nos compassos iniciais.<br \/>\nAssim como a Bossa Nova foi imortalizada, a m\u00fasica de Jones perdurou, de forma mais memor\u00e1vel na sequ\u00eancia de dan\u00e7a de abertura do filme Austin Powers: Um Agente Nada Discreto.<br \/>\n7) Michael Jackson \u2013 Beat It<br \/>\nMichael Jackson no clipe de sucesso de Beat it<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nDesde o in\u00edcio, Jones e Jackson planejaram fazer de Thriller um \u00e1lbum pop de grande sucesso.<br \/>\n\u201cPassamos por 800 m\u00fasicas para chegar a nove\u201d, disse Jones. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 casual.\u201d<br \/>\nO trabalho era exaustivo. Em um determinado momento, eles estavam trabalhando em tr\u00eas est\u00fadios simultaneamente\u2026 at\u00e9 que os alto-falantes pegaram fogo.<br \/>\nBeat It foi crucial para o projeto \u2014 porque foi concebida para que Jackson fosse tocado nas r\u00e1dios de rock dos EUA, uma perspectiva in\u00e9dita na ind\u00fastria musical altamente segregada da d\u00e9cada de 1980.<br \/>\nJones havia dito a Jackson para escrever \u201cuma vers\u00e3o negra\u201d de My Sharona, da banda The Knack \u2014 sucesso de 1979 que vendeu mais de 10 milh\u00f5es de c\u00f3pias. Mas Jackson estava um passo \u00e0 frente. Ele tinha uma demo que se encaixava no projeto, embora sem refr\u00e3o ou letra.<br \/>\nEnquanto Jackson trabalhava nisso, Jones chamou Eddie Van Halen para fazer o solo de guitarra.<br \/>\n\u201cEle entrou e empilhou suas guitarras Gibson\u201d, lembrou Jones mais tarde.<br \/>\n\u201cEu disse: \u2018N\u00e3o vou me sentar aqui e tentar te dizer o que tocar\u2026 Vamos tentar fazer tr\u00eas ou quatro tomadas. Algumas delas ser\u00e3o superanimadas, outras ser\u00e3o longas, e n\u00f3s as esculpiremos.\u201d<br \/>\n\u201cE ele tocou para caramba.\u201d<br \/>\nA m\u00fasica, com seu clipe inspirado em West Side Story, foi lan\u00e7ada no momento em que a MTV decolava, fazendo com que Jackson se tornasse uma presen\u00e7a permanente nas salas de casa dos Estados Unidos.<br \/>\nMas apesar de todo o foco comercial do projeto Thriller, Jones sempre afirmou que a m\u00fasica vinha em primeiro lugar.<br \/>\n\u201cNunca, jamais, na minha vida, fiz m\u00fasica por dinheiro ou fama \u2014 porque \u00e9 quando Deus sai da sala\u201d, ele disse.<br \/>\n8) The Brothers Johnson \u2013 Strawberry Letter #23<br \/>\nDa esquerda para a direita: Louis Johnson, Quincy Jones e George Johnson<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nJones descobriu o guitarrista George Johnson e o baixista Louis Johnson quando os ouviu tocando em uma demo da irm\u00e3 de Chaka Khan, Taka Boom.<br \/>\nEle os contratou para tocar na trilha sonora da c\u00e9lebre s\u00e9rie de televis\u00e3o Ra\u00edzes, colocou-os em sua banda de turn\u00ea e dirigiu seu \u00e1lbum de estreia Look Out For #1, de 1976 (que inclui uma grava\u00e7\u00e3o sublime de Come Together, dos Beatles).<br \/>\nMas os irm\u00e3os s\u00f3 ficaram famosos no mainstream em 1977, com o lan\u00e7amento de Strawberry Letter #23.<br \/>\nOriginalmente gravada por Shuggie Otis, a vers\u00e3o de Jones torna a produ\u00e7\u00e3o mais robusta, com uma linha de baixo marcante e backing vocals crescentes \u2014 mas George Johnson teve dificuldades para recriar o solo de guitarra original de Shuggie, que era repleto de tercinas complicadas.<br \/>\nFrustrado, Jones pediu ajuda ao m\u00fasico Lee Ritenour.<br \/>\n\u201cQuincy estava andando pelo corredor, arrancando os cabelos\u201d, lembrou Ritenour mais tarde. \u201cEle disse: \u2018Estou indo almo\u00e7ar, Ritenour. Fa\u00e7a isso\u2019.\u201d<br \/>\nLan\u00e7ada em meio ao boom do punk e da discoteca, a psicodelia rom\u00e2ntica da m\u00fasica ainda encontrou um p\u00fablico, alcan\u00e7ando o 13\u00ba lugar nas paradas. Mais tarde, ela foi popularizada novamente por Quentin Tarantino no filme Jackie Brown.<br \/>\n9) Sarah Vaughan \u2013 Misty<br \/>\nJones gravou um \u00e1lbum inteiro com Sarah Vaughan em Paris<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nNo in\u00edcio de sua carreira, Jones foi um dos arranjadores mais requisitados do jazz, trabalhando com artistas como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Peggy Lee.<br \/>\nEm 1958, ele gravou um \u00e1lbum inteiro com Sarah Vaughan em Paris, acompanhado por uma orquestra de 55 integrantes. Entre os destaques, est\u00e1 a balada Misty \u2014, originalmente gravada pelo pianista Erroll Garner e que ficou famosa por Johnny Mathis.<br \/>\nDiferentemente de suas vers\u00f5es melosas e sentimentais, Vaughan e Jones (junto com o produtor Jack Tracy) d\u00e3o \u00e0 letra um pouco de compaix\u00e3o. Ela pode estar \u201ct\u00e3o desamparada quanto um gatinho em cima de uma \u00e1rvore\u201d (\u201cas helpless as a kitten up a tree\u201d), mas voc\u00ea nunca fica totalmente convencido de que ela est\u00e1 feliz com a situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nJones acrescenta toques sedutores \u2014 desde as cordas em cascata quando Vaughan canta  \u201cmil violinos come\u00e7am a tocar\u201d (\u201ca thousand violins begin to play\u201d), at\u00e9 a linha de saxofone lindamente silenciada, tocada por Zoot Sims.<br \/>\nVaughan morreu de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o em 1990. Em 2019, no dia em que ela completaria 95 anos, Jones publicou um tributo \u00e0 cantora, usando um apelido carinhoso para ela: Sassy.<br \/>\n\u201cA querida e doce Sassy era toda sofistica\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7as de acordes e, cara, estou dizendo a voc\u00eas que ela pensava como uma trompa e cantava como uma trompa!\u201d, escreveu ele no Facebook.<br \/>\n\u201cTivemos uma grande jornada juntos e nunca esquecerei cada momento que passamos, porque cada momento foi especial.\u201d<br \/>\n10) USA For Africa \u2013 We Are The World<br \/>\nDionne Warwick, Stevie Wonder, Quincy Jones, Michael Jackson e Lionel Richie comemorando depois que We Are The World ganhou quatro Grammys em 1986<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\n\u201cDeixem seus egos na porta\u201d, dizia a placa escrita \u00e0 m\u00e3o que Quincy Jones fixou na porta de seu est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o em 1985.<br \/>\nA ocasi\u00e3o foi a grava\u00e7\u00e3o de We Are The World \u2014 um single beneficente repleto de estrelas que tinha como objetivo arrecadar dinheiro para o combate \u00e0 fome na Eti\u00f3pia.<br \/>\nEscrita por Lionel Richie e Michael Jackson, a m\u00fasica contou com vocais de Stevie Wonder, Paul Simon, Cyndi Lauper, Bruce Springsteen, Dionne Warwick e Bob Dylan, todos gravados em uma \u00fanica noite.<br \/>\nReunir os cantores foi uma enorme dor de cabe\u00e7a, como revelou o recente document\u00e1rio da Netflix, A Noite que Mudou o Pop.<br \/>\nEm determinado momento, Stevie Wonder insistiu que algumas das letras deveriam ser reescritas em sua\u00edli, apesar do fato de que a popula\u00e7\u00e3o da Eti\u00f3pia, que seria a principal benefici\u00e1ria da campanha de arrecada\u00e7\u00e3o de fundos para o combate \u00e0 fome, fala em grande parte outros idiomas.<br \/>\nJones supervisionou toda a sess\u00e3o com a paci\u00eancia e a sabedoria de um produtor que j\u00e1 havia visto de tudo.<br \/>\nO resultado n\u00e3o \u00e9 particularmente bom \u2014 a m\u00fasica pode ser considerada longa demais \u2014, mas o fato de ser coerente \u00e9 uma prova de sua habilidade como produtor, arranjador, mentor e \u00e1rbitro.<br \/>\nNo final, a m\u00fasica arrecadou mais de US$ 63 milh\u00f5es (US$ 227 milh\u00f5es hoje, valor reajustado pela infla\u00e7\u00e3o); e Jones considerou esta uma de suas realiza\u00e7\u00f5es de maior orgulho.<br \/>\n\u201cNunca antes ou depois vivenciei a alegria que senti naquela noite trabalhando com este rico e complexo mosaico humano de amor, talento e gra\u00e7a\u201d, escreveu ele em sua autobiografia de 2002.<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M:<br \/>\nQuincy Jones: quem foi o gigante da m\u00fasica que trabalhou com Michael Jackson, Frank Sinatra e Milton Nascimento<br \/>\nComo Michael Jackson e Quincy Jones criaram \u2018Thriller\u2019, o \u00e1lbum mais vendido de todos os tempos<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/noticia\/2024\/11\/10\/o-brilho-de-quincy-jones-em-10-musicas.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00fasico, que morreu aos 91 anos, foi um dos produtores mais importantes do jazz e do pop. 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