{"id":32026,"date":"2024-12-12T18:03:37","date_gmt":"2024-12-12T21:03:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/queer-mostra-romance-de-forma-inusitada-com-atuacao-intensa-de-daniel-craig-g1-ja-viu\/"},"modified":"2024-12-12T18:03:37","modified_gmt":"2024-12-12T21:03:37","slug":"queer-mostra-romance-de-forma-inusitada-com-atuacao-intensa-de-daniel-craig-g1-ja-viu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/queer-mostra-romance-de-forma-inusitada-com-atuacao-intensa-de-daniel-craig-g1-ja-viu\/","title":{"rendered":"\u2018Queer\u2019 mostra romance de forma inusitada com atua\u00e7\u00e3o intensa de Daniel Craig; g1 j\u00e1 viu"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Cotado ao Oscar, ex-007 \u00e9 o destaque no filme de Luca Guadagnino, diretor de \u2018Me chame pelo seu nome\u2019 e \u2018Rivais\u2019. Trilha sonora tem m\u00fasica cantada por Caetano Veloso. \u00c9 um erro dizer que o grande chamariz de \u201cQueer\u201d, que estreia nesta quinta-feira (12) nos cinemas brasileiros, seria ver Daniel Craig(o ex-007) interpretando um homem gay em cenas \u00edntimas t\u00f3rridas. O longa vai muito al\u00e9m disso. Muito mesmo.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o comandada por Luca Guadagnino (que neste ano lan\u00e7ou o \u00f3timo \u201cRivais\u201d) discute temas como amor, paix\u00e3o, sexo, solid\u00e3o e rela\u00e7\u00f5es humanas de uma maneira inusitada e imaginativa.<br \/>\nEm \u201cQueer\u201d, inspirado no livro de William S. Burroughs, Craig interpreta William Lee (uma esp\u00e9cie de alter ego do escritor). Ele vive como expatriado numa comunidade americana na Cidade do M\u00e9xico, durante a d\u00e9cada de 1950.<br \/>\nAssista ao trailer do filme \u201cQueer\u201d<br \/>\nAcostumado a viver sozinho e com poucos contatos com outras pessoas, Lee tem sua vida mudada ap\u00f3s conhecer o jovem Eugene (Drew Starkey), um ex-soldado expatriado. Encantado pelo rapaz, Lee faz de tudo para conquist\u00e1-lo, apesar da resist\u00eancia de Eugene, o que gera uma rela\u00e7\u00e3o cheia de altos e baixos.<br \/>\nO filme tamb\u00e9m \u00e9 irregular. Dividido em tr\u00eas cap\u00edtulos e um ep\u00edlogo, \u201cQueer\u201d tem partes instigantes, mas outras t\u00eam dificuldade para conquistar.<br \/>\nFogo, paix\u00e3o e irregularidade<br \/>\nO roteiro constr\u00f3i bem o caos psicol\u00f3gico do protagonista. Ele vai se envolvendo com outros at\u00e9 encontrar Eugene. O novo affair faz com que ele se entregue a uma paix\u00e3o inesperada.<br \/>\nPor causa desse novo sentimento, nem sempre correspondido, o protagonista sofre. Quando o filme se debru\u00e7a sobre essa quest\u00e3o, ele engrena. Chega at\u00e9 a parecer uma vers\u00e3o mais adulta de \u201cMe chame pelo seu nome\u201d, filme que ajudou a popularizar o nome de Guadagnino.<br \/>\nDaniel Craig e Drew Starkey estrelam \u2018Queer\u2019, de Luca Guadagnino<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nOutro achado do filme est\u00e1 na curiosa escolha de m\u00fasicas mais contempor\u00e2neas como parte de sua trilha sonora. Can\u00e7\u00f5es de artistas bem conhecidos como Prince, Sin\u00e9ad O\u2019 Connor, Nirvana e New Order tocam durante a trama e a ideia funciona de forma eficaz.<br \/>\nA trilha tem ainda Caetano Veloso, com \u201cVaster than Empires\u201d, composta para o filme por Trent Reznor e Atticus Ross. A dupla j\u00e1 tinha trabalhado com Guadagnino na envolvente trilha de \u201cRivais\u201d<br \/>\nPor\u00e9m, quando a hist\u00f3ria aborda outros elementos, o filme se torna confuso. Surgem durante a trama sequ\u00eancias aleat\u00f3rias que pouco enriquecem a trama.<br \/>\nViagem alucinante<br \/>\nPara filmar \u201cQueer\u201d, Guadagnino voltou a trabalhar com boa parte da equipe de \u201cRivais\u201d, como o roteirista Justin Kuritzkes. Por\u00e9m, ele n\u00e3o manda t\u00e3o bem. Bem menos fluido, roteiro erra e acerta ao traduzir o original de William S. Burroughs. Assim, alguns personagens e situa\u00e7\u00f5es parecem deslocadas da proposta do longa.<br \/>\nLee (Daniel Craig) e Eugene (Drew Starkey) embarcam numa viagem em \u2018Queer\u2019, de Luca Guadagnino<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nO estilo do escritor \u00e9 dif\u00edcil de adaptar, como j\u00e1 foi mostrado em produ\u00e7\u00f5es anteriores como \u201cMist\u00e9rios e Paix\u00f5es \u201d (1991), de David Cronemberg, ou \u201cMedo e del\u00edrio\u201d (1998), de Terry Gillian.<br \/>\nNo cap\u00edtulo em que Lee e Eugene viajam pela Am\u00e9rica do Sul, a experi\u00eancia \u00e9 curiosa e perturbadora. S\u00f3 que a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 sempre desenvolvida de maneira org\u00e2nica, o que pode confundir ou entediar o espectador menos atento ou familiarizado com as narrativas do diretor.<br \/>\nNesta parte da trama, o filme ganha uma personagem interessante: a bi\u00f3loga interpretada por Lesley Manville (\u201cTrama Fantasma\u201d) ajuda a dupla a encontrar o que procuram. A boa atua\u00e7\u00e3o da atriz, em performance ex\u00f3tica mas no tom certo, \u00e9 um dos pontos fortes.<br \/>\nMasculinidade desconstru\u00edda<br \/>\nLee (Daniel Craig) sofre de amor por Eugene (Drew Starkey) em \u2018Queer\u2019, de Luca Guadagnino<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nMas a grande performance do filme, claro, \u00e9 de Daniel Craig, cotado ao Oscar de Melhor Ator pelo papel. Ele merece elogios n\u00e3o s\u00f3 por abandonar com facilidade a aura imponente constru\u00edda com James Bond, mas tamb\u00e9m por interpretar o protagonista com sensibilidade e intensidade.<br \/>\nH\u00e1 uma sequ\u00eancia, por exemplo, em que Craig demonstra dor e sofrimento apenas com seu olhar, diante de uma c\u00e2mera est\u00e1tica. Vale destacar ainda o bom entrosamento com Drew Starkey, seu par no filme.<br \/>\nNo final das contas, \u201cQueer\u201d tem sua for\u00e7a, mas n\u00e3o chega a atingir tudo o que poderia oferecer. Vale como uma introdu\u00e7\u00e3o para quem nunca teve contato com o universo de Burroughs e n\u00e3o se choca facilmente diante de cenas de erotismo elevado. Al\u00e9m disso, \u00e9 mais uma chance de ver uma \u00f3tima constru\u00e7\u00e3o de personagem feita por um astro que preferiu n\u00e3o se acomodar em seu trabalho.<br \/>\nCartela resenha cr\u00edtica g1<br \/>\ng1<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/g1-ja-viu\/noticia\/2024\/12\/12\/queer-mostra-romance-de-forma-inusitada-e-atuacao-intensa-de-daniel-craig-g1-ja-viu.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cotado ao Oscar, ex-007 \u00e9 o destaque no filme de Luca Guadagnino, diretor de \u2018Me chame pelo seu nome\u2019 e \u2018Rivais\u2019. 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