{"id":32996,"date":"2025-01-03T15:01:12","date_gmt":"2025-01-03T18:01:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/nos-40-anos-da-axe-music-eis-40-musicas-que-atestam-a-grandeza-do-cancioneiro-do-genero-afro-pop-baiano\/"},"modified":"2025-01-03T15:01:12","modified_gmt":"2025-01-03T18:01:12","slug":"nos-40-anos-da-axe-music-eis-40-musicas-que-atestam-a-grandeza-do-cancioneiro-do-genero-afro-pop-baiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/nos-40-anos-da-axe-music-eis-40-musicas-que-atestam-a-grandeza-do-cancioneiro-do-genero-afro-pop-baiano\/","title":{"rendered":"Nos 40 anos da \u2018ax\u00e9 music\u2019, eis 40 m\u00fasicas que atestam a grandeza do cancioneiro do g\u00eanero afro-pop-baiano"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     \u266b AN\u00c1LISE E MEM\u00d3RIA<br \/>\n\u266a G\u00eanero que irrompeu em Salvador (BA) em 1985, tendo como marco zero o estouro nacional de Fricote, m\u00fasica de Luiz Caldas e Paulinho Camafeu que projetou Caldas em todo o Brasil, a m\u00fasica afro-pop-baiana rotulada como ax\u00e9 music sempre foi vista com desd\u00e9m pelas elites culturais de maioria branca por ser m\u00fasica de esp\u00edrito foli\u00e3o, calcada no ritmo, nas levadas loucas que arrastam multid\u00f5es atr\u00e1s dos trios el\u00e9tricos.<br \/>\nAt\u00e9 o r\u00f3tulo involunt\u00e1rio que pegou \u2013 ax\u00e9 music, cunhado pelo jornalista Hagamenon Brito em 1987 \u2013 embutia certo ar de deboche com o g\u00eanero de alma carnavalesca.<br \/>\nA rigor, essa m\u00fasica pra pular baiana n\u00e3o surgiu do nada em 1985. J\u00e1 havia uma cena local em Salvador (BA) que vinha sendo fomentada e, de certo modo, pode-se dizer que a alma da ax\u00e9 music j\u00e1 existia desde o primeiro trio el\u00e9trico de Dod\u00f4 &amp; Osmar e tamb\u00e9m nas m\u00fasicas de Moraes Moreira (1947 \u2013 2020).<br \/>\nMoraes foi grande compositor que se tornaria voz dissonante na era em que o g\u00eanero dominou as r\u00e1dios e o mercado musical da Bahia (com fortes reverbera\u00e7\u00f5es em todo o Brasil, sobretudo a partir da explos\u00e3o de Daniela Mercury em 1992), mas que, na verdade, foi leg\u00edtimo precursor dessa m\u00fasica de tom festivo, tropicaliente por tamb\u00e9m deglutir ritmos de pa\u00edses vizinhos da Am\u00e9rica Latina em caldeir\u00e3o fervente que tem o samba-reggae como matriz.<br \/>\nDe todo modo, o ax\u00e9 historicamente nasceu em 1985 e, por isso, no ano em que o g\u00eanero completa 40 anos, j\u00e1 soterrado em Salvador (BA) pelo imp\u00e9rio do pagod\u00e3o baiano, o Blog do Mauro Ferreira lista 40 m\u00fasicas que atestam a grandeza do cancioneiro do g\u00eanero.<br \/>\nS\u00e3o m\u00fasicas, em grande parte, de autoria de compositores negros da Bahia (Beto Jamaica, Ger\u00f4nimo Santana, Guiguio, Lazzo Matumbi, Luciano Gomes, Pierre Onassis e Rey Zulu, entre outros), quase nunca valorizados na medida da import\u00e2ncia que tiveram ou ainda t\u00eam na m\u00fasica brasileira.<br \/>\nA lista das 40 mais do ax\u00e9 \u00e9 dominada por composi\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas entre os anos 1980 e 1990, d\u00e9cadas do apogeu do g\u00eanero, mas vai at\u00e9 2021, ano em que Marcia Castro lan\u00e7ou o \u00e1lbum Ax\u00e9, idealizado para reanimar um g\u00eanero que simboliza o canto do povo de um lugar cheio de magia chamado Bahia.<br \/>\nIlustra\u00e7\u00e3o da capa do songbook \u2018Ax\u00e9 music \u2013 O som da Bahia\u2019, de Luciano Alves<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o parcial da capa do songbook \u2018Ax\u00e9 music \u2013 O som da Bahia\u2019, de Luciano Alves<br \/>\n\u266a Eis, em ordem cronol\u00f3gica, 40 composi\u00e7\u00f5es importantes na hist\u00f3ria do g\u00eanero rotulado como ax\u00e9 music:<br \/>\n\u266c Fricote (Luiz Caldas e Paulinho Camafaeu, 1985)<br \/>\n\u266b A letra \u00e9 inaceit\u00e1vel pelo conte\u00fado racista e assusta que tenha sido cantada em todo o Brasil, em 1985, sem reflex\u00e3o sobre os versos. Nem o pr\u00f3prio Luiz Caldas canta mais Fricote em shows. Hoje, a import\u00e2ncia da m\u00fasica reside somente no fato de ter detonado a explos\u00e3o de um g\u00eanero e de uma cena efervescente em Salvador (BA).<br \/>\n\u266c \u00c9 D\u2019Oxum (Ger\u00f4nimo Santana e Vev\u00e9 Calazans, 1985)<br \/>\n\u266b Lan\u00e7ada pelo grupo MPB4 na trilha da miniss\u00e9rie Tenda dos milagres (1985) sem repercuss\u00e3o e regravada por Ger\u00f4nimo no \u00e1lbum Mensageiro da alegria (1986), a m\u00fasica se tornou merecidamente um standard a partir dos anos 1990, j\u00e1 tendo merecido registros de cantoras do porte de Gal Costa (1945 \u2013 2022), Elba Ramalho, Margareth Menezes, Daniela Mercury e Rita Benneditto.<br \/>\n\u266c Eu sou neg\u00e3o (Macuxi muita onda) (Ger\u00f4nimo Santana, 1987)<br \/>\n\u266b Al\u00e9m de ter dado proje\u00e7\u00e3o a Ger\u00f4nimo como compositor e int\u00e9rprete, a m\u00fasica Eu sou neg\u00e3o exp\u00f4s o orgulho negro de uma Bahia bela e preta, musicalmente miscigenada com ritmos caribenhos e africanos.<br \/>\n\u266c Madagascar Olodum (Rey Zulu, 1987)<br \/>\n\u266b Samba-reggae do primeiro \u00e1lbum do Olodum, grupo origin\u00e1rio do bloco afro fundado em 1979. O Olodum \u00e9 manancial de grandes m\u00fasicas do ax\u00e9. Madagascar Olodum ganhou o Brasil na vers\u00e3o eletrificada gravada pela Banda Reflexu\u2019s ainda em 1987, na voz de Marin\u00eas.<br \/>\n\u266c Salvador n\u00e3o inerte (Beto Jamaica e Bob\u00f4co, 1987)<br \/>\n\u266b Outro samba-reggae do primeiro \u00e1lbum do Olodum, Egito Madagascar (1987). Um dos autores \u00e9 Beto Jamaica, grande compositor da m\u00fasica baiana. Foi regravado por Gal Costa no \u00e1lbum Plural (1990).<br \/>\n\u266c Ladeira do Pel\u00f4 (Bet\u00e3o, 1987)<br \/>\n\u266b Apresentado em medley com Salvador n\u00e3o inerte no primeiro \u00e1lbum do Olodum, o samba-reggae Ladeira do Pel\u00f4 tamb\u00e9m aparece no \u00e1lbum For\u00e7a interior (1987), da Banda Mel.<br \/>\n\u266c Fara\u00f3 (Divindade do Egito) (Luciano Gomes, 1987)<br \/>\n\u266bSamba-reggae apresentado no primeiro \u00e1lbum do Olodum e amplificado na voz de Margareth Menezes em grava\u00e7\u00e3o feita com Djalma Oliveira e lan\u00e7ada no mesmo ano de 1987. O refr\u00e3o incendeia os shows de Margareth.<br \/>\n\u266c A roda (Sarajane, Robson de Jesus e Alfredo Moura, 1987)<br \/>\n\u266b  Com versos de malicioso duplo sentido, A roda abriu caminhos para Sarajane, cantora que se tornou a primeira voz feminina da ax\u00e9 music a ganhar proje\u00e7\u00e3o nacional. \u00c9 o hit do \u00e1lbum Hist\u00f3ria do Brasil (1987).<br \/>\n\u266c Uma hist\u00f3ria de If\u00e1 (Elegib\u00f4) (Ythamar Tropic\u00e1lia e Rey Zulu, 1987)<br \/>\n\u266b O samba-reggae foi lan\u00e7ado pelo grupo Ara Ketu em 1987, mas todo mundo conhece Elegib\u00f4 \u2013 subt\u00edtulo pelo qual a m\u00fasica Uma hist\u00f3ria de If\u00e1 ficou conhecida \u2013 na voz calorosa de Margareth Menezes por conta da grava\u00e7\u00e3o do primeiro \u00e1lbum da cantora, lan\u00e7ado em 1988.<br \/>\n\u266c Alegria da cidade (Lazzo Matumbi e Jorge Portugal, 1988)<br \/>\n\u266b Esse reggae foi lan\u00e7ado por Margareth Menezes no primeiro \u00e1lbum da cantora, de 1988. O autor da m\u00fasica \u00e9 Lazzo Matumbi. Os versos s\u00e3o de Jorge Portugal (1956 \u2013 2020), um dos grandes letristas do universo musical afro-baiano.<br \/>\n\u266c Me abra\u00e7a e me beija (Lazzo Matumbi e Gileno F\u00e9lix, 1988)<br \/>\n\u266b Reggae lan\u00e7ado pelo autor Lazzo Matumbi no \u00e1lbum Atr\u00e1s do p\u00f4r-do-sol (1988), Me abra\u00e7a e me beija ficou associado ao canto potente de Margareth Menezes, que gravou a m\u00fasica em vers\u00e3o bil\u00edngue no \u00e1lbum Kindala (1991).<br \/>\n\u266c Brilho de beleza (Nego Tenga, 1988)<br \/>\n\u266b Obra-prima de Nego Tenga, compositor associado ao Muzenza, bloco afro que teve participa\u00e7\u00e3o ativa na cria\u00e7\u00e3o do samba-reggae no in\u00edcio dos anos 1980. Brilho de beleza aparece no \u00e1lbum Muzenza do Reggae (1998), mas a grava\u00e7\u00e3o que popularizou o samba-reggae al\u00e9m das fronteiras da Bahia foi feita por Gal Costa no \u00e1lbum Plural (1990).<br \/>\n\u266c Protesto do Olodum (E l\u00e1 vou eu) (Tatau, 1988)<br \/>\n\u266b Grande sucesso do segundo \u00e1lbum do Olodum, N\u00fabia Axum Eti\u00f3pia (1988), Protesto do Olodum (E l\u00e1 vou eu) ganhou grava\u00e7\u00e3o da Banda Mel no mesmo ano de 1998, refor\u00e7ando tend\u00eancia de as bandas reapresentarem sucessos dos blocos afros com pegada mais pop.<br \/>\n\u266c Negrume da noite (Paulinho do Reco e Cuiuba, 1989)<br \/>\n\u266b  Trata-se de um dos mais belos e po\u00e9ticos sambas-reggae. A grava\u00e7\u00e3o original foi feita pelo grupo Il\u00ea Aiy\u00ea no \u00e1lbum Canto negro, de 1989. Mas Negrume da noite ganhou popularidade a partir do registro feito por Margareth Menezes no \u00e1lbum Kindala (1991).<br \/>\n\u266c Prefixo de ver\u00e3o (Beto Silva, 1990)<br \/>\n\u266b M\u00fasica que deu nome ao \u00e1lbum lan\u00e7ado pela Banda Mel em 1990. Traz no t\u00edtulo a esta\u00e7\u00e3o mais quente para compositores e cantores de ax\u00e9 music.<br \/>\n\u266c Baianidade nag\u00f4 (Evandro Rodrigues, 1991)<br \/>\n\u266b M\u00fasica que abre o melhor \u00e1lbum da Banda Mel, Negra (1991), Baianidade nag\u00f4 traduz na letra a magia que envolve Salvador (BA) no ver\u00e3o, com Carnaval e muito agito que tem como trilha sonora a m\u00fasica afro-pop-baiana. A melodia \u00e9 das mais bonitas do ax\u00e9.<br \/>\n\u266c Cren\u00e7a e f\u00e9 (Beto Jamaica e Adem\u00e1rio, 1991)<br \/>\n\u266b Outra joia do \u00e1lbum Negra, da banda Mel. O samba-reggae Cren\u00e7a e f\u00e9 ganhou o Brasil ao ser inclu\u00eddo por Daniela Mercury no roteiro do show O canto da cidade (1992).<br \/>\n\u266c Swing da cor (Luciano Gomes, 1991)<br \/>\n\u266b O samba-reggae foi lan\u00e7ado por Daniela Mercury no primeiro \u00e1lbum solo da cantora, editado em 1991. A calorosa grava\u00e7\u00e3o estourou e preparou o clima para a explos\u00e3o nacional da cantora em 1992.<br \/>\n\u266c Vem meu amor (Jaguara\u00ed Rodrigues, o Guio, e Silvio Almeida, 1992)<br \/>\n\u266b  A grava\u00e7\u00e3o original foi lan\u00e7ada pelo Olodum em 1992, mas o registro mais conhecido \u00e9 o da Banda Eva, feito em disco ao vivo editado em 1997, ainda com Ivete Sangalo como vocalista.<br \/>\n\u266c Rosa (Pierre Onassis, 1992)<br \/>\n\u266b Sucesso de uma fase em que o grupo Olodum passou a gravar repert\u00f3rio mais rom\u00e2ntico, com apelo pop, Rosa \u00e9 um dos muitos exemplos do talento do compositor Pierre Onassis. Rosa foi regravada por Daniela Mercury no \u00e1lbum M\u00fasica de rua (1994).<br \/>\n\u266c Nossa gente (Avisa l\u00e1) (Roque Carvalho, 1992)<br \/>\n\u266b M\u00fasica gravada pelo Olodum no mesmo \u00e1lbum de Rosa, Nossa gente (Avisa l\u00e1) ganhou grava\u00e7\u00e3o de Caetano Veloso e Gilberto Gil no \u00e1lbum Tropic\u00e1lia 2 (1993).<br \/>\n\u266c O mais belo dos belos (Guiguio, Valter Farias e Adailton Poesia, 1992)<br \/>\n\u266b Parece somente uma m\u00fasica na grava\u00e7\u00e3o feita por Daniela Mercury para o \u00e1lbum O canto da cidade (1992), mas o mais belo dos belos \u00e9 medley que agrega habilmente dois sambas-reggaes em tributo ao bloco afro Il\u00ea Aiy\u00ea, A verdade do Il\u00ea (Guiguio) e O charme da liberdade (Valter Farias e Adailton Poesia).<br \/>\n\u266c O canto da cidade (Tote Gira e Daniela Mercury, 1992)<br \/>\n\u266b A m\u00fasica-t\u00edtulo do segundo \u00e1lbum de Daniela Mercury \u00e9 de Tote Gira. Daniela entrou na parceria por ter reescrito parte dos versos da segunda estrofe e da ponte \u2013 suprimindo palavras como \u201cPel\u00f4\u201d, \u201cSalvador\u201d e \u201ctambor\u201d \u2013 para deixar a m\u00fasica com tom mais universal.<br \/>\n\u266c Porto Seguro (Durval Lelys, 1992)<br \/>\n\u266b Vocalista e compositor da banda Asa de \u00c1guia, Durval Lelys \u00e9 o autor de Porto Seguro, m\u00fasica envolvente lan\u00e7ada pela banda no \u00e1lbum Se ligue (1992).<br \/>\n\u266c Beija-flor (Xex\u00e9u e Z\u00e9 Raimundo, 1993)<br \/>\n\u266b Sucesso da Timbalada, banda criada por Carlinhos Browm com som calcado no toque do timbau.<br \/>\n\u266c Capricho dos deuses (Jau e Jorge Zarath, 1993)<br \/>\n\u266b Um dos primeiros sucessos da carreira solo de Netinho, cantor revelado como vocalista da Banda Beijo.<br \/>\n\u266c Adeus bye bye (Guiguio, Chico Santana e Juci Pita, 1993)<br \/>\n\u266b Samba-reggae que revelou Ivete Sangalo, ent\u00e3o vocalista da Banda Eva. \u00c9 o maior sucesso do primeiro \u00e1lbum da banda.<br \/>\n\u266c Por amor ao Il\u00ea (Guiguio, 1994)<br \/>\n\u266b  Essa declara\u00e7\u00e3o de amor ao bloco Il\u00ea Aiy\u00ea foi a m\u00fasica que mais sobressaiu no repert\u00f3rio do terceiro \u00e1lbum de Daniela, M\u00fasica de rua, de 1994. Por amor ao Il\u00ea \u00e9 exemplo do talento do compositor Agnaldo Pereira da Silva, ligado ao Il\u00ea e conhecido pelo nome art\u00edstico de Guiguio.<br \/>\n\u266c Milla (Manno G\u00f3es e Tuca Fernandes, 1995)<br \/>\n\u266b Embora lan\u00e7ada em 1995 pela banda Jheremmias N\u00e3o Bate Corner, Milla ganhou o Brasil na voz de Netinho em disco ao vivo de 1996. A banda Jammil e as cantoras Preta Gil e Daniela Mercury tamb\u00e9m gravaram Milla.<br \/>\n\u266c Beleza rara (Ed Grand\u00e3o e Nego John, 1996)<br \/>\n\u266b Samba-reggae que deu nome a um dos mais bem-sucedidos \u00e1lbuns de est\u00fadio da Banda Eva na fase em que Ivete Sangalo era a vocalista da banda de ax\u00e9.<br \/>\n\u266c Levada louca (Alain Tavares, Gilson Babil\u00f4nia e Lula Carvalho, 1996)<br \/>\n\u266b Outro grande sucesso da Banda Eva na fase em que Ivete Sangalo era a vocalista do grupo. Apareceu no \u00e1lbum Beleza rara (1996).<br \/>\n\u266c Arer\u00ea (Alain Tavares e Gilson Babil\u00f4nia, 1997)<br \/>\n\u266b Hit do primeiro \u00e1lbum ao vivo da Banda Eva, um dos discos mais vendidos da hist\u00f3ria da ax\u00e9 musica e da pr\u00f3pria m\u00fasica brasileira.<br \/>\n\u266c Il\u00ea P\u00e9rola Negra (O canto do negro) (Guiguio, Milt\u00e3o e Ren\u00e9 Veneno, 2000)<br \/>\n\u266b Iluminado pelo \u00e1lbum O sol da liberdade (2000), de Daniela Mercury, Il\u00ea P\u00e9rola negra \u00e9 joia de mais alto quilate do samba-reggae. A grava\u00e7\u00e3o mais forte \u00e9 a do \u00e1lbum Eletrodom\u00e9stico \u2013 MTV ao vivo, lan\u00e7ado em 2003.<br \/>\n\u266c Dandalunda (Margareth Menezes, 2001)<br \/>\n\u266b M\u00fasica de Carlinhos Brown que revitalizou a discografia de Margareth Menezes ao ser lan\u00e7ada pela cantora no \u00e1lbum Afropopbrasileiro em 2001.<br \/>\n\u266c Festa (Anderson Cunha, 2001)<br \/>\n\u266b Primeiro explosivo sucesso da carreira solo de Ivete Sangalo, Festa deu nome ao terceiro \u00e1lbum solo da cantora.<br \/>\n\u266c Sorte grande (Louren\u00e7o, 2003)<br \/>\n\u266b Conhecido como \u201cPoeira\u201d ou \u201cLevantou poeira\u201d  por conta do aliciante refr\u00e3o, o samba-reggae alicer\u00e7ou a carreira solo de Ivete Sangalo e as vendas do \u00e1lbum Clube Carnavalesco Inocentes em Progresso, lan\u00e7ado em 2003.<br \/>\n\u266c Maimb\u00ea Dand\u00e1 (Carlinhos Brown e Mateus Aleluia, 2004)<br \/>\n\u266b  Parceria do el\u00e9trico Carlinhos Brown com Mateus Aleluia, baob\u00e1 do grupo Tinco\u00e3s, Maimb\u00ea Dand\u00e1 surgiu no \u00e1lbum Carnaval eletr\u00f4nico (2004) e, mesmo sem apoio da gravadora, se tornou hit em todo o Brasil na voz de Daniela Mercury.<br \/>\n\u266c Arco-\u00edris do amor (F\u00e1bio Alc\u00e2ntara, Lucas Santtana e Magary Lord, 2019)<br \/>\n\u266b Com refr\u00e3o incendi\u00e1rio, a m\u00fasica gravada por Marcia Castro com Margareth Menezes evoca a era de ouro da ax\u00e9 music, mas com tem\u00e1tica atual, hasteando a bandeira das liberdades afetivas e sexuais.<br \/>\n\u266cO mundo vai ((Ivete Sangalo, Gigi, Ramon Cruz, Samir Trindade, Radam\u00e9s Ven\u00e2ncio e Tierry Coringa, 2020)<br \/>\n\u266b \u00daltimo grande sucesso da ax\u00e9 music, O mundo vai foi lan\u00e7ado por Ivete Sangalo em EP de janeiro de 2020, a tempo de se tornar o hit do Carnaval daquele ano. A letra est\u00e1 conectada com os tempos atuais das redes sociais. A levada louca e acelerada \u00e9 simplesmente irresist\u00edvel.<br \/>\n\u266c Que povo \u00e9 esse? (Tenison Del Rey, Marcela Bellas e Paulo Vascon, 2021)<br \/>\n\u266b  Samba-reggae que parece seguir o passo agalopado do frevo, Que povo \u00e9 esse? \u00e9 prova de que a ax\u00e9 music \u00e9 g\u00eanero que permanece vivo, mesmo longe do apogeu comercial. Foi lan\u00e7ado por Marcia Castro em Ax\u00e9 (2021), \u00e1lbum idealizado para revitalizar o g\u00eanero, e regravado pela cantora no recente disco Roda de samba reggae ao vivo (2024).<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/01\/03\/nos-40-anos-da-axe-music-eis-40-musicas-que-atestam-a-grandeza-do-cancioneiro-do-genero-afro-pop-baiano.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u266b AN\u00c1LISE E MEM\u00d3RIA \u266a G\u00eanero que irrompeu em Salvador (BA) em 1985, tendo como marco zero o estouro nacional de Fricote, m\u00fasica de Luiz Caldas e Paulinho Camafeu que projetou Caldas em todo o Brasil, a m\u00fasica afro-pop-baiana rotulada como ax\u00e9 music sempre foi vista com desd\u00e9m pelas elites culturais de maioria branca por<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32997,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-32996","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-entretenimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32996"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32996\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}