{"id":33254,"date":"2025-01-08T15:04:18","date_gmt":"2025-01-08T18:04:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/joyce-moreno-expoe-a-leveza-da-bossa-carioca-em-show-o-janeiro-do-rio-com-a-verve-do-convidado-jards-macale\/"},"modified":"2025-01-08T15:04:18","modified_gmt":"2025-01-08T18:04:18","slug":"joyce-moreno-expoe-a-leveza-da-bossa-carioca-em-show-o-janeiro-do-rio-com-a-verve-do-convidado-jards-macale","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/joyce-moreno-expoe-a-leveza-da-bossa-carioca-em-show-o-janeiro-do-rio-com-a-verve-do-convidado-jards-macale\/","title":{"rendered":"Joyce Moreno exp\u00f5e a leveza da bossa carioca em show, \u2018O janeiro do Rio\u2019, com a verve do convidado Jards Macal\u00e9"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Inclus\u00e3o de \u2018Vapor barato\u2019 no roteiro motivou sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 atriz Fernanda Torres, que cantou a m\u00fasica no filme \u2018Terra estrangeira\u2019, do diretor Walter Salles. Joyce Moreno cai no suingue do samba \u00e0 moda carioca no show \u2018O janeiro do Rio\u2019, estreado no Teatro Ipanema na noite de ontem, 7 de janeiro<br \/>\nAndrea Nestrea \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266b OPINI\u00c3O SOBRE SHOW<br \/>\nT\u00edtulo: O janeiro do Rio<br \/>\nArtistas: Joyce Moreno com participa\u00e7\u00e3o de Jards Macal\u00e9<br \/>\nData e local: 7 de janeiro de 2025 no Teatro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)<br \/>\nCota\u00e7\u00e3o: \u2605 \u2605 \u2605 \u2605 1\/2<br \/>\n\u266a Antes de cantar Ela \u00e9 carioca, samba apresentado em 1963 pelo grupo Os Cariocas, Joyce Moreno confidenciou ao p\u00fablico do Teatro Ipanema que, adolescente, imaginava se teria sido a musa inspiradora dos compositores Antonio Carlos Jobim (1927 \u2013 1994) e Vinicius de Moraes (1913 \u2013 1980) na cria\u00e7\u00e3o desse samba cheio de bossa. Provavelmente n\u00e3o foi, mas bem poderia ter sido. Pois a m\u00fasica e o esp\u00edrito livres de Joyce Silveira Moreno figuram entre as mais completas tradu\u00e7\u00f5es da cidade do Rio de Janeiro (RJ).<br \/>\nA cidade natal da artista norteou o roteiro do show O janeiro do Rio, estreado na noite de ontem, 7 de janeiro, em apresenta\u00e7\u00e3o que reabriu o palco do reformado Teatro Ipanema para a m\u00fasica, dentro do projeto Ter\u00e7as no Ipanema, cuja programa\u00e7\u00e3o prev\u00ea shows do cantor Pedro Lu\u00eds em fevereiro e do grupo Boca Livre em mar\u00e7o.<br \/>\nNas ter\u00e7as-feiras de janeiro, Joyce vai se apresentar com convidados. O do show de ontem \u2013 e tamb\u00e9m convidado do show da pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira, 14 de janeiro \u2013 foi Jards Macal\u00e9, primeiro parceiro de Joyce, com quem a cantora comp\u00f4s e gravou Choro chorado no primeiro \u00e1lbum, lan\u00e7ado em 1968.<br \/>\nJoyce Moreno se diverte com as hist\u00f3rias contadas por Jards Macal\u00e9  no palco do Teatro Ipanema na estreia do show \u2018O janeiro do Rio\u2019<br \/>\nAndrea Nestrea \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nTamb\u00e9m carioca, mas dono de cancioneiro autoral mais nublado, Macal\u00e9 dividiu com Joyce um bloco pautado por celebra\u00e7\u00f5es da manemol\u00eancia do samba de Dorival Caymmi (1914 \u2013 2008) no canto revolucion\u00e1rio de Jo\u00e3o Gilberto (1931 \u2013 2019), evocados atrav\u00e9s das belas lembran\u00e7as de Doralice (Dorival Caymmi e Ant\u00f4nio Almeida, 1945) e Saudade da Bahia (1957).<br \/>\nEntre um samba e outro, Joyce e Macal\u00e9 mandaram Um abra\u00e7o do Jo\u00e3o, parceria deles, apresentada no \u00e1lbum S\u00edntese do lance (2021) \u2013 gravado por Macal\u00e9 com Jo\u00e3o Donato (1934 \u2013 2023) \u2013 e revitalizada na grava\u00e7\u00e3o (bem) mais sedutora que uniu os compositores em single editado em agosto de 2024.<br \/>\nEm set solo, Macal\u00e9 surpreendeu ao cantar samba menos envolvente \u2013 Sim ou n\u00e3o (Geraldo Gomes Mour\u00e3o), gravado pelo artista no \u00e1lbum Contrastes (1977) \u2013 entre dois standards do pr\u00f3prio cancioneiro, Movimento dos barcos (Jards Macal\u00e9 e Jos\u00e9 Carlos Capinan, 1972) e Vapor barato (Jards Macal\u00e9 e Waly Salom\u00e3o, 1971).<br \/>\nO canto de Vapor barato foi pretexto para sauda\u00e7\u00f5es \u00e0 atriz Fernanda Torres, que cantou essa m\u00fasica em Terra estrangeira (1995), filme do mesmo diretor Walter Salles que fez Ainda estou aqui (2023), blockbluster que levou Fernanda a conquistar um Globo de Ouro de melhor atriz na madrugada de segunda-feira, 6 de janeiro, para felicidade e gl\u00f3ria do Brasil.<br \/>\nShow de vozes e viol\u00f5es (e o tocado por Joyce \u00e9 de imensa superioridade, como observou em cena um reverente Macal\u00e9), O janeiro do Rio somente perdeu a leveza carioca quando, a t\u00edtulo de curiosidade, Joyce e Macal\u00e9 cantaram m\u00fasica de tom seresteiro, Poema da rosa (1969), composta por Macal\u00e9 a partir de versos do poeta e dramaturgo alem\u00e3o Bertolt Brecht (1898 \u2013 1956) em tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas de Augusto Boal (1931 \u2013 2009).<br \/>\nEm contrapartida, toda a parte solo de Joyce Moreno exprimiu a alma da cidade do Rio de Janeiro (RJ) no roteiro aberto com Tardes cariocas (1983) \u2013 m\u00fasica autoral que batizou \u00e1lbum lan\u00e7ado pela artista em 1983 e cuja letra traz o verso (\u201cJaneiro no Rio \u00e9 sempre no ver\u00e3o\u201d) que inspirou o t\u00edtulo do show \u2013 e fechado, j\u00e1 no bis, com a marcha Cidade maravilhosa (Andr\u00e9 Filho, 1934), hino extraoficial carioca, cantado por Joyce e Macal\u00e9 (de volta ao palco para o bis) em clima de congra\u00e7amento.<br \/>\nAntes, a artista real\u00e7ou em Puro ouro (Joyce Moreno, 2012) o dom carioca de compor e cantar samba, deu voz \u00e0 can\u00e7\u00e3o Mist\u00e9rios (Mauricio Maestro e Joyce Moreno, 1978) e puxou samba-enredo do bamba carioca Paulinho da Viola, Amor \u00e0 natureza (1975) \u2013 pioneiro na defesa da causa ambiental \u2013 antes de cair no Samba do carioca (Carlos Lyra e Viniicius de Moraes, 1964).<br \/>\nTudo foi cantado e tocado com a bossa, a divis\u00e3o e o viol\u00e3o singulares de Joyce, compositora pioneira na luta por uma escrita feminina. O que legitimou o feminista bloco autoral que arrematou o show (antes do bis) com os sambas A velha maluca (2018), Mulheres do Brasil (1988) e Feminina (1979).<br \/>\nValorizada pela verve de Jards Macal\u00e9, que divertiu o p\u00fablico sobretudo quando contou a hist\u00f3ria que o levou a compor Um abra\u00e7o do Jo\u00e3o, a estreia do show O janeiro do Rio confirmou o que todo mundo no Teatro Ipanema j\u00e1 sabia: a m\u00fasica de Joyce Moreno \u00e9 puro ouro, no ver\u00e3o e tamb\u00e9m em qualquer outra esta\u00e7\u00e3o. \u00c9 que ela, a artista e a m\u00fasica, \u00e9 carioca, ela \u00e9 carioca\u2026<br \/>\nJoyce Moreno e Jards Macal\u00e9 dividem o palco do reformado Teatro Ipanema em show que reabriu o espa\u00e7o para a m\u00fasica<br \/>\nAndrea Nestrea \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266a Eis o roteiro seguido em 7 de janeiro de 2025 por Joyce Moreno (com Jards Macal\u00e9) na estreia do show O janeiro do Rio no Teatro Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), dentro do projeto Ter\u00e7as no Ipanema :<br \/>\nJoyce Moreno:<br \/>\n1. Tardes cariocas (Joyce Moreno, 1983)<br \/>\n2. Puro ouro (Joyce Moreno, 2012)<br \/>\n3. Mist\u00e9rios (Maur\u00edcio Maestro e Joyce Moreno, 1978)<br \/>\n4. Monsieur Binot (Joyce Moreno, 1981)<br \/>\n5. Ela \u00e9 carioca (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1963)<br \/>\n6. Amor \u00e0 natureza (Paulinho da Viola, 1975)<br \/>\n7. Samba do carioca (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1964)<br \/>\nJoyce Moreno com Jards Macal\u00e9:<br \/>\n8. Doralice (Dorival Caymmi e Antonio Almeida, 1945)<br \/>\n9. Um abra\u00e7o do Jo\u00e3o (Jards Macal\u00e9 e Joyce Moreno, 2021)<br \/>\nJards Macal\u00e9:<br \/>\n10. Movimento dos barcos (Jards Macal\u00e9 e Jos\u00e9 Carlos Capinan, 1972)<br \/>\n11. Sim ou n\u00e3o (Geraldo Gomes Mour\u00e3o, 1977)<br \/>\n12. Vapor barato (Jards Macal\u00e9 e Waly Salom\u00e3o, 1971)<br \/>\nJoyce Moreno e Jards Macal\u00e9:<br \/>\n13. Poema da rosa (Jards Macal\u00e9 a partir de poema de Bertolt Brecht em tradu\u00e7\u00e3o de Augusto Boal para o portugu\u00eas, 1969)<br \/>\n14. Saudade da Bahia (Dorival Caymmi, 1955)<br \/>\nJoyce Moreno:<br \/>\n15. A velha maluca (Joyce Moreno, 2012)<br \/>\n16. Mulheres do Brasil (Joyce Moreno, 1988)<br \/>\n17. Feminina (Joyce Moreno, 1979)<br \/>\nBis:<br \/>\nJoyce Moreno e Jards Macal\u00e9:<br \/>\n18. Cidade maravilhosa (Andr\u00e9 Filho, 1934)<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/01\/08\/joyce-moreno-expoe-a-leveza-da-bossa-carioca-em-show-o-janeiro-do-rio-com-a-verve-do-convidado-jards-macale.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inclus\u00e3o de \u2018Vapor barato\u2019 no roteiro motivou sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 atriz Fernanda Torres, que cantou a m\u00fasica no filme \u2018Terra estrangeira\u2019, do diretor Walter Salles. 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