{"id":33414,"date":"2025-01-11T03:03:49","date_gmt":"2025-01-11T06:03:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/essa-conversa-de-que-so-tinha-rock-no-rock-in-rio-e-nao-tem-mais-e-lenda-urbana-diz-roberto-medina\/"},"modified":"2025-01-11T03:03:49","modified_gmt":"2025-01-11T06:03:49","slug":"essa-conversa-de-que-so-tinha-rock-no-rock-in-rio-e-nao-tem-mais-e-lenda-urbana-diz-roberto-medina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/essa-conversa-de-que-so-tinha-rock-no-rock-in-rio-e-nao-tem-mais-e-lenda-urbana-diz-roberto-medina\/","title":{"rendered":"Essa conversa de que s\u00f3 tinha rock no Rock in Rio e n\u00e3o tem mais \u00e9 lenda urbana, diz Roberto Medina"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Neste s\u00e1bado (10), festival completa 40 anos. Ao g1, criador fala sobre repetir atra\u00e7\u00f5es, elogia trap e promete inova\u00e7\u00f5es para 2026: \u2018Carros voadores na \u00e1rea VIP e leitura facial na entrada\u2019. Roberto Medina, criador do Rock in Rio, na entrada da cidade do rock em 2024<br \/>\nRog\u00e9rio Fidalgo\/Agnews<br \/>\nNeste s\u00e1bado (11), o Rock in Rio celebra quatro d\u00e9cadas de hist\u00f3ria. Mas Roberto Medina, criador do evento, quer mais. \u201cNo pr\u00f3ximo Rock in Rio, j\u00e1 teremos carros voadores na \u00e1rea VIP, leitura facial para a entrada do p\u00fablico e outras inova\u00e7\u00f5es\u201d, ele antecipa, em papo com g1 por videoconfer\u00eancia.<br \/>\nNa entrevista abaixo, o executivo compartilhou suas perspectivas sobre o futuro do festival e garantiu que a ideia sempre foi (e ser\u00e1) aumentar a diversidade de g\u00eaneros musicais no line-up. \u201cEssa conversa de que s\u00f3 tinha rock no festival e n\u00e3o tem mais \u00e9 uma lenda urbana.\u201d<br \/>\nMedina falou sobre os desafios de renovar as atra\u00e7\u00f5es (ele j\u00e1 tentou trazer artistas de K-pop, e seguir\u00e1 tentando) e defendeu a repeti\u00e7\u00e3o de bandas. \u201cSe eu trouxer de novo o Guns, a m\u00eddia vai dizer que o Axl n\u00e3o tem mais voz, muitas pessoas podem reclamar, mas vai lotar outra vez. Eu respeito muito quando voc\u00ea passa a ir al\u00e9m da sua m\u00fasica e se torna uma entidade.\u201d<br \/>\nESPECIAL: Os 40 maiores shows do Rock in Rio<br \/>\nAl\u00e9m de Guns e de diversidade de estilos, o presidente do Rock in Rio tamb\u00e9m falou de outras decis\u00f5es, como ter escalado Mariah Carey no Palco Sunset e n\u00e3o aceitar o patroc\u00ednio de certas marcas de bebida.<br \/>\n\u201cNeguei muitas vezes patroc\u00ednios de bebidas destiladas na \u00e1rea da pista. Sou um dos \u00fanicos festivais do mundo que n\u00e3o permite bebidas de alto teor alco\u00f3lico, desde o primeiro Rock in Rio. \u00c9 uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a.\u201d<br \/>\nRoberta Medina responde ao p\u00fablico sobre escolha das atra\u00e7\u00f5es do Rock in Rio<br \/>\ng1 \u2013 Como o senhor imagina o festival no futuro, daqui a 10 anos, por exemplo, quando for completar meio s\u00e9culo de hist\u00f3ria?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 \u00c9 uma boa pergunta. No passado, n\u00e3o t\u00ednhamos telefonia celular, fax, praticamente nada na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o\u2026. em 1985, por causa do Rock in Rio, a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica brasileira aumentou 180%. N\u00e3o estou falando apenas de rock, metal ou pop, mas da ind\u00fastria da m\u00fasica como um todo. Consolidamos importantes bandas brasileiras e algumas internacionais.<br \/>\ng1 \u2013 Existem inova\u00e7\u00f5es que podem aparecer no pr\u00f3ximo Rock in Rio?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 No pr\u00f3ximo Rock in Rio, j\u00e1 teremos carros voadores na \u00e1rea VIP, leitura facial para a entrada do p\u00fablico e outras inova\u00e7\u00f5es. Mas o que sempre estar\u00e1 presente \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o humana, a experi\u00eancia de estar junto com o outro. A vida \u00e9 ao vivo, a m\u00fasica \u00e9 ao vivo. As pessoas precisam conviver, e isso n\u00e3o vai mudar. A natureza \u00e9 ao vivo, o ser humano \u00e9 greg\u00e1rio. A experi\u00eancia de estar junto ainda \u00e9 imbat\u00edvel.<br \/>\nRoberto Medina \u00e0 frente da primeira Cidade do Rock, em Jacarepagu\u00e1, ao lado do Riocentro<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\ng1 \u2013 Nos \u00faltimos anos, temos visto uma diversidade ainda maior de g\u00eaneros musicais no Rock in Rio. No ano passado, foram mais atra\u00e7\u00f5es do funk, um dia dedicado ao trap e a inclus\u00e3o do sertanejo pela primeira vez. S\u00e3o g\u00eaneros que vieram para ficar no Rock in Rio?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 Sempre procurei diversificar. Tivemos ax\u00e9, Elba Ramalho\u2026 Com a dimens\u00e3o da m\u00fasica sertaneja, do trap e do funk cada vez mais presentes no streaming e na m\u00eddia, \u00e9 natural que o Rock in Rio, sendo um evento democr\u00e1tico, busque representar esses ritmos.<br \/>\n\u201cO festival \u00e9 uma festa, nunca foi um festival s\u00f3 de rock. \u00c0s vezes, o nome gera um pouquinho de confus\u00e3o, n\u00e9? Na \u00e9poca que eu criei, rock n\u00e3o era s\u00f3 um estilo, era um estado de esp\u00edrito, uma coisa meio disruptiva. Essa conversa de que s\u00f3 tinha rock no festival e n\u00e3o tem mais \u00e9 uma lenda urbana.\u201d<br \/>\nFalam que antes era rock e agora n\u00e3o tem mais rock como no in\u00edcio. N\u00e3o \u00e9 verdade. Mas isso \u00e9 bacana, acho que \u00e9 legal o debate. Isso mostra que as pessoas se importam com o Rock in Rio\u2026<br \/>\ng1 \u2013 Sim, \u00e9 como acontece com a convoca\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o brasileira. Sempre tem cr\u00edtica, sempre tem gente falando que algum jogador est\u00e1 faltando, que outro est\u00e1 sobrando\u2026<br \/>\nRoberto Medina \u2013 Exatamente, \u00e9 isso mesmo. O futebol e a m\u00fasica t\u00eam essa coisa em comum, de agregar. Mas puxando a brasa para minha sardinha, a m\u00fasica \u00e9 ainda melhor porque ningu\u00e9m sai perdendo.<br \/>\ng1 \u2013 Tem um f\u00e3-clube que acha que est\u00e1 perdendo, que \u00e9 o do k-pop. Em nome deles, preciso perguntar mais uma vez: o k-pop est\u00e1 nos planos do Rock in Rio?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 N\u00e3o tenho problema algum em ter uma banda de k-pop no Rock in Rio. N\u00e3o houve coincid\u00eancia de datas com bandas grandes como Blackpink, mas estamos abertos a essa possibilidade. As datas ainda n\u00e3o casaram e precisamos da inten\u00e7\u00e3o da banda vir ao Brasil. N\u00e3o depende s\u00f3 da vontade do festival. A escolha das atra\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 minha, ela \u00e9 baseada em pesquisas e no que o p\u00fablico deseja. Depois, para cada dia, procuramos dividir por faixa et\u00e1ria e por estilo musical, mas nem sempre conseguimos fazer do jeito que gostar\u00edamos.<br \/>\nMultid\u00e3o acompanha show do Rock in Rio em 1985, na primeira edi\u00e7\u00e3o do festival em Jacarepagu\u00e1, no Rio de Janeiro<br \/>\nRock in Rio\/Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\ng1 \u2013 O festival chegou a ter mais de 200 mil pessoas por dia. Hoje, o p\u00fablico \u00e9 em m\u00e9dia de 100 mil pessoas. O quanto essa adequa\u00e7\u00e3o foi importante por quest\u00f5es de seguran\u00e7a e log\u00edstica?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 Come\u00e7amos com 250 mil pessoas no primeiro evento, mas fui reduzindo para melhorar a qualidade da entrega. Com 100 mil pessoas, conseguimos atender ao p\u00fablico de maneira quase completa. A experi\u00eancia \u00e9 nossa prioridade, e buscamos sempre entregar o melhor. A gente foi aprimorando a experi\u00eancia com o tempo e hoje acho que \u201c100 mil\u201d se tornou um n\u00famero m\u00e1gico. Aprendemos que \u00e9 importante reter as pessoas o m\u00e1ximo poss\u00edvel na hora da sa\u00edda, ent\u00e3o mantemos bares e lugares de comidas abertos, continuamos com um show no Sunset, depois que o principal acaba. Isso ajuda a diminuir a sa\u00edda em massa. \u00c9 um processo de acerto e erro, e fomos melhorando com o tempo.<br \/>\ng1 \u2013 Mariah Carey no Palco Sunset passou muito bem o recado de que esse palco tem a mesma import\u00e2ncia do mundo. Mas como foi lidar com as reclama\u00e7\u00f5es antes do show?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 Eu entendi as reclama\u00e7\u00f5es, porque as pessoas ainda n\u00e3o sabiam que o Sunset teria o mesmo tamanho e estrutura do Palco Mundo. Sempre h\u00e1 reclama\u00e7\u00f5es e converso muito com os artistas sobre isso. Sabemos que 25% das reclama\u00e7\u00f5es v\u00eam de haters que sempre v\u00e3o reclamar. Para mim, o resultado foi muito bacana, porque a gente carimbou a ideia de que \u00e9 um palco da mesma dimens\u00e3o do Mundo. E tem mais uma coisa: quando surgiu a oportunidade de trazer a Mariah, j\u00e1 est\u00e1vamos comprometidos com outros artistas no Palco Mundo. Ent\u00e3o, foi um conjunto de fatores, eu n\u00e3o tinha como escalar a Mariah no Palco Mundo para aquele dia\u2026 mas a repercuss\u00e3o do show foi incr\u00edvel.<br \/>\nMariah Carey canta \u2018I want to know what love is\u2019<br \/>\ng1 \u2013 Mesmo com um dia dedicado ao rock, com o Avenged Sevenfold e Evanescence, uma parte do p\u00fablico reclamou que queria mais rock e metal. E, no geral, esta foi de fato a edi\u00e7\u00e3o com menos atra\u00e7\u00f5es roqueiras, mais cl\u00e1ssicas, com exce\u00e7\u00e3o de nomes como Deep Purple e Journey. Na an\u00e1lise de voc\u00eas, faltou um pouco de rock em 2024?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 As grandes bandas de metal e rock pesado, como Metallica, t\u00eam agendas muito complexas. Sempre que houver oportunidade, traremos essas bandas. O Rock in Rio tem a vantagem de reunir a maior plateia do mundo, mas tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil encontrar bandas que possam atender a essa demanda. No topo da pir\u00e2mide, h\u00e1 poucas bandas que podem atrair 100 mil pessoas. S\u00e3o no m\u00e1ximo 30 bandas que podem ter uma performance deste tipo de dimens\u00e3o. A grande vantagem do Rock in Rio \u00e9 que ele \u00e9 o pr\u00f3prio headliner. As pessoas v\u00e3o ao festival para viver a experi\u00eancia, n\u00e3o apenas para ver uma atra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Temos pesquisas que mostram isso: 50% vai para ver algum artista e 50% v\u00e3o pelo festival. \u00c9 emocionante ver pessoas com a marca do Rock in Rio tatuada. Isso n\u00e3o tem a ver com a banda A ou B, mas com a experi\u00eancia vivida l\u00e1.<br \/>\ng1 \u2013 O Rock in Rio tem uma hist\u00f3ria de parcerias com marcas, e o p\u00fablico hoje j\u00e1 se acostumou a enfrentar filas para participar de experi\u00eancias em estandes e pegar brindes. Quais s\u00e3o os crit\u00e9rios para escolher os parceiros comerciais? Existem marcas com as quais o festival n\u00e3o se associaria? J\u00e1 aconteceu de negarem parcerias, mesmo sendo muito lucrativas?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 Neguei muitas vezes patroc\u00ednios de bebidas destiladas na \u00e1rea da pista. Sou um dos \u00fanicos festivais do mundo que n\u00e3o permite bebidas de alto teor alco\u00f3lico, desde o primeiro Rock in Rio. \u00c9 uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a. Na hist\u00f3ria do festival, recebemos 12 milh\u00f5es de pessoas sem nenhum grande problema. A cerveja \u00e9 permitida, porque n\u00e3o causa o mesmo efeito. Tamb\u00e9m n\u00e3o permito marcas no palco, porque o palco \u00e9 do artista. As marcas est\u00e3o na Cidade do Rock, mas n\u00e3o no palco. Isso \u00e9 rigoroso desde o primeiro Rock in Rio.<br \/>\nRoberto Medina com os filhos no espa\u00e7o da Cidade do Rock da primeira edi\u00e7\u00e3o do Rock in Rio, em 1985<br \/>\nArquivo pessoal\/ Roberta Medina<br \/>\ng1 \u2013 Provando que \u00e9 imposs\u00edvel agradar todo mundo, tem um outro lado: senhor geralmente aposta em atra\u00e7\u00f5es que deram certo em edi\u00e7\u00f5es anteriores e com isso h\u00e1 uma repeti\u00e7\u00e3o natural de nomes nos line-ups. As cr\u00edticas sobre essa repeti\u00e7\u00e3o incomodam ou influenciam na hora de escolher as atra\u00e7\u00f5es? Como renovar?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 Eu acho que \u00e9 uma quest\u00e3o que n\u00e3o cabe s\u00f3 a mim, mas \u00e0 ind\u00fastria musical. Ela precisa criar bandas que possam preencher essa vontade da renova\u00e7\u00e3o, porque se voc\u00ea analisar shows dessa natureza e dessa magnitude, dificilmente um evento consegue renovar o line-up. Em 1985, quando o Rock in Rio come\u00e7ou, era muito f\u00e1cil. Ningu\u00e9m tinha vindo ao Brasil e assim foi durante um tempo\u2026 Hoje, voc\u00ea tem uma demanda muito grande em cima das mesmas bandas. N\u00e3o sei qual o problema para haver menos renova\u00e7\u00e3o hoje. Mas tudo bem, como j\u00e1 disse, voc\u00ea sempre vai ter uma parte das pessoas que te criticam eu eu n\u00e3o me acostumei totalmente com isso.<br \/>\nO Travis Scott foi uma escolha pessoal minha, porque eu estava curioso para ver, mas era muito diferente para o Rock in Rio. A\u00ed eu entrei no Twitter e estava l\u00e1: Roberto Medina nos trending topics. Fiquei todo orgulhoso. Falei: \u2018P\u00f4, que legal\u2019. Mas a\u00ed eu fui ver e: \u2018Caraca, todo mundo falando mal de mim! Meu Deus!\u2019 Desliguei o neg\u00f3cio r\u00e1pido, n\u00e3o queria ver mais nada. Falei para minha mulher: \u201cPoxa, as pessoas est\u00e3o me odiando\u201d. Mas a\u00ed lotou e foi demais.<br \/>\ng1 \u2013 O dia do trap foi um dos grandes acertos de 2024, para todo mundo aqui do g1. Porque conseguiu renovar o line-up.<br \/>\nE se fossem dois dias, teria lotado os dois. Mas n\u00e3o fiz esse dia por isso. Existem tamb\u00e9m escolhas como a do Neil Young, que n\u00e3o faz sentido para vender ingresso, mas \u00e9 um nome importante da hist\u00f3ria do rock. Isso tamb\u00e9m aconteceu com o Who, que tivemos a oportunidade de trazer. Era uma banda cara e eu sabia que, sinceramente, n\u00e3o fazia sentido\u2026 Mas meu pensamento n\u00e3o \u00e9 extrativista, mesmo o Rock in Rio sendo um neg\u00f3cio.<br \/>\nRoberto Medina brinda com Frank Sinatra, quando ele veio cantar no Maracan\u00e3 em 1980<br \/>\nArtplan Publicidade\/Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\ng1 \u2013 O senhor j\u00e1 se arrependeu da escala\u00e7\u00e3o de algum artista?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 Sim, me arrependi de trazer o Prince. Ele era um talento gigantesco, mas era uma pessoa muito, muito dif\u00edcil. N\u00e3o acho que valeu a pena para mim, eu me aborreci muito. Mas valeu para o p\u00fablico, pois ele tinha um talento esmagador.<br \/>\ng1 \u2013 O Prince apareceu bem colocado na nossa lista de 40 grandes shows dos 40 anos do Rock in Rio. Mais de 150 pessoas que cobriram o evento enviaram listas e fizemos esse ranking, com o Queen na lideran\u00e7a. Qual seu top 3 de shows hist\u00f3ricos do Rock in Rio?<br \/>\nRoberto Medina \u2013 Meu top 3 tem James Taylor, Prince, que era um monstro no palco, apesar da minha experi\u00eancia ruim\u2026 e tem mais um\u2026 que \u00e9 o Guns. O Axl Rose perdeu um pouco da magia ao longo do tempo, mas ainda entrega grandes shows. Ele \u00e9 uma entidade na hist\u00f3ria da m\u00fasica, assim como Frank Sinatra. O Sinatra, mesmo sem a extens\u00e3o de voz de antes, lotava est\u00e1dios porque era uma parte da hist\u00f3ria. O Axl Rose \u00e9 assim tamb\u00e9m.<br \/>\nEnt\u00e3o, essa preocupa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica \u00e9 claro que existe, porque faz parte da constru\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica, mas se o cara n\u00e3o est\u00e1 com a voz que tinha antes, n\u00e3o importa tanto. Se eu trouxer de novo o Guns, a m\u00eddia vai dizer que o Axl n\u00e3o tem mais voz, muitas pessoas podem reclamar, mas vai lotar outra vez. Eu respeito muito quando voc\u00ea passa a ir al\u00e9m da sua m\u00fasica e se torna uma entidade. Os Rolling Stones s\u00e3o um caso raro, uma coisa louca: continua igual! A\u00ed \u00e9 um mist\u00e9rio como o Jagger continua correndo igual, cantando igual\u2026<br \/>\nG1 \u2013 Sim, eu tive a oportunidade de ver Rolling Stones com o Bruce Springsteen, juntos, no Rock in Rio Lisboa. Dois exemplos disso.<br \/>\nRoberto Medina \u2013 Aquilo foi surreal, n\u00e9? O Bruce estava no meu hotel e mandei um convite para ele. Ele veio com a filha. O Bill Clinton tamb\u00e9m estava na plateia, tudo uma coincid\u00eancia. Foi um dia muito especial, com Bruce Springsteen e Rolling Stones no palco e o Clinton assistindo.<br \/>\nRoberto Medina posa em frente ao Cristo Redentor antes de evento sobre o Rock in Rio 2013<br \/>\nAlexandre Dur\u00e3o\/G1<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/noticia\/2025\/01\/11\/essa-conversa-de-que-so-tinha-rock-no-rock-in-rio-e-nao-tem-mais-e-lenda-urbana-diz-roberto-medina.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste s\u00e1bado (10), festival completa 40 anos. Ao g1, criador fala sobre repetir atra\u00e7\u00f5es, elogia trap e promete inova\u00e7\u00f5es para 2026: \u2018Carros voadores na \u00e1rea VIP e leitura facial na entrada\u2019. Roberto Medina, criador do Rock in Rio, na entrada da cidade do rock em 2024 Rog\u00e9rio Fidalgo\/Agnews Neste s\u00e1bado (11), o Rock in Rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":33415,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-33414","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-entretenimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33414"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33414\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}