{"id":33844,"date":"2025-01-19T03:01:49","date_gmt":"2025-01-19T06:01:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/por-que-relancar-em-lp-o-album-que-apontou-o-desgaste-da-parceria-de-rita-lee-com-roberto-de-carvalho-em-1990\/"},"modified":"2025-01-19T03:01:49","modified_gmt":"2025-01-19T06:01:49","slug":"por-que-relancar-em-lp-o-album-que-apontou-o-desgaste-da-parceria-de-rita-lee-com-roberto-de-carvalho-em-1990","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/por-que-relancar-em-lp-o-album-que-apontou-o-desgaste-da-parceria-de-rita-lee-com-roberto-de-carvalho-em-1990\/","title":{"rendered":"Por que relan\u00e7ar em LP o \u00e1lbum que apontou o desgaste da parceria de Rita Lee com Roberto de Carvalho em 1990?"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Imagem promocional da reedi\u00e7\u00e3o em LP do \u00e1lbum \u2018Rita Lee e Roberto de Carvalho\u2019, de 1990<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266b AN\u00c1LISE<br \/>\n\u266a Por que reeditar em LP o pior \u00e1lbum da parceria de Rita Lee (1947 \u2013 2023) com Roberto de Carvalho? Para f\u00e3s e\/ou colecionadores de discos, esse \u00e9 o tipo de pergunta com resposta \u00f3bvia: porque todos os discos merecem ser reeditados e precisam estar em cat\u00e1logo.<br \/>\nPara que os canonizaram a obra de Santa Rita de Sampa ap\u00f3s a morte da artista, h\u00e1 dois anos, o questionamento pode soar at\u00e9 como heresia. Mas o fato \u00e9 que nem o vinil branco marmorizado \u2013 alardeado pela gravadora Universal Music na divulga\u00e7\u00e3o da reedi\u00e7\u00e3o em LP \u2013 justifica o relan\u00e7amento desse \u00e1lbum que apontou, em 1990, s\u00e9rio desgaste da parceria de um casal 20 que tinha feito hist\u00f3ria no pop brasileiro de 1979 a 1985.<br \/>\nQuando o \u00e1lbum Rita Lee &amp; Roberto de Carvalho foi lan\u00e7ado em novembro de 1990, a parceria dava claros sinais de esgotamento no repert\u00f3rio que inclu\u00eda rock ironicamente intitulado Cora\u00e7\u00e3o em crise.<br \/>\nSim, a parceria estava em crise. Assim como a rela\u00e7\u00e3o do casal. Tanto que, a partir de 1991, Rita e Roberto se separaram artisticamente, com a cantora partindo para o bem-sucedido show solo Bossa\u2019n\u2019roll, transformado em \u00e1lbum ao vivo.<br \/>\nN\u00e3o por acaso, o \u00e1lbum de 1990 \u2013 lan\u00e7ado pela gravadora EMI em LP e CD, formato que ainda n\u00e3o havia se firmado no mercado fonogr\u00e1fico do Brasil \u2013 foi antecedido nas r\u00e1dios pelo single promocional que apresentava n\u00e3o uma m\u00fasica de Rita e Roberto, como tinha se tornado praxe a partir de 1979, mas a primeira e \u00fanica parceria de Rita com o ent\u00e3o rec\u00e9m-falecido Cazuza (1958 \u2013 1990), Perto do fogo.<br \/>\nMesmo sem ser uma grande m\u00fasica, Perto do fogo ainda acendeu chama criativa que pareceu apagada em can\u00e7\u00f5es esquec\u00edveis como Volta ao mundo \u2013 can\u00e7\u00e3o de pretensa aura bossa-novista \u2013 e Esfinge.<br \/>\nTipo inesquec\u00edvel era fox apaixonado, talvez mais moldado para a voz de Ney Matogrosso, como Rita reconheceria anos depois na autobiografia da artista.<br \/>\nPara piorar, Roberto de Carvalho assumiu o canto de duas das dez m\u00fasicas do \u00e1lbum, \u00c9 a vida e Farsa. \u00c9 a vida era da lavra do casal. J\u00e1 Farsa tinha sido composta por Roberto sem a colabora\u00e7\u00e3o de Rita. Trata-se de pseudo-blues assinado por Roberto em parceria com o compositor e guitarrista Andr\u00e9 Christovam, presente na faixa como (grande) m\u00fasico.<br \/>\nEm mais um ind\u00edcio de que a parceria desandava, havia no disco outra m\u00fasica de Roberto sem a assinatura de Rita, Uma noite em Hong Kong, rock de Roberto com J\u00falio Barroso (1953 \u2013 1984) e Tavinho Paes (1955 \u2013 2024).<br \/>\nO maior destaque do disco \u00e9 a abordagem da can\u00e7\u00e3o francesa La Javanaise (Serge Gainsbourgm, 1963) em clima de bossa, com direito \u00e0 cita\u00e7\u00e3o do samba Desafinado (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendon\u00e7a, 1959) ao fim da faixa que encerrava o disco, dando a pista do pr\u00f3ximo trabalho solo de Rita Lee.<br \/>\nEnfim, definitivamente, as coisas n\u00e3o iam bem para Rita Lee e Roberto de Carvalho em 1990. Ora reeditado ap\u00f3s 35 anos, o \u00e1lbum irregular daquele ano de 1990 \u00e9 o atestado de crise que somente seria contornada em 1995 com a reuni\u00e3o (para sempre) do casal no show da memor\u00e1vel turn\u00ea A marca da zorra.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/01\/19\/por-que-relancar-em-lp-o-album-que-apontou-o-desgaste-da-parceria-de-rita-lee-com-roberto-de-carvalho-em-1990.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem promocional da reedi\u00e7\u00e3o em LP do \u00e1lbum \u2018Rita Lee e Roberto de Carvalho\u2019, de 1990 Divulga\u00e7\u00e3o \u266b AN\u00c1LISE \u266a Por que reeditar em LP o pior \u00e1lbum da parceria de Rita Lee (1947 \u2013 2023) com Roberto de Carvalho? 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