{"id":34478,"date":"2025-01-30T03:00:08","date_gmt":"2025-01-30T06:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/a-verdadeira-dor-diverte-e-emociona-com-filme-simples-porem-honesto-g1-ja-viu\/"},"modified":"2025-01-30T03:00:08","modified_gmt":"2025-01-30T06:00:08","slug":"a-verdadeira-dor-diverte-e-emociona-com-filme-simples-porem-honesto-g1-ja-viu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/a-verdadeira-dor-diverte-e-emociona-com-filme-simples-porem-honesto-g1-ja-viu\/","title":{"rendered":"\u2018A verdadeira dor\u2019 diverte e emociona com filme simples, por\u00e9m honesto; g1 j\u00e1 viu"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Indicado a melhor roteiro original e melhor ator coadjuvante, filme \u00e9 dirigido, escrito e estrelado por Jesse Eisenberg. Kieran Culkin \u00e9 um dos favoritos na categoria de atua\u00e7\u00e3o. Entre todos os filmes que se destacaram na temporada de premia\u00e7\u00f5es de 2024\/2025, \u201cA verdadeira dor\u201d, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (30), chama a aten\u00e7\u00e3o por ser um dos mais simples. \u00c9 curto, com apenas 90 minutos de dura\u00e7\u00e3o, um elenco enxuto e uma hist\u00f3ria nada rocambolesca, como algumas produ\u00e7\u00f5es mais recentes possuem.<br \/>\nMas n\u00e3o se deve confundir sua simplicidade com superficialidade. Pelo contr\u00e1rio. Embora pare\u00e7a n\u00e3o ter grandes ambi\u00e7\u00f5es, o filme consegue seu objetivo de emocionar por tratar muito bem de temas profundos, como luto, perda, tristeza, amizade, empatia e cumplicidade de uma maneira honesta. Isso gera momentos tocantes e at\u00e9 mesmo divertidos que acabam por conquistar o p\u00fabico.<br \/>\nA trama gira em torno dos primos David (Jesse Eisenberg) e Benji Kaplan (Kieran Culkin), que buscam se reaproximar durante uma excurs\u00e3o pela Pol\u00f4nia para homenagear sua av\u00f3, que morreu.<br \/>\nAcompanhada de um grupo que vai passar por locais marcantes da Segunda Guerra Mundial, incluindo um campo de concentra\u00e7\u00e3o, a dupla vive uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es, ora c\u00f4micas, ora densas, e que acabam despertando antigos traumas familiares. Por causa deles, a viagem ganha um novo ponto de vista, que os leva a um acerto de contas sobre seus passados.<br \/>\nAssista ao trailer do filme \u201cA verdadeira dor\u201d<br \/>\nDivers\u00e3o e caos<br \/>\nO grande m\u00e9rito de \u201cA verdadeira dor\u201d \u00e9 como o filme trabalha de forma sincera a rela\u00e7\u00e3o entre seus protagonistas. O principal respons\u00e1vel por isso \u00e9 o roteiro, escrito pelo ator Eisenberg, que tamb\u00e9m estrela e dirige o longa.<br \/>\nEisenberg, em sua segunda experi\u00eancia como diretor e roteirista de longas (a anterior foi em \u201cQuando voc\u00ea terminar de salvar o mundo\u201d, de 2022), foi lembrado no Oscar 2025 e concorre na categoria de Melhor Roteiro Original por seu trabalho neste filme. Ele tem sensibilidade para mostrar efici\u00eancia no contraste entre David e Benji. Os dois, mesmo sendo t\u00e3o diferentes, se d\u00e3o muito bem e mostram que se importam um com o outro.<br \/>\nAssim, o cineasta\/escritor (e tamb\u00e9m produtor) desenvolve de maneira apropriada como os dois personagens t\u00eam comportamentos distintos e bem interessantes. Enquanto David se mostra mais contido e preocupado em ter as coisas em ordem, Benji n\u00e3o se importa em ser mais impulsivo e imprevis\u00edvel.<br \/>\nPor isso, os dois protagonizam sequ\u00eancias onde o riso acontece facilmente, como na cena em que Benji convence os participantes da excurs\u00e3o a fazer poses inusitadas diante de um monumento para veteranos, o que deixa David constrangido.<br \/>\nMas a dupla tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por momentos tocantes, como quando o personagem de Culkin explode durante um jantar e exp\u00f5e suas fraquezas e traumas a todos. \u00c9 uma cena tocante, conduzida de forma apropriada por Eisenberg.<br \/>\nGrupo de turistas participa de uma excurs\u00e3o pela Pol\u00f4nia em busca do passado em \u2018A verdadeira dor\u2019<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nO filme tamb\u00e9m ganha pontos ao levar o p\u00fablico a conhecer um pouco mais sobre a hist\u00f3ria da Pol\u00f4nia. Com um bom trabalho do diretor de fotografia polon\u00eas Micha\u0142 Dymek, \u201cA verdadeira dor\u201d mostra belas imagens do pa\u00eds, n\u00e3o s\u00f3 de pontos tur\u00edsticos importantes, mas tamb\u00e9m de paisagens, casas simples e locais p\u00fablicos que ajudam a contar a trama.<br \/>\nAl\u00e9m disso, h\u00e1 um momento crucial do filme quando os personagens chegam a Auschwitz, o maior dos campos de concentra\u00e7\u00e3o da Segunda Guerra, que desperta emo\u00e7\u00f5es fortes n\u00e3o s\u00f3 no grupo da excurs\u00e3o, mas tamb\u00e9m no espectador.<br \/>\nO \u00fanico por\u00e9m \u00e9 que a montagem do filme n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o refinada e comete alguns erros na continuidade e tamb\u00e9m na escolha de alguns planos de imagem. Um exemplo est\u00e1 justamente numa cena em Auschwitz, que poderia render ainda mais se mostrasse a emo\u00e7\u00e3o dos personagens diante de um local importante no campo de concentra\u00e7\u00e3o. Ao inv\u00e9s disso, corta logo para outro momento, tirando a for\u00e7a e o impacto que o momento exigia.<br \/>\nVale destacar tamb\u00e9m que a trilha sonora \u00e9 recheada de pe\u00e7as ao piano compostas por Fr\u00e9d\u00e9ric Chopin, m\u00fasico polon\u00eas que \u00e9 considerado um dos maiores compositores da hist\u00f3ria. A ideia \u00e9 curiosa, por\u00e9m eficiente, e ajuda tamb\u00e9m na ambienta\u00e7\u00e3o do filme.<br \/>\nDavid (Jesse Eisenberg) e Benji (Kieran Culkin) se divertem durante viagem de trem em \u2018A veradeira dor\u2019<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nUm estranho casal<br \/>\nMas o verdadeiro diferencial de \u201cA verdadeira dor\u201d \u00e9 a bem constru\u00edda rela\u00e7\u00e3o entre os protagonistas, que ganha mais camadas e profundidade gra\u00e7as a boa atua\u00e7\u00e3o de Culkin.<br \/>\nO ator era mais conhecido como um dos irm\u00e3os de Macaulay Culkin, de \u201cEsqueceram de Mim\u201d, quando crian\u00e7a. Mas levou sua carreira adiante e j\u00e1 deu diversas provas de seu talento. Depois de se destacar na premiada e cultuada s\u00e9rie \u201cSuccession\u201d, Kieran volta a brilhar em \u201cA verdadeira dor\u201d como o divertido, por\u00e9m inst\u00e1vel Benji.<br \/>\nEle rouba todas as cenas em que aparece, a ponto de ser mais protagonista do que seu diretor\/roteirista. Com uma atua\u00e7\u00e3o vibrante e intensa, Culkin \u00e9 respons\u00e1vel pelos momentos mais engra\u00e7ados e tamb\u00e9m mais profundos do filme.<br \/>\nUm bom exemplo disso est\u00e1 na sequ\u00eancia em que confronta o guia de sua excurs\u00e3o e pede por mais respeito e menos dados e informa\u00e7\u00e3o sobre a passagem do grupo por um cemit\u00e9rio de judeus v\u00edtimas da guerra.<br \/>\nDavid (Jesse Eisenberg) e Benji (Kieran Culkin) tentam se reconectar em \u2018A veradeira dor\u2019<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nA cena, embora tensa, funciona ao causar reflex\u00e3o no p\u00fablico gra\u00e7as \u00e0 performance de Culkin. Por todas essas nuances, ele tem ganho diversos pr\u00eamios, como o Globo de Ouro, e tem grandes chances de levar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.<br \/>\nJ\u00e1 Jesse Eisenberg, embora mostre uma \u00f3tima qu\u00edmica com Culkin, repete seus maneirismos que j\u00e1 se tornaram bastante conhecidos, como gesticular muito e falar rapidamente. N\u00e3o muito diferente de quando viveu o dono do Facebook, Mark Zuckerberg, em \u201cA Rede Social\u201d (que acabou lhe rendendo uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar de Melhor Ator em 2011), ou quando interpretou o vil\u00e3o Lex Luthor de \u201cBatman vs Superman\u201d.<br \/>\nEmbora repetitivo, Eisenberg n\u00e3o compromete seu pr\u00f3prio projeto e mostra que \u00e9 melhor diretor e roteirista do que ator. Pelo menos, ele parece n\u00e3o se incomodar em ser \u201cescada\u201d para que Culkin possa brilhar e chamar toda a aten\u00e7\u00e3o para si. O restante do elenco, que inclui Jennifer Grey, do cult da Sess\u00e3o da Tarde \u201cDirty Dancing\u201d, est\u00e1 bem correto e adequado, mas sabe que est\u00e1 ali apenas para servir aos protagonistas.<br \/>\nCom um desfecho bastante sincero em rela\u00e7\u00e3o aos problemas que todas as pessoas t\u00eam, pelo menos em alguma fase da vida, \u201cA verdadeira dor\u201d cumpre o objetivo de entreter e, ao mesmo tempo, fazer o p\u00fablico pensar em quest\u00f5es complexas e delicadas. N\u00e3o \u00e9 pouco para um filme que parece despretensioso, mas que na verdade tem muito a dizer para quem for v\u00ea-lo no cinema.<br \/>\nCartela resenha cr\u00edtica g1<br \/>\ng1<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/g1-ja-viu\/noticia\/2025\/01\/30\/a-verdadeira-dor-diverte-e-emociona-com-filme-simples-porem-honesto-g1-ja-viu.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Indicado a melhor roteiro original e melhor ator coadjuvante, filme \u00e9 dirigido, escrito e estrelado por Jesse Eisenberg. Kieran Culkin \u00e9 um dos favoritos na categoria de atua\u00e7\u00e3o. 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