{"id":35287,"date":"2025-02-14T12:05:15","date_gmt":"2025-02-14T15:05:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/filmes-de-caca-diegues-legam-grandes-cancoes-a-musica-popular-brasileira\/"},"modified":"2025-02-14T12:05:15","modified_gmt":"2025-02-14T15:05:15","slug":"filmes-de-caca-diegues-legam-grandes-cancoes-a-musica-popular-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/filmes-de-caca-diegues-legam-grandes-cancoes-a-musica-popular-brasileira\/","title":{"rendered":"Filmes de Cac\u00e1 Diegues legam grandes can\u00e7\u00f5es \u00e0 m\u00fasica popular brasileira"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Obra do cineasta tem trilhas sonoras e\/ou composi\u00e7\u00f5es feitas por nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Jorge Ben Jor. Capas de discos com trilhas sonoras de filme de Cac\u00e1 Diegues<br \/>\nReprodu\u00e7\u00f5es \/ Montagem g1<br \/>\n\u266b MEM\u00d3RIA<br \/>\n\u266a Imensur\u00e1vel, a contribui\u00e7\u00e3o de Cac\u00e1 Diegues ao cinema brasileiro se estende \u00e0 m\u00fasica popular do Brasil. A obra cinematogr\u00e1fica do alagoano Carlos Jos\u00e9 Fontes Diegues (19 de maio de 1940 \u2013 14 de fevereiro de 2025) \u2013 o grande cineasta brasileiro que morreu na madrugada desta sexta-feira, aos 84 anos, no Rio de Janeiro (RJ) \u2013 tem nas trilhas sonoras um elemento quase t\u00e3o fundamental quanto o roteiro dos filmes deste diretor, um dos fundadores do Cinema Novo, movimento que floresceu nos anos 1960.<br \/>\nCriadas por compositores do quilate de Carlos Lyra (1933 \u2013 2023), Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Jorge Ben Jor, as trilhas sonoras de muitos filmes de Cac\u00e1 Diegues est\u00e3o imortalizadas no cancioneiro nacional.<br \/>\nBastaria citar como exemplo a trilha original do filme Quando o Carnaval chegar (1972). Nada menos do que sete m\u00fasicas in\u00e9ditas de Chico Buarque \u2013 Baioque, Bom conselho, Ca\u00e7ada, Mambembe, o tema-t\u00edtulo Quando o Carnaval chegar, Partido alto e Soneto \u2013 foram apresentadas no filme nas vozes de Chico, Maria Beth\u00e2nia, MPB4 e Nara Le\u00e3o (1942 \u2013 1989). Destas sete, Baioque, Mambembe, Partido alto e a m\u00fasica-titulo atravessam gera\u00e7\u00f5es em sucessivas regrava\u00e7\u00f5es.<br \/>\nNo ano seguinte, a trilha do filme Joanna Francesa (1973) legou mais um cl\u00e1ssico de Chico Buarque. A m\u00fasica-t\u00edtulo Joana francesa, ouvida nas vozes de Chico e Fagner na trilha do filme, ganharia as vozes de cantoras identificadas com a dramaticidade do cancioneiro do compositor.<br \/>\nEm 1976, Jorge Ben Jor foi t\u00e3o genial ao criar a m\u00fasica-tema do filme Xica da Silva que ficou imposs\u00edvel dissociar o longa-metragem da composi\u00e7\u00e3o. O mesmo pode ser dito da m\u00fasica-t\u00edtulo do filme Bye bye Brasil (1979), composta por Roberto Menescal com o recorrente Chico Buarque.<br \/>\nEm 1987, o cineasta lan\u00e7ou o filme Um trem para as estrelas com trilha sonora composta por Gilberto Gil, que se tornou parceiro de Cazuza (1958 \u2013 1990) na m\u00fasica-t\u00edtulo do longa protagonizado pelo ator Guilherme Fontes.<br \/>\nEmbora n\u00e3o seja original, a trilha sonora do filme Dias melhores vir\u00e3o (1989) legou a ent\u00e3o in\u00e9dita m\u00fasica-t\u00edtulo, parceria de Rita Lee (1947 \u2013 2023) com Roberto de Carvalho gravada pelo casal 20 do pop nacional para o filme estrelado pela atriz Mar\u00edlia P\u00eara (1943 \u2013 2025), int\u00e9rprete de Chica chica boom chic (Harry Warren e Mack Gordon, 1941), sucesso de Carmen Miranda (1909 \u2013 1955) nos Estados Unidos.<br \/>\nNos anos 1990, a trilha sonora de Tieta do Agreste (1996), inteiramente composta por Caetano Veloso, legou um dos \u00faltimos grandes sucessos do cancioneiro autoral de Caetano, o samba-reggae A luz de Tieta, gravado por Caetnao com Gal Costa (1945 \u2013 2022) e Did\u00e1 Banda Feminina. Desde ent\u00e3o, A luz de Tieta tem sido presen\u00e7a infal\u00edvel no bis de muitos shows de Caetano.<br \/>\nDois anos depois, Cac\u00e1 Diegues bisou em Orfeu (1998) a parceria com Caetano Veloso, compositor de can\u00e7\u00f5es como Sou voc\u00ea, ouvida na voz do cantor Toni Garrido, protagonista do filme.<br \/>\nVinte anos depois, em 2018, ao lan\u00e7ar o filme O grande circo m\u00edstico, Cac\u00e1 recorreu \u00e0 sublime trilha sonora original composta por Edu Lobo e Chico Buarque em 1982 para espet\u00e1culo de dan\u00e7a estreado em 1983 pelo Ballet Gua\u00edra. Na trilha, o cineasta alternou o uso das grava\u00e7\u00f5es originais da trilha do bal\u00e9 de 1983 com registros in\u00e9ditos como o de Salmo (1985), tema extra\u00eddo de outra trilha de Edu e Chico, a do musical de teatro Cors\u00e1rio do rei (1985), e ouvido no filme de Cac\u00e1 na voz de M\u00f4nica Salmaso.<br \/>\nEnfim, a m\u00fasica do Brasil deve muito a Carlos Diegues desde os anos 1960, d\u00e9cada em que filmes como Cinco vezes favela (1962) e Ganga Zumba (1964) ecoaram nas telas uma trilha sonora t\u00e3o brasileira quanto o cinema deste gigante da S\u00e9tima Arte.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/02\/14\/filmes-de-caca-diegues-legam-grandes-cancoes-a-musica-popular-brasileira.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obra do cineasta tem trilhas sonoras e\/ou composi\u00e7\u00f5es feitas por nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Jorge Ben Jor. 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