{"id":35674,"date":"2025-02-22T06:01:01","date_gmt":"2025-02-22T09:01:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/em-fe-para-o-impossivel-dan-stulbach-celebra-filmes-espirituais-e-momento-do-cinema-brasileiro-com-ainda-estou-aqui\/"},"modified":"2025-02-22T06:01:01","modified_gmt":"2025-02-22T09:01:01","slug":"em-fe-para-o-impossivel-dan-stulbach-celebra-filmes-espirituais-e-momento-do-cinema-brasileiro-com-ainda-estou-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/em-fe-para-o-impossivel-dan-stulbach-celebra-filmes-espirituais-e-momento-do-cinema-brasileiro-com-ainda-estou-aqui\/","title":{"rendered":"Em \u2018F\u00e9 para o imposs\u00edvel\u2019, Dan Stulbach celebra \u2018filmes espirituais\u2019 e momento do cinema brasileiro com \u2018Ainda estou aqui\u2019"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Em entrevista ao g1, ator em cartaz nos dois filmes falou sobre rela\u00e7\u00e3o com religi\u00e3o, o que atrai brasileiros ao g\u00eanero e como pr\u00eamios podem ajudar produ\u00e7\u00f5es nacionais. Dan Stulbach tem acompanhado de perto o grande momento do cinema brasileiro. Parte do elenco do celebrado \u201cAinda estou aqui\u201d, ele protagoniza agora \u201cF\u00e9 para o imposs\u00edvel\u201d, filme religioso baseado em fatos em cartaz no pa\u00eds desde quinta-feira (20).<br \/>\nO filme dirigido por Ernani Nunes (\u201cNo ritmo da f\u00e9\u201d) conta a hist\u00f3ria real da fam\u00edlia Murdoch, que em 2012 foi abalada quando um ataque aleat\u00f3rio no Rio de Janeiro deixou Renee (interpretada por Vanessa Gi\u00e1como) em estado grav\u00edssimo.<br \/>\nStulbach interpreta o marido da v\u00edtima, o pastor Philip, autor de v\u00eddeos peri\u00f3dicos com seus quatro filhos para pedir ora\u00e7\u00f5es pela mulher. A obra \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o do livro \u201cD\u00ea a volta por cima\u201d, escrito pelo casal.<br \/>\nNa conversa com o g1, o ator de 55 anos fala sobre sua rela\u00e7\u00e3o com religi\u00e3o, o que atrai tanto o p\u00fablico brasileiro a \u201cfilmes espirituais\u201d, celebra o sucesso de \u201cAinda estou aqui\u201d, comenta o impacto da produ\u00e7\u00e3o no cinema nacional e conta at\u00e9 a hist\u00f3ria de como adotou um cachorro durante as grava\u00e7\u00f5es.<br \/>\nLeia a entrevista abaixo, editada para clareza:<br \/>\nDan Stulbach e Vanessa Gi\u00e1como em cena de \u2018F\u00e9 para o imposs\u00edvel\u2019<br \/>\nStella de Carvalho\/Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nG1 \u2013 Voc\u00ea j\u00e1 interpretou Deus em uma pe\u00e7a. O que te atraiu especificamente nesse filme?<br \/>\nDan Stulbach \u2013 Entrar em um universo que eu n\u00e3o tinha entrado nunca dessa maneira, n\u00e9. Um universo que eu conhe\u00e7o pouco \u2013 sendo um pastor, enfim, coisas ali objetivas que eu n\u00e3o conhecia.<br \/>\nTeve esse desafio. Depois, eu descobri que a hist\u00f3ria era real \u2013 quando li, eu n\u00e3o sabia. A\u00ed eu fiquei mais encantado. Achei bem bem mais interessante de fazer.<br \/>\nEu sempre digo isso, n\u00e9? Acontece umas coisas absurdas na vida, que se \u00e9 em um filme a gente fala que esse filme \u00e9 ruim, mas a vida \u00e9 muito mais absurda, n\u00e9? O que tornou tudo mais interessante.<br \/>\nAh, e foi um pedido carinhoso. As pessoas eram legais tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, tudo se junta, mas poder fazer uma obra para todo mundo, uma obra popular para todas as pessoas, que emocionasse as pessoas e tamb\u00e9m diferente do que eu vinha fazendo.<br \/>\nAcho que eu tento fazer umas coisas diferentes aqui e ali, tentando n\u00e3o me repetir.<br \/>\nG1 \u2013 E o filme com mensagem religiosa acabou se tornando um g\u00eanero mesmo no cinema brasileiro. Por que voc\u00ea acha que o p\u00fablico gosta tanto desse tipo de obra?<br \/>\nDan Stulbach \u2013 O povo brasileiro \u00e9 um povo muito religioso, \u00e9 um povo muito de f\u00e9, \u00e9 um povo que acredita muito no improv\u00e1vel, n\u00e9? Acredita muito \u2013 n\u00e3o vou dizer imposs\u00edvel que \u00e9 o nome do filme. Pode parecer piegas (risos) \u2013 nas coisas que n\u00e3o s\u00e3o \u00f3bvias, nem prov\u00e1veis, de acontecer.<br \/>\nDesde o futebol at\u00e9 sermos o povo que mais aposta. Quer dizer, no bom e no ruim, eu acho que a presen\u00e7a do improv\u00e1vel \u00e9 muito grande. Est\u00e1 na nossa cultura.<br \/>\nSei l\u00e1, alguns v\u00e3o dizer que est\u00e1 na melancolia natural do pa\u00eds que foi descoberto e formado por pessoas que vieram de algum lugar. Portanto, j\u00e1 tinham em si a esperan\u00e7a e a saudade daquilo que n\u00e3o tinham.<br \/>\nDa hist\u00f3ria da gente ter ouvido o tempo inteiro em nossas vidas que a gente \u00e9 o pa\u00eds do futuro. Portanto, \u00e9 esperan\u00e7a em alguma coisa, n\u00e9? Quer dizer, voc\u00ea cresce imaginando algo em um pa\u00eds que voc\u00ea ainda n\u00e3o \u00e9.<br \/>\nSeja por qualquer um desses motivos, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds onde a f\u00e9 \u00e9 muito, muito presente.<br \/>\nEu acho que o movimento cinematogr\u00e1fico de filmes espirituais, que falam da espiritualidade, tem mais a ver com a nossa solid\u00e3o, com o nosso vazio, com a nossa busca por algo que fuja da realidade do que propriamente qualquer outra coisa.<br \/>\nEu acho que a realidade brasileira tem sido muito dura h\u00e1 muito tempo. As not\u00edcias, o dia a dia, tem sido tudo muito dif\u00edcil. Ent\u00e3o, acho natural que as pessoas resguardem a sua esperan\u00e7a, essa sua car\u00eancia de um mundo mais generoso para esses momentos, sabe?<br \/>\nArte pode cumprir esse papel tamb\u00e9m. O Paulo Autran, n\u00e9? Eu fiz essa pe\u00e7a do meu Deus com a Irene Ravache.<br \/>\nAh, o Paulo Autran, com quem eu fiz o espet\u00e1culo, ele falava: \u201cAs pessoas v\u00e3o ao teatro para lembrarem de que elas poderiam ter sido\u201d. E eu acho isso um lugar bonito para cultura estar \u00e0s vezes tamb\u00e9m.<br \/>\nDan Stulbach, Theo Medon, Bella Alelaf e Arthur Biancato em cena de \u2018F\u00e9 para o imposs\u00edvel\u2019<br \/>\nStella de Carvalho\/Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nG1 \u2013 Isso me leva a duas perguntas. A primeira vem de uma entrevista sua de 2016, exatamente sobre essa pe\u00e7a, na qual voc\u00ea disse que n\u00e3o sabia se voc\u00ea acreditava na exist\u00eancia de Deus ou n\u00e3o. Isso mudou nesses \u00faltimos anos? Como \u00e9 que tem sido a sua rela\u00e7\u00e3o com a religi\u00e3o?<br \/>\nDan Stulbach \u2013 Falei isso, foi? (risos) N\u00e3o, eu sou de ascend\u00eancia judaica, n\u00e9? E a quest\u00e3o que o juda\u00edsmo, pelo menos na minha casa, era muito mais cultural do que realmente religiosa. At\u00e9 pela nossa hist\u00f3ria de fam\u00edlia.<br \/>\nEnt\u00e3o, acho que a cren\u00e7a em algo maior, pelo menos no meu caso, como foi dos meus pais, era um vai e volta. A religi\u00e3o judaica, ela te promove esse questionamento, faz parte dela o seu questionamento.<br \/>\nEnt\u00e3o, acho que \u00e9 nesse sentido de voc\u00ea estar sempre questionando, rediscutindo tudo. E ent\u00e3o acho que era nesse sentido.<br \/>\nSempre se brinca, n\u00e9? Dois judeus, tr\u00eas opini\u00f5es. A\u00ed tem um monte de piadas aqui que eu poderia contar, mas ia estourar o tempo. Mas \u00e9, em rela\u00e7\u00e3o a isso, acho que ter uma forma\u00e7\u00e3o inquisidora sempre, que n\u00e3o aceita f\u00e1cil as coisas e que questiona.<br \/>\nG1 \u2013 O cinema tem se tornado cada vez mais uma experi\u00eancia em si, nessa \u00e9poca de streaming, de todas essas outras possibilidades de assistir a filmes. Ent\u00e3o, tem agora essa discuss\u00e3o sobre se filmes menores \u2013 sem grandes espet\u00e1culos, sem grandes explos\u00f5es \u2013 atraem o p\u00fablico. Ao mesmo tempo, a gente v\u00ea que filmes sobre espiritualidade, como voc\u00ea bem colocou, t\u00eam conseguido muita audi\u00eancia no Brasil. Voc\u00ea acha que eles acabam se encaixando um pouco nessa quest\u00e3o da experi\u00eancia de ir ao cinema, j\u00e1 que h\u00e1 essa experi\u00eancia coletiva ali na sala?<br \/>\nDan Stulbach \u2013 \u00c9, porque se dizia que depois da pandemia os cinemas iam deixar de existir, da\u00ed veio \u2018Oppenheimer\u2019 e \u2018Barbie\u2019, lotam os cinemas, e as pessoas percebem que a experi\u00eancia do cinema \u00e9 completamente diferente da experi\u00eancia do streaming, n\u00e9?<br \/>\nE a gente percebe que rir juntos \u00e9 muito mais legal do que rir sozinho em casa e que chorar juntos tamb\u00e9m \u00e9 muito mais legal do que chorar sozinho.<br \/>\nSe bem que, existe gente que afirma que o novo movimento do cinema vai mais favorecer as com\u00e9dias do que os dramas, porque tem gente que tem vergonha de chorar na frente dos outros.<br \/>\nMas, independente de uma coisa ou n\u00e3o, eu acho que esses filmes de supera\u00e7\u00e3o \u2013 eles combinam com a quest\u00e3o do ritual da sala de cinema, sabe? \u00c9 gostoso de ver juntos e de alguma maneira replicar esse movimento que o filme provoca de ser um sentimento de f\u00e9 coletiva, sabe?<br \/>\nDe algum jeito uma coisa combina com a outra, conversa com a outra. E talvez esse caminho da experi\u00eancia seja a grande salva\u00e7\u00e3o do cinema mesmo. Eu vou ao cinema e voc\u00ea vai ao cinema, porque a gente gosta, para qualquer filme, mas talvez para as pessoas que n\u00e3o t\u00eam essa possibilidade v\u00e3o escolher o momento de maior experi\u00eancia.<br \/>\nE da\u00ed eu acho que esse momento de maior experi\u00eancia \u00e9 um momento onde o filme \u00e9 grandioso ou ele tem um significado diferente ao servi\u00e7o coletivamente. O cinema est\u00e1 procurando o seu caminho o tempo todo para continuar existindo e continuar tendo sentido.<br \/>\nG1 \u2013 E voc\u00ea est\u00e1 no filme que \u00e9 voc\u00ea tem mexido com a cabe\u00e7a de todo mundo.<br \/>\nDan Stulbach \u2013 Thank you to the Academy (Obrigado \u00e0 Academia, em ingl\u00eas).<br \/>\nOscar 2025 encerra vota\u00e7\u00e3o com chances para \u2018Ainda estou aqui\u2019<br \/>\nG1 \u2013 (risos) Exatamente. \u00c9 o momento de \u2018Ainda estou aqui\u2019. Eu lembro que, ali no final dos anos 1990, o brasileiro viu um momento com \u201cO quatrilho\u201d, \u201cO que \u00e9 isso companheiro?\u201d, \u201cCentral do Brasil\u201d e at\u00e9, um pouquinho depois, \u201cCidade de Deus\u201d. Foi uma leva que motivou o cinema nacional e fez o p\u00fablico olhar para ele, ao mesmo tempo em que o resto do mundo tamb\u00e9m olhava. Voc\u00ea acha que \u2018Ainda estou aqui\u2019 tem essa for\u00e7a?<br \/>\nDan Stulbach \u2013 Sim, tem essa for\u00e7a, porque diferentemente daquela \u00e9poca que voc\u00ea est\u00e1 falando, que foi maravilhosa tamb\u00e9m, hoje a gente tem os streamings, n\u00e9? E os streamings de alguma maneira pulverizam as possibilidades de produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEnt\u00e3o, se de alguma maneira naquela \u00e9poca o cinema tinha seus est\u00fadios, e toda a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica com mais for\u00e7a morava ali, hoje os streamings s\u00e3o mais plurais, t\u00eam produ\u00e7\u00f5es locais, t\u00eam coisas acontecendo.<br \/>\nEnt\u00e3o, um filme como esse, que chega onde ele est\u00e1 chegando, e tomara chegue ainda mais longe com as premia\u00e7\u00f5es, ele traz investimento e visibilidade de qualquer maneira.<br \/>\nN\u00e3o s\u00f3 para as pessoas diretamente ligadas ao cinema, mas para o movimento todo, n\u00e9? E traz muito mais interesse do p\u00fablico brasileiro em ver cinema brasileiro e do p\u00fablico do mundo todo.<br \/>\nTalvez o \u00fanico ponto que a gente tenha errado l\u00e1 atr\u00e1s foi esse. N\u00e3o conseguir transformar um momento sensacional em uma trajet\u00f3ria espetacular de v\u00e1rios filmes.<br \/>\nPorque no cinema, como qualquer arte, a qualidade tamb\u00e9m sai da quantidade. Quanto mais filmes forem feitos, filmes incr\u00edveis n\u00e3o ser\u00e3o exce\u00e7\u00e3o, n\u00e9? Porque a gente tem mais filmes e mais gente produzindo e mais facilidade para que novos cineastas surjam.<br \/>\nDan Stulbach interpreta Baby Bocaiuva em \u2018Ainda estou aqui\u2019<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nEnt\u00e3o, talvez isso aconte\u00e7a agora, principalmente porque com o streaming mais coisas v\u00e3o ser feitas. Eu pelo menos tor\u00e7o e vejo esse caminho.<br \/>\nAcho que as pessoas l\u00e1 fora v\u00e3o atr\u00e1s da Nanda (Torres), pesquisar a Nanda, e v\u00e3o encontrar outros atores incr\u00edveis e quando vier para fazer filme no Brasil, e produzir no Brasil, n\u00e3o vai ser s\u00f3 uma loca\u00e7\u00e3o como \u00e9 hoje em dia, e sim uma troca verdadeira.<br \/>\nA gente n\u00e3o tem as respostas, mas eu acho que \u2018Ainda estou aqui\u2019 talvez seja o elemento mais forte e poderoso de transforma\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica brasileira que surgiu nos \u00faltimos anos. A frase \u00e9 pomposa, mas eu acredito nela para valer.<br \/>\nEu tenho a impress\u00e3o que o cinema virou assunto, sabe? O cinema virou assunto em todos os lugares. Gente que n\u00e3o falava de cinema vem falar de cinema para mim.<br \/>\nG1 \u2013 E, para finalizar, voc\u00ea tem uma foto ali com um cachorrinho\u2026<br \/>\nDan Stulbach \u2013 Cachorrinho? \u00c9 um rhodesian. O cara \u00e9 grande, hein?<br \/>\nInitial plugin text<br \/>\nG1 \u2013 Ah, \u00e9. \u00c9 que tinha visto na miniatura. Abri agora e vi que \u00e9 um cachorr\u00e3o (risos).<br \/>\nDan Stulbach \u2013 Pior que essa hist\u00f3ria eu nunca contei. Vou falar r\u00e1pido. \u00c9 um furo. Eu adotei o Kim na filmagem do \u2018Ainda estou aqui\u2019.<br \/>\nTinha a criadora de cachorro do filme, a In-Coelum (Perdig\u00e3o). Ela ia sempre l\u00e1 com o cachorro que interpretava o Pimp\u00e3o, mas levava mais uns outros que ela criava. E eu sempre me dei muito bem com o Kim.<br \/>\nDa\u00ed, quando acabei minha parte no filme, eu estava no aeroporto para voltar para S\u00e3o Paulo, que eu moro l\u00e1, e liguei para ela para saber se n\u00e3o era poss\u00edvel adotar o Kim, sem saber se ele ia querer. Ela falou para a gente tentar.<br \/>\nEu aluguei um carro, encontrei ela no carro dela, ele saiu e foi direto para o meu, da\u00ed eu vim com ele para S\u00e3o Paulo direto.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/cinema\/noticia\/2025\/02\/22\/em-fe-para-o-impossivel-dan-stulbach-celebra-filmes-espirituais-e-momento-do-cinema-brasileiro-com-ainda-estou-aqui.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao g1, ator em cartaz nos dois filmes falou sobre rela\u00e7\u00e3o com religi\u00e3o, o que atrai brasileiros ao g\u00eanero e como pr\u00eamios podem ajudar produ\u00e7\u00f5es nacionais. Dan Stulbach tem acompanhado de perto o grande momento do cinema brasileiro. 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