{"id":35849,"date":"2025-02-25T17:02:46","date_gmt":"2025-02-25T20:02:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/stj-nega-recurso-do-mp-e-mantem-decisao-de-que-duda-pereira-nao-deve-ir-a-juri-popular-pela-morte-de-empresario\/"},"modified":"2025-02-25T17:02:46","modified_gmt":"2025-02-25T20:02:46","slug":"stj-nega-recurso-do-mp-e-mantem-decisao-de-que-duda-pereira-nao-deve-ir-a-juri-popular-pela-morte-de-empresario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/stj-nega-recurso-do-mp-e-mantem-decisao-de-que-duda-pereira-nao-deve-ir-a-juri-popular-pela-morte-de-empresario\/","title":{"rendered":"STJ nega recurso do MP e mant\u00e9m decis\u00e3o de que Duda Pereira n\u00e3o deve ir a j\u00fari popular pela morte de empres\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Decis\u00e3o \u00e9 da ministra Daniela Teixeira, relatora do processo, que considerou que as provas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para uma decis\u00e3o de pron\u00fancia. STJ negou recurso contra o empres\u00e1rio Eduardo Pereira<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Anhanguera<br \/>\nUma decis\u00e3o relacionada ao processo judicial sobre a morte de Wenceslau Leobas, de 77 anos, dono de postos de combust\u00edveis, negou recurso para levar \u00e0 j\u00fari popular o acusado de ser o mandante do crime, o empres\u00e1rio Eduardo Pereira. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), que j\u00e1 havia anulado a pron\u00fancia do r\u00e9u, entendeu mais uma vez que as provas existentes n\u00e3o s\u00e3o suficientes para julgamento pelo Tribunal do J\u00fari.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.farcomto.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1f4-222.png\" alt=\"\ud83d\udcf1\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\"> Participe do canal do g1 TO no WhatsApp e receba as not\u00edcias no celular.<br \/>\nO crime aconteceu em 2016, em Porto Nacional, regi\u00e3o central do estado. Wenceslau foi atingido por tiros na porta de casa e chegou a ficar 17 dias internado, mas n\u00e3o resistiu. Dois suspeitos de envolvimento na morte foram presos. Duda, como \u00e9 conhecido, foi apontado como mandante porque ele e a v\u00edtima eram concorrentes no ramo de postos de combust\u00edveis.<br \/>\nEm nota, Duda questionou a investiga\u00e7\u00e3o do caso e, afirmando inoc\u00eancia, disse que nunca se envolveu em problemas com outras pessoas e que acredita na Justi\u00e7a.<br \/>\n\u201cH\u00e1 9 anos tenho sofrido com essa acusa\u00e7\u00e3o injusta. Nunca tive problema com ningu\u00e9m na minha vida, muito menos com a v\u00edtima. N\u00e3o houve investiga\u00e7\u00e3o do crime. Me escolheram. Tentaram assassinar minha reputa\u00e7\u00e3o. Os danos que sofremos durante todos esses anos s\u00e3o irrepar\u00e1veis. Mas, apesar de tudo, sempre confiamos em Deus e na justi\u00e7a dos homens. Espero que eu possa viver em paz daqui pra frente e que a verdade ainda venha ser revelado, pois nunca tive qualquer rela\u00e7\u00e3o com esse crime\u201d, destacou Duda.<br \/>\nO processo pelo homic\u00eddio chegou a ter decis\u00e3o de impron\u00fancia, em que o r\u00e9u n\u00e3o \u00e9 julgado pelo j\u00fari popular, em 2020, na comarca de Porto Nacional. Mas o Tribunal e Justi\u00e7a (TJTO) determinou que Duda teria que passar pelo Tribunal do J\u00fari.<br \/>\nEm junho de 2023, o STJ negou recurso da defesa e manteve a decis\u00e3o que levava o empres\u00e1rio ao Tribunal do J\u00fari. Mas em novo recurso, a ministra Daniela Teixeira, relatora do processo, anulou a decis\u00e3o do TJ em abril de 2024, baseada nos questionamentos das provas apresentadas no decorrer do processo.<br \/>\nA nova decis\u00e3o \u00e9 do dia 20 de fevereiro de 2025 e no acord\u00e3o, a ministra destacou que para que haja uma decis\u00e3o de pron\u00fancia, \u00e9 preciso que seja apresentada prova m\u00ednima judicializada \u201cproduzida sob o crivo do contradit\u00f3rio e da ampla defesa\u201d, o que n\u00e3o teria ocorrido no caso da morte do empres\u00e1rio.<br \/>\nA tese da defesa, segundo relat\u00f3rio da ministra, \u00e9 de que a \u201ccondena\u00e7\u00e3o est\u00e1 baseada em aus\u00eancia de provas, verifica-se que o acusado foi pronunciado com base em elementos informativos e testemunhos de ouvir dizer\u201d.<br \/>\nAssim, a relatora apontou que para a Corte ter um entendimento diferente das duas \u00faltimas decis\u00f5es, seria imprescind\u00edvel a rean\u00e1lise das provas dos autos e negou o provimento ao agravo regimental do \u00f3rg\u00e3o ministerial.<br \/>\nO voto da relatora foi acompanhado pelos ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto.<br \/>\nO g1 pediu um posicionamento do MP sobre o caso, questionou se vai recorrer novamente e em qual inst\u00e2ncia, mas n\u00e3o houve resposta at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<br \/>\nWenceslau Leobas foi morto em Porto Nacional<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M<br \/>\nSTJ mant\u00e9m decis\u00e3o que mandou Duda Pereira a j\u00fari popular por encomendar morte de dono de postos<br \/>\nSTJ anula decis\u00e3o que levava Duda Pereira a j\u00fari popular pela morte de dono de postos<br \/>\nPor falta de provas, empres\u00e1rio Duda Pereira n\u00e3o ir\u00e1 \u00e0 j\u00fari popular por acusa\u00e7\u00e3o de mandar matar concorrente<br \/>\nDonos de postos s\u00e3o denunciados por cartel na venda de combust\u00edveis<br \/>\nRelembre o caso<br \/>\nWenceslau Leobas foi morto em 2016. No mesmo dia do homic\u00eddio, dois suspeitos foram presos. A pol\u00edcia disse que um deles chegou a confessar a participa\u00e7\u00e3o no crime.<br \/>\nOs dois acusados de executar o crime Alan Sales Borges e Jos\u00e9 Marcos de Lima iriam a j\u00fari popular, no entanto Jos\u00e9 Marcos foi encontrado morto dentro da Casa de Pris\u00e3o Provis\u00f3ria de Palmas (CPPP) enquanto aguardava julgamento.<br \/>\nAlan Sales foi julgado em 2018, no f\u00f3rum de Porto Nacional. Ele foi condenado a 16 anos de pris\u00e3o por homic\u00eddio duplamente qualificado, por ter dificultado a defesa da v\u00edtima e por ter aceitado pagamento para cometer o crime.<br \/>\nDuda Pereira era acusado de ser o mandante do crime. Na \u00e9poca, ele disse que estava sendo acusado injustamente. O crime teria ocorrido porque Leobas n\u00e3o aceitava participar de um suposto cartel para alinhar o pre\u00e7o dos combust\u00edveis vendidos.<br \/>\nDe acordo com a den\u00fancia feita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, Wenceslau Leobas, pretendia abrir um estabelecimento em Palmas. A inten\u00e7\u00e3o era praticar os mesmos pre\u00e7os do combust\u00edvel vendido em Porto Nacional.<br \/>\nVeja mais not\u00edcias da regi\u00e3o no g1 Tocantins.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/noticia\/2025\/02\/25\/stj-nega-recurso-do-mp-e-mantem-decisao-de-que-duda-pereira-nao-deve-ir-a-juri-popular-pela-morte-de-empresario.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1  Tocantins<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o \u00e9 da ministra Daniela Teixeira, relatora do processo, que considerou que as provas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para uma decis\u00e3o de pron\u00fancia. 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