{"id":36072,"date":"2025-02-28T15:02:32","date_gmt":"2025-02-28T18:02:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/eis-quatro-albuns-do-rock-brasileiro-que-fazem-40-anos-sem-perda-da-relevancia\/"},"modified":"2025-02-28T15:02:32","modified_gmt":"2025-02-28T18:02:32","slug":"eis-quatro-albuns-do-rock-brasileiro-que-fazem-40-anos-sem-perda-da-relevancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/eis-quatro-albuns-do-rock-brasileiro-que-fazem-40-anos-sem-perda-da-relevancia\/","title":{"rendered":"Eis quatro \u00e1lbuns do rock brasileiro que fazem 40 anos sem perda da relev\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Capas dos \u00e1lbuns lan\u00e7ados em 1985 por Legi\u00e3o Urbana, Cazuza, RPM e Kid Abelha<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o \/ Montagem g1<br \/>\n\u266b MEM\u00d3RIA<br \/>\n\u266a Foi a Blitz quem abriu, no ver\u00e3o de 1982, as portas do mercado fonogr\u00e1fico nacional para o rock made in Brasil. O estouro do single Voc\u00ea n\u00e3o soube me amar \u2013 joia de alto quilate pop, com frescor ent\u00e3o in\u00e9dito na m\u00fasica do Brasil \u2013 mostrou aos diretores das gravadoras que havia um p\u00fablico jovem \u00e1vido por consumir m\u00fasica pop, fora do universo da MPB. Tend\u00eancia que j\u00e1 havia sendo sinalizada pelo sucesso dos discos das bandas 14 Bis e A Cor do Som, bem como pelo \u00eaxito de Guilherme Arantes e da pioneira banda new wave Gang 90 &amp; Absurdettes.<br \/>\nContudo, se 1982 foi o ano da virada, a consolida\u00e7\u00e3o do rock brasileiro aconteceu entre 1985 e 1986. Neste bin\u00f4mio, todas as grandes bandas nacionais lan\u00e7aram \u00e1lbuns que se tornariam referenciais na discografia brasileira do g\u00eanero.<br \/>\nPara celebrar os 40 anos de quatro \u00e1lbuns apresentados em 1985, o Blog do Mauro Ferreira elegeu quatro grandes discos  daquele ano. S\u00e3o tr\u00eas \u00e1lbuns de bandas \u2013 Legi\u00e3o Urbana, Kid Abelha e RPM \u2013 e um \u00e1lbum de cantor, Cazuza (1958 \u2013 1990), ent\u00e3o rec\u00e9m-sa\u00eddo (por vontade pr\u00f3pria) do Bar\u00e3o Vermelho, grupo seminal no movimento roqueiro da d\u00e9cada de 1980.<br \/>\nA lista bem poderia incluir os primeiros \u00e1lbuns das bandas Ira! (Mudan\u00e7a de comportamento) e Ultraje a Rigor (N\u00f3s vamos invadir sua praia) tamanha a for\u00e7a do rock brasileiro naquele ano de 1985.<br \/>\n\u266a Eis os quatro grandes \u00e1lbuns do rock brasileiro de 1985 que completam 40 anos em 2025:<br \/>\n\u266c Legi\u00e3o Urbana \u2013 Legi\u00e3o Urbana<br \/>\n\u2669 Chegou \u00e0s lojas de discos na primeira semana de janeiro, com absoluta discri\u00e7\u00e3o, o primeiro \u00e1lbum daquela que se tornaria a maior banda de rock do Brasil, n\u00e3o somente pelo som (que foi se distanciando da origem punk a partir do segundo \u00e1lbum, Dois, de 1986), mas sobretudo pela atitude e pela capacidade arrastar multid\u00f5es em car\u00e1ter messi\u00e2nico. A banda brasiliense Legi\u00e3o Urbana era cria\u00e7\u00e3o da mente inquieta e privilegiada de Renato Russo (1960 \u2013 1996), artista que divide com Cazuza o posto de grande compositor letrista do rock brasileiro dos anos 1980. Gravado de outubro a dezembro de 1984, Legi\u00e3o Urbana, o \u00e1lbum, legaria tr\u00eas standards do cancioneiro de Russo \u2013 Ainda \u00e9 cedo (com Andr\u00e9 Pretorius, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonf\u00e1), Gera\u00e7\u00e3o coca-cola e Ser\u00e1 (com Dado e Bonf\u00e1) \u2013 ou quatro, se levado em conta que a balada alocada no melanc\u00f3lico fecho do disco, Por enquanto, seria amplificada a partir de 1990 na voz da cantora C\u00e1ssia Eller (1962 \u2013 2021). Legi\u00e3o Urbana \u00e9 \u00e1lbum pol\u00edtico que resistiu bem ao tempo nesses 40 anos, ainda que algumas letras tragam anseios espec\u00edficos da gera\u00e7\u00e3o que veio ao mundo em 1960.<br \/>\n\u266c Cazuza \u2013 Cazuza<br \/>\n\u2669 Em parceria com Roberto Frejat, Cazuza construiu um dos repert\u00f3rios fundamentais do rock brasileiro da d\u00e9cada de 1980 enquanto esteve na banda carioca Bar\u00e3o Vermelho, na qual entrou em 1981 para ocupar o posto de vocalista. E mesmo depois que decidiu sair do grupo em 1985 para trilhar carreira solo iniciada ainda naquele ano com a edi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum solo intitulado Cazuza, mas conhecido como Exagerado pela for\u00e7a dessa m\u00fasica composta pelo artista com Leoni e com Ezequiel Neves (1935\u2013 2010), um dos mentores do Bar\u00e3o e de Cazuza. Al\u00e9m do pop rock Exagerado, o \u00e1lbum Cazuza apresentou a l\u00edrica balada Codinome beija-flor (Reinaldo Arias, Cazuza e Ezequiel Neves), Mal nenhum (parceria de Cazuza com Lob\u00e3o) e m\u00fasicas compostas por Cazuza com Frejat para o que seria o quarto \u00e1lbum do Bar\u00e3o Vermelho, mas levadas por Cazuza para o \u00e1lbum solo do cantor. Entre elas, Boa nova, Rock da descerebra\u00e7\u00e3o e S\u00f3 as m\u00e3es s\u00e3o felizes.<br \/>\n\u266c Revolu\u00e7\u00f5es por minuto \u2013 RPM<br \/>\n\u2669 Embora implodida a partir de 1987 por disputas internas movidas por egotrips, a parceria do cantor, compositor e baixista Paulo Ricardo com o tecladista e compositor Luiz Schiavon (1958 \u2013 2023) foi um dos motores da fase inicial do rock brasileiro que irrompeu ao longo dos 1980. A magia e qu\u00edmica da parceria de Paulo e Schiavon valorizam Revolu\u00e7\u00f5es por minuto, primeiro e melhor \u00e1lbum de est\u00fadio do grupo paulistano RPM. Em sintonia com as letras ora pol\u00edticas ora sensuais de Paulo Ricardo, a m\u00fasica de Luiz Schiavon foi a alma que elevou o som tecnopop new romantic do RPM a um patamar in\u00e9dito no Brasil neste antol\u00f3gico \u00e1lbum Revolu\u00e7\u00f5es por minuto que flertou com o universo dark. Al\u00e9m da m\u00fasica-t\u00edtulo Revolu\u00e7\u00f5es por minuto, os petardos Olhar 43, R\u00e1dio pirata, Juven\u00edlia, Louras geladas e A cruz e a espada s\u00e3o composi\u00e7\u00f5es que garantem ao \u00e1lbum um lugar de honra na discografia do rock brasileiro.<br \/>\n\u266c Educa\u00e7\u00e3o sentimental \u2013 Kid Abelha e Os Ab\u00f3boras Selvagens<br \/>\n\u2669 Embora seja banda minimizada no pante\u00e3o do rock brasileiro pelo teor pop do som e do repert\u00f3rio povoado por m\u00fasicas de letras sobre o universo amoroso juvenil, o Kid Abelha merece figurar em qualquer antologia nacional do g\u00eanero por conta dos dois primeiros \u00e1lbuns, ambos gravados com Leoni ainda na forma\u00e7\u00e3o do grupo carioca, personificado pela vocalista Paula Toller, rara mulher a se destacar numa banda de rock do mainstream, ent\u00e3o reduto quase exclusivamente masculino. Segundo dos dois \u00e1lbuns feitos com Leoni no grupo, Educa\u00e7\u00e3o sentimental atingiu ponto de excel\u00eancia pop. A faixa que impulsionou o disco, L\u00e1grimas e chuva (Leoni, Bruno Fortunato e George Israel), deixou entrever certa melancolia adulta. J\u00e1 Os outros (Leoni), Garotos (Leoni e Paula Toller) e A f\u00f3rmula do amor (Leoni e L\u00e9o Jaime) \u2013 del\u00edcia pop adolescente mais bem gravada no disco de Leo Jaime, em dueto do cantor com Paula \u2013 batiam de forma aliciante na tecla dos amores juvenis.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/02\/28\/eis-quatro-albuns-do-rock-brasileiro-que-fazem-40-anos-sem-perda-da-relevancia.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Capas dos \u00e1lbuns lan\u00e7ados em 1985 por Legi\u00e3o Urbana, Cazuza, RPM e Kid Abelha Divulga\u00e7\u00e3o \/ Montagem g1 \u266b MEM\u00d3RIA \u266a Foi a Blitz quem abriu, no ver\u00e3o de 1982, as portas do mercado fonogr\u00e1fico nacional para o rock made in Brasil. 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