{"id":36367,"date":"2025-03-04T21:04:36","date_gmt":"2025-03-05T00:04:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/ha-100-anos-nascia-inezita-barroso-voz-referencial-do-brasil-caboclo-do-interior\/"},"modified":"2025-03-04T21:04:36","modified_gmt":"2025-03-05T00:04:36","slug":"ha-100-anos-nascia-inezita-barroso-voz-referencial-do-brasil-caboclo-do-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/ha-100-anos-nascia-inezita-barroso-voz-referencial-do-brasil-caboclo-do-interior\/","title":{"rendered":"H\u00e1 100 anos nascia Inezita Barroso, voz referencial do Brasil caboclo do interior"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Concerto e eventos celebram em S\u00e3o Paulo o centen\u00e1rio da artista associada \u00e0 viola, \u00e0 m\u00fasica caipira e ao canto de temas do folclore nacional. Inezita Barroso (1925 \u2013 2015) nasceu h\u00e1 100 anos e morreu h\u00e1 uma d\u00e9cada, quando acabara de completar 90 anos<br \/>\nAcervo pessoal Inezita Barroso<br \/>\n\u266b MEM\u00d3RIA<br \/>\n\u266a Voz referencial no universo da m\u00fasica regional do Brasil interiorano, calada h\u00e1 10 anos em decorr\u00eancia de insufici\u00eancia respirat\u00f3ria, a paulistana Ignez Magdalena Aranha de Lima (4 de mar\u00e7o de 1925 \u2013 8 de mar\u00e7o de 2015) deixou obra que extrapola o arco caipira das toadas e modas de viola.<br \/>\nNascida e criada em fam\u00edlia de posses, dentro de universo urbano, Maria Ignez se fez senhora do pr\u00f3prio destino ao escapar da redoma familiar e ao se tornar Inezita Barroso, cantora paulista que deu voz a temas do folclore nacional e a m\u00fasicas identificadas com culturas regionais espec\u00edficas, incluindo o cancioneiro da face mais caipira do universo sertanejo.<br \/>\nAl\u00e9m de cantora, a artista tamb\u00e9m foi instrumentista (sabia tocar piano, viol\u00e3o e a viola da qual nunca se dissociou), arranjadora, folclorista e apresentadora de TV.<br \/>\nHoje, 4 de mar\u00e7o de 2025, ter\u00e7a-feira de Carnaval, faz 100 anos que Inezita veio ao mundo. O centen\u00e1rio de nascimento da artista ser\u00e1 celebrado com shows e eventos programados ao longo deste m\u00eas de mar\u00e7o em S\u00e3o Paulo (SP).<br \/>\nDe 7 a 30 de mar\u00e7o, o Sesc 24 de maio apresenta a segunda edi\u00e7\u00e3o do projeto Viva viola! com atividades em torno da viola que englobam m\u00fasica, dan\u00e7a, leitura e brincadeiras. \u00c0s 17h de domingo, 9 de mar\u00e7o, a Orquestra Jazz Sinf\u00f4nica apresenta concerto em tributo ao centen\u00e1rio de nascimento Inezita, no Teatro Franco Zampari, tendo a dupla C\u00e9lia &amp; Celma como convidada, al\u00e9m das participa\u00e7\u00f5es dos cantores Raimundo Fagner, Tet\u00ea Esp\u00edndola e Adriana Farias.<br \/>\nInezita morreu h\u00e1 uma d\u00e9cada, em mar\u00e7o de 2015, mas permanece no imagin\u00e1rio musical nacional como uma das maiores refer\u00eancias dos g\u00eaneros musicais de um Brasil regional que resiste em nichos, ainda que j\u00e1 impossibilitado de ficar completamente imune aos processos de urbaniza\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o dos sons locais.<br \/>\nIniciada nos anos 1940, no r\u00e1dio, a trajet\u00f3ria art\u00edstica de Inezita Barroso ficou primordialmente associada \u00e0 m\u00fasica sertaneja de raiz, tocada na viola que batizava o programa Viola, minha viola, apresentado pela cantora na TV Cultura nos \u00faltimos 35 anos de vida da artista.<br \/>\nContudo, o fato \u00e9 que a discografia da cantora \u2013 iniciada com o single de 78 rota\u00e7\u00f5es por minuto editado em 1951 pela gravadora Sinter com as m\u00fasicas Funeral dum rei nag\u00f4 (Hekel Tavares e Murilo Ara\u00fajo) e Curupira (tema popular recolhido e adaptado por Waldemar Henrique) \u2013 foi muito al\u00e9m desse sertanejo vintage.<br \/>\nA obra fonogr\u00e1fica de Inezita Barroso inclui can\u00e7\u00f5es do folclore mineiro, temas da m\u00fasica tradicional ga\u00facha, sambas de cad\u00eancia carioca, modinhas evocativas dos tempos imperiais, g\u00eaneros nordestinos como o boi-bumb\u00e1 maranhense e, claro, as modas de viola.  \u00c9 um repert\u00f3rio essencial e orgulhosamente nacionalista.<br \/>\nA int\u00e9rprete da Moda da pinga (Laureano, 1953) bebeu de todas as fontes do chamado Brasil profundo. O Brasil caboclo. Esse Brasil resistiu no canto grave de Inezita Barroso, cujo suprassumo da discografia \u00e9 formado pelos \u00e1lbuns Inezita Barroso (1955), L\u00e1 vem o Brasil (1956), Vamos falar de Brasil (1958), Inezita apresenta (1958), Canto da saudade (1959), Eu me agarro na viola\u2026 Inezita sua viola e seu viol\u00e3o (1960) e Inezita Barroso interpreta dan\u00e7as ga\u00fachas (1961), editados entre 1955 e 1961 pela gravadora Copacabana.<br \/>\nEnfim, o Brasil de Inezita Barroso pode at\u00e9 j\u00e1 soar folcl\u00f3rico, como longeva refer\u00eancia de tempo ido, mas ainda pulsa no canto de quem nunca se curvou aos modismos urbanos.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/03\/04\/ha-100-anos-nascia-inezita-barroso-voz-referencial-do-brasil-caboclo-do-interior.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Concerto e eventos celebram em S\u00e3o Paulo o centen\u00e1rio da artista associada \u00e0 viola, \u00e0 m\u00fasica caipira e ao canto de temas do folclore nacional. 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