{"id":36503,"date":"2025-03-07T15:04:49","date_gmt":"2025-03-07T18:04:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/lady-gaga-frustra-expectativas-em-disco-com-boas-referencias-mas-nostalgico-demais\/"},"modified":"2025-03-07T15:04:49","modified_gmt":"2025-03-07T18:04:49","slug":"lady-gaga-frustra-expectativas-em-disco-com-boas-referencias-mas-nostalgico-demais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/lady-gaga-frustra-expectativas-em-disco-com-boas-referencias-mas-nostalgico-demais\/","title":{"rendered":"Lady Gaga frustra expectativas em disco com boas refer\u00eancias, mas nost\u00e1lgico demais"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Primeiros singles de \u2018Mayhem\u2019 indicavam caminho grandioso, mas cantora que vir\u00e1 ao Brasil em maio \u00e9 um pouco menos Mother Monster do que alguns imaginavam; leia an\u00e1lise do g1.  Lady Gaga acabou se colocando em uma armadilha ao escolher \u201cDisease\u201d e \u201cAbracadabra\u201d como os dois primeiros singles solo de seu novo \u00e1lbum, \u201cMayhem\u201d. Expectativas foram criadas, especialmente entre os que nunca superaram o auge da cantora.<br \/>\nA segunda m\u00fasica, um pop dan\u00e7ante t\u00e3o monumental quanto \u201cBad Romance\u201d, chegou ao ponto de conquistar a honraria m\u00e1xima da m\u00fasica no Brasil: ganhou a vers\u00e3o em forr\u00f3 \u201cAbracacha\u00e7a\u201d, sucesso no carnaval deste ano.<br \/>\nNo entanto, o trabalho completo, divulgado nesta sexta-feira (7), traz consigo uma not\u00edcia:<br \/>\nA Lady Gaga que vir\u00e1 ao Brasil em maio, para um show gratuito na Praia de Copacabana, \u00e9 um pouco menos Mother Monster do que alguns imaginavam.<br \/>\nLady Gaga em Copacabana, finalmente\u2026 relembre estreia no Brasil e drama do Rock in Rio<br \/>\nLady Gaga no Grammy 2025<br \/>\nMatt Winkelmeyer \/ GETTY IMAGES NORTH AMERICA \/ Getty Images via AFP<br \/>\nConsiderando as pr\u00e9vias, o que a maioria estava esperando eram hinos grandiosos, refr\u00e3os exagerados e uma atmosfera teatral. F\u00e3s j\u00e1 se preparavam para chafurdar na graxa de um som industrial bem sujo. O pr\u00f3prio nome indicava: \u201cmayhem\u201d quer dizer caos, em ingl\u00eas. N\u00e3o havia outra alternativa sen\u00e3o um disco ca\u00f3tico, conectado ao que h\u00e1 de mais antenado na m\u00fasica, mas sem deixar de lado o passado no dark pop.<br \/>\nS\u00e9timo \u00e1lbum de Gaga (considerando apenas os trabalhos solo de est\u00fadio, com m\u00fasicas in\u00e9ditas), \u201cMayhem\u201d marca o retorno da cantora ao estilo que foi respons\u00e1vel por sua ascens\u00e3o, a partir do disco \u201cThe Fame\u201d, de 2008, relan\u00e7ado no ano seguinte como \u201cThe Fame Monster\u201d.<br \/>\nCom seus primeiros trabalhos, a artista de Nova York (EUA) esmagou o minimalismo com saltos plataforma, inaugurando uma era de excessos, em que a ambi\u00e7\u00e3o se tornou lei na produ\u00e7\u00e3o da m\u00fasica pop. Como personalidade da m\u00eddia, virou a \u201ccelebridade perfeita\u201d \u2014 como ela mesma menciona agora, neste novo \u00e1lbum \u2013, aparecendo no Grammy dentro de um ovo e indo ao VMA num vestido feito de carne.<br \/>\nLady Gaga usou vestido feito de carne no MTV Video Music Awards (VMA) de 2010<br \/>\nMark Ralston\/AFP<br \/>\nMas, entre 2014 e 2024, Gaga se dispersou em incurs\u00f5es pelo jazz, country, folk e em trabalhos no cinema. No ano passado, seu bom desempenho em \u201cCoringa: Del\u00edrio a Dois\u201d n\u00e3o foi o suficiente para salvar o filme de um fiasco. \u201cHarlequin\u201d, \u00e1lbum que ela lan\u00e7ou como complemento do longa, foi o que vendeu menos em toda a sua carreira.<br \/>\nBlondie a Michael<br \/>\nNo \u201cMayhem\u201d, ela traz, sim, o dark pop de volta, por\u00e9m numa embalagem diferente.<br \/>\nAo longo de 14 faixas, a cantora se entrega de corpo e alma a refer\u00eancias dos anos 1970 e 80, que v\u00e3o do power pop punk da banda Blondie (\u201cZombieboy\u201d \u00e9 divertida) ao vocal dan\u00e7ante de Michael Jackson (ele ficaria orgulhoso ouvindo \u201cShadow of a man\u201d).<br \/>\n\u00c9 uma escolha interessante, que faz do \u201cMayhem\u201d uma experi\u00eancia cheia de groove. Junte a sensualidade de Prince, o brilho de David Bowie e o desespero de Gaga e encontre \u201cKillah\u201d (com o DJ franc\u00eas Gesaffelstein), a melhor m\u00fasica do disco.<br \/>\n\u201cVanish into you\u201d \u00e9 constru\u00edda com a tens\u00e3o de algumas das faixas mais legais do \u201cBorn this way\u201d, \u00e1lbum de 2011. Com a levada funk e um refr\u00e3o gritado, que certamente funcionar\u00e1 muito bem ao vivo, Gaga encontra o tom certo entre Bowie e Chappell Roan.<br \/>\nBruno Mars e Lady Gaga levam pr\u00eamio de melhor performance pop de dupla ou grupo no Grammy 2025, pela m\u00fasica \u2018Die with a smile\u2019<br \/>\nKEVIN WINTER \/ GETTY IMAGES NORTH AMERICA \/ Getty Images via AFP<br \/>\nEm outros momentos, por\u00e9m, o conceito do novo disco se torna nost\u00e1lgico demais, sem identidade.<br \/>\n\u201cHow bad do u want me\u201d \u00e9 inspirada em \u201cOnly you\u201d, cl\u00e1ssico de 1982 da dupla brit\u00e2nica Yazoo. Mas tem sintetizadores criando uma batida gen\u00e9rica que poderia ser de qualquer pop do in\u00edcio dos anos 80. E, estranhamente, parece muito uma m\u00fasica de Taylor Swift.<br \/>\nO vocal meloso de \u201cHow bad do u want me\u201d parece deslocado, da mesma forma que a balada \u201cBlade of grass\u201d (que poderia estar na trilha sonora de \u201cNasce uma estrela\u201d, filme protagonizado por Gaga em 2018) parece servir apenas para introduzir o megahit \u201cDie with a smile\u201d. Lan\u00e7ada em agosto de 2024, a colabora\u00e7\u00e3o da cantora com Bruno Mars \u00e9 h\u00e1 28 semanas a m\u00fasica mais ouvida do mundo no Spotify.<br \/>\n\u201cThe beast\u201d mais uma vez evoca Michael Jackson e desperdi\u00e7a um \u201ctique-taque\u201d hipnotizante em um arranjo suave demais, e a letra de \u201cLoveDrug\u201d repete uma receita muito parecida com a de \u201cDisease\u201d: amor, droga, rem\u00e9dio, veneno\u2026 A riqueza de met\u00e1foras nunca foi um trunfo de Lady Gaga.<br \/>\n\u201cMayhem\u201d n\u00e3o \u00e9 um \u00e1lbum ruim. Longe disso: as boas refer\u00eancias criam pontos fortes. Mas talvez seja discreto demais para um momento em que muita gente estava sedenta por Gaga em sua vers\u00e3o mais exagerada, disruptiva e ousada. Agora, ela parece um monstrinho mais inofensivo.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/noticia\/2025\/03\/07\/lady-gaga-frustra-expectativas-em-disco-com-boas-referencias-mas-nostalgico-demais.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiros singles de \u2018Mayhem\u2019 indicavam caminho grandioso, mas cantora que vir\u00e1 ao Brasil em maio \u00e9 um pouco menos Mother Monster do que alguns imaginavam; leia an\u00e1lise do g1. Lady Gaga acabou se colocando em uma armadilha ao escolher \u201cDisease\u201d e \u201cAbracadabra\u201d como os dois primeiros singles solo de seu novo \u00e1lbum, \u201cMayhem\u201d. 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