{"id":36949,"date":"2025-03-18T03:01:16","date_gmt":"2025-03-18T06:01:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/olivia-rodrigo-ajuda-a-renovar-o-publico-do-rock-turne-guts-passa-pelo-lolla-e-mostra-que-sim\/"},"modified":"2025-03-18T03:01:16","modified_gmt":"2025-03-18T06:01:16","slug":"olivia-rodrigo-ajuda-a-renovar-o-publico-do-rock-turne-guts-passa-pelo-lolla-e-mostra-que-sim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/olivia-rodrigo-ajuda-a-renovar-o-publico-do-rock-turne-guts-passa-pelo-lolla-e-mostra-que-sim\/","title":{"rendered":"Olivia Rodrigo ajuda a renovar o p\u00fablico do rock? Turn\u00ea \u2018Guts\u2019 passa pelo Lolla e mostra que sim"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     g1 viu show no Madison Square Garden, em Nova York, em 2024. Ela cantou letras confessionais com influ\u00eancia do indie rock e do emo para plateia de \u2018mini roqueiras\u2019. Olivia Rodrigo \u00e9 carregada por pessoas no clipe de \u2018Bad idea right?\u2019<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Facebook da cantora<br \/>\nUma r\u00e1pida olhada no p\u00fablico que lotou o Madison Square Garden, gin\u00e1sio em Nova York com capacidade para 20 mil pessoas, no ano passado, deixou clara a seguinte impress\u00e3o. Muitas das f\u00e3s de Olivia Rodrigo s\u00e3o \u201cmini roqueiras\u201d. Elas usavam jaqueta de couro, meias cal\u00e7as calculadamente rasgadas e cabelos atrapalhados, mas nem tanto.<br \/>\nO g1 viu o primeiro dos quatro shows que Olivia fez no lugar. A cantora americana de 21 anos tem dois \u00e1lbuns com letras confessionais e som cheio de influ\u00eancia do indie e do emo.<br \/>\nDesde que despontou em 2021, Olivia ajudou a consolidar um pop rock com versos sinceros e angustiados sobre a vida de uma jovem adulta. A sonoridade passa por estilos como o rock alternativo do Weezer (o primeiro show no qual ela diz ter ido) e o pop punk do Paramore.<br \/>\nComo \u00e9 o show?<br \/>\nOlivia Rodrigo em show da turn\u00ea \u2018Guts\u2019 em Nova York, em abril de 2024: camisa homenageando Carrie Bradshaw; perto da plateia; em uma \u2018lua\u2019 suspensa; e com suas dan\u00e7arinas<br \/>\ng1<br \/>\nO show tem cen\u00e1rio simples com um mega tel\u00e3o no fundo. V\u00e1rias estrelas est\u00e3o penduradas no teto por todo o gin\u00e1sio, como se fossem m\u00f3biles gigantes. S\u00f3 uma parte dessa estrutura deve vir ao Brasil, \u00e9 claro. Olivia canta acompanhada por um quinteto: duas guitarras, baixo, bateria e teclado. \u201cQuero que voc\u00eas gritem o m\u00e1ximo que puderem e pulem o m\u00e1ximo que puderem\u201d, ela convida.<br \/>\nNa maior parte do tempo, apresenta um show de pop rock, com figurinos brilhantes (mas pouco mirabolantes); e sem tantas dan\u00e7as ou qualquer outro expediente usado por grandes popstars. Em m\u00fasicas como \u201cTraitor\u201d, tem a companhia de oito dan\u00e7arinas. Em \u201cPretty isn\u2019t pretty\u201d, as bailarinas se portam como adolescentes rob\u00f4s: ficam se maquiando e segurando um espelho.<br \/>\nAo vivo, a maioria dos arranjos funciona. Os destaques s\u00e3o as vers\u00f5es mais grooveadas e aceleradas de \u201cVampire\u201d e \u201cJealousy, Jelousy \u201c.<br \/>\nFica f\u00e1cil notar que, por enquanto, a voz e a performance combinam mais com can\u00e7\u00f5es mansas e menos com as mais pesadas. Quando precisa de um vocal mais agressivo, Olivia ainda fica aqu\u00e9m da performance em est\u00fadio. Nas partes mais mansas, flutua em mais de um sentido.<br \/>\nDurante as baladas \u201cLogical\u201d e \u201cEnough for you\u201d, ela se apresenta sentada em uma \u201clua\u201d suspensa, que d\u00e1 uma volta em todo o gin\u00e1sio. Infelizmente, a cena n\u00e3o deve rolar no Lolla. Tudo bem, nada disso supera o momento em que faz uma apresenta\u00e7\u00e3o piano e voz no come\u00e7o do primeiro sucesso, \u201cDriver\u2019s License\u201d.<br \/>\nOlivia Rodrigo no Grammy 2022<br \/>\nRich Fury \/ Getty Images via AFP<br \/>\nEm certos improvisos a partir de imagens que aparecem no tel\u00e3o e quando comanda a catarse geral (\u201cGritem l\u00e1 do fundo sobre algo que esteja incomodando voc\u00eas!\u201d), Olivia \u00e9 uma das popstars mais naturais das quais j\u00e1 se teve not\u00edcia. At\u00e9 as intera\u00e7\u00f5es olhando para a c\u00e2mera, obviamente ensaiadas, s\u00e3o singelas, sem exagero.<br \/>\nNo fim, ela volta para o bis vestindo uma camisa em homenagem a Carrie Bradshaw, personagem de Sarah Jessica Parker na s\u00e9rie \u201cSex and the City\u201d. Foi o jeito dela de homenagear Nova York e de se referir a uma s\u00e9rie que terminou h\u00e1 mais de 20 anos, mas voltou a ser vista pelas mais novinhas neste ano.<br \/>\nNesta turn\u00ea, ela sempre usa uma camisa com alguma frase que remete ao lugar onde est\u00e1 se apresentando. Qual ser\u00e1 a escolha para representar S\u00e3o Paulo?<br \/>\nAntes do show, rock feminino<br \/>\nOlivia Rodrigo mostra a fita cassete de seu primeiro \u00e1lbum, \u2018Sour\u2019<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Facebook da cantora<br \/>\nAntes de Olivia, uma playlist j\u00e1 deixava clara a inten\u00e7\u00e3o da cantora: apresentar \u00edcones femininos do rock para suas jovens f\u00e3s. \u201cRebel girl\u201d, do Bikini Kill; \u201cCherry bomb\u201d, de The Runaways; e outros rocks cantados e tocados por mulheres dominam a playlist.<br \/>\nA atra\u00e7\u00e3o de abertura seguiu a mesma ideia: o Breeders, grupo de rock alternativo formado no final dos anos 80 e liderado por Kim Deal, ex-baixista do Pixies. \u201cMinha vida pode ser dividida em dois momentos: antes e depois de ouvir \u2018Cannonball\u2019. Que honra tocar aqui com elas\u201d, disse Olivia depois, citando o maior hit do grupo.<br \/>\nO show de 40 minutos recebeu aplausos, \u00e9 claro, mas acabou se tornando uma \u00f3tima trilha para selfies e compra de itens como camisas de US$ 50. Em algumas partes mais distorcidas, teve at\u00e9 crian\u00e7a tapando os ouvidos com os dedos ou reclamando com suas m\u00e3es. Os banheiros masculinos estavam quase sem ningu\u00e9m, o que comprovou a presen\u00e7a menor de pais.<br \/>\nIsso n\u00e3o \u00e9 rock! Isso n\u00e3o \u00e9 rock?<br \/>\nOlivia Rodrigo<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Universal Music<br \/>\nQuem diz que Olivia Rodrigo n\u00e3o tem nada a ver com rock deveria ouvir as vers\u00f5es ao vivo de todas as m\u00fasicas. Seis delas, por\u00e9m, s\u00e3o mais associadas ao rock:<br \/>\n\u201cBrutal\u201d tem som sujo e faz lembrar o rock feminino dos tempos do grunge. O som de bandas como Bikini Kill ecoa na can\u00e7\u00e3o de pouco mais de dois minutos.<br \/>\n\u201cGet Him Back!\u201d d\u00e1 a impress\u00e3o de que estamos diante de um rap rock, por conta do vocal falado. O refr\u00e3o \u00e9 bem mel\u00f3dico, com batidas marcadas e viol\u00e3o em primeiro plano.<br \/>\n\u201cBad Idea Right?\u201d \u00e9 outra com vocal mais falado, mas tamb\u00e9m tem um qu\u00ea de bubblegrunge, o grunge (Nirvana, Pearl Jam) com pegada cantarol\u00e1vel e colante.<br \/>\n\u201cAll-American Bitch\u201d traz arranjo que alterna dedilhados fofos e riffs distorcidos de guitarra, em uma vers\u00e3o pop do rock alternativo de bandas como Pixies e Weezer.<br \/>\n\u201cBallad of a Homeschooled Girl\u201d \u00e9 um pop rock com distor\u00e7\u00e3o nos instrumentos e vocais. A letra autodepreciativa tamb\u00e9m \u00e9 outro trunfo da faixa.<br \/>\n\u201cGood 4 U\u201d tem tanta influ\u00eancia do Paramore, que Olivia fez um acordo com os membros da banda e os incluiu nos cr\u00e9ditos para evitar um processo por pl\u00e1gio.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/lollapalooza\/2025\/noticia\/2025\/03\/18\/olivia-rodrigo-ajuda-a-renovar-o-publico-do-rock-turne-guts-passa-pelo-lolla-e-mostra-que-sim.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>g1 viu show no Madison Square Garden, em Nova York, em 2024. Ela cantou letras confessionais com influ\u00eancia do indie rock e do emo para plateia de \u2018mini roqueiras\u2019. 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