{"id":36973,"date":"2025-03-18T12:01:21","date_gmt":"2025-03-18T15:01:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/laila-garin-poe-o-canto-a-servico-da-verve-da-comedia-musicas-que-fiz-em-seu-nome-em-cena-no-rio-de-janeiro\/"},"modified":"2025-03-18T12:01:21","modified_gmt":"2025-03-18T15:01:21","slug":"laila-garin-poe-o-canto-a-servico-da-verve-da-comedia-musicas-que-fiz-em-seu-nome-em-cena-no-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/laila-garin-poe-o-canto-a-servico-da-verve-da-comedia-musicas-que-fiz-em-seu-nome-em-cena-no-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Laila Garin p\u00f5e o canto a servi\u00e7o da verve da com\u00e9dia \u2018M\u00fasicas que fiz em seu nome\u2019, em cena no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Roteiro do espet\u00e1culo teatral inclui sucessos de Clarice Falc\u00e3o, Eduardo Dussek, Faf\u00e1 de Bel\u00e9m, Gal Costa, Jos\u00e9 Augusto e Roberto Carlos. Laila Garin em cena na com\u00e9dia teatral \u2018M\u00fasicas que fiz em seu nome\u2019, em cartaz no Teatro Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (RJ)<br \/>\nVan Brigido Fotografia \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266b OPINI\u00c3O SOBRE MUSICAL DE TEATRO<br \/>\nT\u00edtulo: M\u00fasicas que fiz em seu nome<br \/>\nDire\u00e7\u00e3o: Gustavo Barchilon<br \/>\nDramaturgia: Laila Garin e Tau\u00e3 Delmiro com inspira\u00e7\u00e3o em fala de Viviane Mos\u00e9<br \/>\nElenco: Laila Garin<br \/>\nCota\u00e7\u00e3o: \u2605 \u2605 \u2605 1\/2<br \/>\n\u266c Desde que ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional em 2012 ao dar voz, corpo e alma a Elis Regina (1945 \u2013 2022)  em musical de teatro sobre a cantora, que ontem teria feito 80 anos, Laila Garin virou nome imponente na cena brasileira. Atriz e cantora, a artista baiana se notabilizou pelo canto expressivo, potente, pautado pela for\u00e7a dram\u00e1tica da voz \u00e1rida.<br \/>\nEm M\u00fasicas que fiz em seu nome, com\u00e9dia musical em cena no Rio de Janeiro (RJ), essa for\u00e7a \u00e9 atenuada em favor da dramaturgia constru\u00edda pela pr\u00f3pria Laila com Tau\u00e3 Delmiro com inspira\u00e7\u00e3o em fala da poeta, fil\u00f3sofa e psicanalista Viviane Mos\u00e9 (\u201cNa tentativa de n\u00e3o sofrer, terminamos optando por n\u00e3o sentir. Plastificamos nossa pele. Embalsamamos nossos afetos\u201d).<br \/>\nAo extrair humor do comportamento ris\u00edvel de Leide Milene, personagem que \u00e0s v\u00e9speras do casamento aposta em procedimento revolucion\u00e1rio que promete apagar as dores da alma, o diretor Gustavo Barchilon preenche a cena com verve que se estende ao canto da atriz, percept\u00edvel j\u00e1 no primeiro n\u00famero, Fera ferida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1982), can\u00e7\u00e3o ouvida em interpreta\u00e7\u00e3o intencionalmente febril, nervosa.<br \/>\nEm cartaz no Teatro Copacabana Palace, com sess\u00f5es programadas para os dias 11, 12, 19, 21, 25 e 27 de mar\u00e7o e 1 e 2 de abril, o mon\u00f3logo musical investe no humor das com\u00e9dias populares \u2013 a\u00e7\u00e3o que injeta comicidade no canto de m\u00fasicas despudoramente sentimentais como Abandonada (Michael Sullivan e Paulo S\u00e9rgio Valle, 1996) e Aguenta cora\u00e7\u00e3o (Ed Wilson, Paulo Sergio Valle e Pr\u00eantice, 1990) enquanto real\u00e7a a gra\u00e7a j\u00e1 existente em composi\u00e7\u00f5es como Chocante (Eduardo Dussek e Luiz Carlos G\u00f3es, 1981) e Banho de piscina (Clarice Falc\u00e3o, 2016).<br \/>\nNem tudo \u00e9 histrionismo ou humor, contudo. A interpreta\u00e7\u00e3o de Demais (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959) se afina com o tom do\u00eddo da can\u00e7\u00e3o talhada para a voz de Maysa (1936 \u2013 1977). Assim como N\u00e3o me deixe n\u00e3o, vers\u00e3o em portugu\u00eas da suplicante can\u00e7\u00e3o Ne me quitte pas (Jacques Brel, 1959).<br \/>\nEmbora o roteiro do espet\u00e1culo totalize 22 composi\u00e7\u00f5es, M\u00fasicas que fiz em seu nome est\u00e1 longe de ser show teatralizado, embora esse roteiro preveja esp\u00e9cie de bis com o canto de O que ser\u00e1 (\u00c0 flor da pele) (Chico Buarque, 1976). \u00c9 teatro mesmo, com texto costurado por m\u00fasicas j\u00e1 pr\u00e9-existentes, mais ou menos afinadas com a dramaturgia de Laila e Tau\u00e3 Delmiro.<br \/>\nE o fato \u00e9 que sucessos como Medo bobo (Juliano Tchula, Maraisa, Vinicius Poeta, Junior Pepato e Ben\u00edcio Neto, 2016) e sobretudo Socorro (Arnaldo Antunes e Alice Ruiz, 1994) se harmonizam com uma dramaturgia sintonizada com ang\u00fastias t\u00edpicas do s\u00e9culo XXI.<br \/>\nOutras m\u00fasicas \u2013 como Negro amor (It\u2019s all over now, baby blue, Bob Dylan, 1965, em vers\u00e3o em portugu\u00eas de Caetano Veloso e P\u00e9ricles Cavalcanti, 1977) e Faltando um peda\u00e7o (Djavan, 1981) \u2013 contribuem para a cena mais com a beleza po\u00e9tica e mel\u00f3dica das m\u00fasicas do que com a afinidade com o texto.<br \/>\nSegura na cena belamente iluminada por Maneco Quinder\u00e9, Laila Garin prende a aten\u00e7\u00e3o do espectador ao longo da saga de Leide Milene, mais como atriz do que como a cantora expressiva que alterna as sess\u00f5es dessa com\u00e9dia musical com as apresenta\u00e7\u00f5es do ainda corrente show em que d\u00e1 voz ao repert\u00f3rio de Elis Regina.<br \/>\nLaila Garin canta sucessos como \u2018Medo bobo\u2019, \u2018Fera ferida\u2019 e \u2018Abandonada\u2019 na com\u00e9dia teatral \u2018M\u00fasicas que fiz em seu nome\u2019<br \/>\nVan Brigido Fotografia \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/03\/18\/laila-garin-poe-o-canto-a-servico-da-verve-da-comedia-musicas-que-fiz-em-seu-nome-em-cena-no-rio-de-janeiro.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roteiro do espet\u00e1culo teatral inclui sucessos de Clarice Falc\u00e3o, Eduardo Dussek, Faf\u00e1 de Bel\u00e9m, Gal Costa, Jos\u00e9 Augusto e Roberto Carlos. 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