{"id":37192,"date":"2025-03-22T03:01:12","date_gmt":"2025-03-22T06:01:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/video-o-g1-deu-uma-volta-no-opel-kadett-de-ainda-estou-aqui-que-sera-leiloado-hoje\/"},"modified":"2025-03-22T03:01:12","modified_gmt":"2025-03-22T06:01:12","slug":"video-o-g1-deu-uma-volta-no-opel-kadett-de-ainda-estou-aqui-que-sera-leiloado-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/video-o-g1-deu-uma-volta-no-opel-kadett-de-ainda-estou-aqui-que-sera-leiloado-hoje\/","title":{"rendered":"V\u00cdDEO: o g1 deu uma volta no Opel Kadett de \u2018Ainda Estou Aqui\u2019, que ser\u00e1 leiloado hoje"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Lance m\u00ednimo ser\u00e1 de R$ 200 mil. Confira as caracter\u00edsticas que fizeram desse carro um cl\u00e1ssico do cinema nacional. Andamos no Kadett de \u2018Ainda Estou Aqui\u2019<br \/>\nBanco de couro que lembra o do sof\u00e1 da casa da av\u00f3. Volante fino e um painel totalmente anal\u00f3gico. Quebra vento e nostalgia. As caracter\u00edsticas s\u00e3o comuns de carros antigos, mas esse tem um Oscar\u00ae para chamar de seu.<br \/>\nO Opel Kadett 1968 \u00e9 um modelo raro no Brasil, e esse exemplar foi fundamental para a constru\u00e7\u00e3o da atmosfera dos anos 1970 no filme \u2018Ainda Estou Aqui\u2019, a primeira produ\u00e7\u00e3o original Globoplay que ganhou a estatueta de Melhor Filme Internacional em 2025.<br \/>\nO g1 contou a hist\u00f3ria de como o modelo saiu do Paran\u00e1, passou por um comprador de S\u00e3o Paulo e chegou ao Rio de Janeiro para as grava\u00e7\u00f5es do longa. E agora mostra como \u00e9 andar nesse carro, que ser\u00e1 leiloado na noite deste s\u00e1bado (22), com lance m\u00ednimo de R$ 200 mil. (veja no v\u00eddeo acima)<br \/>\nLEIA MAIS:<br \/>\nDo anonimato ao Oscar: conhe\u00e7a o Kadett de Fernanda Torres no filme \u2018Ainda Estou Aqui\u2019, que ser\u00e1 leiloado<br \/>\nLISTA: veja as 10 motos novas mais vendidas do Brasil em fevereiro<br \/>\nMulheres sobre duas rodas: n\u00famero de motociclistas habilitadas cresce 70% em 10 anos; veja hist\u00f3rias<br \/>\nGalerias Relacionadas<br \/>\nO Opel Kadett<br \/>\nO Opel Kadett L Super de 1968, utilizado na grava\u00e7\u00e3o do filme \u201cAinda Estou Aqui\u201d, pertencia \u00e0 empresa Ve\u00edculos de Cena, de Gabriel e F\u00e1bio Martins. Ap\u00f3s o lan\u00e7amento do filme, os empres\u00e1rios prepararam o carro para venda.<br \/>\nA empresa alugava o carro para grava\u00e7\u00f5es, como no caso do filme vencedor do Oscar, com uma di\u00e1ria de R$ 3 mil.<br \/>\nConsiderando que o carro ficou locado por sete meses para a grava\u00e7\u00e3o de \u201cAinda Estou Aqui\u201d, estima-se que os valores obtidos com o aluguel, somados \u00e0 venda, possam chegar a R$ 1 milh\u00e3o.<br \/>\nCom 210 dias de grava\u00e7\u00f5es, o faturamento com a loca\u00e7\u00e3o poderia ter chegado a R$ 630 mil. No entanto, de acordo com Gabriel Martins, o valor foi mais baixo.<br \/>\n\u201cComo o carro ficou muito tempo na grava\u00e7\u00e3o do filme, fizemos um pre\u00e7o mais baixo e cobramos um valor fechado mensalmente. Por isso, o valor do aluguel ficou abaixo dos R$ 3 mil por dia\u201d, explicou Gabriel Martins.<br \/>\nOrigem do Kadett de Ainda Estou Aqui<br \/>\nUma viagem ao passado<br \/>\nAssim como no filme, entrar no Opel Kadett \u00e9 como ingressar em uma m\u00e1quina do tempo. A viagem come\u00e7a ao tocar na ma\u00e7aneta de ferro gelado, um item que n\u00e3o se v\u00ea mais nos carros atuais.<br \/>\nAo abrir a porta, o acabamento chama a aten\u00e7\u00e3o. Com bancos e forra\u00e7\u00e3o de porta em couro leg\u00edtimo, o interior nos remete a uma vers\u00e3o especial.<br \/>\nA hist\u00f3ria do modelo Kadett come\u00e7a na Alemanha em 1936. O carro foi criado para ser um ve\u00edculo de entrada e popular. Da mesma forma, o Chevrolet Kadett de sexta gera\u00e7\u00e3o, comercializado no Brasil do final da d\u00e9cada de 1980 at\u00e9 o final da d\u00e9cada seguinte, fez grande sucesso por aqui.<br \/>\nFernanda Torres dirigiu o Opel Kadett em algumas cenas de \u2018Ainda Estou Aqui\u2019<br \/>\nGloboplay<br \/>\nO cheiro de carro antigo \u00e9 inconfund\u00edvel, e no Kadett essa caracter\u00edstica \u00e9 bem marcante. Os bancos, sem encosto de cabe\u00e7a, s\u00e3o largos e t\u00eam poucos ajustes. N\u00e3o h\u00e1 abas laterais para segurar o motorista em curvas, o que torna a experi\u00eancia ainda mais curiosa.<br \/>\nAo fechar a porta, o som \u00e9 seco e metalizado, muito diferente do som abafado das portas dos carros mais novos.<br \/>\nO volante \u00e9 bem grande, com um raio semelhante ao de um volante de \u00f4nibus dos dias atuais. Nos carros antigos, o volante era assim por uma raz\u00e3o simples: facilitar as manobras.<br \/>\nComo os carros antigos n\u00e3o eram equipados com sistemas de aux\u00edlio \u00e0 dire\u00e7\u00e3o, como hidr\u00e1ulico ou el\u00e9trico, era necess\u00e1rio ter um volante de di\u00e2metro maior para diminuir o esfor\u00e7o do motorista. Quanto maior o raio, menor o peso.<br \/>\nO painel de instrumentos linear e anal\u00f3gico deixa claro que o carro de 1968 n\u00e3o tinha pretens\u00f5es de acelerar muito: a velocidade m\u00e1xima era de 160 km\/h.<br \/>\nOpel Kadett L Super 1968<br \/>\ng1 | Rafael Leal<br \/>\nNos mostradores do Kadett, por ser um carro fabricado na d\u00e9cada de 1960, a luz indicativa de dire\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas uma l\u00e2mpada verde, sem as tradicionais setas para a direita ou esquerda que vemos nos carros de hoje.<br \/>\nNo entanto, h\u00e1 um indicador de rota\u00e7\u00e3o do motor, um item raro nos carros fabricados no Brasil na mesma \u00e9poca do Opel.<br \/>\nA idade do Kadett fica ainda mais evidente ao observar itens como o acendedor de cigarros e o cinzeiro, que j\u00e1 s\u00e3o obsoletos nos dias de hoje. E, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, o painel do Kadett tem mais couro do que o novo Volkswagen Tera.<br \/>\nCom transmiss\u00e3o de quatro velocidades, a manopla de c\u00e2mbio \u00e9 simples e n\u00e3o h\u00e1 porta-objetos no console abaixo do painel, apenas o logo da fabricante.<br \/>\nSe n\u00e3o estivesse instalado em um carro, seria plaus\u00edvel afirmar que o banco traseiro nos convida para um cochilo. Grande, com bom revestimento e espumas confort\u00e1veis, o assento para quem vai atr\u00e1s conta ainda com molas, tornando a viagem agrad\u00e1vel.\u2019<br \/>\nNo entanto, o espa\u00e7o para as pernas, como em todo compacto, n\u00e3o era dos melhores. Pessoas altas sofriam ao andar como passageiros no Kadett.<br \/>\nDirigindo o Opel Kadett<br \/>\nO cl\u00e1ssico do filme \u201cAinda Estou Aqui\u201d tinha um motor 1.1 de quatro cilindros sob o cap\u00f4. Com esse motor a gasolina, o carro entregava 60 cv de pot\u00eancia e 8,6 kgfm de torque.<br \/>\nOpel Kadett L Super 1968<br \/>\ng1 | Rafael Leal<br \/>\nAtualmente, um Chevrolet Onix 1.0 aspirado entrega, tamb\u00e9m com gasolina, 78 cv e 9,6 kgfm. Com uma diferen\u00e7a de mais de 50 anos, os n\u00fameros do Kadett n\u00e3o eram t\u00e3o ruins para a \u00e9poca.<br \/>\nA chave era fina, bem diferente das que encontramos hoje, que podem ser em formato de canivete, cart\u00e3o ou at\u00e9 mesmo apenas um sensor de presen\u00e7a. Ao encaixar e girar a igni\u00e7\u00e3o, as poucas luzes do painel acendem.<br \/>\nQuando est\u00e1 quente, o carro liga com facilidade. Frio, demora um pouco mais e \u00e9 preciso bombear o acelerador algumas vezes para que o motor n\u00e3o desligue.<br \/>\nO Kadett possui um afogador, uma tecnologia aplicada nos carros a \u00e1lcool no Brasil, que serve para acelerar o carro por alguns minutos at\u00e9 que o motor atinja a temperatura ideal de trabalho.<br \/>\nEngatar as marchas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. \u00c9 preciso procurar a primeira e torcer para que esteja engatada corretamente. No entanto, essa sensa\u00e7\u00e3o desaparece ap\u00f3s algumas voltas com o carro. O ponto positivo \u00e9 que o engate \u00e9 curto.<br \/>\nPara arrancar, \u00e9 necess\u00e1rio pisar um pouco mais no acelerador e soltar a embreagem aos poucos para o carro n\u00e3o morrer. Por ser carburado \u2014 e talvez n\u00e3o totalmente adaptado \u00e0 gasolina brasileira, que cont\u00e9m 27,5% de etanol \u2014 aumentar a rota\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de dirigir o Kadett sem que o motor apresente falhas.<br \/>\nOpel Kadett L Super 1968<br \/>\ng1 | Rafael Leal<br \/>\nEsses pequenos cuidados e estranhamentos desaparecem ap\u00f3s os primeiros cinco minutos, deixando apenas o prazer de estar em um cl\u00e1ssico dos anos 1960.<br \/>\nAndar com os vidros abertos e com o quebra-vento jogando o ar diretamente no motorista \u00e9 uma das formas de escapar do calor que fazia na capital paulista durante o contato do g1 com o carro. A efici\u00eancia do quebra-vento \u00e9 ineg\u00e1vel. Que falta ele faz nos carros de hoje!<br \/>\nO carro aparenta ser dif\u00edcil de pilotar, mas n\u00e3o \u00e9. A dire\u00e7\u00e3o \u00e9 mais leve do que se imagina. Nas ruas estreitas e ligeiramente \u00edngremes da zona leste de S\u00e3o Paulo, fica evidente que falta um pouco de f\u00f4lego para o modelo.<br \/>\nMas n\u00e3o se deve ignorar a idade do carro: s\u00e3o 57 anos de exist\u00eancia. Para tanto tempo na ativa, o Kadett est\u00e1 em \u00f3tima condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica e esbanja beleza por onde passa. Os olhares s\u00e3o atra\u00eddos pelo cup\u00ea vermelho, e d\u00e1 para ver crian\u00e7as boquiabertas pelo caminho.<br \/>\nRodar com o Opel Kadett \u00e9 uma experi\u00eancia inigual\u00e1vel, sobretudo quando se sabe da import\u00e2ncia do carro para a fam\u00edlia de Rubens Paiva e para o filme. Ainda bem que este carro ainda est\u00e1 entre n\u00f3s.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/carros\/noticia\/2025\/03\/22\/video-uma-volta-no-opel-kadett-de-ainda-estou-aqui.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lance m\u00ednimo ser\u00e1 de R$ 200 mil. Confira as caracter\u00edsticas que fizeram desse carro um cl\u00e1ssico do cinema nacional. Andamos no Kadett de \u2018Ainda Estou Aqui\u2019 Banco de couro que lembra o do sof\u00e1 da casa da av\u00f3. Volante fino e um painel totalmente anal\u00f3gico. Quebra vento e nostalgia. 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