{"id":37281,"date":"2025-03-25T03:01:55","date_gmt":"2025-03-25T06:01:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/marina-lima-vai-ao-lollapalooza-com-desejo-pelo-pop-quero-ser-atraente-se-puder-irresistivel\/"},"modified":"2025-03-25T03:01:55","modified_gmt":"2025-03-25T06:01:55","slug":"marina-lima-vai-ao-lollapalooza-com-desejo-pelo-pop-quero-ser-atraente-se-puder-irresistivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/marina-lima-vai-ao-lollapalooza-com-desejo-pelo-pop-quero-ser-atraente-se-puder-irresistivel\/","title":{"rendered":"Marina Lima vai ao Lollapalooza com desejo pelo pop: \u2018Quero ser atraente \u2013 se puder, irresist\u00edvel\u2019"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Em entrevista ao g1, cantora reflete sobre sua vis\u00e3o do pop, fala sobre afastamento dos palcos nos anos 90 e sobre envelhecer com curiosidade: \u2018Voc\u00ea tem que estar no tempo em que vive\u2019. Marina Lima explica como \u2018pop s\u00e1fico\u2019 reflete em sua carreira<br \/>\nMarina Lima j\u00e1 n\u00e3o sai \u00e0 noite sozinha tanto quanto antes. \u201c\u00c9 mais perigoso, n\u00e3o quero correr riscos\u201d, ela explica entre risos, em entrevista ao g1.<br \/>\nO receio n\u00e3o tem nada a ver com medo da vida, muito pelo contr\u00e1rio. \u201cPreciso medir bem porque estou achando que eu preciso durar mais tempo, entende? Quero ficar atenta aos sinais.\u201d<br \/>\nAos 69 anos, a cantora carioca est\u00e1 em plena atividade: concilia duas turn\u00eas (\u201cRota 69\u201d e \u201cUma noite com Marina\u201d), viaja pelo circuito de festivais e se prepara para cantar pela primeira vez no Lollapalooza, festival no Aut\u00f3dromo de Interlagos, em S\u00e3o Paulo.<br \/>\nVeja a programa\u00e7\u00e3o completa do Lollapalooza 2025<br \/>\nConversando com Marina, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que, conforme ela envelhece, o mundo vai ganhando cada vez mais charme. \u201cEu gosto muito ainda de aprender. V\u00e1rias coisas: sobre as sociedades, sobre a pol\u00edtica, sobre o que mulheres que me interessam t\u00eam a dizer, principalmente as mais velhas.\u201d<br \/>\n\u201cVoc\u00ea tem que estar bem na sua idade, no tempo em que voc\u00ea vive, e n\u00e3o ficar correndo atr\u00e1s de um fantasma antigo, que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 mais, n\u00e3o s\u00f3 fisicamente.\u201d<br \/>\nA cantora Marina Lima<br \/>\nCand\u00e9 Lima \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nAntenada, ela faz quest\u00e3o de reservar um tempo para ouvir o que anda em alta na m\u00fasica pop, e inclui em seu show covers de nomes como Beyonc\u00e9 e Billie Eilish. Algumas dessas releituras podem aparecer na apresenta\u00e7\u00e3o do Lolla, assim como participa\u00e7\u00f5es surpresa \u2014 Pabllo Vittar j\u00e1 foi anunciada. \u201cEssas coisas tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para entender o mundo e ver por onde eu vou querer andar.\u201d<br \/>\nNo percurso, Marina carrega o desejo de honrar sua pr\u00f3pria vis\u00e3o do que \u00e9 ser pop. \u201cA ambi\u00e7\u00e3o que eu tenho \u00e9 me tornar atraente \u2013 e, se puder, irresist\u00edvel \u2014 com uma can\u00e7\u00e3o. Gosto de criar um mundo sonoro ao qual as pessoas n\u00e3o resistam, para mim isso \u00e9 pop.\u201d<br \/>\nNa entrevista abaixo, a cantora reflete sobre seu som \u2014 brasileir\u00edssimo e, ao mesmo tempo, universal \u2014 e as raz\u00f5es que levaram a um problema na voz e ao afastamento dos palcos nos anos 1990. Tamb\u00e9m fala sobre envelhecer com curiosidade e, cinco meses ap\u00f3s a morte do irm\u00e3o, o escritor Antonio Cicero, sobre a import\u00e2ncia dele em sua carreira.<br \/>\ng1 \u2013 Voc\u00ea nunca teve medo de se definir como uma artista pop e sempre rejeitou a carga pejorativa que algumas pessoas atribuem a esse termo. Para voc\u00ea, o que \u00e9 um som pop?<br \/>\nMarina Lima \u2013 Hoje esses aplicativos, como o Spotify, eles mesmos fazem a classifica\u00e7\u00e3o de qual \u00e9 o g\u00eanero da m\u00fasica. Antigamente, voc\u00ea mesmo tinha que fazer isso. Dito isso, para mim, a m\u00fasica pop \u00e9, ao contr\u00e1rio do que muita gente pensa, a que se enquadra em qualquer g\u00eanero. \u00c9 como a Beyonc\u00e9: ela fez um disco todo cowboy, numa \u00e1rea dominada pelos brancos americanos t\u00edpicos. E invadiu a r\u00e1dio, porque fez algo que n\u00e3o \u00e9 regional, \u00e9 dela tamb\u00e9m. Ela \u00e9 pop e invadiu o country.<br \/>\n\u201cA ambi\u00e7\u00e3o que eu tenho em ser pop \u00e9 me tornar atraente \u2013 e, se puder, irresist\u00edvel \u2014 com uma can\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nEu sou primordialmente uma compositora. O que eu mais gosto \u00e9 de compor, tanto que, volta e meia, eu gravo m\u00fasicas que eu queria ter feito. Gosto de criar um mundo sonoro ao qual as pessoas n\u00e3o resistam, para mim isso \u00e9 pop. Eu e o meu irm\u00e3o escrevemos o manifesto do disco \u201cFullg\u00e1s\u201d, que dizia assim: \u00e0s vezes, o novo vem de onde menos se espera, o vulgar pode vir do mais sutil. Em qualquer lugar tem talento.<br \/>\nAntonio C\u00edcero e Marina Lima<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram\/@marinalimax<br \/>\ng1 \u2013 Voc\u00ea \u00e9 muito antenada no que rola de atual no pop. Vi um show da turn\u00ea \u201cUma Noite com Marina\u201d em que voc\u00ea cantou \u201cBodyguard\u201d, da Beyonc\u00e9. Como voc\u00ea se atualiza sobre m\u00fasica?<br \/>\nMarina Lima \u2013 Eu reservo um tempo para ouvir. Primeiro, porque eu amo m\u00fasica, \u00e9 o motivo pelo qual eu fa\u00e7o isso. Quando eu morava fora, no exterior [Marina passou parte da inf\u00e2ncia nos Estados Unidos], sentia falta do Brasil desde pequenininha, naquele frio. O que me aqueceu foi a m\u00fasica, ent\u00e3o tenho essa liga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o ou\u00e7o m\u00fasica o tempo todo, mas, na hora da profundidade, em que eu preciso conversar comigo mesma: m\u00fasica.<br \/>\nE eu gosto mesmo de descobrir. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil descobrir coisas de que eu gosto, sou meio seletiva. Entendo qual \u00e9 a onda, e a\u00ed tem uma ou duas can\u00e7\u00f5es de que eu gosto da onda. Mas eu fico procurando coisas que talvez n\u00e3o sejam ondas, mas que v\u00e3o come\u00e7ar um novo mar, sabe? \u00c0s vezes, eu acho.<br \/>\nArtistas como Beyonc\u00e9\u2026 nem sempre, \u00e0s vezes eu acho as composi\u00e7\u00f5es meio banais. Mas ela fica cada vez melhor porque \u00e9 uma mulher preta consciente, tem muito poder, canta como ningu\u00e9m, rebola, faz tudo que todo mundo quer ver e \u00e9 pol\u00edtica.<br \/>\nOutro dia me vi assistindo ao document\u00e1rio da Anitta. Essas coisas chegam at\u00e9 mim e eu acho que tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para entender o mundo e ver por onde eu vou querer andar. Essa coisa de cantar Beyonc\u00e9 \u00e9 para sinalizar: isso aqui eu gostei. Meio que para falar: sou curiosa e estou ligada.<br \/>\ng1 \u2013 Recentemente, publicamos no g1 uma reportagem sobre o \u201cpop s\u00e1fico\u201d. Artistas como Billie Eilish e Chappel Roan est\u00e3o falando, de forma muito aberta, sobre amores e desejos entre mulheres. No Brasil, a Ludmila est\u00e1 construindo uma fam\u00edlia com outra mulher, aos olhos do p\u00fablico. Isso reverbera nesse momento da sua carreira?<br \/>\nMarina Lima \u2013 Reverbera porque isso chegou no pop, mas n\u00e3o come\u00e7ou l\u00e1, \u00e9 uma coisa da sociedade. As minorias \u2014 que n\u00e3o s\u00e3o minorias \u2014 come\u00e7aram a reivindicar seus direitos: os LGBT+, os trans, os assexuados, os pretos\u2026 Todo mundo que era meio invis\u00edvel, porque n\u00e3o estava no poder, resolveu n\u00e3o aguentar mais essa opress\u00e3o e come\u00e7ou a fazer um movimento de baixo para cima. Essas pessoas \u2014 como eu mesma, na minha carreira \u2014 passaram a ver que t\u00eam que levar isso adiante, j\u00e1 que elas t\u00eam voz.<br \/>\n\u201cPara que serve ser famoso hoje em dia, ter voz e n\u00e3o usar? Voc\u00ea est\u00e1 fazendo o qu\u00ea? Algu\u00e9m que tem voz, espa\u00e7o e gente interessada s\u00f3 pode estar se posicionando. Eu n\u00e3o vejo sentido num artista n\u00e3o estar tentando melhorar a civiliza\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nEu n\u00e3o vou dizer que \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o\u2026 quer dizer, para mim \u00e9, para os grandes \u00e9. Mas cada um faz o que achar melhor.<br \/>\nMarina Lima na capa do disco \u2018Abrigo\u2019, de 1995<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\ng1 \u2013  Eu sei que, depois do disco \u201cAbrigo\u201d, de 1995, um inc\u00f4modo relacionado \u00e0 carreira te levou \u00e0 depress\u00e3o e a um per\u00edodo longe dos palcos. Que reflex\u00f5es voc\u00ea teve nesse momento, que te fizeram recalcular a rota?<br \/>\nMarina Lima \u2013 Teve um momento em que eu virei a grande cantora popular \u2014 pop \u2014 brasileira com uma linguagem que estava precisando ser ouvida, de uma juventude da qual eu fazia parte: o tipo de ritmo, de arranjo, de mensagem, que o [irm\u00e3o e parceiro de composi\u00e7\u00e3o, Antonio] Cicero tamb\u00e9m queria fazer junto comigo, e as pessoas que eu escolhia para gravar.<br \/>\nEu seguia fiel a tudo que eu achava que era o meu dever, mas teve uma hora em que ficou tudo fora do meu controle, porque eu n\u00e3o esperava todo esse sucesso, que eu tive de repente. \u00c9 o que a Fernanda Montenegro fala: o sucesso e o seu cortejo de horrores. Isso me trouxe pedidos que eu n\u00e3o esperava, exig\u00eancias \u00e0s quais eu n\u00e3o tinha me proposto, me trouxe o diabo. E, no come\u00e7o, eu fui tentando cumprir.<br \/>\n\u201cTeve um momento em que eu n\u00e3o me entendia mais, e eu tive que frear. Como eu era cantora, inconscientemente, eu freei pela voz. Eu n\u00e3o queria continuar daquele jeito.\u201d<br \/>\nUm grande analista da \u00e9poca me disse: \u201cEm vez de voc\u00ea se armar contra tudo que estava te machucando, voc\u00ea pegou uma faca e colocou em si mesma\u201d. Eu mesma me impedi de continuar. Precisei de anos para conseguir entender, porque sou muito profunda. Por isso eu gosto da vida. Demorou, mas valeu: eu entendi um monte de coisas.<br \/>\ng1 \u2013 Hoje, alguns artistas jovens est\u00e3o dando pausas, desacelerando, se afastando dos palcos para cuidar da sa\u00fade mental \u2014 o J\u00e3o \u00e9 um exemplo, a Anitta tamb\u00e9m fala sobre isso no document\u00e1rio que voc\u00ea citou. J\u00e1 tendo passado por isso, que conselho voc\u00ea daria a eles?<br \/>\nMarina Lima \u2013 Esse \u00e9 um tipo de conselho muito dif\u00edcil de dar, porque voc\u00ea citou pessoas que eu n\u00e3o conhe\u00e7o, n\u00e3o conhe\u00e7o a personalidade delas. Se eu der um conselho, \u00e9 como se eu entendesse a vida de cada uma delas. Eu n\u00e3o sei\u2026<br \/>\nQuando eu vejo a Anitta, fico achando que a crise dela \u00e9 menos com o sucesso e mais com uma coisa da mulher e da idade. Ela entrou numa fac\u00e7\u00e3o sexual e, com isso, libertou muitas mulheres. Mas esse lugar tamb\u00e9m as aprisiona porque fica parecendo que elas t\u00eam uma validade. Ent\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de como ela vai sair disso. N\u00e3o \u00e9 a m\u00fasica que ela quer mudar, eu acho que \u00e9 uma coisa mais ligada \u00e0 vida, ao que se espera de uma mulher de trinta e poucos anos. Eu entendi assim.<br \/>\nO J\u00e3o eu n\u00e3o conhe\u00e7o. Sei que ele admira muito Cazuza. Acho ele charmoso, interessante, e acho que ele tem que fazer o que achar que precisa para n\u00e3o acabar, para n\u00e3o se sentir acabado. Desejo for\u00e7a e sucesso para ele, e para quem mais estiver nessa busca.<br \/>\ng1 \u2013 O figurinista Cao Albuquerque diz no document\u00e1rio \u201cUma garota chamada Marina\u201d que voc\u00ea, com a sua m\u00fasica, ensinou as mulheres a sa\u00edrem sozinhas para tomar um drink, numa \u00e9poca em que isso n\u00e3o era t\u00e3o normal. Para quem n\u00e3o viveu essa \u00e9poca, queria que voc\u00ea explicasse o que era, em 1979, quando voc\u00ea lan\u00e7ou o primeiro disco, ter uma mulher compositora, instrumentista e int\u00e9rprete falando sobre desejos na m\u00fasica popular?<br \/>\nMarina Lima \u2013 Por um lado, era muito bom, n\u00e3o \u00e0 toa tem gente que se interessa por mim at\u00e9 hoje. Eu sempre quis me expressar e dizer o que eu achava. E, como n\u00e3o havia muitas, era muito bom aquilo. E eu sentia que tinha muito respaldo emocional tamb\u00e9m. Tive a sorte de ter uma fam\u00edlia estruturada, que achava aquilo bom, n\u00e3o esperava que eu ficasse fazendo um charme. Era assim: minha filha, voc\u00ea vai falar sobre o qu\u00ea? Ent\u00e3o eu tinha que estar \u00e0 altura das pessoas que vieram antes de mim, da minha pr\u00f3pria fam\u00edlia, que eram muito colocadas.<br \/>\nPor outro lado, era chato. Aquele neg\u00f3cio que todo mundo fala, n\u00e9? Homem eficiente \u00e9 capaz. Mulher eficiente \u00e9 dif\u00edcil. Era mais ainda naquela \u00e9poca. Mas n\u00e3o estou aqui para reclamar, n\u00e3o. Hoje talvez eu saia menos \u00e0 noite sozinha porque \u00e9 mais perigoso. Mas ainda vou ao cinema sozinha, almo\u00e7o sozinha. Gosto de sair s\u00f3, \u00e0s vezes \u2014 mais \u00e0 tarde hoje em dia, \u00e0 noite eu n\u00e3o quero correr riscos [risos].<br \/>\n\u201cEu preciso medir bem porque estou achando que eu preciso durar mais tempo, entende? Quero ficar atenta aos sinais.\u201d<br \/>\nMarina Lima em ensaio fotogr\u00e1fico para a capa do \u00e1lbum \u2018Simples como fogo\u2019, de 1979<br \/>\nAntonio Guerreiro<br \/>\ng1 \u2013 Esses dias li um livro chamado \u201cDe Quatro\u201d, da Miranda July, que tem uma parte com mulheres falando o que melhorou na vida delas depois da menopausa. Lembrei disso quando li uma entrevista sua dizendo que voc\u00ea s\u00f3 passou a dominar a sua vida depois dos 60 anos. O que mudou?<br \/>\nMarina Lima \u2013 Todo mundo fala muito muito de menopausa, mas eu nunca denominei minhas mudan\u00e7as assim. Engra\u00e7ado, n\u00e9? A menopausa veio, normal. \u00c9 uma coisa que voc\u00ea espera, \u00e9 da natureza. Tem muitas coisas que fazem parte do amadurecimento e a menopausa \u00e9 uma delas.<br \/>\nEu gosto muito ainda de aprender. V\u00e1rias coisas: sobre as sociedades, sobre a pol\u00edtica, sobre o que mulheres que me interessam t\u00eam a dizer, principalmente as mais velhas. Vejo muitas entrevistas da Jane Fonda, da Fernanda Montenegro, sobre a arte de envelhecer. Adoro aprender com as minhas manas mais velhas, que eu admiro, como elas lidam com isso. E adoro tamb\u00e9m descobrir uma forma minha e passar adiante o que eu puder. Isso \u00e9 mais do que a m\u00fasica, \u00e9 uma maneira de encarar a vida.<br \/>\n\u201cGosto de achar que estou melhorando o meu tra\u00e7o. Se algu\u00e9m for me desenhar, o meu tra\u00e7o n\u00e3o pode ser o de 15, 20 ou 30 anos, porque o meu rosto foi mudando.\u201d<br \/>\nEu acho a Fernanda Montenegro uma mulher linda. Voc\u00ea tem que estar bem na sua idade, no tempo em que voc\u00ea vive, e n\u00e3o ficar correndo atr\u00e1s de um fantasma antigo, que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 mais, n\u00e3o s\u00f3 fisicamente. A vida \u00e9 uma escola: tem acertos e tamb\u00e9m alguns equ\u00edvocos, com os quais voc\u00ea vai aprendendo e aprimorando. E a velhice, com sa\u00fade e cuidados, pode trazer isso. Eu estou gostando.<br \/>\nMarina Lima canta em palco da Virada Cultural de S\u00e3o Paulo, em 2019<br \/>\nF\u00e1bio Tito\/G1<br \/>\ng1 \u2013 Voc\u00ea vem se apresentando bastante no circuito de festivais, e \u00e9 uma artista que consegue dar um tom intimista at\u00e9 para esses shows maiores. Qual a parte mais legal de cantar num festival?<br \/>\nMarina Lima \u2013 Voc\u00ea sabe por que eu acho que parece intimista? Porque \u00e9 profundo. As pessoas todas t\u00eam quest\u00f5es, al\u00e9m de dan\u00e7ar e de se divertir, mesmo em um festival. Elas querem toques: querem receber toques e beleza. O festival \u00e9 legal porque s\u00e3o v\u00e1rios shows e um p\u00fablico enorme, cheio de gente interessante, interessada em ouvir, em captar alguma coisa. Isso me proporciona cumprir o que eu acho que seja a minha fun\u00e7\u00e3o aqui nessa Terra: trazer beleza, arte, questionamentos e m\u00fasica.<br \/>\ng1 \u2013 Nesse Lollapalooza, qual show voc\u00ea quer assistir?<br \/>\nMarina Lima \u2013 Alanis Morissette. Eu amo, sempre adorei, tenho v\u00e1rios discos dela e j\u00e1 vi [o show] uma vez. Ela \u00e9 uma artista que eu admiro por ser uma mulher que foi muito importante e n\u00e3o se perdeu, meio um Bob Dylan mulher. Claro que eu n\u00e3o quero comparar, mas \u00e9 um tipo de artista assim: diferente, especial.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/lollapalooza\/2025\/noticia\/2025\/03\/25\/marina-lima-vai-ao-lollapalooza-com-desejo-pelo-pop-quero-ser-atraente-se-puder-irresistivel.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao g1, cantora reflete sobre sua vis\u00e3o do pop, fala sobre afastamento dos palcos nos anos 90 e sobre envelhecer com curiosidade: \u2018Voc\u00ea tem que estar no tempo em que vive\u2019. Marina Lima explica como \u2018pop s\u00e1fico\u2019 reflete em sua carreira Marina Lima j\u00e1 n\u00e3o sai \u00e0 noite sozinha tanto quanto antes. \u201c\u00c9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":37282,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-37281","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-entretenimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37281"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37281\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37282"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}