{"id":37285,"date":"2025-03-25T06:46:48","date_gmt":"2025-03-25T09:46:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/paredoes-de-rocha-com-tesouro-arqueologico-de-ate-2-mil-anos-sao-descobertos-no-tocantins\/"},"modified":"2025-03-25T06:46:48","modified_gmt":"2025-03-25T09:46:48","slug":"paredoes-de-rocha-com-tesouro-arqueologico-de-ate-2-mil-anos-sao-descobertos-no-tocantins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/paredoes-de-rocha-com-tesouro-arqueologico-de-ate-2-mil-anos-sao-descobertos-no-tocantins\/","title":{"rendered":"Pared\u00f5es de rocha com tesouro arqueol\u00f3gico de at\u00e9 2 mil anos s\u00e3o descobertos no Tocantins"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Pesquisadores re\u00fanem informa\u00e7\u00f5es para que cinco s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na regi\u00e3o sejam cadastrados no Iphan. Preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a preserva\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es deixadas pelo homem h\u00e1 milhares de anos. Painel com pinturas em s\u00edtio rupestre<br \/>\nGenilson Nolasco\/Nuta Unitins<br \/>\nCinco novos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos foram identificados no Tocantins pela equipe do N\u00facleo Tocantinense de Arqueologia (Nuta), setor ligado \u00e0 Universidade Estadual do Tocantins (Unitins). Alguns podem ter at\u00e9 2 mil anos de idade e demonstram que o territ\u00f3rio tocantinense possui muita hist\u00f3ria ainda n\u00e3o descoberta sobre quem passou por esta terra em outras eras.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.farcomto.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/1f4-201.png\" alt=\"\ud83d\udcf1\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\"> Participe do canal do g1 TO no WhatsApp e receba as not\u00edcias no celular.<br \/>\nA equipe respons\u00e1vel pelas descobertas \u00e9 formada pelos pesquisadores Genilson Nolasco, Jos\u00e9 Carlos de Oliveira Pinto Junior e Elieson Silva Santos. Os s\u00edtios foram encontrados durante pesquisas de campo realizadas na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Serra do Lajeado, entre os anos de 2023 e 2024.<br \/>\nNos dias 10 e 11 de mar\u00e7o, imagens das descobertas foram inclu\u00eddas em uma exposi\u00e7\u00e3o nas cidades de Lajeado e Tocant\u00ednia, para demonstar a necessidade de prote\u00e7\u00e3o. Ainda n\u00e3o poss\u00edvel visitar os locais, que ainda est\u00e3o em processo de documenta\u00e7\u00e3o e cadastro junto ao Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan).<br \/>\n\u201cEssa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o fundamental, porque visa garantir a prote\u00e7\u00e3o dos s\u00edtios contra poss\u00edveis interfer\u00eancias ou danos mesmo podem ser provocados por poss\u00edveis visitantes. O cadastro no Iphan \u00e9 um passo essencial dentro dessa perspectiva da conserva\u00e7\u00e3o do s\u00edtio, porque esses s\u00edtios recebem conhecimento oficial a partir do momento que n\u00f3s realizamos esse cadastro e passam a ser ent\u00e3o incorporados \u00e0s estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico brasileiro\u201d, explicou o professor Genilson Nolasco.<br \/>\nPesquisadores encontraram painel no Abrigo do Co\u00ed, em Lajeado, com sinais de degrada\u00e7\u00e3o<br \/>\nGenilson Nolasco\/Nuta Unitins<br \/>\nCaracter\u00edsticas dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos<br \/>\nAs descobertas demonstram a riqueza hist\u00f3rica do estado quando se trata de regi\u00f5es com arte rupestre em rochas e artefatos. Tamb\u00e9m mostram que registrar o que \u00e9 visto e vivenciado n\u00e3o \u00e9 exclusividade do homem moderno.<br \/>\nOs novos s\u00edtios t\u00eam como caracter\u00edsticas a rela\u00e7\u00e3o direta com o suporte rochoso, sendo encontrados em pared\u00f5es, abrigos sob rochas e em superf\u00edcies expostas. E al\u00e9m da arte na rocha, os pesquisadores tamb\u00e9m podem encontrar itens arqueol\u00f3gicos e outros ind\u00edcios de que pessoas passaram ou viveram naquele local.<br \/>\n\u201cComo no caso dos fragmentos de cer\u00e2mica, ferramentas l\u00edticas, restos de fogueiras e outros artefatos associados \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o humana. Ent\u00e3o da\u00ed a import\u00e2ncia de se conservar n\u00e3o s\u00f3 o s\u00edtio rupestre em si, mas o seu solo, porque ele precisa tamb\u00e9m ser analisado, ser estudado, ser escavado para identificar a presen\u00e7a desses materiais, desses vest\u00edgios no solo. E a an\u00e1lise desses vest\u00edgios com a an\u00e1lise do s\u00edtio rupestre vai nos dar uma compreens\u00e3o mais completa poss\u00edvel daquele contexto arqueol\u00f3gico\u201d, destacou Genilson.<br \/>\nNas descobertas recentes, o professor explicou que os s\u00edtios possuem caracter\u00edsticas comuns a outros s\u00edtios cadastrados junto ao Iphan, no que dizem respeito \u00e0s formas e tonalidades.<br \/>\n\u201cPosso mencionar o fato de eles estarem implantados em abrigo sob rocha, de as pinturas em sua maioria serem na tonalidade vermelha. Desses novos s\u00edtios, apenas um tem tamb\u00e9m a presen\u00e7a da tonalidade amarela. Esses s\u00edtios possuem figuras zoomorfas, que s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es de animais, e figuras antropomorfas, que s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es humanas\u201d, pontuou.<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M:<br \/>\nPinturas rupestres com cerca de 2 mil anos s\u00e3o descobertas em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos no Jalap\u00e3o<br \/>\nQueimadas e vandalismo amea\u00e7am pinturas rupestres com cerca de 2 mil anos encontradas no Jalap\u00e3o<br \/>\nNestes novos s\u00edtios, a expectativa \u00e9 de que algumas pinturas rupestres podem ter at\u00e9 dois mil anos. Mas apesar das estimativas, cada local possui caracter\u00edsticas pr\u00f3prias e somente um estudo aprofundado vai determinar a data\u00e7\u00e3o com maior precis\u00e3o.<br \/>\nAbrigo do Lagarto, com pintura zoomorfa<br \/>\nGenilson Nolasco\/Nuta Unitins<br \/>\nProte\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o desafios<br \/>\nO maior intuito dos pesquisadores \u00e9 promover a prote\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos rupestres e levar informa\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, principalmente da regi\u00e3o, sobre a necessidade de cuidar desses espa\u00e7os. Este tamb\u00e9m \u00e9 o maior desafio, conforme explicou o professor Genilson.<br \/>\n\u201cA degrada\u00e7\u00e3o nesses s\u00edtios est\u00e1 muito acelerada, inclusive quando comparada com os s\u00edtios j\u00e1 cadastrados junto ao Iphan. Da\u00ed a relev\u00e2ncia de identificar esses s\u00edtios, fazer a documenta\u00e7\u00e3o deles e, na sequ\u00eancia, o cadastamento junto ao Iphan, porque vai fazer com que esses s\u00edtios entrem oficialmente no Programa Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e de Conserva\u00e7\u00e3o\u201d, refor\u00e7ou sobre a quest\u00e3o o cadastro junto ao \u00f3rg\u00e3o federal.<br \/>\nApesar do Nuta seguir com o andamento do registro dos s\u00edtios no Iphan, o professor alertou que eles j\u00e1 s\u00e3o considerados patrim\u00f4nio cultural brasileiro e bens patrimoniais da Uni\u00e3o.<br \/>\n\u201c\u00c9 o que nos diz a lei n\u00famero 3.924, 26 de julho de 1961. Ent\u00e3o, independente dele estar cadastrado ou n\u00e3o, ele j\u00e1 \u00e9 considerado patrim\u00f4nio cultural brasileiro. E essa lei \u00e9 um mecanismo importante dentro do processo de conserva\u00e7\u00e3o desses s\u00edtios arqueol\u00f3gicos\u201d.<br \/>\nMateriais em cer\u00e2mica foram encontrados<br \/>\nAl\u00e9m da surpresa de encontrar a arte rupestre nas paredes rochosas, os pesquisadores do Nuta ainda identificaram materiais em cer\u00e2mica deixados por seres humanos que passaram pela regi\u00e3o da Serra do Lajeado. Infelizmente, o local tamb\u00e9m corre o risco da degrada\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cUm s\u00edtio cer\u00e2mico que est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de risco, est\u00e1 localizado em uma \u00e1rea de pastagem e tamb\u00e9m corta a \u00e1rea, uma estrada vicina. Tem v\u00e1rios impactos afetando esse s\u00edtio, a passagem de ve\u00edculos, animais, a circula\u00e7\u00e3o de pessoas, o pisoteio dos animais, o trabalho de manejo dessa pastagem tamb\u00e9m afeta os s\u00edtios cer\u00e2micos. Ent\u00e3o a gente pretende no futuro que n\u00f3s consigamos fazer o resgate desse material para evitar a destrui\u00e7\u00e3o desse importante vest\u00edgio arqueol\u00f3gico\u201d, afirmou o professor Genilson.<br \/>\nPor quest\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o, a localiza\u00e7\u00e3o exata n\u00e3o pode ser divulgada e os pr\u00f3ximos passos do projeto \u201cMapeamento e levantamento do estado de conserva\u00e7\u00e3o de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos rupestres cadastrados na \u00c1rea Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Serra do Lajeado\u201d \u00e9 fazer o reconhecimento e identifica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea desse s\u00edtio, mensurar o tamanho e fazer o resgate do material.<br \/>\nPara se ter a oportunidade de turismo em s\u00edtios rupestres \u00e9 preciso ter uma estrutura especial que possam garantir a preserva\u00e7\u00e3o, explicou o pesquisador. Mas isso n\u00e3o \u00e9 uma realidade no Tocantins, no momento. Mas a\u00e7\u00f5es educativas s\u00e3o realizadas nos espa\u00e7os.<br \/>\n\u201cOs s\u00edtios rupestres da APA t\u00eam um potencial enorme para a pesquisa, para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades educacionais, para atividades ligadas ao turismo, para a ind\u00fastria do turismo. No entanto eles precisam de receber essas a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e de implanta\u00e7\u00e3o de estruturas para evitar que a visita\u00e7\u00e3o provoque a degrada\u00e7\u00e3o e a destrui\u00e7\u00e3o\u201d, disse o professor, informando que no s\u00edtio Caetitu, e, Lajeado, \u00e9 utilizado por escolas, pelas institui\u00e7\u00f5es de ensino b\u00e1sico para que os estudantes possam ter contato com a arqueologia presente no Tocantins.<br \/>\nOutro passo importante ap\u00f3s uma descoberta t\u00e3o grande \u00e9 levar todos os materiais cer\u00e2micos, l\u00edticos [instrumentos e utens\u00edlios] e funer\u00e1rios para o laborat\u00f3rio do N\u00facleo de Arqueologia. Segundo o professor, os itens precisam ser catalogados, inclu\u00eddos em um invent\u00e1rio, passar por limpeza e receber acondicionamento adequado para fazerem parte da reserva t\u00e9cnica.<br \/>\nNo caso dos s\u00edtios rupestres, como n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer o resgate, pois as gravuras e desenhos est\u00e3o nas forma\u00e7\u00f5es rochosas, \u00e9 feita toda a documenta\u00e7\u00e3o mais completa poss\u00edvel que vai fazer parte do acervo, podendo ser consultada por pesquisadores.<br \/>\nN\u00facleo de Arqueologia atua h\u00e1 25 anos<br \/>\nO N\u00facleo de Arqueologia ligado \u00e0 Unitins atua no estado h\u00e1 25 anos, realizando pesquisas na \u00e1rea. Atualmente, o estado possui mais de dois mil s\u00edtios arqueol\u00f3gicos cadastrados junto ao Iphan. O professor afirmou ainda que esse complexo arqueol\u00f3gico tem data\u00e7\u00f5es que chegam a aproximadamente 12 mil anos.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o \u201cEcos da Serra: a arte rupestre na APA Serra do Lajeado\u201d faz parte de projeto do Nuta e ficar\u00e1 dispon\u00edvel para visita\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o nas cidades de Lajeado e Tocant\u00ednia at\u00e9 o dia 2 de abril. Depois, as imagens dos cinco novos s\u00edtios v\u00e3o ser expostas para visitantes em Palmas e Aparecida do Rio Negro.<br \/>\nExposi\u00e7\u00e3o \u201cEcos da Serra\u201d leva registros de pinturas rupestres para munic\u00edpios do estado<br \/>\nEm Lajeado, a exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 na Casa de Mem\u00f3ria \u2013 Lib\u00e2nia Gomes Monteiro. Em Tocant\u00ednia, no Centro de Refer\u00eancia do Projeto Leitura Viva.<br \/>\n\u201c\u00c9 tamb\u00e9m um momento importante de devolutiva dos resultados da pesquisa para as comunidades onde n\u00f3s realizamos a pesquisa. E nessas imagens eles poder\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 conhecer um pouco dos s\u00edtios, dos tipos de pinturas que est\u00e3o presentes nesses s\u00edtios, os contextos onde eles est\u00e3o implantados, mas tamb\u00e9m vejam o estado de conserva\u00e7\u00e3o desses s\u00edtios e se sensibilizem com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade de n\u00f3s, como um coletivo, pensarmos em estrat\u00e9gias conjuntas \u00e0s comunidades locais, \u00e0s institui\u00e7\u00f5es municipais, estaduais e federais, e possamos juntos trabalhar para a conserva\u00e7\u00e3o desses s\u00edtios\u201d, completou o pesquisador.<br \/>\nElieson Silva Santos, Genilson Nolasco e Jos\u00e9 Carlos de Oliveira Pinto Junior integram o Nuta<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Nuta Unitins<br \/>\nVeja mais not\u00edcias da regi\u00e3o no g1 Tocantins.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/noticia\/2025\/03\/25\/paredoes-de-rocha-com-tesouro-arqueologico-de-ate-2-mil-anos-sao-descobertos-no-tocantins.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1  Tocantins<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores re\u00fanem informa\u00e7\u00f5es para que cinco s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na regi\u00e3o sejam cadastrados no Iphan. 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