{"id":37693,"date":"2025-03-30T18:04:03","date_gmt":"2025-03-30T21:04:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/corpo-da-escritora-heloisa-teixeira-e-cremado-no-rio\/"},"modified":"2025-03-30T18:04:03","modified_gmt":"2025-03-30T21:04:03","slug":"corpo-da-escritora-heloisa-teixeira-e-cremado-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/corpo-da-escritora-heloisa-teixeira-e-cremado-no-rio\/","title":{"rendered":"Corpo da escritora Heloisa Teixeira \u00e9 cremado no Rio"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Escritora de 85 anos estava internada e morreu na sexta-feira (28) ap\u00f3s complica\u00e7\u00f5es de uma pneumonia e insufici\u00eancia respirat\u00f3ria aguda. Ela foi a d\u00e9cima mulher a se tornar \u2018imortal\u2019 e ocupou a cadeira 30, que antes era de N\u00e9lida Pi\u00f1on. Corpo de Heloisa Teixeira deve ser velado na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio<br \/>\nO corpo da escritora Heloisa Teixeira foi cremado no come\u00e7o da tarde deste domingo (30), em uma cerim\u00f4nia reservada a familiares e amigos no Cremat\u00f3rio da Penit\u00eancia, no Caju, Zona Portu\u00e1ria do Rio.<br \/>\nO corpo da escritora foi velado nesse s\u00e1bado (29) na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro do Rio. A despedida contou com a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u201cHel\u00f4\u201d, feito por seu filho Lula Buarque.<br \/>\nHeloisa tinha 85 anos. Ela estava internada na Casa de Sa\u00fade S\u00e3o Vicente, na G\u00e1vea, e morreu na sexta-feira (28) ap\u00f3s complica\u00e7\u00f5es de uma pneumonia e insufici\u00eancia respirat\u00f3ria aguda.<br \/>\nA escritora era integrante da ABL desde o ano passado, quando herdou a cadeira 30 de N\u00e9lida Pi\u00f1on.<br \/>\nCr\u00edtica liter\u00e1ria, pesquisadora e importante pensadora do feminismo brasileiro, Heloisa foi a d\u00e9cima mulher a ser eleita para a ABL.<br \/>\nEntre 2021 e 2023, foi membro do Conselho Curador da Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho.<br \/>\nHeloisa Teixeira<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Globo<br \/>\nHelo\u00edsa nasceu em Ribeir\u00e3o Preto, mas morava no Rio de Janeiro.<br \/>\nRecentemente, decidiu mudar o sobrenome de casada que usou durante toda a sua carreira. Trocou o Buarque de Hollanda pelo Teixeira, seu nome de solteira e sobrenome da m\u00e3e.<br \/>\nEla explicou a mudan\u00e7a em entrevista recente ao jornal \u201cO Globo\u201d.<br \/>\n\u201cSim, \u00e9 para mim [a mudan\u00e7a]. Tem uma hora que a ficha cai, principalmente, com a coisa feminista. De repente, falei: \u2018Caraca, tenho o nome do marido\u201d.<br \/>\nHelo\u00edsa Teixeira<br \/>\nMarcelo Correa\/Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nVida acad\u00eamica, literatura e curadoria<br \/>\nVeja reportagem sobre a elei\u00e7\u00e3o de Heloisa Buarque de Hollanda para a ABL<br \/>\nHeloisa formou-se em Letras Cl\u00e1ssicas pela PUC-Rio, fez mestrado e doutorado em Literatura Brasileira na UFRJ e p\u00f3s-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, em Nova York.<br \/>\nEra diretora do Programa Avan\u00e7ado de Cultura Contempor\u00e2nea (PACC-Letras\/UFRJ), onde coordenava o Laborat\u00f3rio de Tecnologias Sociais, do projeto Universidade das Quebradas, e o F\u00f3rum M, espa\u00e7o aberto para o debate sobre a quest\u00e3o da mulher na universidade.<br \/>\nSeu trabalho se destacava na rela\u00e7\u00e3o entre cultura e desenvolvimento, tornando-se refer\u00eancia em \u00e1reas como poesia, rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e \u00e9tnicas, culturas marginalizadas e cultura digital.<br \/>\nNos \u00faltimos anos, dedicou-se \u00e0 cultura das periferias, ao feminismo e ao impacto das novas tecnologias na produ\u00e7\u00e3o e no consumo culturais.<br \/>\nAl\u00e9m disso, dirigiu a Aeroplano Editora e Consultoria, a Editora UFRJ e o Museu da Imagem e do Som (MIS-RJ). Tamb\u00e9m esteve \u00e0 frente do Programa Culturama, na TVE, do Caf\u00e9 com Letra, na R\u00e1dio MEC, e dirigiu document\u00e1rios como \u201cDr. Alceu\u201d e \u201cJoaquim Cardozo\u201d.<br \/>\nFoi curadora de diversas exposi\u00e7\u00f5es, incluindo \u201cDez anos sem Chico Mendes\u201d (1998), \u201cEst\u00e9tica da Periferia\u201d (2005), \u201cH2O, o futuro das \u00e1guas\u201d (2009) e \u201cVento Forte: 50 Anos de Teatro Oficina\u201d (2009).<br \/>\nArte, literatura, feminismo, cultura da periferia<br \/>\nHeloisa publicou v\u00e1rios artigos sobre arte, literatura, feminismo, cultura digital e pol\u00edticas culturais.<br \/>\nEntre seus livros mais marcantes est\u00e1 \u201c26 Poetas Hoje\u201d (1976), uma colet\u00e2nea que revelou poetas marginais como Ana Cristina Cesar, Cacaso e Chacal, sendo considerada um divisor de \u00e1guas na poesia brasileira.<br \/>\nOutros livros de sua autoria incluem:<br \/>\n\u201cMacuna\u00edma, da literatura ao cinema\u201d;<br \/>\n\u201cCultura e Participa\u00e7\u00e3o nos anos 60\u201d;<br \/>\n\u201cP\u00f3s-Modernismo e Pol\u00edtica\u201d;<br \/>\n\u201cO Feminismo como Cr\u00edtica da Cultura\u201d;<br \/>\n\u201cGuia Po\u00e9tico do Rio de Janeiro\u201d;<br \/>\n\u201cAsdr\u00fabal Trouxe o Trombone: mem\u00f3rias de uma trupe solit\u00e1ria de comediantes que abalou os anos 70\u201d;<br \/>\n\u201cEscolhas, uma autobiografia intelectual\u201d;<br \/>\n\u201cExplos\u00e3o feminista \u2013 arte, cultura, pol\u00edtica e universidade\u201d; e<br \/>\n\u201cFeminista, eu?\u201d.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rj\/rio-de-janeiro\/noticia\/2025\/03\/30\/corpo-escritora-heloisa-teixeira-e-cremado.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escritora de 85 anos estava internada e morreu na sexta-feira (28) ap\u00f3s complica\u00e7\u00f5es de uma pneumonia e insufici\u00eancia respirat\u00f3ria aguda. 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