{"id":39085,"date":"2025-04-28T06:00:56","date_gmt":"2025-04-28T09:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/novo-show-de-simone-e-aquecido-e-valorizado-pelo-calor-humano-do-circo-voador-em-estreia-leve-e-feliz-no-rio\/"},"modified":"2025-04-28T06:00:56","modified_gmt":"2025-04-28T09:00:56","slug":"novo-show-de-simone-e-aquecido-e-valorizado-pelo-calor-humano-do-circo-voador-em-estreia-leve-e-feliz-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/novo-show-de-simone-e-aquecido-e-valorizado-pelo-calor-humano-do-circo-voador-em-estreia-leve-e-feliz-no-rio\/","title":{"rendered":"\u2018Novo\u2019 show de Simone \u00e9 aquecido e valorizado pelo calor humano do Circo Voador em estreia leve e feliz no Rio"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     \u2018Museu de novidades\u2019 do roteiro inclui can\u00e7\u00e3o gravada por Erasmo Carlos em 1970 e samba de Moraes Moreira lan\u00e7ado pela pr\u00f3pria cantora em 1981. Simone se solta na estreia carioca de show que marcou a estreia da cantora de 75 anos no Circo Voador, casa carioca de atmosfera jovial<br \/>\nMichelle Castilho \/ Divulga\u00e7\u00e3o Circo Voador<br \/>\n\u266b OPINI\u00c3O SOBRE SHOW<br \/>\nT\u00edtulo: Simone<br \/>\nArtista: Simone<br \/>\nData e local: 26 de abril de 2025 no Circo Voador (Rio de Janeiro, RJ)<br \/>\nCota\u00e7\u00e3o: \u2605 \u2605 \u2605 \u2605<br \/>\n\u266c \u00c9 dif\u00edcil saber se o novo show de Simone teria mantido a aura de felicidade e a temperatura da estreia carioca no Circo Voador \u2013 na noite de s\u00e1bado, 26 de abril \u2013 se tivesse chegado \u00e0 cidade do Rio de Janeiro (RJ) em casas de shows mais sisudas e habituadas a apresentar espet\u00e1culos de \u00edcones da MPB.<br \/>\nSimone j\u00e1 tinha pisado no palco do Circo Voador como convidada de colegas. Mas nunca havia feito um show completo, dela mesma, sob a lona mais pop e quente do Rio.<br \/>\nA rigor, o show Simone \u2013 caracterizado oficialmente como novo por ter tido o roteiro bastante modificado com as adi\u00e7\u00f5es de nove m\u00fasicas que se tornaram dez com a inclus\u00e3o do samba Ive Brussel (Jorge Ben Jor, 1979) na estreia carioca \u2013 soou como desdobramento do espet\u00e1culo anterior T\u00f4 voltando (2023), que h\u00e1 dois anos marcou o retorno da artista aos palcos para celebrar 50 anos de carreira iniciada em 1973.<br \/>\nSe as mudan\u00e7as no roteiro realmente injetaram ar de novidade no show, adornado com cen\u00e1rio in\u00e9dito de Z\u00e9 Carratu, a est\u00e9tica do espet\u00e1culo resultou similar, at\u00e9 porque a sonoridade arejada da banda formada por m\u00fasicos jovens \u00e9 a mesma do show de 2023. E a entrada de Ana Costa (viol\u00e3o, cavaquinho e vocal) na banda manteve a sonoridade inalterada.<br \/>\nAli\u00e1s, Ana Costa ganhou generoso espa\u00e7o como vocalista por dividir com a Cigarra o canto de Encontros e despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981) \u2013 m\u00fasica lan\u00e7ada por Simone, mas popularizada de fato a partir da grava\u00e7\u00e3o de Maria Rita em 2003 \u2013 e por fazer a segunda voz em Iolanda (Pablo Milan\u00e9s, 1970, em vers\u00e3o em portugu\u00eas de Chico Buarque, 1984).<br \/>\nO roteiro poderia ter jogado menos para a galera, sem a necessidade de a cantora apelar ao fim para dois sambas infal\u00edveis de Martinho da Vila, Canta canta, minha gente (1974) e Ex-amor (1981). At\u00e9 porque, na pista e na arquibancada do Circo Voador, a galera esteve o tempo todo na m\u00e3o da cantora, que abriu o roteiro com o samba Coisa feita (Jo\u00e3o Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emilio, 1982).<br \/>\nCoros espont\u00e2neos que repetiam o nome da cantora \u2013 \u201cSimone! Simone! Simone!\u201d em vez do recorrente \u201cSem anistia!\u201d \u2013 foram ouvidos ao longo do show, elevando a temperatura da apresenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSimone interage com o p\u00fablico do Circo Voador na estreia carioca de show que herda n\u00fameros do espet\u00e1culo de 2023<br \/>\nMichelle Castilho \/ Divulga\u00e7\u00e3o Circo Voador<br \/>\nA bem da verdade, Simone j\u00e1 se mostrou leve, feliz e jovial no show anterior de 2023. O  que aconteceu na noite de 26 de abril \u00e9 que, no Circo Voador, a leveza, a felicidade e a jovialidade foram amplificadas pela atmosfera sempre envolvente da casa de shows.<br \/>\nMajoritariamente com mais de 50 anos, o p\u00fablico de Simone sentiu o clima e ficou mais solto, o que justificou a artista virar o microfone para a plateia durante o canto de Separa\u00e7\u00e3o (Jos\u00e9 Augusto e Paulo S\u00e9rgio Valle, 1988), n\u00famero herdado do show T\u00f4 voltando.<br \/>\nCan\u00e7\u00e3o de qualidade superior \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrializada dos hitmakers dos anos 1980, Separa\u00e7\u00e3o foi grande sucesso da fase popular da cantora nessa d\u00e9cada de 1980 \u2013 per\u00edodo em que Simone afrouxou o rigor na sele\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio, pagando (ainda hoje) pre\u00e7o alto junto aos cr\u00edticos, que lhe tiraram o prest\u00edgio concedido nos anos 1970, d\u00e9cada de \u00e1lbuns densos como Face a face (1977) e Peda\u00e7os (1979).<br \/>\nNo ambiente acolhedor do Circo Voador, a densidade das interpreta\u00e7\u00f5es por vezes se diluiu em nome dessa sintonia permanente entre cantora e p\u00fablico, como evidenciou a lembran\u00e7a de O que ser\u00e1 (\u00c0 flor da terra) (Chico Buarque, 1976) e como reiterou o canto de Come\u00e7ar de novo (Ivan Lins e Vitor Martins, 1979), outro n\u00famero herdado do show T\u00f4 voltando.<br \/>\nEm roteiro que abriu espa\u00e7o para m\u00fasicas do Clube da Esquina no in\u00edcio e no fim do show, Para Lennon e McCartney (L\u00f4 Borges, Marcio Borges e Fernando Brant, 1970) e Nada ser\u00e1 como antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1971), Simone deu voz a v\u00e1rios boleros.<br \/>\nMunida de duas maracas, instrumento de percuss\u00e3o recorrente no g\u00eanero, a cantora reviveu Come\u00e7aria tudo outra vez (Gonzaguinha, 1976) com cita\u00e7\u00e3o de La puerta (Luis Demetrio, 1958). Ali\u00e1s, foi em clima sensual de bolero que Simone reacendeu Paix\u00e3o (Kleiton Ramil, 1981), m\u00fasica gravada pela cantora no \u00e1lbum Del\u00edrios, del\u00edcias (1983).<br \/>\nContribui\u00e7\u00e3o de Marcus Preto ao roteiro, Gente aberta (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1970) funcionou bem com Simone no canto e no toque da guitarra. Lembrada h\u00e1 19 anos pela cantora Silvia Machete, que gravou a ent\u00e3o esquecida Gente aberta no \u00e1lbum Bomb of love (2006), a m\u00fasica \u00e9 joia do \u00e1lbum mais cultuado de Erasmo Carlos (1941 \u2013 2023), Carlos, Erasmo\u2026 (1971), o mesmo disco que trouxe no repert\u00f3rio a can\u00e7\u00e3o \u00c9 preciso dar um jeito, meu amigo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971), revitalizada na trilha sonora do filme Ainda estou aqui (2024).<br \/>\nOutra boa lembran\u00e7a no museu de novidades do roteiro, o samba P\u00e3o e poesia (Moraes Moreira e Fausto Nilo, 1981) ressurgiu com arranjo reverente ao registro original do \u00e1lbum Amar (1981), marco inicial da discografia de Simone na gravadora CBS e da conex\u00e3o da cantora com o produtor musical Marco Mazzola.<br \/>\nEnfim, Simone debutou no Circo Voador sem deixar de ser Simone \u2013 fidelidade percept\u00edvel no figurino inteiramente branco e na predomin\u00e2ncia do azul na luz \u2013 com show eficiente, em movimento feliz que prolonga o momento de renascimento experimentado pela cantora desde 2023.<br \/>\nSimone se movimenta com destreza e eleg\u00e2ncia no palco do Circo Voador na estreia carioca de show de roteiro remodelado<br \/>\nMichelle Castilho \/ Divulga\u00e7\u00e3o Circo Voador<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/04\/28\/novo-show-de-simone-e-aquecido-e-valorizado-pelo-calor-humano-do-circo-voador-em-estreia-leve-e-feliz-no-rio.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2018Museu de novidades\u2019 do roteiro inclui can\u00e7\u00e3o gravada por Erasmo Carlos em 1970 e samba de Moraes Moreira lan\u00e7ado pela pr\u00f3pria cantora em 1981. 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