{"id":39110,"date":"2025-04-28T18:00:52","date_gmt":"2025-04-28T21:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/integrantes-do-mst-denunciam-abordagens-policiais-violentas-no-tocantins-tocando-o-terror-na-frente-do-acampamento\/"},"modified":"2025-04-28T18:00:52","modified_gmt":"2025-04-28T21:00:52","slug":"integrantes-do-mst-denunciam-abordagens-policiais-violentas-no-tocantins-tocando-o-terror-na-frente-do-acampamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/integrantes-do-mst-denunciam-abordagens-policiais-violentas-no-tocantins-tocando-o-terror-na-frente-do-acampamento\/","title":{"rendered":"Integrantes do MST denunciam abordagens policiais violentas no Tocantins: \u2018Tocando o terror na frente do acampamento\u2019"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Tocantins tem dez acampamentos do MST atualmente. Fam\u00edlias est\u00e3o acampadas na frente do Incra para pedir por moradia e seguran\u00e7a. Fam\u00edlias ligadas ao movimento sem-terra relatam amea\u00e7as e agress\u00f5es em a\u00e7\u00e3o policial<br \/>\nIntegrantes de acampamentos do Movimento Sem Terra (MST) relataram que passaram por situa\u00e7\u00f5es de agress\u00e3o por parte de policias militares durante abordagem no estado. H\u00e1 registros das equipes cercando o acampamento Beatriz Bandeira, em Caseara, oeste do estado, onde dezenas de fam\u00edlias reivindicavam direito \u00e0 terra.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.farcomto.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/1f4-231.png\" alt=\"\ud83d\udcf1\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\"> Participe do canal do g1 TO no WhatsApp e receba as not\u00edcias no celular.<br \/>\nConforme os relatos, viaturas com sirenes ligadas fizeram rondas no local no feriado da Semana Santa. Um dos integrantes do movimento que prefere n\u00e3o se identificar conta como foi a abordagem policial, considerada violenta.<br \/>\n\u201cA gente estava fazendo uma a\u00e7\u00e3o l\u00e1 e, de repente, chegou mais de seis viaturas da pol\u00edcia, da Patrulha Rural, Militar e For\u00e7a T\u00e1tica, tocando o terror l\u00e1 na frente do acampamento. Fechou a entrada do acampamento e, assim, amea\u00e7ando, n\u00e9? Amea\u00e7ou a gente, que n\u00e3o era para a gente sair, porque era risco de acontecer alguma coisa (sic)\u201d, relatou.<br \/>\nEm nota, a Pol\u00edcia Militar informou que segue procedimento legal padr\u00e3o e que na aus\u00eancia de decis\u00e3o judicial que determine o contr\u00e1rio, atua provendo a seguran\u00e7a no local para a restaura\u00e7\u00e3o da ordem e a manuten\u00e7\u00e3o da posse legal e pac\u00edfica por quem a det\u00e9m no momento. Tamb\u00e9m visa coibir invas\u00f5es em andamento, \u201cimpedir o exerc\u00edcio arbitr\u00e1rio das pr\u00f3prias raz\u00f5es e preservar o estado de fato at\u00e9 que o Poder Judici\u00e1rio, \u00fanica inst\u00e2ncia competente, decida sobre a disputa fundi\u00e1ria\u201d (veja nota na \u00edntegra no fim da reportagem).<br \/>\nH\u00e1 dez dias, em Monte do Carmo, fam\u00edlias do acampamento Taboca foram retiradas da terra por militares que chegaram em 12 viaturas. O relato \u00e9 de uma das v\u00edtimas, que tamb\u00e9m n\u00e3o quis se identificar.<br \/>\n\u201cEles chegaram dando voz de pris\u00e3o, agressivamente, portando fuzis, e mandando a gente levantar o bra\u00e7o. Chegou um rapaz l\u00e1 a ser agredido por eles fisicamente, entendeu? E verbalmente tamb\u00e9m. A\u00ed botaram n\u00f3s tudo vai subir l\u00e1 pra cima, chegou l\u00e1 e nos colocou pra sentar no ch\u00e3o. A fam\u00edlia de n\u00f3s tinha cinco crian\u00e7as que ele estava falando que ia matar n\u00f3s todos, entendeu? E as crian\u00e7as come\u00e7aram a se apavorar, a m\u00e3e das crian\u00e7as tamb\u00e9m\u201d, lamentou.<br \/>\nO Tocantins tem dez acampamentos do MST atualmente e as den\u00fancias de viol\u00eancia contra integrantes s\u00e3o frequentes. Desde o dia 17 de abril, marcado como o Dia Internacional da Luta em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria, um enorme acampamento foi erguido em frente a superintend\u00eancia do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), em Palmas. A a\u00e7\u00e3o re\u00fane cerca de 400 pessoas.<br \/>\n\u201cAl\u00e9m da pol\u00edcia amea\u00e7ar as fam\u00edlias que est\u00e3o acampadas, tamb\u00e9m h\u00e1 parte da jagun\u00e7ada por parte dos fazendeiros, a mando dos fazendeiros. Hoje os fazendeiros est\u00e3o completamente armados e amea\u00e7ando as fam\u00edlias\u201d, informou o militante do MST Natal Alves Rodrigues.<br \/>\nAbordagem em acampamento de Caseara<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M:<br \/>\nHomem \u00e9 preso por importuna\u00e7\u00e3o sexual ap\u00f3s tentar violentar irm\u00e3 de namorada<br \/>\nProfessor suspeito de dar \u2018ch\u00e1\u2019 com s\u00eamen para alunas publicava v\u00eddeos cantando em igreja<br \/>\nJovem de 24 anos \u00e9 presa suspeita de tr\u00e1fico de drogas durante opera\u00e7\u00e3o nacional contra crime organizado<br \/>\nDados da Pastoral da Terra revelam que em 2024 ocorreram 48 conflitos por terra que atingiram 3.400 fam\u00edlias de assentados, trabalhadores sem terra, posseiros, ind\u00edgenas e quilombolas. Foram 568 tipos de viol\u00eancia contra a ocupa\u00e7\u00e3o e posse em 46 territ\u00f3rios no Tocantins. Entre eles est\u00e3o:<br \/>\n42 casos de pistolagem;<br \/>\n39 inc\u00eandios criminosos;<br \/>\n33 destrui\u00e7\u00f5es de casas;<br \/>\n31 casos de desmatamento ilegal;<br \/>\n30 registros de contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xico;<br \/>\n2 assassinatos;<br \/>\n32 casos de viol\u00eancia contra a pessoa idosa.<br \/>\nDe acordo com Ludmilla Carvaho, agente da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra Araguaia, os dados s\u00e3o encarados com preocupa\u00e7\u00e3o, em defesa do movimento.<br \/>\n\u201cN\u00e3o se trata somente de n\u00fameros. S\u00e3o pessoas e, infelizmente, s\u00e3o n\u00fameros que n\u00e3o condizem, n\u00e3o alcan\u00e7am a realidade do estado do Tocantins no que diz respeito \u00e0 viol\u00eancia no campo, no que diz respeito aos conflitos agr\u00e1rios no estado. Mostra infelizmente uma subnotifica\u00e7\u00e3o, mostra que esses trabalhadores continuam vivendo a viol\u00eancia no campo, mas infelizmente enfrentam dificuldades at\u00e9 para registrar esses conflitos\u201d, lamentou.<br \/>\nA superintend\u00eancia do Incra no Tocantins informou \u00e0 TV Anhanguera que o presidente nacional do \u00f3rg\u00e3o e uma comiss\u00e3o, que inclui uma ju\u00edza federal, chegar\u00e3o ao Tocantins para tratar, entre outras demandas, das den\u00fancias de viol\u00eancia no campo.<br \/>\nPessoas est\u00e3o acampadas em frente ao Incra, em Palmas<br \/>\nTV Anhanguera\/Reprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u00cdntegra da nota da PM<br \/>\nEm resposta \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o deste ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o sobre a atua\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar do Tocantins (PMTO) em uma ocorr\u00eancia na zona rural de Taquaru\u00e7u, na noite de quinta-feira (17), a Corpora\u00e7\u00e3o vem a p\u00fablico esclarecer os fatos e procedimentos adotados.<br \/>\nAo atender ocorr\u00eancias desta natureza, a PMTO segue procedimento legal padr\u00e3o: verifica quem det\u00e9m a posse atual do im\u00f3vel e a exist\u00eancia de ordens judiciais. Na aus\u00eancia de decis\u00e3o judicial que determine o contr\u00e1rio, a Pol\u00edcia Militar atua provendo a seguran\u00e7a no local para a restaura\u00e7\u00e3o da ordem e a manuten\u00e7\u00e3o da posse legal e pac\u00edfica por quem a det\u00e9m no momento. Essa atua\u00e7\u00e3o visa coibir o esbulho possess\u00f3rio (invas\u00e3o) em andamento, impedir o exerc\u00edcio arbitr\u00e1rio das pr\u00f3prias raz\u00f5es e preservar o estado de fato at\u00e9 que o Poder Judici\u00e1rio, \u00fanica inst\u00e2ncia competente, decida sobre a disputa fundi\u00e1ria.<br \/>\nNo caso em quest\u00e3o, constatado o esbulho possess\u00f3rio flagrante e sem amparo judicial para os ocupantes, a PMTO agiu no estrito cumprimento do dever legal para cessar a turba\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o, todos os envolvidos na ocorr\u00eancia foram conduzidos \u00e0 Delegacia de Pol\u00edcia Civil para o devido registro formal do fato, ocasi\u00e3o em que n\u00e3o houve qualquer relato ou registro de irregularidade ou den\u00fancia contra a a\u00e7\u00e3o policial militar. Diante disso, a Corpora\u00e7\u00e3o refuta alega\u00e7\u00f5es posteriores de ilegalidade ou viol\u00eancia, reafirma que a a\u00e7\u00e3o foi pautada pela legalidade e t\u00e9cnica, e ressalta que, se caso apresentada qualquer prova concreta de abuso, ser\u00e1 rigorosamente apurada pelos \u00f3rg\u00e3os correicionais competentes.<br \/>\nA Pol\u00edcia Militar do Tocantins reafirma seu compromisso com a legalidade, a imparcialidade na resolu\u00e7\u00e3o de conflitos (atuando sempre sob a \u00e9gide da lei e das decis\u00f5es judiciais), a prote\u00e7\u00e3o dos direitos de todos os cidad\u00e3os e a manuten\u00e7\u00e3o da paz social no campo e na cidade.<br \/>\nVeja mais not\u00edcias da regi\u00e3o no g1 Tocantins.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/noticia\/2025\/04\/28\/integrantes-do-mst-denunciam-abordagens-policiais-violentas-no-tocantins-tocando-o-terror-na-frente-do-acampamento.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1  Tocantins<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tocantins tem dez acampamentos do MST atualmente. Fam\u00edlias est\u00e3o acampadas na frente do Incra para pedir por moradia e seguran\u00e7a. Fam\u00edlias ligadas ao movimento sem-terra relatam amea\u00e7as e agress\u00f5es em a\u00e7\u00e3o policial Integrantes de acampamentos do Movimento Sem Terra (MST) relataram que passaram por situa\u00e7\u00f5es de agress\u00e3o por parte de policias militares durante abordagem no<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":39111,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-39110","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39110\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}