{"id":39383,"date":"2025-05-03T13:16:13","date_gmt":"2025-05-03T16:16:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/indigenas-cobram-solucoes-para-a-falta-de-transporte-medicamentos-e-exames-para-moradores-de-aldeias-no-norte-do-tocantins\/"},"modified":"2025-05-03T13:16:13","modified_gmt":"2025-05-03T16:16:13","slug":"indigenas-cobram-solucoes-para-a-falta-de-transporte-medicamentos-e-exames-para-moradores-de-aldeias-no-norte-do-tocantins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/indigenas-cobram-solucoes-para-a-falta-de-transporte-medicamentos-e-exames-para-moradores-de-aldeias-no-norte-do-tocantins\/","title":{"rendered":"Ind\u00edgenas cobram solu\u00e7\u00f5es para a falta de transporte, medicamentos e exames para moradores de aldeias no norte do Tocantins"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Moradores de 66 aldeias enfrentam dificuldades devido \u00e0 falta de atendimento m\u00e9dico. Segundo lideran\u00e7as locais, oito pessoas morreram sem diagn\u00f3stico nos \u00faltimos seis meses. Lideran\u00e7as ind\u00edgenas do povo Apinaj\u00e9 denunciam situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria do atendimento de sa\u00fade<br \/>\nA falta de assist\u00eancia de sa\u00fade e mortes registradas dentro de aldeias da etnia Apinaj\u00e9, em Tocantin\u00f3polis, no norte do estado, levou moradores a denunciarem a situa\u00e7\u00e3o. O que mais atrapalha os ind\u00edgenas a conseguirem ter acesso aos hospitais da regi\u00e3o \u00e9 a falta de transporte.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.farcomto.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1f4f-18.png\" alt=\"\ud83d\udcf1\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\"> Participe do canal do g1 TO no WhatsApp e receba as not\u00edcias no celular.<br \/>\nKunityk Apinaj\u00e9 tem  92 anos e precisa fazer manuten\u00e7\u00e3o na bolsa de colostomia que est\u00e1 entupida, mas n\u00e3o consegue transporte. O idoso fala pouco portugu\u00eas, mas sabe que a situa\u00e7\u00e3o que enfrenta n\u00e3o \u00e9 normal. \u201cEu quero pedir pra autoridade, rem\u00e9dio pra n\u00f3s, rem\u00e9dio\u201d, comentou.<br \/>\nO idoso perdeu a esposa h\u00e1 seis meses e a fam\u00edlia nunca recebeu informa\u00e7\u00f5es sobre a  causa da morte dela.<br \/>\nO povo apinaj\u00e9 possui 66 aldeias no extremo norte do Tocantins. Todas t\u00eam problemas da falta de acesso aos sistemas de sa\u00fade. Segundo as lideran\u00e7as, s\u00f3 nos \u00faltimos seis meses oito pessoas morreram sem diagn\u00f3sticos.<br \/>\nA Secretaria de Estado da Sa\u00fade informou, em nota, que apura as queixas relatadas e que tem compromisso com um atendimento humanizado e de qualidade a todos os usu\u00e1rios do SUS, incluindo os povos ind\u00edgenas. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que equipes multidisciplinares do Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena (DSEI) fazem o acompanhamento de sa\u00fade e de assist\u00eancia prim\u00e1ria nas sessenta e seis aldeias da etnia Apinaj\u00e9 (veja nota na \u00edntegra no fim da reportagem).<br \/>\nEm outra aldeia, Jocasta Xerente tem 36 anos e est\u00e1 gr\u00e1vida de cinco meses. At\u00e9 o momento ela n\u00e3o conseguiu fazer os exames de pr\u00e9-natal, necess\u00e1rios para a gesta\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cT\u00e1 faltando exame e ultrassom, at\u00e9 agora que eu n\u00e3o fiz ainda eu t\u00f4 esperando\u201d, contou a gestante.<br \/>\nAl\u00e9m das mulheres gr\u00e1vidas, alguns rec\u00e9m-nascidos tamb\u00e9m n\u00e3o passaram por exames b\u00e1sicos. Marcos tem apenas um m\u00eas e perdeu a m\u00e3e ap\u00f3s o parto. A av\u00f3 materna cuida do menino que ainda est\u00e1 sem o teste do pezinho.<br \/>\n\u201cEu fico preocupada porque ele \u00e9 pequenininho ainda, por isso que eu fico preocupada quando ficar doente\u201d, comentou a av\u00f3 Juraci Almeida Apinaj\u00e9.<br \/>\nNa Aldeia Patizal h\u00e1 um posto de sa\u00fade, mas a prateleira de rem\u00e9dios est\u00e1 vazia. Os medicamentos de uso continuo tamb\u00e9m est\u00e3o em falta. O aparelho de medir press\u00e3o est\u00e1 sem pilha. A balan\u00e7a n\u00e3o funciona e a maca n\u00e3o pode ser usada de t\u00e3o velha. A estrutura do postinho est\u00e1 com rachaduras, segundo cacique Jesu\u00edno Apinaj\u00e9<br \/>\n\u201cT\u00e1 caindo coisa assim da beirada, n\u00e9, n\u00f3s ficamos com medo de ficar debaixo e cair em cima de n\u00f3s (sic)\u201d, comentou.<br \/>\nInd\u00edgena de 92 anos que mora em aldeia de Tocantin\u00f3polis precisa de atendimento m\u00e9dico<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Globo<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M:<br \/>\nMotorista que sofreu mal s\u00fabito enquanto dirigia aguardava por procedimento de troca de v\u00e1lvulas do cora\u00e7\u00e3o, diz pol\u00edcia<br \/>\nInd\u00edgena desaparece enquanto tomava banho e corpo \u00e9 encontrado no rio Java\u00e9s<br \/>\nO caos na sa\u00fade ind\u00edgena da regi\u00e3o chegou ao conhecimento das Defensorias P\u00fablicas da Uni\u00e3o e do Estado do Tocantins. A situa\u00e7\u00e3o ficou evidente durante mutir\u00e3o de atendimentos realizados pelos \u00f3rg\u00e3os, conforme explicou a defensora estadual Let\u00edcia Amorim.<br \/>\n\u201cMuitas pessoas que n\u00f3s ouvimos, elas nos relataram essa aus\u00eancia de realiza\u00e7\u00e3o de exames pela rede p\u00fablica. O que pode ocasionar, certamente um \u00f3bito se aquela equipe m\u00e9dica n\u00e3o tiver conhecimento de problemas preexistentes\u201d, refor\u00e7ou Let\u00edcia.<br \/>\nUma reuni\u00e3o entre as defensorias e representantes dos munic\u00edpios, do estado e do governo federal est\u00e1 marcada para a pr\u00f3xima semana, com o objetivo de discutir solu\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade ind\u00edgena no estado.<br \/>\n\u201cN\u00f3s estamos pedindo socorro porque n\u00f3s n\u00e3o temos mais a quem a recorrer. Ent\u00e3o n\u00f3s j\u00e1 enviamos v\u00e1rios documentos \u00e0s autoridades competentes, mas infelizmente n\u00e3o tem resposta\u201d, afirmou a conselheira de Sa\u00fade Ind\u00edgena Marlucia Apinaj\u00e9.<br \/>\nDefensorias do Tocantins e da Uni\u00e3o investigam situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica no sistema de sa\u00fade em aldeias ind\u00edgenas do estado<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Globo<br \/>\n\u00cdntegra da nota da SES<br \/>\nA Secretaria de Estado da Sa\u00fade do Tocantins (SES-TO) informa que o Sistema\u00a0\u00danico de Sa\u00fade (SUS), possui o Subsistema de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade Indigena (SasiSUS), dentro do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS), um componente coordenado e executado pela Secretaria de Sa\u00fade Ind\u00edgena (SESAI), a qual coordena os\u00a0Distritos Sanit\u00e1rios Especiais\u00a0Ind\u00edgenas\u00a0(DSEIs), os quais s\u00e3o respons\u00e1veis\u00a0pela popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena dentro de seus territ\u00f3rios e devem trabalhar de forma articulada com o\u00a0munic\u00edpio\u00a0onde se localiza a aldeia.<br \/>\nA SES-TO esclarece que, no caso das transfer\u00eancias de pacientes, a responsabilidade inicial (da aldeia \u00e0 unidade b\u00e1sica ou ao hospital estadual)\u00a0 \u00e9 do DSEI em parceria com a rede municipal de sa\u00fade, cabendo ao Estado o translado entre suas unidades.\u00a0<br \/>\nA Pasta destaca que a dispensa\u00e7\u00e3o de bolsas de colostomia aos pacientes assistidos pela rede estadual segue regular e desde o in\u00edcio de 2023 foram entregues mais de 41 mil unidades pela Superintend\u00eancia da Rede de Cuidados da Pessoa com Defici\u00eancia (SRCPCD), a pacientes devidamente regulados. Al\u00e9m disso, o dispositivo \u00e9 colocado na assist\u00eancia hospitalar, sem demanda reprimida para ambos os casos.<br \/>\nA SES-TO pontua que a coleta para o teste do pezinho\u00a0 \u00e9 realizada em \u00e2mbito municipal, salvo os exames a beb\u00eas que nascem nas maternidades de alto risco.\u00a0Da mesma forma, o pr\u00e9-natal \u00e9 feito pelas unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade, com exce\u00e7\u00e3o das gestantes de alto risco que s\u00e3o acompanhadas pelas maternidades de alta complexidade na rede estadual.<br \/>\nPor fim, a Secretaria enfatiza que toda popula\u00e7\u00e3o tocantinense usu\u00e1ria do SUS, tem acolhimento em suas unidades que s\u00e3o portas abertas para garantir o tratamento\u00a0necess\u00e1rio, em tempo oportuno, garantindo a continuidade do atendimento, conforme os fluxos estabelecidos.<br \/>\n \u00cdntegra da nota do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<br \/>\nO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, por meio da Secretaria de Sa\u00fade Ind\u00edgena (Sesai), informa que as equipes de sa\u00fade do DSEI Tocantins encaminharam esses pacientes at\u00e9 a unidade hospitalar do munic\u00edpio para continuidade do atendimento. As equipes multidisciplinares do DSEI , composta por m\u00e9dicos, enfermeiros, odont\u00f3logos, entre outros profissionais, fazem o acompanhamento de sa\u00fade e assist\u00eancia prim\u00e1ria nas 66 aldeias da etnia apinaj\u00e9.<br \/>\nVeja mais not\u00edcias da regi\u00e3o no g1 Tocantins.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/noticia\/2025\/05\/03\/indigenas-cobram-solucoes-para-a-falta-de-transporte-medicamentos-e-exames-para-moradores-de-aldeias-no-norte-do-tocantins.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1  Tocantins<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Moradores de 66 aldeias enfrentam dificuldades devido \u00e0 falta de atendimento m\u00e9dico. Segundo lideran\u00e7as locais, oito pessoas morreram sem diagn\u00f3stico nos \u00faltimos seis meses. 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