{"id":40730,"date":"2025-08-09T15:02:31","date_gmt":"2025-08-09T18:02:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/ze-ibarra-janta-o-publico-na-estreia-carioca-do-show-afim-ao-se-portar-em-cena-como-lobo-sensual-e-nada-bobo\/"},"modified":"2025-08-09T15:02:31","modified_gmt":"2025-08-09T18:02:31","slug":"ze-ibarra-janta-o-publico-na-estreia-carioca-do-show-afim-ao-se-portar-em-cena-como-lobo-sensual-e-nada-bobo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/ze-ibarra-janta-o-publico-na-estreia-carioca-do-show-afim-ao-se-portar-em-cena-como-lobo-sensual-e-nada-bobo\/","title":{"rendered":"Z\u00e9 Ibarra \u2018janta\u2019 o p\u00fablico na estreia carioca do show \u2018Afim\u2019 ao se portar em cena como lobo sensual e nada bobo\u2026"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Z\u00e9 Ibarra na estreia carioca do show \u2018Afim\u2019 no Teatro Riachuelo<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o \/ V\u00eddeo Instagram Z\u00e9 Ibarra<br \/>\n\u266b OPINI\u00c3O SOBRE SHOW<br \/>\nT\u00edtulo: Afim<br \/>\nArtista: Z\u00e9 Ibarra<br \/>\nData e local: 6 de agosto de 2025 no Teatro Riachuelo (Rio de Janeiro, RJ)<br \/>\nCota\u00e7\u00e3o: \u2605 \u2605 \u2605 \u2605 \u2605<br \/>\n\u266c Esse mo\u00e7o est\u00e1 diferente. Quando Z\u00e9 Ibarra apareceu no palco do Teatro Riachuelo, dan\u00e7ando descolado conforme o suingue da m\u00fasica Segredo (Sophia Chablau, 2023), ficou evidente que o artista carioca conseguiria transpor para a cena a metamorfose orquestrada no segundo \u00e1lbum solo, Afim.<br \/>\nNo disco lan\u00e7ado em 5 de junho, Z\u00e9 Ibarra subverteu expectativas ao se dissociar da MPB e ao refor\u00e7ar la\u00e7os com a pr\u00f3pria gera\u00e7\u00e3o. No show Afim, apresentado no Rio de Janeiro (RJ) na noite de quarta-feira, 6 de agosto, quase tr\u00eas semanas ap\u00f3s a estreia em S\u00e3o Paulo (SP) em 18 de julho, o cantor se confirma como um dos maiores artistas brasileiros dos correntes anos 2020.<br \/>\nAlicer\u00e7ado por big band, grandiosa tanto na forma\u00e7\u00e3o quanto no balan\u00e7o situado entre o indie-rock e o som black Rio, o cantor fez show perfeito. M\u00fasicos, arranjos, interpreta\u00e7\u00f5es e roteiro se afinaram de forma absoluta. At\u00e9 o figurino do cantor resultou afim com a refinada est\u00e9tica contempor\u00e2nea do show, com direito a um corte de cabelo evocativo dos penteados dos anos 1980.<br \/>\nEsque\u00e7a aquele Z\u00e9 Ibarra que, ao abrir a derradeira turn\u00ea de Milton Nascimento, hipnotizava plateias de meia idade com um banquinho, um viol\u00e3o e um canto repleto de alma. A alma continua l\u00e1. A voz aguda, que transita por diversas tessituras vocais, tamb\u00e9m permanece intacta, expressiva. S\u00f3 que o jogo de cena no show Afim \u00e9 outro.<br \/>\nZ\u00e9 Ibarra continua um sedutor e tamb\u00e9m usa a sensualidade andr\u00f3gina para encantar plateias, mas agora em di\u00e1logo com o tempo, o som e o universo particular do artista. Sintomaticamente, a surpresa do roteiro foi Lobo bobo (Carlos Lyra e Ronaldo B\u00f4scoli, 1959), samba de bossa envenenada pela banda e pelo cantor.<br \/>\nNo show Afim, o lobo Z\u00e9 deu sucessivos botes e jantou o p\u00fablico, seja cantando a contempor\u00e2nea Sophia Chablau (Hexagrama 28 e Hello, este um samba meio bossa meio can\u00e7\u00e3o, de 2018), seja pisando no terreno experimental de Maria Beraldo (Da menor import\u00e2ncia, m\u00fasica de 2018) com a percuss\u00e3o do convidado Rodrigo Pacato, seja dando voz \u00e0 melancolia do antecessor Paulo Diniz (1940 \u2013 2022) atrav\u00e9s da can\u00e7\u00e3o Vou-me embora (1972), j\u00e1 gravada pela cantor no primeiro \u00e1lbum solo, Marques, 256. (2023).<br \/>\nEm cada um desses n\u00fameros, Z\u00e9 Ibarra exercitou no show Afim a paix\u00e3o pela m\u00fasica sem se portar em cena como o cantor queridinho dos \u00f3rf\u00e3os da MPB. Tanto que transp\u00f4s em cena as m\u00fasicas do \u00e1lbum anterior Marqu\u00eas, 256., como Olho d\u2019\u00e1gua (Caetano Veloso e Waly Salom\u00e3o, 1992), para a sonoridade encorpada do show Afim.<br \/>\nFora da pr\u00f3pria discografia, o lobo Z\u00e9 deu outro bote ao abordar a can\u00e7\u00e3o norte-americana Someone to watch over me (George Gershwin e Ira Gershwin, 1926) no clima et\u00e9reo do sopro do trombone de Antonio Neves.<br \/>\nSim, havia aura hype no palco e na plateia do Teatro Riachuelo. Contudo, Z\u00e9 Ibarra pairou acima desse hype, fazendo com que a beleza de m\u00fasicas como D\u00f3 a d\u00f3 (Dora Morelenbaum e Tom Veloso, 2020) se sobrepusesse em cena.<br \/>\nE o fato \u00e9 que Z\u00e9 Ibarra jantou o p\u00fablico do in\u00edcio ao fim do show Afim enquanto servia som quente, com m\u00fasicas bem arranjadas, em prova da sintonia do cantor e violonista com a banda formada pelos m\u00fasicos Antonio Neves (trombone e trompete), Chico Lira (teclados), Frederico Heliodoro (baixo), Jo\u00e3o Cravinhos (viol\u00e3o), Jo\u00e3o Oliveira (guitarra), Thomas Harres (bateria) e Tunico (saxofone).<br \/>\nA esse azeitado septeto, foi adicionado ao fim o trio Copacabana Horns \u2013 Diogo Gomes (trompete), Jorge Continentino (saxofone e flauta) e Marlon Sette (trombone) \u2013 na apresenta\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas como Morena (Tom Veloso, 2025). O groove comandou o baile quando o dono do show cantou O infinito em n\u00f3s (Z\u00e9 Ibarra, 2025) no arremate da apresenta\u00e7\u00e3o antes do bis.<br \/>\nNo bis, feito sem concess\u00f5es aos pedidos do p\u00fablico, Z\u00e9 subverteu expectativas \u2013 mais uma vez \u2013 e convidou Lucas Nunes para esculpir Retrato de Maria L\u00facia (\u00cdtallo Fran\u00e7a, 2023) em dueto que beirou o sublime com o contracanto de Lucas (tamb\u00e9m ao viol\u00e3o) nessa can\u00e7\u00e3o melodiosa que nem se afina tanto com a est\u00e9tica de Afim, mas que se imp\u00f4s pela beleza tanto no disco quanto no show.<br \/>\nNa sequ\u00eancia, Z\u00e9 Ibarra apresentou m\u00fasica in\u00e9dita de lavra pr\u00f3pria, O \u00faltimo voo, antes de encerrar de fato o show com Essa confus\u00e3o (2024), parceria do artista com Dora Morelenbaum que j\u00e1 se insinua como um cl\u00e1ssico do repert\u00f3rio da m\u00fasica brasileira produzida nos correntes anos 2020, tempo de Z\u00e9 Ibarra, esse lobo nada bobo que jantou a plateia e ainda lambeu os bei\u00e7os ao fim do consagrador show Afim.<br \/>\nZ\u00e9 Ibarra canta \u2018Lobo bobo\u2019 (1959), standard da bossa nova, no show \u2018Afim\u2019, estreado em S\u00e3o Paulo em 18 de julho e apresentado no Rio de Janeiro (RJ) em 6 de agosto<br \/>\nPyetra Salles \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/08\/09\/ze-ibarra-janta-o-publico-na-estreia-carioca-do-show-afim-ao-se-portar-em-cena-como-lobo-sensual-e-nada-bobo.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Z\u00e9 Ibarra na estreia carioca do show \u2018Afim\u2019 no Teatro Riachuelo Reprodu\u00e7\u00e3o \/ V\u00eddeo Instagram Z\u00e9 Ibarra \u266b OPINI\u00c3O SOBRE SHOW T\u00edtulo: Afim Artista: Z\u00e9 Ibarra Data e local: 6 de agosto de 2025 no Teatro Riachuelo (Rio de Janeiro, RJ) Cota\u00e7\u00e3o: \u2605 \u2605 \u2605 \u2605 \u2605 \u266c Esse mo\u00e7o est\u00e1 diferente. 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