{"id":41106,"date":"2025-08-19T08:32:21","date_gmt":"2025-08-19T11:32:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/ancia-indigena-karaja-que-estampou-cedula-de-1-mil-cruzeiros-morre-aos-100-anos-no-tocantins\/"},"modified":"2025-08-19T08:32:21","modified_gmt":"2025-08-19T11:32:21","slug":"ancia-indigena-karaja-que-estampou-cedula-de-1-mil-cruzeiros-morre-aos-100-anos-no-tocantins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/ancia-indigena-karaja-que-estampou-cedula-de-1-mil-cruzeiros-morre-aos-100-anos-no-tocantins\/","title":{"rendered":"Anci\u00e3 ind\u00edgena Karaj\u00e1 que estampou c\u00e9dula de 1 mil cruzeiros morre aos 100 anos no Tocantins"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Anci\u00e3 Djidjuke Karaj\u00e1, da aldeia H\u00e3walo, morreu no dia 11 de agosto de 2025<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Dsei Araguaia\/ Reprodu\u00e7\u00e3o redes sociais<br \/>\nMorreu aos 100 anos a anci\u00e3 Djidjuke Karaj\u00e1, da aldeia H\u00e3walo, em Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal. Ela ficou conhecida por ser uma das mulheres ind\u00edgenas que estampou uma edi\u00e7\u00e3o limitada de notas de 1.000 cruzeiros, impressas em 1990.  Na \u00e9poca da homenagem, a anci\u00e3 posou na c\u00e9dula ao lado de Koixaru Karaj\u00e1.<br \/>\nA anci\u00e3 ind\u00edgena morreu no dia 11 de agosto e a causa da morte n\u00e3o foi informada. Uma parente de Djidjuke, que preferiu n\u00e3o se identificar, contou que na \u00e9poca do nascimento dela, em 1925, a fam\u00edlia fez um ritual que a tornou paj\u00e9 ainda crian\u00e7a.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.farcomto.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1f4-133.png\" alt=\"\ud83d\udcf1\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\"> Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp<br \/>\n\u201cEla n\u00e3o se tornou paj\u00e9 adulta. J\u00e1 nasceu, j\u00e1 veio paj\u00e9, desde pequenininha. Ent\u00e3o era muito raro na \u00e9poca dela, uma mulher ser paj\u00e9 porque na nossa cultura, mulheres s\u00e3o mais pra dentro de casa. Era bem forte antigamente, agora que a gente est\u00e1 se soltando mais. Ent\u00e3o, ela foi uma das bem raras de ser paj\u00e9 desde crian\u00e7a\u201d, explicou.<br \/>\nA vida da anci\u00e3 foi dedicada a cuidar das pessoas que a procuravam para tratamentos. Desde nova, aprendeu sobre ra\u00edzes e, segundo a parente, recebia muita gente em sua casa para os tratamentos. A pr\u00f3pria Djidjuke buscava no mato as ervas necess\u00e1rias.<br \/>\n\u201cAl\u00e9m de curar, ela tamb\u00e9m, n\u00e3o sei se foi obrigada, teve que aprender tudo, tudo que uma mulher ainda tinha que fazer. Ela sabia desde cer\u00e2mica, artesanato, os adornos de uso principal nos rituais. E cer\u00e2mica tamb\u00e9m, ela fazia para o uso dela tamb\u00e9m, os pratos de barro, panelas de barro, e as Ritxoko, que \u00e9 bem conhecida agora, que s\u00e3o as bonecas pra vender. Ent\u00e3o, foi uma mulher bem s\u00e1bia mesmo\u201d, comentou.<br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na homenagem aos povos tradicionais nos anos 1990, a parente explicou que a pintura que Djidjuke usava no rosto no momento em que estampou as c\u00e9dulas de 1.000 cruzeiros era a preferida dela e quando as pessoas viam a pintura, \u201cj\u00e1 sabiam, ah, \u00e9 a Djidjuke\u201d.<br \/>\n\u201cEla era essa pessoa sorridente, alegre e bem conservada, reservada. E a\u00ed, com 100 anos e sete meses, bem j\u00e1 idosa, ela partiu, deixando o seu legado para os netos. Muita gente aprendeu a fazer ervas com ela e com certeza as cer\u00e2micas tamb\u00e9m, os adornos\u201d, afirmou.<br \/>\nAnci\u00e3 Djidjuke Karaj\u00e1 era paj\u00e9 desde crian\u00e7a, segundo a fam\u00edlia<br \/>\nArquivo pessoal<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M:<br \/>\nDez ind\u00edgenas morrem sem diagn\u00f3stico de doen\u00e7as em sete meses no Tocantins: \u2018Precariedade grande\u2019, diz cacique<br \/>\nInd\u00edgenas cobram solu\u00e7\u00f5es para a falta de transporte, medicamentos e exames para moradores de aldeias no norte do Tocantins<br \/>\nHomenagens<br \/>\n\u00d3rg\u00e3os que atuam em defesa dos povos tradicionais lamentaram a perda para o povo Karaj\u00e1. Conforme a Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai), a anci\u00e3 \u00e9 um s\u00edmbolo de orgulho para seu povo.<br \/>\n\u201c[\u2026] Deixa como legado sua forte lideran\u00e7a no cuidado com o povo Karaj\u00e1, atuando principalmente como guardi\u00e3 dos saberes da medicina tradicional\u201d, diz trecho da nota de pesar da Funai.<br \/>\nO Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena Araguaia \u2013 DSEI Araguaia informou, por meio das redes sociais, que com seus conhecimentos, Djidjuke Karaj\u00e1 ajudou in\u00fameras pessoas da comunidade.<br \/>\n\u201cNeste momento de dor, expressamos nossas sinceras condol\u00eancias \u00e0 fam\u00edlia enlutada, aos amigos e a todos do povo Karaj\u00e1, unindo-nos em solidariedade e respeito \u00e0 mem\u00f3ria desta importante lideran\u00e7a e guardi\u00e3 de saberes tradicionais. Que sua hist\u00f3ria, sabedoria e legado permane\u00e7am vivos na mem\u00f3ria de seu povo e inspirem as futuras gera\u00e7\u00f5es\u201d, destacou nota assinada por Lab\u00e9 K\u00e0l\u00e0riki Karaj\u00e1, coordenador do DSEI Araguaia.<br \/>\nNota de pesar do Dsei Araguaia sobre a morte da anci\u00e3 Karaj\u00e1<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Dsei Araguaia<br \/>\nVeja mais not\u00edcias da regi\u00e3o no g1 Tocantins.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/noticia\/2025\/08\/19\/ancia-indigena-karaja-que-estampou-cedula-de-1-mil-cruzeiros-morre-aos-100-anos-no-tocantins.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1  Tocantins<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anci\u00e3 Djidjuke Karaj\u00e1, da aldeia H\u00e3walo, morreu no dia 11 de agosto de 2025 Divulga\u00e7\u00e3o\/Dsei Araguaia\/ Reprodu\u00e7\u00e3o redes sociais Morreu aos 100 anos a anci\u00e3 Djidjuke Karaj\u00e1, da aldeia H\u00e3walo, em Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal. 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