{"id":42120,"date":"2025-09-07T15:02:59","date_gmt":"2025-09-07T18:02:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/maria-bethania-renova-a-sonoridade-ao-entrar-no-mar-bravio-das-paixoes-que-agitam-o-show-dos-60-anos-de-carreira\/"},"modified":"2025-09-07T15:02:59","modified_gmt":"2025-09-07T18:02:59","slug":"maria-bethania-renova-a-sonoridade-ao-entrar-no-mar-bravio-das-paixoes-que-agitam-o-show-dos-60-anos-de-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/maria-bethania-renova-a-sonoridade-ao-entrar-no-mar-bravio-das-paixoes-que-agitam-o-show-dos-60-anos-de-carreira\/","title":{"rendered":"Maria Beth\u00e2nia renova a sonoridade ao entrar no mar bravio das paix\u00f5es que agitam o show dos 60 anos de carreira"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Maria Beth\u00e2nia arrepia o p\u00fablico na estreia do show \u201860 anos de carreira\u2019 na casa Vivo Rio (RJ) na noite de ontem, 6 de setembro<br \/>\nRicardo Nunes \/ Divulga\u00e7\u00e3o Vivo Rio<br \/>\n\u266b OPINI\u00c3O SOBRE SHOW<br \/>\nT\u00edtulo: 60 anos de carreira<br \/>\nArtista: Maria Beth\u00e2nia<br \/>\nData e local: 6 de setembro na casa Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)<br \/>\nCota\u00e7\u00e3o: \u2605 \u2605 \u2605 \u2605 \u2605<br \/>\n\u266c \u201cSete mil vezes e, em cada uma, outra vez querer \/ Sete mil outras em progress\u00e3o infinita \/ Quando uma hora \u00e9 grande e bonita assim \/ Quer se multiplicar \/ Quer habitar todos os cantos do ser\u201d, avisou Maria Beth\u00e2nia na abertura do show 60 anos de carreira ao dar voz aos versos de Sete mil vezes, m\u00fasica do mano Caetano Veloso que a cantora lan\u00e7ou no \u00e1lbum Alteza (1981), h\u00e1 44 anos, e desde ent\u00e3o nunca mais gravou ou incluiu em shows.<br \/>\nAos 79 anos, com a voz grave e quente tinindo na estreia nacional da turn\u00ea na noite de ontem, 6 de setembro, na casa Vivo Rio (RJ), Maria Beth\u00e2nia mostrou que segue em progress\u00e3o infinita neste show que, embora esteja alicer\u00e7ado nos c\u00e2nones teatrais dos espet\u00e1culos em que a int\u00e9rprete mixa m\u00fasica e textos po\u00e9ticos, tamb\u00e9m avan\u00e7a na sonoridade enquanto d\u00e1 conta de resumir seis d\u00e9cadas de palco e disco sem didatismos e trivialidades, mas com emblemas justific\u00e1veis como Rosa dos ventos (Chico Buarque, 1970), m\u00fasica-t\u00edtulo do show de 1971 que consagrou a receita teatral experimentada pela artista desde 1967.<br \/>\nCalcada na pulsa\u00e7\u00e3o dos sopros e dos metais, a dire\u00e7\u00e3o musical de Pedro Guedes \u2013 tamb\u00e9m respons\u00e1vel pelos arranjos em fun\u00e7\u00e3o dividida com os m\u00fasicos Jorge Helder (baixo e bandolim) Thiago Gomes (teclados e guitarra) \u2013 renovou a sonoridade dos shows da artista, ecoando a est\u00e9tica orquestrada por Lucas Nunes no espet\u00e1culo anterior Caetano &amp; Beth\u00e2nia (2024 \/ 2025), com o qual Beth\u00e2nia percorreu arenas e est\u00e1dios do Brasil ao lado de Caetano Veloso.<br \/>\nRespons\u00e1vel por abrir o show com cita\u00e7\u00e3o vocal de Ians\u00e3 (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1972), antes da entrada de Beth\u00e2nia em cena, o fant\u00e1stico trio de vocalistas \u2013 Fael Magalh\u00e3es, Janeh Magalh\u00e3es e Jenni Rocha \u2013 tamb\u00e9m marcou forte presen\u00e7a, soando como outra heran\u00e7a da turn\u00ea com Caetano.<br \/>\nMaria Beth\u00e2nia assina sozinha a dire\u00e7\u00e3o e o roteiro do show \u201860 anos de carreira\u2019, cuja turn\u00ea chega a S\u00e3o Paulo em outubro<br \/>\nRodrigo Goffredo<br \/>\nO som da banda resultou vibrante como o canto da artista, valorizando n\u00fameros como o rock Podres poderes (Caetano Veloso, 1984) com acento black. Os metais de Marcelo Martins (sax tenor) e Jess\u00e9 Sadoc (trompete e flugelhorn) sopraram o bafejo quente do soul em n\u00fameros como Encoura\u00e7ado (Sueli Costa e Tite de Lemos, 1972) e Demon\u00edaca (Sueli Costa e Vitor Martins, 1974), m\u00fasicas que, entremeadas com o canto de Resposta (Maysa, 1956), reverberaram A cena muda (1974), um dos shows mais marcantes da trajet\u00f3ria de Beth\u00e2nia nos palcos.<br \/>\nFoi em A cena muda que Beth\u00e2nia soltou pela primeira vez G\u00e1s neon (1974), angustiado flash urbano do cancioneiro de Gonzaguinha (1945 \u2013 1991), compositor relevante na discografia da int\u00e9rprete. G\u00e1s neon reapareceu na cena de 2025 em contraste com a pisada rascante e sertaneja do bai\u00e3o Taturamo (Caetano Veloso sobre texto de Chico de Assis, 1974), outra lembran\u00e7a de A cena muda, revivida com o toque da viola de Paulo D\u00e1filin e com a cita\u00e7\u00e3o original de Galope (Gonzaguinha, 1974).<br \/>\nTransitando com naturalidade entre as urbanidades contempor\u00e2neas e as paisagens rurais do Brasil caboclo do sert\u00e3o e das folhas, saudadas em Kirimur\u00ea (Jota Velloso, 2006), o show 60 anos de carreira \u00e9 dirigido e roteirizado pela pr\u00f3pria Maria Beth\u00e2nia, senhora da cena e das palavras, costuradas com engenhosidade. Dona do dom e das pr\u00f3prias vontades imperativas.<br \/>\n\u201cQuando eu canto, que se cuide quem n\u00e3o for meu irm\u00e3o\u201d, alertou Beth\u00e2nia na pegada de Baioque (Chico Buarque, 1972), antes de se perfilar em Of\u00e1 (Roberto Mendes e Jota Velloso, 1988), uma das muitas surpresas de roteiro que nunca escorregou no \u00f3bvio e que algumas vezes se banhou no mar da ancestralidade afro-ind\u00edgena.<br \/>\nMaria Beth\u00e2nia recita textos de Clarice Lispector e Eucana\u00e3 Ferraz no show \u201860 anos de carreira\u2019<br \/>\nRicardo Nunes \/ Divulga\u00e7\u00e3o Vivo Rio<br \/>\nVis\u00edvel tanto no elegante figurino branco de Gilda Midani (adornado com acess\u00f3rios dourados no segundo ato) quanto nas imagens projetadas no tel\u00e3o com requinte, sob dire\u00e7\u00e3o visual de Ot\u00e1vio Juliano, a fidelidade do show \u00e0 ess\u00eancia e \u00e0 ideologia de Maria Beth\u00e2nia foi exemplificada no bloco feminino aberto com a r\u00e9cita do texto Lugar (Fragmentos), de Herberto Helder.<br \/>\n\u201cAs mulheres t\u00eam uma roseira espalhada no ventre. Uma quente roseira\u201d, poetizou Beth\u00e2nia antes de exaltar a del\u00edcia de ser mulher em O lado quente do ser (Marina Lima, 1980), outra boa surpresa do roteiro.<br \/>\nNa sequ\u00eancia, Beth\u00e2nia emendou uma can\u00e7\u00e3o sensual com balada rom\u00e2ntica \u2013 Cheiro de amor (Jota Moraes, Duda Mendon\u00e7a, Paulo Sergio Vale e Ribeiro, 1979) e Olha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975), esta rebobinada na trilha sonora da novela Vale tudo (2025) na grava\u00e7\u00e3o feita por Beth\u00e2nia em 1993 \u2013 em bloco que serviu como v\u00e1lvula de escape para a parte da plateia que ansiava por sucessos. Um deles, inesperado porque dissociado do canto de Beth\u00e2nia, foi o Samba do grande amor (Chico Buarque, 1983), cantado em n\u00famero em que a banda ro\u00e7ou o suingue de um sal\u00e3o de gafieira.<br \/>\nNo segundo ato, as palmas ritmadas do p\u00fablico tamb\u00e9m afiaram F\u00e9 cega, faca amolada (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974), reminisc\u00eancia da turn\u00ea do grupo Os Doces B\u00e1rbaros (1976).<br \/>\nSempre distante da rota dos hits triviais, o roteiro do show 60 anos de carreira foi pensado pela cantora para seguidores que conhecem a trajet\u00f3ria da artista impulsionada em fevereiro de 1965 na cena do teatralizado show Opini\u00e3o (1964 \/ 1965), de cujo repert\u00f3rio Beth\u00e2nia pin\u00e7ou o samba Diz que fui por a\u00ed (Z\u00e9 K\u00e9tti e Hort\u00eansio Rocha, 1964), levado em cad\u00eancia suave.<br \/>\nAp\u00f3s apresentar a banda e antes do interl\u00fadio que separa os dois atos, com o toque instrumental de Caboclinha (A boneca de barro) (Heitor Villa-Lobos, 1922), Maracatu (Egberto Gismonti, 1978) e do samba Flor de lis (Djavan, 1976), Beth\u00e2nia cruzou o oceano e entrou nas \u00e1guas de al\u00e9m-mar com o canto de um fado ligeiro (presumivelmente) in\u00e9dito de Pedro Abrunhosa, Se n\u00e3o te vejo, n\u00famero em que o bandolim tocado por Jorge Helder soou com a alma de uma guitarra portuguesa.<br \/>\nMaria Beth\u00e2nia faz homenagem a Nana Caymmi (1941 \u2013 2025) no show \u201860 anos de carreira\u2019<br \/>\nRodrigo Goffredo<br \/>\nNo segundo ato, aberto com a toada Tocando em frente (Almir Sater e Renato Teixeira, 1990), Beth\u00e2nia reiterou que faz da can\u00e7\u00e3o um auto de f\u00e9 ao dar voz ao congado Sete trovas (Consuelo de Paula, Etel Frota e Rubens Nogueira, 2004) e ao saudar Iemanj\u00e1 Rainha do mar (Pedro Amorim e Paulo C\u00e9sar Pinheiro, 2006), mergulhando no \u00e1lbum Mar de Sophia (2006), tamb\u00e9m lembrado com Beira mar (Roberto Mendes e Jos\u00e9 Carlos Capinan, 2006).<br \/>\nAs proje\u00e7\u00f5es de imagens de ondas revoltas captadas por Philip Thurston refor\u00e7aram a sensa\u00e7\u00e3o de que o p\u00fablico estava voluntariamente \u00e0 merc\u00ea do barco conduzido por Beth\u00e2nia com a autonomia e a sabedoria dos mestres. In\u00e9dita de Chico C\u00e9sar, Eu mais ela aprofundou o mergulho no amor de mulher que tamb\u00e9m banha o show 60 anos de carreira.<br \/>\nAo entrar no mar bravio das paix\u00f5es, Beth\u00e2nia agitou o p\u00fablico ao dar voz a uma grande can\u00e7\u00e3o de Angela Ro Ro, Mares da Espanha (1979), in\u00e9dita na voz da int\u00e9rprete. Foi quando a intensidade habitual da artista arrepiou a plateia em um dos momentos mais fortes do espet\u00e1culo. Na sequ\u00eancia, veio mais uma can\u00e7\u00e3o de Ro Ro, Gota de sangue (1979), esta cantada em dueto e voz e piano, o de Jonatan Harold, jovem m\u00fasico arregimentado para a big banda que inclui o guitarrista Pedro S\u00e1.<br \/>\nNa sequ\u00eancia, Mar e lua (Chico Buarque, 1980) manteve a tens\u00e3o dram\u00e1tica do show, tamb\u00e9m preservada no canto da Balada do lado sem luz, m\u00fasica de Gilberto Gil lan\u00e7ada por Beth\u00e2nia no \u00e1lbum P\u00e1ssaro proibido (1976).<br \/>\nMaria Beth\u00e2nia domina a cena do show em que celebra 60 anos de palco, contados a partir da estreia da artista no espet\u00e1culo \u2018Opini\u00e3o\u2019 em fevereiro de 1965<br \/>\nRicardo Nunes \/ Divulga\u00e7\u00e3o Vivo Rio<br \/>\nA r\u00e9cita de trecho de Genipapo absoluto (Caetano Veloso, 1989) reiterou que, para Maria Beth\u00e2nia, cantar \u00e9 mais do que lembrar. \u00c9 tudo aquilo e um pouco mais. E Beth\u00e2nia lembrou de Nana Caymmi (1941 \u2013 2025), cantora irm\u00e3 na densidade emocional com a r\u00e9cita do texto Vozes \/ A voz de Nana (Eucana\u00e3 Ferraz) e o canto de Sussuarana (Heckel Tavares e Luiz Peixoto, 1928), a toada melanc\u00f3lica que Beth\u00e2nia interpretou com Nana no disco e show Brasileirinho (2003), trabalho cujo universo tem\u00e1tico foi bastante evocado neste 60 anos de carreira pelas m\u00fasicas e textos sobre as florestas e as fontes l\u00edmpidas de um Brasil rural dizimado pela gan\u00e2ncia do bicho homem, mas paradoxalmente resistente, como sentenciou a int\u00e9rprete no canto de A for\u00e7a que nunca seca (Chico C\u00e9sar e Vanessa da Mata, 1999).<br \/>\nVeio ent\u00e3o mais uma homenagem p\u00f3stuma, Palavras de Rita (2025), m\u00fasica in\u00e9dita composta por Roberto de Carvalho a partir de texto de Rita Lee (1947 \u2013 2023) endere\u00e7ado pela roqueira a Beth\u00e2nia.<br \/>\n\u00c9 impressionante com as palavras po\u00e9ticas de Rita soaram como a mais completa tradu\u00e7\u00e3o de Beth\u00e2nia (\u201cEu, hermafrodita \/ Da \u00e1gua respirei, a vida \/ No sangue que bebi, o soro \/ Nos ares explodi, em choro \/ Da gula que comi, a fome \/ Da f\u00eamea que nasci, homem \/ Eu me transformei, em mim \/ Do Deus que duvidei, o sim \/ Das mortes que vivi, o al\u00e9m \/ Dos v\u00edcios que virei, ref\u00e9m \/ Dos bichos que sou, felina \/ Na velha que estou, menina\u201d) e como a m\u00fasica de Roberto de Carvalho captou o esp\u00edrito do repert\u00f3rio de Beth\u00e2nia.<br \/>\nPalavras de Rita se imp\u00f4s como a grande novidade do show dos 60 anos de carreira da cantora ao lado de empolgante samba, Vera Cruz, em que Xande de Pilares e Paulo C\u00e9sar Feital tamb\u00e9m traduzem o esp\u00edrito inquieto de Beth\u00e2nia em versos inspirados como \u201cSou pilintra, viro Z\u00e9\u201d.<br \/>\nBeth\u00e2nia finalizou o samba com cita\u00e7\u00e3o de Carcar\u00e1 (Jo\u00e3o do Vale e Jos\u00e9 C\u00e2ndido), a m\u00fasica que a projetou em escala nacional h\u00e1 60 anos na arena do espet\u00e1culo Opini\u00e3o (1964 \/ 1965).<br \/>\nAo sair do palco com o brado \u201cPega, mata e come\u201d, antes de voltar para o bis em que cantou o refr\u00e3o do samba-enredo Maria Beth\u00e2nia, a menina dos olhos de Oy\u00e1 (Alem\u00e3o do Cavaco, Almyr, Cadu, Lacyr D Mangueira, Paulinho Bandolim e Renan Brand\u00e3o, 2015) e o samba de roda Reconvexo (Caetano Veloso, 1989), foi como se a int\u00e9rprete atestasse para a posteridade que a paix\u00e3o e a ideologia ainda s\u00e3o as mesmas de 1965, ainda que em progress\u00e3o cont\u00ednua entre os ares do Brasil caboclo e os gases urbanos das paix\u00f5es vividas nos mares bravios e em terra firme.<br \/>\nE o fato \u00e9 que, ao fim, o show se imp\u00f4s como um dos melhores espet\u00e1culos de Maria Beth\u00e2nia, artista que ama os abismos, as torrentes, os desertos e que, ao longo desses gloriosos 60 anos, somente foi aonde a levaram os pr\u00f3prios passos.<br \/>\nMaria Beth\u00e2nia encadeia com maestria 43 m\u00fasicas no roteiro do show \u201860 anos de carreira\u2019<br \/>\nRicardo Nunes \/ Divulga\u00e7\u00e3o Vivo Rio<br \/>\n\u266b Eis as 43 m\u00fasicas do roteiro seguido em 6 de setembro de 2025 por Maria Beth\u00e2nia na estreia nacional do show 60 anos de carreira na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ):<br \/>\nAto I<br \/>\n1. Ians\u00e3 (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1972) \u2013 cita\u00e7\u00e3o do trio de vocalistas<br \/>\n2. Sete mil vezes (Caetano Veloso, 1981)<br \/>\n3. Can\u00e7\u00f5es e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1986)<br \/>\n4. G\u00e1s neon (Gonzaguinha, 1974)<br \/>\n5. Podres poderes (Caetano Veloso, 1984)<br \/>\n6. Baioque (Chico Buarque, 1972)<br \/>\n\u266b A queda do c\u00e9u (texto de Davi Kopenawa e Bruce Albert)<br \/>\n7. Of\u00e1 (Roberto Mendes e Jota Velloso, 1988)<br \/>\n8. Kirimur\u00ea (Jota Velloso, 2006)<br \/>\n9. Encoura\u00e7ado (Sueli Costa e Tite de Lemos, 1972)<br \/>\n10. Resposta (Maysa, 1956)<br \/>\n11. Demon\u00edaca (Sueli Costa e Vitor Martins, 1974)<br \/>\n12. Taturamo (Caetano Veloso sobre texto de Chico de Assis, 1974)<br \/>\n13. Galope (Gonzaguinha, 1974) \u2013 cita\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266b  Lugar (Fragamentos) (texto de Herberto Helder)<br \/>\n14. O lado quente do ser (Marina Lima, 1980)<br \/>\n15. Cheiro de amor (Jota Moraes, Duda Mendon\u00e7a, Paulo Sergio Vale e Ribeiro, 1979)<br \/>\n16. Olha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975)<br \/>\n17. Samba do grande amor (Chico Buarque, 1983)<br \/>\n18. Taturamo (Caetano Veloso sobre texto de Chico de Assis, 1974)<br \/>\nInterl\u00fadio instrumental<br \/>\n19. Caboclinha (A boneca de barro) (Heitor Villa-Lobos, 1922)<br \/>\n20. Maracatu (Egberto Gismonti, 1978)<br \/>\n21. Flor de lis (Djavan, 1976)<br \/>\nAto II<br \/>\n22. Tocando em frente (Almir Sater e Renato Teixeira, 1990)<br \/>\n\u266b   \u00c1gua viva (texto de Clarice Lispector)<br \/>\n23. Sete trovas (Consuelo de Paula, Etel Frota e Rubens Nogueira, 2004)<br \/>\n24. F\u00e9 cega, faca amolada (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974)<br \/>\n25. Ponto de Iemanj\u00e1 (Gamo da Paz e Yomar Asogb\u00e3)<br \/>\n26. Iemanj\u00e1 Rainha do mar (Pedro Amorim e Paulo C\u00e9sar Pinheiro, 2006)<br \/>\n27. Balangand\u00e3 (Paulo D\u00e1filin e Roque Ferreira, 2025)<br \/>\n28. Eu mais ela (Chico C\u00e9sar, 2025)<br \/>\n29. Beira mar (Roberto Mendes e Jos\u00e9 Carlos Capinan, 2006)<br \/>\n30. Diz que fui por a\u00ed (Z\u00e9 K\u00e9tti e Hort\u00eansio Rocha, 1964)<br \/>\n31. Mares da Espanha (Angela Ro Ro, 1979)<br \/>\n32. Gota de sangue (Angela Ro Ro, 1979)<br \/>\n33. Mar e lua (Chico Buarque, 1980)<br \/>\n34. Balada do lado sem luz (Gilberto Gil, 1976)<br \/>\n35. Genipapo absoluto (Caetano Veloso, 1989) \u2013 cita\u00e7\u00e3o de versos da letra<br \/>\n\u266b  Vozes \/ A voz de Nana (texto de Eucana\u00e3 Ferraz)<br \/>\n36. Sussuarana (Heckel Tavares e Luiz Peixoto, 1928)<br \/>\n37. Palavras de Rita (Roberto de Carvalho e Rita Lee, 2025)<br \/>\n38. A for\u00e7a que nunca seca (Chico C\u00e9sar e Vanessa da Mata, 1999)<br \/>\n\u266b  \u201cEu n\u00e3o quero apenas ter visitado este mundo\u201d (texto de Dora Fischer Smith)<br \/>\n39. Rosa dos ventos (Chico Buarque, 1970)<br \/>\n40. Vera Cruz (Xande de Pilares e Paulo C\u00e9sar Feital, 2025)<br \/>\n41. Carcar\u00e1 (Jo\u00e3o do Vale e Jos\u00e9 C\u00e2ndido) \u2013 cita\u00e7\u00e3o de verso<br \/>\nBis<br \/>\n42. Maria Beth\u00e2nia, a menina dos olhos de Oy\u00e1 (Alem\u00e3o do Cavaco, Almyr, Cadu, Lacyr D Mangueira, Paulinho Bandolim e Renan Brand\u00e3o, 2015)<br \/>\n43. Reconvexo (Caetano Veloso, 1989)<br \/>\nMaria Beth\u00e2nia se apresenta com acess\u00f3rios dourados no figurino de Gilda Midani no segundo ato do show \u201860 anos de carreira\u2019<br \/>\nRodrigo Goffredo<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/09\/07\/maria-bethania-renova-a-sonoridade-ao-entrar-no-mar-bravio-das-paixoes-que-agitam-o-show-dos-60-anos-de-carreira.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Beth\u00e2nia arrepia o p\u00fablico na estreia do show \u201860 anos de carreira\u2019 na casa Vivo Rio (RJ) na noite de ontem, 6 de setembro Ricardo Nunes \/ Divulga\u00e7\u00e3o Vivo Rio \u266b OPINI\u00c3O SOBRE SHOW T\u00edtulo: 60 anos de carreira Artista: Maria Beth\u00e2nia Data e local: 6 de setembro na casa Vivo Rio (Rio de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":42121,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-42120","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-entretenimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42120"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42120\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}