{"id":43185,"date":"2025-09-24T15:02:11","date_gmt":"2025-09-24T18:02:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/eis-oito-injusticados-albuns-de-gal-costa-que-voce-deve-ouvir-com-mais-atencao\/"},"modified":"2025-09-24T15:02:11","modified_gmt":"2025-09-24T18:02:11","slug":"eis-oito-injusticados-albuns-de-gal-costa-que-voce-deve-ouvir-com-mais-atencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/eis-oito-injusticados-albuns-de-gal-costa-que-voce-deve-ouvir-com-mais-atencao\/","title":{"rendered":"Eis oito injusti\u00e7ados \u00e1lbuns de Gal Costa que voc\u00ea deve ouvir com mais aten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Capas de \u00e1lbuns de Gal Costa (1945 \u2013  2022), cantora que faria 80 anos na sexta-feira, 26 de setembro<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o \/ Montagem g1<br \/>\n\u266c GAL 80 ANOS \u2013 \u00c9 fato que Gal Costa nem sempre lan\u00e7ou \u00e1lbuns \u00e0 altura da inigual\u00e1vel voz cristalina. Ainda assim, a discografia da cantora baiana muitas vezes foi alvo de injusti\u00e7as por parte da cr\u00edtica e do p\u00fablico. A pr\u00f3pria Gal costumava lembrar em entrevistas que o atualmente incensado \u00e1lbum Cantar (1974) foi recebido com pedras na \u00e9poca do lan\u00e7amento.<br \/>\nRef\u00e9m do pr\u00f3prio passado glorioso do in\u00edcio da discografia solo, tendo lan\u00e7ado sequ\u00eancia de quatro \u00e1lbuns antol\u00f3gicos entre 1969 e 1971, Maria da Gra\u00e7a Costa Penna Burgos (26 de setembro de 1945 \u2013 9 de novembro de 2022) nunca deixou de ser grande cantora nem nos menores t\u00edtulos da discografia.<br \/>\nBasta mencionar os err\u00e1ticos \u00e1lbuns Gal de tantos amores (2001) e Gal bossa tropical (2002) para concluir que a voz sempre reinou sobre todas as coisas boas e ruins. A sublime interpreta\u00e7\u00e3o da valsa-can\u00e7\u00e3o A \u00faltima estrofe (C\u00e2ndido das Neves, 1932) no equivocado \u00e1lbum Gal de tantos amores \u00e9 exemplo de como a voz driblou os erros e se confirmou soberana.<br \/>\n\u266b Por conta dos 80 anos de Gal, festejados na pr\u00f3xima sexta-feira, 26 de setembro, o Blog do Mauro Ferreira inicia hoje s\u00e9rie de posts em homenagem a essa grande e imortal cantora. Para come\u00e7ar, eis uma lista de oito \u00e1lbuns de Gal que nunca s\u00e3o apontados entre os melhores t\u00edtulos da discografia da artista, mas que nem por isso devem ser ignorados:<br \/>\nCapa do \u00e1lbum \u2018Caras &amp; bocas\u2019, de Gal Costa<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266c Caras &amp; bocas (1977) \u2013 Somente o canto de Negro amor, vers\u00e3o em portugu\u00eas de Caetano Veloso e  P\u00e9ricles Cavalcanti para tema folk lan\u00e7ado por Bob Dylan em 1965, j\u00e1 validaria a exist\u00eancia desse \u00e1lbum produzido por Perinho Albuquerque (1946 \u2013 2025) com mix de soul, MPB black e rock (este presente mais na atitude e na ambi\u00eancia do que no som propriamente dito). Foi neste disco que Gal lan\u00e7ou Tigresa, p\u00f4s soul em rock in\u00e9dito da Rita Lee (1947 \u2013 2023) da fase Tutti Fruti (Me recuso), deu voz \u00e0 m\u00fasica tamb\u00e9m in\u00e9dita de Jorge Ben Jor (Minha estrela \u00e9 do Oriente) e apresentou Marina Lima, parceira de Duda Machado em Meu doce amor. A m\u00fasica-t\u00edtulo Caras &amp; bocas \u00e9 parceria de Caetano Veloso com Maria Beth\u00e2nia. de Um grande disco para ser sorvido \u00e0 meia-luz!<br \/>\nCapa do \u00e1lbum \u2018Lua de mel como o diabo gosta\u2019, de Gal Costa<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266c Lua de mel como o diabo gosta (1987) \u2013 Ap\u00f3s dois \u00e1lbuns de grande aceita\u00e7\u00e3o popular, Profana (1984) e Bem bom (1985), Gal foi induzida a dobrar a aposta no tecnopop, mote de um dos t\u00edtulos mais atacados da discografia da cantora. Contudo, a voz estava no auge, como provam os agudos lancinantes do canto onomatopaico de Arara (uma das tr\u00eas m\u00fasicas de Lulu Santos presentes no repert\u00f3rio) e da intepreta\u00e7\u00e3o de Sou mais eu, tema-clich\u00ea dos hitmakers Sullivan &amp; Massadas. A favor de Lua de mel como o diabo gosta, h\u00e1 grande e pouco badalada can\u00e7\u00e3o de Djavan (O vento, parceria com Ronaldo Bastos) e uma balada pop sensual de Milton Nascimento e Fernando Brant (1946 \u2013 2015), Me faz bem, alvo de clipe no programa Fant\u00e1stico. Na faixa final, a grande cantora deita e rola no tom jazzy de Todos os instrumentos, p\u00e9rola de Joyce Moreno.<br \/>\nCapa do \u00e1lbum \u2018Gal\u2019, de 1992<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266c Gal (1992) \u2013 Gal queria registrar o aclamado show Plural (1990) em \u00e1lbum duplo ao vivo. Insens\u00edvel, a dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica da gravadora BMG ignorou a sugest\u00e3o da cantora. Gal ent\u00e3o foi para o est\u00fadio com o produtor Mazzola e fez sofisticado disco de repert\u00f3rio pontuado por m\u00fasicas do show ausentes no \u00e1lbum Plural (1990), como Coisas nossas (Noel Rosa, 1932), Feitio de ora\u00e7\u00e3o (Noel Rosa e Vadico, 1933), Cordas de a\u00e7o (Cartola, 1976), Rumba de Jacarepagu\u00e1 (Haroldo Barbosa, 1947) e Revolta Olodum (Jos\u00e9 Olissan e Domingos S\u00e9rgio, 1989), esta gravada no disco com a base r\u00edtmica do grupo Ra\u00edzes do Pel\u00f4, Entre as novidades, havia Raiz, joia da Bahia preta de Roberto Mendes e Jota Velloso. O \u00e1lbum Gal \u00e9 perfeito, um dos t\u00edtulos mais injustamente desconhecidos da obra da cantora.<br \/>\nCapa do \u00e1lbum \u2018Aquele frevo ax\u00e9\u2019, de Gal Costa<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266c Aquele frevo ax\u00e9 (1998) \u2013 Um ano ap\u00f3s voltar \u00e0s paradas com \u00e1lbum gravado ao vivo na s\u00e9rie Ac\u00fastico MTV em 1997, em reabilita\u00e7\u00e3o comercial que deixou aliviada e satisfeita a gravadora BMG, Gal retornou ao est\u00fadio e fez \u00e1lbum moderno, produzido por Celso Fonseca. Aquele frevo ax\u00e9 surtiu pouco efeito comercial, para desgosto da artista, mas legou p\u00e9rolas como o sambossa baiano de Caetano Veloso com o ent\u00e3o desconhecido C\u00e9zar Mendes que batizou o disco. Assum branco, tema em que Jos\u00e9 Miguel Wisnik dialoga com Asa branca e Assum preto, foi outro destaque de repert\u00f3rio que incluiu abordagem com suingue de Esquadros, can\u00e7\u00e3o de Adriana Calcanhotto, lan\u00e7ada pela autora em 1992. Sert\u00e3o, parceria de Caetano com Moreno Veloso, encerrou outro belo e injusti\u00e7ado disco na trajet\u00f3ria fonogr\u00e1fica de Gal. O esquec\u00edvel hit radiof\u00f4nico do \u00e1lbum foi Que beleza (1975), m\u00fasica do Tim Maia (1942 \u2013 1998) da fase Racional.<br \/>\nCapa do \u00e1lbum \u2018Gal Costa canta Tom Jobim ao vivo\u2019, de Gal Costa<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266c Gal Costa canta Tom Jobim ao vivo (1999) \u2013 Esse songbook de Antonio Carlos Jobim (1927 \u2013 1994) deveria ter sido gravado em est\u00fadio, com a presen\u00e7a de Tom, como chegaram a planejar a cantora e o compositor. Ainda assim, o disco ao vivo resultou interessante, apesar das inc\u00f4modas palmas do p\u00fablico e da tentativa v\u00e3 de transformar Frevo (1958) numa Festa do interior ao fim do show captado em S\u00e3o Paulo (SP). Sob produ\u00e7\u00e3o de Mazzola, Gal trouxe Piano na Mangueira (1992, \u00faltima parceria de Tom com Chico Buarque) para sal\u00e3o de gafieira, reverenciou Jo\u00e3o Gilberto (1931 \u2013 2019) na maciez do canto do samba Desafinado (Tom e Newton Mendon\u00e7a, 1959) e enquadrou temas como Esquecendo voc\u00ea (Tom e Aloysio de Oliveira, 1959) na moldura tradicional do samba-can\u00e7\u00e3o. Diante das circunst\u00e2ncias em que foi feito, o \u00e1lbum Gal Costa canta Tom Jobim ao vivo soa bem bom.<br \/>\nCapa do \u00e1lbum \u2018Todas as coisas e eu\u2019, de Gal Costa<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266c Todas as coisas e eu (2003) \u2013 Os anos 2000 foram a d\u00e9cada mais titubeante da discografia de Gal Costa. A cantora pareceu sem rumo, acomodada, tendo feito discos sem a velha chama. Primeiro e \u00fanico \u00e1lbum gravado por Gal na Indie Records, Todas as coisas e eu \u00e9 disco que reflete esse momento menos  inventivo da artista. Ainda assim, analisado em perspectiva, o \u00e1lbum desce redondo dentro do tradicionalismo da produ\u00e7\u00e3o de Mariozinho Rocha. Com cordas, corre\u00e7\u00e3o e eventual tom seresteiro, Gal d\u00e1 voz a sambas-can\u00e7\u00e3o como Pra machucar meu cora\u00e7\u00e3o (Ary Barroso, 1943), Nervos de a\u00e7o (Lupic\u00ednio Rodrigues, 1947), Algu\u00e9m como tu (Jos\u00e9 Maria de Abreu e Jair Amorim, 1952) e Nossos momentos (Haroldo Barbosa e Lu\u00eds Reis, 1960). Um \u00e1lbum sem um tra\u00e7o sequer de ousadia, tra\u00e7o recorrente na discografia de Gal, mas ainda assim coeso e de beleza atemporal.<br \/>\nCapa do \u00e1lbum \u2018Hoje\u2019, de Gal Costa<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266c Hoje (2005) \u2013 Tentando se renovar, Gal assinou com a gravadora Trama e fez disco mais arejado em que conciliou m\u00fasicas de \u00edcones da MPB como Caetano Veloso (que lhe deu Luto) e Chico Buarque (Embebedado, parceria com Jos\u00e9 Miguel Wisnik) com o cancioneiro de nomes emergentes como Nuno Ramos e Clima. Parceria de Moreno Veloso com Quito Ribeiro, o aliciante samba Um passo \u00e0 frente apareceu no \u00e1lbum Hoje, cuja m\u00fasica-t\u00edtulo \u00e9 assinada por Moreno. Contudo, pairou a sensa\u00e7\u00e3o de que Gal poderia ter ido mais fundo na renova\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio e da sonoridade. Talvez o erro tenha sido confiar a produ\u00e7\u00e3o do disco a C\u00e9sar Camargo Mariano, pianista associado \u00e0 MPB dos anos 1970.<br \/>\nCapa do \u00e1lbum \u2018Gal Costa live at the Blue Note \u2019, de Gal Costa<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266c Gal Costa live at the Blue Note (2007) \u2013 Gravado em show feito pela cantora no Blue Note de Nova York (EUA) em maio de 2006, o \u00e1lbum ao vivo tem repert\u00f3rio dominado pelo cancioneiro de Antonio Carlos Jobim, compositor de nove das 19 m\u00fasicas. Gal tamb\u00e9m canta Ary Barroso (1903  \u2013 1964) e Dorival Caymmi (1914 \u2013 2008) no roteiro moldado para ouvidos gringos habituados ao Brasil do samba e da bossa nova. O standard norte-americano I fall in love too easily (Jule Styne e Sammy Cahn, 1944) foi a novidade na voz de Gal e soou como rever\u00eancia ao cantor e trompetista Chet Baker (1929 \u2013 1988), \u00eddolo da artista.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/09\/24\/eis-oito-injusticados-albuns-de-gal-costa-que-voce-deve-ouvir-com-mais-atencao.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Capas de \u00e1lbuns de Gal Costa (1945 \u2013 2022), cantora que faria 80 anos na sexta-feira, 26 de setembro Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Montagem g1 \u266c GAL 80 ANOS \u2013 \u00c9 fato que Gal Costa nem sempre lan\u00e7ou \u00e1lbuns \u00e0 altura da inigual\u00e1vel voz cristalina. 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