{"id":43619,"date":"2025-10-03T12:00:55","date_gmt":"2025-10-03T15:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/adriana-calcanhotto-desfolha-bandeira-dos-60-anos-como-a-legitima-discipula-modernista-da-cancao-pop-brasileira\/"},"modified":"2025-10-03T12:00:55","modified_gmt":"2025-10-03T15:00:55","slug":"adriana-calcanhotto-desfolha-bandeira-dos-60-anos-como-a-legitima-discipula-modernista-da-cancao-pop-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/adriana-calcanhotto-desfolha-bandeira-dos-60-anos-como-a-legitima-discipula-modernista-da-cancao-pop-brasileira\/","title":{"rendered":"Adriana Calcanhotto desfolha bandeira dos 60 anos como a leg\u00edtima disc\u00edpula modernista da can\u00e7\u00e3o pop brasileira"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Nascida em 3 de outubro de 1965, Adriana Calcanhotto chega hoje aos 60 anos<br \/>\nLeo Aversa \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266b AN\u00c1LISE<br \/>\n\u266c Adriana Calcanhotto desfolha hoje a bandeira dos 60 anos. Nascida em 3 de outubro de 1965, em Porto Alegre (RS), a ga\u00facha mais cosmopolita e tropicalista da m\u00fasica brasileira se torna sexagen\u00e1ria com a aura de modernidade que caracteriza o som e a imagem da cantora, compositora e violonista.<br \/>\nHouve um ou outro disco errante no caminho que deu no mar do Rio de Janeiro (RJ) em fins dos anos 1980, sobretudo o inicial Engui\u00e7o (1990), mas o saldo da obra \u00e9 positivo, gigante.<br \/>\nSob o manto modernista, Calcanhotto foi capaz de abrigar tanto um trip hop ancorado na Bahia preta (Ogunt\u00e9, m\u00fasica lan\u00e7ada em 2019 no \u00e1lbum Margem) como uma can\u00e7\u00e3o tristonha de Leno &amp; Lilian, dupla da Jovem Guarda da qual a cantora se apropriou da balada Devolva-me (1966) em disco ao vivo editado no ano 2000.<br \/>\nCalcanhotto sempre andou pelo mundo prestando aten\u00e7\u00e3o no que toca na r\u00e1dios e playlists, na \u00faltima novidade apontada pela imprensa musical cult e na produ\u00e7\u00e3o dos poetas. Tudo \u00e9 mat\u00e9ria-prima que pode ser liquidificada no caldeir\u00e3o pop p\u00f3s-tropicalista da artista.<br \/>\nEm cena desde 1986, ano em que p\u00f4s em cena na Porto Alegre (RS) natal o show Sei que estou errada, Adriana Calcanhotto se aproxima dos 40 anos de carreira sem perda do prestigio. Por se escorar no romantismo da can\u00e7\u00e3o nacional, madeira de lei que nenhum modismo corr\u00f3i, a mulher do Pau Brasil construiu discografia s\u00f3lida em que sobressaem os \u00e1lbuns Senhas (1992), A f\u00e1brica do poema (1994) e Maritmo (1998), trilogia matricial e autoral que ancora e norteia tudo o que foi feito depois pela artista.<br \/>\nPor destilar a sofr\u00eancia com eleg\u00e2ncia, sem resvalar no melodrama inapropriado para a voz fina de tonalidade suave, Calcanhotto ofereceu abordagem depurada do amargurado cancioneiro do compositor conterr\u00e2neo Lupic\u00ednio Rodrigues (1914 \u2013 1974) no \u00e1lbum ao vivo e DVD Loucura (2015), decorrentes de show apresentado pela cantora para celebrar o centen\u00e1rio de nascimento de Lupi.<br \/>\nA artista sempre transitou com sofistica\u00e7\u00e3o entre a vanguarda \u2013 mote de \u00e1lbuns como Cantada (2002), no qual ela se juntou para sempre \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos como Domenico Lancelotti e Moreno Veloso \u2013 e a can\u00e7\u00e3o popular.<br \/>\nSem fronteiras est\u00e9ticas, Calcanhotto se deixou pegar pelo micr\u00f3bio do samba, entrou na roda infantil \u2013 sob o heter\u00f4nimo Adriana Partimpim e, como tal, sair\u00e1 em turn\u00ea pelo Brasil a partir deste m\u00eas de outubro de 2025 com o show O quarto no palco \u2013 e se tornou nome recorrente na ficha t\u00e9cnica dos discos de Maria Beth\u00e2nia desde \u00c2mbar (1996).<br \/>\nEnfim, Calcanhotto parece entrar na casa dos 60 anos com tudo aceso nela, tudo plugado, conectando a m\u00fasica brasileira de A a Z como leg\u00edtima disc\u00edpula, herdeira e estilista modernista da geleia geral da can\u00e7\u00e3o nacional. A artista parece pronta para as novas manh\u00e3s tropicais que iniciam a partir de hoje, dia dos 60 anos da mulher do Pau Brasil.<br \/>\nSe a tristeza da can\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre um porto seguro, como provam exitosas baladas autorais como Mentiras (1992) e Metade (1994) a alegria do samba \u00e9 a prova dos nove que tempera os banquetes de signos e biscoitos finos servidos pela j\u00e1 sexagen\u00e1ria Adriana Calcanhotto \u00e0s massas em quase 40 anos de carreira. Como diria o apresentador Chacrinha (1917 \u2013 1988), tropicalista de primeira hora nos programas de audit\u00f3rio, palmas para ela que ela merece!<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/10\/03\/adriana-calcanhotto-desfolha-bandeira-dos-60-anos-como-a-legitima-discipula-modernista-da-cancao-pop-brasileira.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em 3 de outubro de 1965, Adriana Calcanhotto chega hoje aos 60 anos Leo Aversa \/ Divulga\u00e7\u00e3o \u266b AN\u00c1LISE \u266c Adriana Calcanhotto desfolha hoje a bandeira dos 60 anos. 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