{"id":44546,"date":"2025-10-21T12:03:24","date_gmt":"2025-10-21T15:03:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/brazil-core-a-estetica-periferica-e-tropical-que-faz-sucesso-entre-estrangeiros\/"},"modified":"2025-10-21T12:03:24","modified_gmt":"2025-10-21T15:03:24","slug":"brazil-core-a-estetica-periferica-e-tropical-que-faz-sucesso-entre-estrangeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/brazil-core-a-estetica-periferica-e-tropical-que-faz-sucesso-entre-estrangeiros\/","title":{"rendered":"\u2018Brazil Core\u2019: a est\u00e9tica perif\u00e9rica e tropical que faz sucesso entre estrangeiros"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Veja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1<br \/>\nUma r\u00e1pida busca por \u201cBrazil Core\u201d nas redes sociais \u2014 do TikTok ao Instagram, passando pelos moodboards do Pinterest \u2014 revela os elementos que comp\u00f5em uma est\u00e9tica supostamente brasileira.<br \/>\nEntre cores vibrantes, v\u00eddeos de moda, fotos de paisagens e s\u00edmbolos que transitam entre o popular e o estereot\u00edpico, surgem clich\u00eas que transformam o imagin\u00e1rio coletivo em imagens concretas e compartilh\u00e1veis.<br \/>\nA tal est\u00e9tica brasileira n\u00e3o \u00e9 exatamente nova. No ver\u00e3o europeu, que terminou em setembro, ela reapareceu com for\u00e7a, com desfiles, editoriais e hashtags bombando nas redes.<br \/>\n\u2018Brazil Core\u2019<br \/>\nCaroline Souza\/BBC News Brasil<br \/>\nComo toda trend c\u00edclica, volta e meia retorna \u2014 e tudo indica que deve ganhar novo f\u00f4lego com a Copa do Mundo no pr\u00f3ximo ano. Desde 2017, a camisa verde e amarela da sele\u00e7\u00e3o de futebol j\u00e1 come\u00e7ava a aparecer em produ\u00e7\u00f5es fashionistas nos Estados Unidos e em v\u00e1rias partes da Europa.<br \/>\nMas h\u00e1 um detalhe importante: muitos dos elementos hoje celebrados pelos \u201cgringos\u201d t\u00eam origem no que se chama de moda de favela, como chinelos Havaianas, estampas tropicais e o uso de acess\u00f3rios coloridos e vistosos.<br \/>\n\u201cSempre foi uma est\u00e9tica perif\u00e9rica, mas durante muito tempo foi vista como \u2018cafona\u2019, \u2018coisa de pobre\u2019. Quando a moda global se apropria, transforma em produto valorizado\u201d, descreve Thais Farage, consultora de estilo e pesquisadora em moda e g\u00eanero.<br \/>\nEspecialistas em moda ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que a tend\u00eancia batizada de Brazil Core tem duas faces: por um lado, valoriza elementos culturais e pode servir de convite para um olhar mais atento e curioso ao Brasil, refor\u00e7ando seu soft power; por outro, corre o risco de se tornar uma exporta\u00e7\u00e3o vazia, sustentada em estere\u00f3tipos e com tra\u00e7os de apropria\u00e7\u00e3o cultural.<br \/>\nO soft power \u00e9 a capacidade de pa\u00edses influenciarem rela\u00e7\u00f5es internacionais e intensificarem trocas comerciais atrav\u00e9s da sedu\u00e7\u00e3o de produtos como filmes, m\u00fasica, moda, m\u00eddia e turismo.<br \/>\nMi Medrado, antrop\u00f3loga baseada em Los Angeles, com doutorado e pesquisa sobre produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o da moda no Sul Global, diz o seguinte: \u201cA repeti\u00e7\u00e3o desses elementos cria um di\u00e1logo hist\u00f3rico e reflexivo, levando em conta g\u00eanero, classe e ra\u00e7a. Mas, ao mesmo tempo, nem sempre gera uma cr\u00edtica que realmente repense ou reorganize esse imagin\u00e1rio que muitas vezes \u00e9 apropriado de forma inadequada\u201d.<br \/>\nFarage complementa que as redes sociais muitas vezes promovem \u201cuma exporta\u00e7\u00e3o de uma est\u00e9tica, e n\u00e3o de uma cultura\u201d. \u201cAcho que \u00e9 a parte que a gente se ressente um pouco aqui no Brasil. Ent\u00e3o, \u00e9 um verde e amarelo. Tenho certeza que, se cri\u00e1ssemos uma pesquisa, teria gente que nem sabe direito onde \u00e9 o Brasil. \u00c9 muito mais pela est\u00e9tica.\u201d<br \/>\n\u201cA moda embala as coisas e as vende como produto qualquer coisa, assim como a est\u00e9tica punk, hippie, a est\u00e9tica indiana\u2026 Que s\u00e3o bastante identit\u00e1rias e \u00e0s vezes questionadas como apropria\u00e7\u00e3o cultural. A moda consegue transformar isso em uma tend\u00eancia esvaziada de sentido.\u201d<br \/>\nPor outro lado, diz a consultora, h\u00e1 uma faceta positiva: \u201cO melhor \u00e9 quando conseguimos associar essa est\u00e9tica a empresas e projetos que realmente valorizem nossa cultura e fortale\u00e7am a nossa economia.\u201d<br \/>\nAs ondas do Brazilian Core<br \/>\nT\u00eanis coloridos, estampas de rua inspiradas em grafites, roupas com elementos artesanais das favelas e acess\u00f3rios chamativos \u2014 junto a s\u00edmbolos tropicais, corpos bronzeados e silhuetas diversas \u2014 ganham uma aura cool que, como toda tend\u00eancia de moda, \u00e9 reavivada em ondas pelo olhar estrangeiro.<br \/>\nEm 2022, ano da Copa do Mundo, e no ano seguinte, a trend continuou forte.<br \/>\n\u201cEstourou essa est\u00e9tica de novo, depois de um hiato importante. Para os brasileiros, havia uma quest\u00e3o de retomada dos s\u00edmbolos nacionais\u201d, afirma Thais Farage.<br \/>\nSegundo ela, nesse per\u00edodo a bandeira do Brasil e a camisa da sele\u00e7\u00e3o haviam sido apropriadas por grupos de extrema-direita, perdendo parte do seu car\u00e1ter de s\u00edmbolo nacional e ganhando uma conota\u00e7\u00e3o pol\u00edtica conservadora.<br \/>\nA Copa funcionou, ent\u00e3o, como um momento de resgate desses \u00edcones.<br \/>\nFarage relembra que, entre 2022 e 2023, vimos, por exemplo, a cantora espanhola Rosal\u00eda usando bon\u00e9 da marca brasileira Misci, e a grife Jacquemus gravando uma campanha nas praias cariocas.<br \/>\nUm post de Hailey Bieber, modelo e esposa do cantor Justin Bieber, que tem fam\u00edlia brasileira, usando um croptop do Brasil com uma lata do refrigerante Guaran\u00e1 ao fundo, se tornou um exemplo de como essa est\u00e9tica ganhou ainda mais f\u00f4lego na cultura pop internacional.<br \/>\n\u201cTamb\u00e9m teve a marca Corteiz, de streetwear, recriando a camisa da sele\u00e7\u00e3o usada na Copa de 2002, fazendo campanhas nas favelas e colocando Ronaldo como garoto-propaganda. O sucesso foi grande, mas as pe\u00e7as foram vendidas apenas nos Estados Unidos e na Europa, n\u00e3o no Brasil. O caso simboliza como a est\u00e9tica Brazilian Core \u2014 origin\u00e1ria das favelas, perif\u00e9rica no Brasil \u2014 \u00e9 apropriada para consumo internacional, transformando c\u00f3digos e s\u00edmbolos brasileiros em produtos de moda, sem necessariamente engajar com o p\u00fablico brasileiro\u201d, diz Farage.<br \/>\n\u2018Havaianas, mas no estilo Copenhagen?<br \/>\nNo TikTok, a hashtag \u201cCopenhagen way\u201d ajudou a transformar as Havaianas em s\u00edmbolo de sofistica\u00e7\u00e3o minimalista.<br \/>\nDesfiladas em vers\u00f5es combinadas com alfaiataria durante a Copenhagen Fashion Week, realizada em agosto passado na capital da Dinamarca, as sand\u00e1lias brasileiras viraram objeto de desejo internacional \u2014 e s\u00f3 ent\u00e3o passaram a ser reinterpretadas no Brasil fora do contexto praiano.<br \/>\n\u201cFoi depois de Copenhague usar Havaianas com alfaiataria que se come\u00e7ou a considerar o chinelo em ambientes urbanos mais formais aqui\u201d, observa a consultora Thais Farage.<br \/>\n\u201cNo Brasil, sempre foi comum nas praias do Nordeste ou do Rio, mas n\u00e3o era aceito em contextos de maior formalidade. Precisamos validar nossos s\u00edmbolos por conta pr\u00f3pria, sem esperar a chancela europeia ou americana.\u201d<br \/>\nSegundo ela, essa busca constante por aprova\u00e7\u00e3o externa n\u00e3o \u00e9 recente. \u201cNo s\u00e9culo 19, por exemplo, a elite brasileira se vestia copiando os folhetins franceses. Essa depend\u00eancia est\u00e9tica \u00e9 hist\u00f3rica. O topo da pir\u00e2mide social ainda \u00e9 euroc\u00eantrico e copiona\u201d, afirma.<br \/>\nA Havaianas \u00e9 um dos maiores cases de sucesso da exporta\u00e7\u00e3o da \u201cimagem brasileira\u201d para fora. Entre lojas f\u00edsicas permanentes, pop-ups e e-commerces, a marca hoje est\u00e1 presente em mais de 100 pa\u00edses.<br \/>\nPara Farage, a chave est\u00e1 em reverter esse olhar: \u201cA grande sacada \u00e9 enxergar a inova\u00e7\u00e3o que j\u00e1 existe nas periferias, nas comunidades ind\u00edgenas, nos quilombos. Esses espa\u00e7os s\u00e3o fonte de c\u00f3digos e s\u00edmbolos nossos, que podem ser validados por n\u00f3s mesmos.\u201d<br \/>\nPara Gabriel Oliveira, diretor de branding da Farm, \u201co Brasil viveu um certo isolamento \u2014 f\u00edsico, lingu\u00edstico e at\u00e9 cultural \u2014 que nos fez olhar muito para dentro\u201d.<br \/>\n\u201cAo mesmo tempo, temos um desejo forte de reconhecimento externo, algo que esbarra na ideia do \u2018complexo de vira-lata\u2019. No fundo, n\u00e3o \u00e9 apenas sobre buscar valida\u00e7\u00e3o estrangeira. Queremos que o mundo perceba o quanto valorizamos o que temos aqui. A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de amor profundo com nossa cultura\u201d, diz Oliveira.<br \/>\nA Farm tem 23 lojas fora do Brasil: sete nos Estados Unidos, seis na Fran\u00e7a, seis no Reino Unido e uma em cada um dos seguintes pa\u00edses: It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Emirados \u00c1rabes Unidos e M\u00e9xico<br \/>\nA antrop\u00f3loga Mi Medrado amplia o debate ao propor a ideia de dois \u201cBrasis\u201d: um com \u201cS\u201d e outro com \u201cZ\u201d.<br \/>\n\u201cO Brasil com \u2018Z\u2019 \u00e9 o que circula no imagin\u00e1rio internacional e muitas vezes desconhece o Brasil com \u2018S\u2019 \u2014 esse Brasil real, diverso, popular. O estrangeiro, \u00e0s vezes, se interessa justamente por esse Brasil com \u2018S\u2019, mas de um jeito quase tur\u00edstico, como quem faz um \u2018safari\u2019 pelas periferias\u201d, explica.<br \/>\nPara ela, as redes sociais bagun\u00e7aram esse jogo, abrindo espa\u00e7o para uma disputa de narrativas. \u201cDe um lado, o Brasil com \u2018Z\u2019, estilizado e distante; de outro, o Brasil com \u2018S\u2019, mais complexo e contradit\u00f3rio, que passa a ter chance de ser visto e reivindicar protagonismo.\u201d<br \/>\nO papel do consumidor e das marcas brasileiras<br \/>\nEspecialistas ouvidos pela reportagem afirmam que a aten\u00e7\u00e3o internacional ao Brazil Core pode abrir espa\u00e7o para mudan\u00e7as positivas no mercado interno e no olhar dos consumidores brasileiros.<br \/>\nO desafio, dizem, \u00e9 valorizar s\u00edmbolos e est\u00e9ticas pr\u00f3prias sem depender exclusivamente da chancela estrangeira.<br \/>\nThais Farage acredita que a virada est\u00e1 em olhar para as periferias, comunidades ind\u00edgenas e quilombolas. \u201c\u00c9 nesses espa\u00e7os que h\u00e1 inova\u00e7\u00e3o e s\u00edmbolos genuinamente brasileiros que podemos valorizar\u201d, afirma.<br \/>\nEla cita marcas que conseguem se apropriar das cores e da diversidade do pa\u00eds de forma consciente: \u201cGosto de mencionar a Missy, que produz um luxo de fato brasileiro, com identidade visual pr\u00f3pria e valorizando a m\u00e3o de obra nacional. O Brasil \u00e9 rico em marcas e designers originais que fazem moda brasileira, h\u00e1 muita gente legal, seja em acess\u00f3rios ou vestu\u00e1rio\u201d.<br \/>\nMi Medrado, antrop\u00f3loga baseada em Los Angeles, tamb\u00e9m menciona exemplos concretos de estilistas que materializam essa perspectiva.<br \/>\n\u201cIsaac Silva traz elementos de religiosidade afrobrasileira e tradi\u00e7\u00f5es culturais em seus desfiles, como Festa Junina, desafiando cr\u00edticas que questionavam seu entendimento de moda. Outro exemplo \u00e9 a D\u2019Alessandro, que incorporou elementos como folha de banana em suas pe\u00e7as, ressignificando s\u00edmbolos brasileiros a partir de uma perspectiva interna e aut\u00f4noma, n\u00e3o pelo olhar estrangeiro.\u201d<br \/>\nFarage ressalta ainda que o Brasil \u00e9 grande demais para ser reduzido a uma est\u00e9tica s\u00f3.<br \/>\n\u201cA Dengo, por exemplo, faz chocolate de alt\u00edssima qualidade extra\u00eddo da Bahia, com storytelling brasileiro que celebra um Brasil complexo e diverso. A Farm tamb\u00e9m conseguiu criar estampas \u00fanicas e autorais, despertando identifica\u00e7\u00e3o tanto dentro quanto fora do pa\u00eds. Precisamos de muitas tradu\u00e7\u00f5es e cria\u00e7\u00f5es com cara de Brasil.\u201d<br \/>\nGabriel Oliveira, diretor de branding da Farm, diz: \u201cO Brasil \u00e9 riqu\u00edssimo em est\u00e9tica, m\u00fasica, espiritualidade e miscigena\u00e7\u00e3o. Antecipamos uma mistura que o mundo s\u00f3 agora come\u00e7a a viver, e j\u00e1 colhemos frutos disso. Por isso acredito que o movimento de enaltecimento da cultura brasileira est\u00e1 muito longe de ser apenas uma moda\u201d.<br \/>\nEle considera que, dentro do recorte da marca, \u00e9 poss\u00edvel despertar orgulho e identifica\u00e7\u00e3o: \u201cClaro que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel representar todos os brasileiros, mas o que mostramos j\u00e1 gera conex\u00e3o \u2014 tanto em quem \u00e9 brasileiro quanto em quem descobre o pa\u00eds de fora.\u201d<br \/>\nEst\u00e9tica brasileira al\u00e9m da moda<br \/>\nA amplifica\u00e7\u00e3o das redes sociais permitiu que o \u201cBrazil core\u201d n\u00e3o se limitasse ao aspecto visual. A est\u00e9tica se expande para outros campos da cultura, incorporando o funk, a musicalidade tropical e at\u00e9 mesmo os memes, que projetam o senso de humor brasileiro para o mundo digital.<br \/>\nMi Medrado, antrop\u00f3loga, destaca que moda e m\u00fasica caminham juntas na constru\u00e7\u00e3o dessa narrativa.<br \/>\n\u201cO visual e a m\u00fasica andam de m\u00e3os dadas, construindo hist\u00f3rias que ocupam espa\u00e7o e desafiam o apagamento hist\u00f3rico\u201d, afirma.<br \/>\nPara ela, o Brazilian core \u00e9 tamb\u00e9m \u201cum processo de resist\u00eancia e de constru\u00e7\u00e3o social de novas narrativas, resgatando debates sobre marginaliza\u00e7\u00e3o e silenciamento\u201d.<br \/>\nEla diz que esse movimento se reflete em vertentes como a moda de favela, a moda preta e o design preto, que carregam est\u00e9tica e hist\u00f3ria de comunidades tradicionalmente subjugadas.<br \/>\nUm exemplo, segundo Medrado, est\u00e1 na cantora Anitta: \u201cQuando Anitta mostra, no clipe Girl from Rio, \u2018o que \u00e9 o Brasil\u2019 usando uma batida de bossa nova, ela cria uma mistura desses Brasis, embora eles sejam extremamente distantes e desiguais. Minha impress\u00e3o \u00e9 que, de certa forma, Anitta responde a um anseio que Carmen Miranda j\u00e1 tinha na d\u00e9cada de 1940.\u201d<br \/>\nPara Thais Farage, pesquisadora de moda e g\u00eanero, essa intersec\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 novidade. \u201cA moda \u00e9 parte indissoci\u00e1vel da cultura material. N\u00e3o existe moda sem m\u00fasica. Esse casamento \u00e9 muito antigo. Nos anos 1990, essa linha ficou ainda mais borrada, com grandes modelos participando de videoclipes.\u201d<br \/>\nFarage acredita que a expans\u00e3o do funk, especialmente via redes sociais, abre caminhos de resist\u00eancia e tamb\u00e9m de mercado.<br \/>\n\u201cEu acredito que esse momento do Brazilian core pode ser usado para discutir a descriminaliza\u00e7\u00e3o do funk. Como pensar pautas de g\u00eanero dentro dele, o racismo. \u00c9 positivo ver o funk circulando no mundo, porque \u00e9 uma forma de sair da periferia. Ao mesmo tempo, as m\u00fasicas tocadas nas redes sociais ajudam os m\u00fasicos \u2014 o estouro da Anitta no funk \u00e9 um exemplo claro. Ent\u00e3o, existem dois lados nessa conversa.\u201d<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tecnologia\/noticia\/2025\/10\/21\/brazil-core-a-estetica-periferica-e-tropical-que-faz-sucesso-entre-estrangeiros.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1 Uma r\u00e1pida busca por \u201cBrazil Core\u201d nas redes sociais \u2014 do TikTok ao Instagram, passando pelos moodboards do Pinterest \u2014 revela os elementos que comp\u00f5em uma est\u00e9tica supostamente brasileira. 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