{"id":45084,"date":"2025-11-03T06:02:01","date_gmt":"2025-11-03T09:02:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/mestres-do-fogo-as-queimadas-que-salvam-vidas-no-cerrado\/"},"modified":"2025-11-03T06:02:01","modified_gmt":"2025-11-03T09:02:01","slug":"mestres-do-fogo-as-queimadas-que-salvam-vidas-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/mestres-do-fogo-as-queimadas-que-salvam-vidas-no-cerrado\/","title":{"rendered":"Mestres do fogo: as queimadas que salvam vidas no Cerrado"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Quilombolas fazem queima prescrita na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Jalap\u00e3o<br \/>\nBBC<br \/>\nCaminhonetes com brigadistas avan\u00e7am entre labaredas na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Serra Geral do Tocantins, no Jalap\u00e3o.<br \/>\nMas, ao contr\u00e1rio do que se poderia supor, os brigadistas n\u00e3o tentam conter o fogo \u2013 foram eles que o provocaram.<br \/>\n\u201cEste aqui \u00e9 um fogo bom, manso, brando\u201d, diz o brigadista Deusimar Cardoso, de 46 anos.<br \/>\nAs chamas avan\u00e7am lentamente e, logo depois que passam, pode-se pisar nas cinzas sem queimar os p\u00e9s.<br \/>\nEstamos no in\u00edcio de maio, e a cena faz parte de uma queima conduzida pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o de Biodiversidade), o \u00f3rg\u00e3o do governo respons\u00e1vel pela prote\u00e7\u00e3o de parques federais.<br \/>\n\u201cQuando for umas nove da noite, este fogo vai morrer sozinho com o sereno\u201d, diz Cardoso.<br \/>\nNaquele dia, o grupo executava uma pol\u00edtica que est\u00e1 revolucionando a forma de prevenir inc\u00eandios no Brasil e \u00e9 tema do document\u00e1rio \u201cMestres do fogo: as queimadas salvam vidas no Cerrado\u201d, publicado no canal da BBC News Brasil no YouTube.<br \/>\nA pr\u00e1tica consiste em realizar queimadas de baixa intensidade para evitar grandes inc\u00eandios no auge da seca, quando o fogo \u00e9 bem mais destrutivo.<br \/>\nA estrat\u00e9gia busca limitar a quantidade dispon\u00edvel de capim seco, material bastante inflam\u00e1vel presente no Cerrado.<br \/>\nQueimando-se a vegeta\u00e7\u00e3o dessa forma, diz Cardoso, garante-se que os animais escapem e que a \u00e1rea n\u00e3o seja consumida por um inc\u00eandio pelos pr\u00f3ximos dois anos.<br \/>\nIsso porque, nesse per\u00edodo, o capim queimado estar\u00e1 em regenera\u00e7\u00e3o, ainda verde, e n\u00e3o pegar\u00e1 fogo. Assim, a queima criar\u00e1 nessa \u00e1rea uma esp\u00e9cie de aceiro \u2013 uma barreira anti-inc\u00eandio.<br \/>\nDepois do segundo ano, o capim voltar\u00e1 a ficar seco e ter\u00e1 de ser queimado outra vez.<br \/>\nJalap\u00e3o abriga maior \u00e1rea protegida de Cerrado no Brasil<br \/>\nBBC<br \/>\nTamb\u00e9m chamadas de queimas prescritas, as a\u00e7\u00f5es costumam ser realizadas no in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o seca, quando as condi\u00e7\u00f5es permitem controlar o fogo sem que ele se alastre al\u00e9m do planejado.<br \/>\nPresente na equipe, o bi\u00f3logo Marco Borges, servidor do ICMBio e chefe daquela esta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica h\u00e1 11 anos, diz que s\u00e3o queimados pequenos trechos de cada vez para que se forme um \u201cmosaico com diferentes idades de queimas\u201d.<br \/>\n\u201cAqui tem espa\u00e7o para todo tipo de vida: esp\u00e9cies que gostam de fogo com mais frequ\u00eancia ficam numa regi\u00e3o que tem mais fogo, e as que preferem menos frequ\u00eancia, em outra\u201d, explica.<br \/>\nA estrat\u00e9gia come\u00e7ou a ser aplicada na esta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica em 2014. Desde ent\u00e3o, Borges diz que os inc\u00eandios ali, que antes consumiam at\u00e9 100 mil hectares em um \u00fanico evento, hoje raramente alcan\u00e7am 3 mil hectares.<br \/>\nConflitos com quilombolas<br \/>\nO morador quilombola Manoel Ramos de Jesus critica \u00f3rg\u00e3os ambientais por terem proibido queimadas no Jalap\u00e3o<br \/>\nFelix Lima\/BBC<br \/>\nMas o mesmo ICMBio que hoje difunde as queimas controladas adotava uma pol\u00edtica de \u201cfogo zero\u201d no Jalap\u00e3o n\u00e3o muito tempo atr\u00e1s.<br \/>\n\u201cFoi a pior \u00e9poca que teve\u201d, lembra Manoel Ramos de Jesus, de 61 anos e membro da comunidade quilombola do Rio Novo.<br \/>\nPor quase dois s\u00e9culos, diz Jesus, descendentes de pessoas que fugiram da escravid\u00e3o viveram isoladas no Jalap\u00e3o, criando o gado solto na vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Cerrado e usando o fogo para renovar as pastagens naturais.<br \/>\nAt\u00e9 que, a partir de 2001, foram criadas unidades de conserva\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Hoje elas totalizam 3 milh\u00f5es de hectares \u2013 \u00e1rea pouco maior que a de Alagoas \u2013 e constituem a maior \u00e1rea protegida de Cerrado do Brasil.<br \/>\nJesus diz que o estabelecimento das reservas sobre os territ\u00f3rios das comunidades impactou os modos de vida locais, j\u00e1 que os \u00f3rg\u00e3os ambientais proibiram as queimas e a cria\u00e7\u00e3o de gado.<br \/>\n\u201cEles tinham que chegar aqui, sentar com a gente e perguntar, mas eles n\u00e3o fizeram isso\u201d, diz Jesus.<br \/>\n\u201cEles chegaram e disseram \u2018n\u00e3o vai ter fogo mais, de maneira nenhuma&#8217;\u201d, afirma.<br \/>\nJesus diz que muitas fam\u00edlias resolveram ir embora com seus rebanhos, e as que ficaram tentaram convencer os agentes ambientais de que a estrat\u00e9gia era perigosa. Argumentam que, sem o fogo, o capim seco se acumularia, ampliando o risco de inc\u00eandios.<br \/>\n\u201cForam quatro anos sem o Jalap\u00e3o queimar\u201d, diz Jesus. \u201cA\u00ed, quando queimou, n\u00e3o deram conta de apagar.\u201d<br \/>\nO primeiro grande inc\u00eandio, segundo ele, ocorreu em 2004. Come\u00e7ou no lix\u00e3o de uma cidade vizinha e rapidamente alcan\u00e7ou as \u00e1reas protegidas, provocando grande destrui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO morador Deusimar Cardoso diz ter visto v\u00e1rios animais que morreram incinerados naquele inc\u00eandio.<br \/>\n\u201cQual bicho vai conseguir correr 100 quil\u00f4metros para escapar de um fogo desses?\u201d, questiona.<br \/>\nMesmo assim, as queimas quilombolas continuaram proibidas \u2013 e outros grandes inc\u00eandios atingiram o Jalap\u00e3o nos anos seguintes.<br \/>\nNa comunidade quilombola Rio Novo, o morador Tadeu Ribeiro Alves diz que uma vizinha morreu em 2014 ap\u00f3s passar v\u00e1rios dias combatendo um inc\u00eandio que se aproximava das casas. Ele diz acreditar que ela se intoxicou com a fuma\u00e7a, embora a causa da morte jamais tenha sido divulgada.<br \/>\nOutro inc\u00eandio quase destruiu a casa de Alves. \u201cSe n\u00e3o fosse um filho meu estar em cima [do telhado] com a \u00e1gua e n\u00e3o deixar faltar, tinha queimado\u201d, conta.<br \/>\nHoje, s\u00e3o feitas queimas prescritas peri\u00f3dicas em volta da comunidade, e os inc\u00eandios deixaram de alcan\u00e7ar as resid\u00eancias.<br \/>\n\u201cSem esse fogo [preventivo] n\u00e3o tem como viver aqui, fica muito perigoso\u201d, ele diz.<br \/>\nA experi\u00eancia australiana<br \/>\nMas foi s\u00f3 depois de uma expedi\u00e7\u00e3o de servidores brasileiros \u00e0 Austr\u00e1lia em 2014 que a postura anti-fogo dos \u00f3rg\u00e3os ambientais come\u00e7ou a ser revista.<br \/>\nPor duas semanas, agentes ambientais do ICMBio e do Naturatins (\u00f3rg\u00e3o ambiental tocantinense) que atuavam no Jalap\u00e3o viram como comunidades abor\u00edgenes realizavam queimadas para prevenir inc\u00eandios com a autoriza\u00e7\u00e3o do governo australiano. L\u00e1, a estrat\u00e9gia vinha dando excelentes resultados.<br \/>\nEm relat\u00f3rio sobre a expedi\u00e7\u00e3o, a analista ambiental do ICMBio Ana Carolina Sena Barradas escreveu que aquela viagem \u201cabriu-me os olhos para a necessidade emergente de valoriza\u00e7\u00e3o e resgate dos costumes e saberes tradicionais\u201d dos quilombolas do Jalap\u00e3o.<br \/>\n\u201cAli houve uma mudan\u00e7a de chave\u201d, lembra Marco Borges, do ICMBio.<br \/>\nEle diz que, at\u00e9 ent\u00e3o, o \u00f3rg\u00e3o se inspirava nas diretrizes ambientais dos Estados Unidos e de v\u00e1rios pa\u00edses europeus, onde o fogo na natureza \u00e9 visto como algo a ser evitado a todo custo.<br \/>\n\u201cQuando come\u00e7amos a abrir nossa mente para o manejo do fogo na Austr\u00e1lia e na \u00c1frica, que t\u00eam uma vegeta\u00e7\u00e3o e um clima mais parecidos com os nossos, tudo mudou\u201d, ele diz.<br \/>\nO Jalap\u00e3o se tornou ent\u00e3o a primeira regi\u00e3o do Brasil a implementar o chamado Manejo Integrado do Fogo (MIF), uma estrat\u00e9gia em que \u00f3rg\u00e3os ambientais e comunidades locais passam a usar o fogo de forma planejada e coordenada para evitar inc\u00eandios e manter atividades tradicionais.<br \/>\nNo caso dos quilombolas do Jalap\u00e3o, as queimas tamb\u00e9m s\u00e3o feitas para abrir ro\u00e7as e renovar as pastagens naturais para o gado, atividade que hoje \u00e9 autorizada em pequena escala. Os bois s\u00e3o criados soltos, em meio \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<br \/>\nPara os quilombolas, ali\u00e1s, o gado tamb\u00e9m colabora com a preven\u00e7\u00e3o aos inc\u00eandios ao ajudar a manter o capim baixo. \u201cEles s\u00e3o nossos aliados contra o fogo ruim\u201d, diz Deusimar Cardoso, referindo-se aos inc\u00eandios.<br \/>\nDiante dos resultados positivos no Jalap\u00e3o, as queimas prescritas e controladas j\u00e1 v\u00eam sendo aplicada em v\u00e1rios outros parques do Cerrado, Pampa, Pantanal e em \u00e1reas campestres da Amaz\u00f4nia.<br \/>\nAinda n\u00e3o h\u00e1 dados abrangentes sobre o impacto da pol\u00edtica, mas, segundo o  coordenador de Manejo Integrado do Fogo do ICMBio, Jo\u00e3o Paulo Morita, houve de forma geral uma \u201credu\u00e7\u00e3o na severidade e na ocorr\u00eancia de grandes inc\u00eandios\u201d nos locais onde foi implantada.<br \/>\nConforme a t\u00e9cnica passou a ser difundida, o ICMBio come\u00e7ou a diferenciar em seus registros os tipos de fogo que atingem \u00e1reas protegidas.<br \/>\nAgora, o registro de um grande n\u00famero de fogos no Cerrado no in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o seca n\u00e3o \u00e9 mais necessariamente motivo para alarme: se eles foram intencionais, causados por queimas controladas ou prescritas, podem ser positivos e ajudar a evitar inc\u00eandios.<br \/>\nSegundo a legisla\u00e7\u00e3o, queimas controladas consistem no uso planejado do fogo para \u201cfins agrossilvipastoris\u201d, como a renova\u00e7\u00e3o de pastagens ou abertura de ro\u00e7as.<br \/>\nQueimas prescritas, por sua vez, consistem no uso do fogo para \u201cfins de conserva\u00e7\u00e3o, pesquisa ou manejo\u201d, como a preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios.<br \/>\nJ\u00e1 em florestas \u00famidas, como as que predominam na Amaz\u00f4nia e na Mata Atl\u00e2ntica, queimas n\u00e3o s\u00e3o indicadas, pois o fogo \u00e9 bem mais destrutivo nesses ambientes.<br \/>\nMil\u00eanios de fogo<br \/>\nAo promoverem queimas controladas no Cerrado, os \u00f3rg\u00e3os ambientais tamb\u00e9m reconheceram que o fogo faz parte da din\u00e2mica natural do bioma desde muito antes da presen\u00e7a humana, diz Borges, do ICMBio.<br \/>\nCausado naturalmente por raios, os inc\u00eandios mais antigos registrados no bioma remontam a milh\u00f5es de anos. Com a chegada dos humanos \u00e0 regi\u00e3o, h\u00e1 pelo menos 12 mil anos, o fogo se tornou ainda mais frequente. Afinal, povos ind\u00edgenas brasileiros usam queimadas desde tempos imemoriais para atividades como a ca\u00e7a e a abertura de ro\u00e7as.<br \/>\nBorges, do ICMBio, diz que, por causa dessa longa conviv\u00eancia com o elemento, as esp\u00e9cies do Cerrado s\u00e3o adaptadas ao fogo ou at\u00e9 mesmo precisam dele em seus ciclos de vida.<br \/>\nMuitas \u00e1rvores do Cerrado, por exemplo, t\u00eam cascas grossas que as protegem das chamas, e v\u00e1rias possuem sementes que s\u00f3 germinam quando sua dorm\u00eancia \u00e9 quebrada pelo fogo, afirma ele.<br \/>\nDa mesma forma, Borges afirma que os animais do bioma \u201ct\u00eam seus esconderijos, rotas de fuga e estrat\u00e9gias\u201d para lidar com o fogo.<br \/>\nEle conta que a ema, por exemplo, costuma botar os ovos em \u00e1reas que queimaram no ano anterior e, assim, dificilmente voltar\u00e3o a queimar antes do nascimento dos filhotes.<br \/>\nTamb\u00e9m afirma que muitos mam\u00edferos gostam de visitar \u00e1reas rec\u00e9m-queimadas para lamber o sal presente nas cinzas. \u201cAs esp\u00e9cies que n\u00e3o gostam do fogo j\u00e1 desapareceram daqui faz tempo\u201d, diz.<br \/>\nMas diante da necessidade de conter emiss\u00f5es de gases que aquecem o planeta, faz alguma diferen\u00e7a se uma \u00e1rea \u00e9 atingida por uma queimada ou por um inc\u00eandio?<br \/>\nSegundo Borges, sim: \u201cuma queima prescrita tem menos emiss\u00f5es de gases [que um inc\u00eandio], porque o fogo \u00e9 menos quente e a queima \u00e9 menos completa, com menor mortalidade de plantas e bichos\u201d, diz.<br \/>\nAl\u00e9m disso, ele afirma que as queimas prescritas provocam emiss\u00f5es menos concentradas que um inc\u00eandio. \u201cN\u00e3o fica aquele ambiente enfuma\u00e7ado, empoeirado\u201d, ele afirma.<br \/>\nLei nacional<br \/>\nAs queimas prescritas foram regulamentadas pela Pol\u00edtica Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada em 2024.<br \/>\nA legisla\u00e7\u00e3o busca reduzir a ocorr\u00eancia de inc\u00eandios no pa\u00eds e reconhece o fogo \u201ccomo parte integrante de sistemas ecol\u00f3gicos, econ\u00f4micos e socioculturais\u201d.<br \/>\nA lei ainda valoriza as queimas tradicionais realizadas por comunidades ind\u00edgenas e quilombolas, e prev\u00ea a possibilidade de que propriet\u00e1rios rurais realizem queimas controladas com a anu\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os ambientais.<br \/>\nEm ambientes sens\u00edveis ao fogo, no entanto, como em florestas \u00famidas, a lei preconiza a substitui\u00e7\u00e3o das queimadas por outras t\u00e9cnicas \u201csempre que poss\u00edvel\u201d.<br \/>\nJ\u00e1 o uso do fogo para substituir a vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 proibido sob qualquer circunst\u00e2ncia \u2013 inclusive no Cerrado.<br \/>\nFogo \u2018terap\u00eautico\u2019<br \/>\nPara Marco Borges, do ICMBio, a nova pol\u00edtica abre o caminho para que se crie uma \u201ccultura de conviv\u00eancia com o fogo\u201d.<br \/>\nEle diz que a criminaliza\u00e7\u00e3o do fogo por tantos anos fez com que perd\u00eassemos a capacidade de \u201cdiferenciar um fogo bom de um fogo ruim\u201d.<br \/>\n\u201cAssim como nos distanciamos da natureza, fomos nos distanciando do fogo\u201d, afirma.<br \/>\nHoje o pr\u00f3prio agente ambiental realiza queimas prescritas no Jalap\u00e3o \u2013 experi\u00eancia que ele descreve como \u201cbem prazerosa\u201d.<br \/>\nNum entardecer de maio, ele usava um isqueiro para atear fogo na beira de uma estrada na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Serra Geral do Tocantins.<br \/>\nA \u00faltima queimada naquela \u00e1rea havia ocorrido dois anos antes, e o capim j\u00e1 estava seco outra vez, representando um risco para um eventual inc\u00eandio no auge da seca.<br \/>\nLogo ess\u00eancias vegetais liberadas pela queima se espalharam pelo ar fresco. No horizonte, as chamas vermelho-alaranjadas se fundiam com as cores do p\u00f4r do sol.<br \/>\n\u201cA gente consegue at\u00e9 desestressar\u201d, ele diz, observando as labaredas ao longe.<br \/>\n\u201cChega a ser terap\u00eautico.\u201d<br \/>\nMapa por Caroline Souza, da Equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil<br \/>\nVeja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/noticia\/2025\/11\/03\/mestres-do-fogo-as-queimadas-que-salvam-vidas-no-cerrado.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1  Tocantins<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quilombolas fazem queima prescrita na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Jalap\u00e3o BBC Caminhonetes com brigadistas avan\u00e7am entre labaredas na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Serra Geral do Tocantins, no Jalap\u00e3o. Mas, ao contr\u00e1rio do que se poderia supor, os brigadistas n\u00e3o tentam conter o fogo \u2013 foram eles que o provocaram. \u201cEste aqui \u00e9 um fogo bom, manso,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45085,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-45084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-tocantins"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45084"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45084\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45085"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}