{"id":45657,"date":"2025-11-10T12:02:27","date_gmt":"2025-11-10T15:02:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/mateus-aleluia-e-alma-e-raiz-da-sinfonia-afro-baia-profunda-apresentada-sob-a-regencia-do-maestro-ubiratan-marques\/"},"modified":"2025-11-10T12:02:27","modified_gmt":"2025-11-10T15:02:27","slug":"mateus-aleluia-e-alma-e-raiz-da-sinfonia-afro-baia-profunda-apresentada-sob-a-regencia-do-maestro-ubiratan-marques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/mateus-aleluia-e-alma-e-raiz-da-sinfonia-afro-baia-profunda-apresentada-sob-a-regencia-do-maestro-ubiratan-marques\/","title":{"rendered":"Mateus Aleluia \u00e9 alma e raiz da sinfonia afro \u2018Ba\u00eda profunda\u2019, apresentada sob a reg\u00eancia do maestro Ubiratan Marques"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Mateus Aleluia (\u00e0 direita) \u00e9 o centro do espet\u00e1culo sinf\u00f4nico regido pelo maestro Ubiratan Marques (\u00e0 esquerda, ao fundo) e valorizado pela presen\u00e7a do bailarino Negrizu<br \/>\nFernando Naiberg \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u266b OPINI\u00c3O SOBRE SHOW<br \/>\nT\u00edtulo: Ba\u00eda profunda<br \/>\nArtista: Mateus Aleluia e Orquestra Afrosinf\u00f4nica sob reg\u00eancia do maestro Ubiratan Marques \u2013 com participa\u00e7\u00f5es de Carlinhos Brown, Margareth Menezes e do bailarino Negrizu<br \/>\nData e local: 8 de novembro de 2025 na Concha Ac\u00fastica do Teatro Castro Alves (Salvador, BA)<br \/>\nCota\u00e7\u00e3o: \u2605 \u2605 \u2605 \u2605 1\/2<br \/>\n\u266c SALVADOR (BA) \u2013 \u201cEstamos entre n\u00f3s\u201d, saudou Mateus Aleluia ao se reconhecer na plateia embevecida que superlotou a Concha Ac\u00fastica do Teatro Castro Alves na noite de s\u00e1bado, 8 de novembro, para assistir \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o \u00fanica do Ba\u00eda profunda, show em forma de concerto sinf\u00f4nico que selou a anuncia\u00e7\u00e3o do hom\u00f4nimo projeto multidisciplinar concebido pelo artista quando regressou ao Brasil em 2003, vindo de Angola, e buscou um outro lugar ao sol na Bahia de todos os deuses e santos ao pavimentar carreira solo.<br \/>\nSeu Mateus \u2013 como \u00e9 carinhosamente reverenciado esse cantor, compositor e m\u00fasico baiano de 83 anos que alcan\u00e7ou proje\u00e7\u00e3o nacional nos anos 1970 como integrante do grupo Os Tinco\u00e3s \u2013 foi a alma e a raiz da sinfonia afro apresentada sob a batuta do maestro Ubiratan Marques, o Bira, regente e mentor da Orquestra Afrosinf\u00f4nica, maravilha contempor\u00e2nea da cena musical alternativa de Salvador (BA), primeiro porto do Brasil, pa\u00eds moldado pela miscigena\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas, negros e imigrantes europeus.<br \/>\nSim, Mateus, Bira, Negrizu \u2013 imponente bailarino e core\u00f3grafo que capturou olhares do p\u00fablico ao evoluir pelo palco da Concha em n\u00fameros musicais como Lamento \u00e0s \u00e1guas (Mateus Aleluia e Dadinho a partir de tema tradicional, 1977) e Eu vi Obatal\u00e1 (Mateus Aleluia, 2017), personificando entidades da religi\u00f5es de matriz afro-brasileiras \u2013 estavam entre os deles, o povo da Bahia preta.<br \/>\nO show teria sido mais bem acomodado no palco de um teatro (o Teatro Castro Alves est\u00e1 em obras h\u00e1 anos). Ainda assim, o concerto afro fluiu bem ao longo de duas horas, tendo sido aberto com a execu\u00e7\u00e3o do Hino do Ba\u00eda profunda pela Orquestra Afrosinf\u00f4nica. A aliciante combina\u00e7\u00e3o de sopros, percuss\u00f5es e vocais j\u00e1 deu a pista da exuber\u00e2ncia dos n\u00fameros orquestrais.<br \/>\nMateus Aleluia (ao microfone) apresenta o show \u2018Ba\u00eda profunda\u2019 na Concha Ac\u00fastica do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA)<br \/>\nFernando Naiberg \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nAp\u00f3s o n\u00famero de abertura, Mateus Aleluia entrou em cena e foi aplaudido de p\u00e9, ovacionado como entidade da m\u00fasica da Bahia. Ao dar voz \u00e0 bel\u00edssima Ciranda dos meninos, Seu Mateus espalhou no ar uma alta carga de ancestralidade que beirou o sublime. Mateus Aleluia encarnou ali, ele pr\u00f3prio, o esp\u00edrito da Ba\u00eda profunda que formou o Brasil nas \u00e1guas da pluralidade e da miscigena\u00e7\u00e3o. \u201cEssa Ba\u00eda de Todos os Santos que j\u00e1 existia antes de n\u00f3s existirmos\u201d, ressaltaria Mateus em fala posterior do show sinf\u00f4nico.<br \/>\nNa sequ\u00eancia da Ciranda dos meninos, o artista cantou Orin ori (Meu caminhar), tema que gravou no primeiro \u00e1lbum autoral de Ubiratan Marques, Dan\u00e7a do tempo (2023).<br \/>\nCom a orquestra fora de cena, mas com Ubiratan Marques ao piano, Mateus Aleluia se acompanhou ao viol\u00e3o em Ogum pa, m\u00fasica que abriu o primeiro \u00e1lbum solo do cantor, Cinco sentidos (2009), em grava\u00e7\u00e3o feita com o toque l\u00edmpido do piano de Bira.<br \/>\nO canto vivaz de Quem guiou a cega (Mateus Aleluia, 2009) gerou pausa para contar a hist\u00f3ria da m\u00fasica composta pelo artista sob encomenda para a trilha sonora de filme sobre o lend\u00e1rio soteropolitano Cosme de Farias (1875 \u2013 1972), advogado sem forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica que se imp\u00f4s nos tribunais ao sair em defesa do povo pobre da Bahia e ao combater o analfabetismo.<br \/>\nM\u00fasica do segundo \u00e1lbum solo de Mateus Aleluia, Fogueira doce (2020), Sonhos cor de crioula cruzou o oceano da ba\u00eda profunda que liga o Brasil ao continente africano para celebrar Luanda atrav\u00e9s de can\u00e7\u00e3o grande beleza mel\u00f3dica e po\u00e9tica. Sonhos cor de crioula foi um dos momentos do show em que, munido somente do viol\u00e3o e da voz que irradia alta carga de espiritualidade nos graves profundos, Mateus Aleluia conseguiu construir uma atmosfera de encantamento.<br \/>\n\u201cEu sou do Il\u00ea do Mal\u00ea \/ Minha dan\u00e7a \u00e9 de negro \/ Quero ver meu p\u00e9 sangrar \/ Quebro meu cativeiro \/ Com um canto que \u00e9 milenar\u201d, cantou o artista em Filho de rei (Mateus Aleluia), celebrando a liberdade do povo negro com a quebra das correntes f\u00edsicas e simb\u00f3licas. Filho de rei \u00e9 m\u00fasica apresentada por Mateus Aleluia no terceiro \u00e1lbum solo do artista, Olorum (2020).<br \/>\nMateus Aleluia (\u00e0 esquerda) recebe Margareth Menezes e Carlinhos Brown para o canto de \u2018Cordeiro de Nan\u00e3\u2019, sucesso do grupo Os Tinco\u00e3s<br \/>\nFernando Naiberg \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nFogueira doce (Mateus Aleluia, 2020), m\u00fasica-t\u00edtulo do \u00e1lbum solo mais popular de Mateus, esquentou o p\u00fablico, que fez coro nos versos, fazendo da Concha Ac\u00fastica do Teatro Castro Alves um shangri-l\u00e1 dourado como o citado na letra.<br \/>\nNa parte final do espet\u00e1culo, com a Orquestra Afrosinf\u00f4nica j\u00e1 de volta ao palco, o clima de festa e congra\u00e7amento se intensificou com as lembran\u00e7as dos dois maiores sucessos do grupo Os Tinco\u00e3s, Deixa a gira girar (Mateus Aleluia, Dadinho e Heraldo Bozas, 1973) e Cordeiro de Nan\u00e3 (Mateus Aleluia e Dadinho, 1977), este cantado em feitio de ora\u00e7\u00e3o com as presen\u00e7as de Carlinhos Brown e Margareth Menezes, dois nomes importantes para a consolida\u00e7\u00e3o da carreira solo de Mateus Aleluia ap\u00f3s a volta ao Brasil em 2003.<br \/>\nM\u00fasica do segundo \u00e1lbum da Orquestra Afrosinf\u00f4nica, Orin \u2013 A l\u00edngua dos anjos (2020), Maracatu do Congo \u2013 parceria de Mateus Aleluia com Ubiratan Marques \u2013 encerrou a sinfonia afro-baiana Ba\u00eda profunda, enfatizando as pontes indestrut\u00edveis com a m\u00e3e \u00c1frica, continente do qual Mateus Aleluia simboliza no Brasil a alma e a raiz, como reiterado no show sinf\u00f4nico que refor\u00e7ou os la\u00e7os do artista com Ubiratan Marques, o maestro Bira, regente de espet\u00e1culo singular que n\u00e3o se repetir\u00e1.<br \/>\n\u266b O colunista do g1 viajou a Salvador (BA) a convite da produ\u00e7\u00e3o do evento Ba\u00eda profunda.<br \/>\nAos 83 anos, o cantor, compositor e m\u00fasico Mateus Aleluia j\u00e1 personifica entidade na cena cultural da Bahia<br \/>\nFernando Naiberg \/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nNegrizu, bailarino e core\u00f3grafo, deu show \u00e0 parte com a dan\u00e7a feita em m\u00fasicas como \u2018Eu vi Obatal\u00e1\u2019 e \u2018Lamento \u00e0s \u00e1guas\u2019<br \/>\nFernando Naiberg \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/11\/10\/mateus-aleluia-e-alma-e-raiz-da-sinfonia-afro-baia-profunda-apresentada-sob-a-regencia-do-maestro-ubiratan-marques.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mateus Aleluia (\u00e0 direita) \u00e9 o centro do espet\u00e1culo sinf\u00f4nico regido pelo maestro Ubiratan Marques (\u00e0 esquerda, ao fundo) e valorizado pela presen\u00e7a do bailarino Negrizu Fernando Naiberg \/ Divulga\u00e7\u00e3o \u266b OPINI\u00c3O SOBRE SHOW T\u00edtulo: Ba\u00eda profunda Artista: Mateus Aleluia e Orquestra Afrosinf\u00f4nica sob reg\u00eancia do maestro Ubiratan Marques \u2013 com participa\u00e7\u00f5es de Carlinhos Brown,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45658,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-45657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-entretenimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45657"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45657\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}