{"id":46930,"date":"2025-12-08T06:02:24","date_gmt":"2025-12-08T09:02:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/feliz-em-ver-pessoas-torcendo-por-artista-como-se-torce-por-jogador-de-futebol-diz-denise-fraga\/"},"modified":"2025-12-08T06:02:24","modified_gmt":"2025-12-08T09:02:24","slug":"feliz-em-ver-pessoas-torcendo-por-artista-como-se-torce-por-jogador-de-futebol-diz-denise-fraga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/feliz-em-ver-pessoas-torcendo-por-artista-como-se-torce-por-jogador-de-futebol-diz-denise-fraga\/","title":{"rendered":"\u2018Feliz em ver pessoas torcendo por artista como se torce por jogador de futebol\u2019, diz Denise Fraga"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Antes de fazer uma viagem sem data de volta, Ana Catarina (Denise Fraga) decide reencontrar pessoas que lhe deram alguns livros ao longo da vida e escreveram dedicat\u00f3rias neles. Com essa premissa, o filme \u201cLivros Restantes\u201d resgata e encerra hist\u00f3rias vividas pela personagem, que vai iniciar uma nova jornada de vida em outro pa\u00eds.<br \/>\nO filme, que tem estreia nacional prevista para 11 de dezembro e traz a literatura como um lugar de mem\u00f3ria, tamb\u00e9m levanta o desejo de revisitar amigos e conversas, sejam elas confort\u00e1veis ou n\u00e3o.<br \/>\nAo g1, Denise Fraga revelou com quem gostaria de ter um reencontro para uma dessas conversas, se fosse poss\u00edvel.<br \/>\n\u201cSe eu tivesse que encontrar de novo algu\u00e9m com que eu n\u00e3o falei, e que eu teria coragem de perguntar coisas hoje, seria meu pai. Depois que ele morreu, fiquei pensando muitas coisas sobre ele. Queria, hoje, ter uma conversa franca com ele, sabe? De entender coisas dele, mais do que eu tentei entender na \u00e9poca\u201d, afirmou a atriz.<br \/>\nDenise Fraga em \u201cLivros Restantes\u201d<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nEla ainda relembrou a cerim\u00f4nia de homenagens que incentivou durante o vel\u00f3rio de sua m\u00e3e, no in\u00edcio de 2025. Na ocasi\u00e3o, os presentes se reuniram para relembrar hist\u00f3rias com e sobre Wilma Fraga.<br \/>\nCom roteiro de Marcia Paraiso, \u201cLivros Restantes\u201d \u00e9 uma coprodu\u00e7\u00e3o Brasil\u2013Portugal. No pa\u00eds europeu, Denise aproveitou para ser uma \u201coutra Denise\u201d, uma outra pessoa que ningu\u00e9m reconhece \u2014 assim como prop\u00f5e sua personagem logo no in\u00edcio da obra.<br \/>\n\u201cNingu\u00e9m sabia exatamente onde eu estava. Tem uma um fasc\u00ednio qualquer nesse seu ponto isolado transitando no mundo\u201d, analisou a atriz.<br \/>\nDenise, que tamb\u00e9m est\u00e1 em cartaz com o filme \u201cSonhar com Le\u00f5es\u201d, ainda deu dicas de leituras e celebrou o atual cen\u00e1rio do cinema nacional:<br \/>\n\u201cFiquei feliz quando eu vi as pessoas torcendo por uma artista como se torce por jogador de futebol.\u201d<br \/>\nVeja trechos da entrevista com Denise Fraga ao g1:<br \/>\ng1 \u2013 Logo no in\u00edcio do filme, sua personagem cita que est\u00e1 indo para um lugar onde ningu\u00e9m a conhece, onde poder\u00e1 ter uma identidade secreta. Voc\u00ea j\u00e1 teve essa vontade de ir para algum lugar onde ningu\u00e9m te reconhecesse, ter uma vida nova, uma identidade secreta?<br \/>\nDenise Fraga \u2013 Eu acho que todo mundo tem um pouco essa vontade de pensar o que seria se n\u00e3o tivesse sido. Esses m\u00faltiplos \u2018eus\u2019 que a gente pode ser, eu acho que todo mundo tem. Eu j\u00e1 tive.<br \/>\n\u00c9 que eu gosto muito da minha vida. Ent\u00e3o eu fico mais assim\u2026 Mas de vez em quando, d\u00e1 vontade de tentar entender o que \u00e9 que seria voc\u00ea se n\u00e3o fosse voc\u00ea. Essas m\u00faltiplas possibilidades de Denise.<br \/>\nEu acho que tamb\u00e9m eu tenho um caso de amor com a minha profiss\u00e3o muito grande, com o meu of\u00edcio. Encontrei na vida uma coisa que eu adoro fazer, consegui pagar minhas contas com isso. E isso \u00e9 realmente uma receita de felicidade, porque eu adoro fazer o que eu fa\u00e7o quase que obcecadamente.<br \/>\nEnt\u00e3o eu nunca quis n\u00e3o ser atriz ou ser diferente disso. Mas muitas vezes voc\u00ea fica pensando principalmente por ser atriz, nessas outras vidas que voc\u00ea poderia viver n\u00e3o s\u00f3 na profiss\u00e3o, como a gente j\u00e1 vive um pouco emprestado.<br \/>\nEu fui para Portugal, fiz dois filmes l\u00e1, e tive uma esp\u00e9cie de outra Denise. At\u00e9 quando o roteiro da Ana chegou para mim, eu falei: \u201cQue maluco chegar nessa hora que eu t\u00f4 aqui, nesse apartamento em Portugal, morando sozinha\u201d. Ningu\u00e9m sabia exatamente onde eu estava. Tem uma um fasc\u00ednio qualquer nesse seu ponto isolado transitando no mundo.<br \/>\nDenise Fraga em \u201cLivros Restantes\u201d<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\ng1 \u2013 O filme, al\u00e9m de falar sobre essa mudan\u00e7a na vida, mostra a import\u00e2ncia de se falar as coisas, do desabafo. Voc\u00ea \u00e9 como a atual Ana Catarina, que exp\u00f5e os sentimentos? Ou voc\u00ea engole muito sapo?<br \/>\nDenise \u2013 Eu acho que a gente vai envelhecendo, e a gente vai ficando com mais coragem, n\u00e9? Pelo menos comigo e umas amigas com quem eu divido coisas.<br \/>\nEu era muito t\u00edmida, inacreditavelmente. Hoje, eu falar que eu era t\u00edmida parece um \u201ctipo\u201d, porque eu sou muito tagarela. Acho que a pr\u00f3pria profiss\u00e3o me deu seguran\u00e7a de falar.<br \/>\nSempre pensei muito, tive muita conversa interna. Mas eu era muito calada na inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia, at\u00e9 no in\u00edcio da carreira. Eu me lembro que uma vez um ator do Grupo Tapa me perguntou assim: \u201cVoc\u00ea \u00e9 calada mesmo ou voc\u00ea t\u00e1 pensando um monte de coisa que voc\u00ea n\u00e3o fala?\u201d.<br \/>\nA maioria dos calados est\u00e1 pensando em muita coisa que n\u00e3o fala. A gente n\u00e3o para de pensar. Hoje eu sou uma tagarela. Mas eu acho que eu aprendi a falar com afeto sobre coisas que eu n\u00e3o falava.<br \/>\nEu fa\u00e7o terapia e fiz muitas horas da minha vida. Eu acho que fazer terapia devia ser um direito de todos. Ent\u00e3o eu acho que eu aprendi, sim, a falar com mais afeto, ser mais assertiva.<br \/>\nA Ana Catarina est\u00e1 fazendo meio que um invent\u00e1rio de si. Ela resolve fazer esses encontros, e at\u00e9 algumas pessoas rejeitam essa conversa. As pessoas n\u00e3o querem conversar. \u00c9 muito louco. As pessoas t\u00e3o topando uma cegueira, at\u00e9 com medo de tocar em assuntos.<br \/>\nEu gosto muito de fazer sess\u00e3o comentada, no teatro a gente faz com regularidade. Voc\u00ea se irmana ali com a plateia nos pontos de conex\u00e3o que aquela obra pode ter te trazido. E eu acho que o teatro, o cinema, a literatura, s\u00e3o muito terap\u00eauticos. Eu acredito na evolu\u00e7\u00e3o humana atrav\u00e9s da arte.<br \/>\ng1 \u2013 No filme, sua personagem revisita pessoas que fizeram parte da hist\u00f3ria dela. Voc\u00ea, Denise, gostaria de revisitar algu\u00e9m? Voltar a falar com algu\u00e9m que voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea mais ou at\u00e9 que j\u00e1 partiu, para que pudesse conversar e entender algo que ficou l\u00e1 atr\u00e1s?<br \/>\nDenise \u2013 Ai, a gente falando de terapia, e ela vai arrumar o div\u00e3 agora, n\u00e9? (risos) Mas que boa pergunta.<br \/>\nA M\u00e1rcia Para\u00edso \u00e9 muito incr\u00edvel. Olha o roteiro que ela escreveu. Olha que premissa maravilhosa. E a\u00ed eu fiquei pensando, por que que a gente n\u00e3o faz isso?<br \/>\nA gente deixa isso para aquela hora que todo mundo se encontra no vel\u00f3rio de algu\u00e9m e todo mundo fica falando daquela pessoa. E vira aquele mosaico coletivo.<br \/>\nInclusive, eu acho que \u00e9 uma coisa que a gente devia aprender a cerimonializar nos vel\u00f3rios. Eu fiz isso no enterro da minha m\u00e3e. E eu me lembro que at\u00e9 meu irm\u00e3o olhou para mim assim: \u201cVoc\u00ea vai mesmo fazer isso?\u201d. Mas ele mesmo come\u00e7ou a falar. Depois, a minha prima falou, eu falei dela. Acho que a gente cerimonializa pouco a vida, a gente faz pouco rituais criativos da pr\u00f3pria vida. E deixa isso pro vel\u00f3rio, quando acontece, ou um discurso de anivers\u00e1rio.<br \/>\nEu acho que se eu tivesse que encontrar de novo algu\u00e9m que eu n\u00e3o falei, que eu teria coragem de perguntar coisas hoje, seria meu pai.<br \/>\nPorque, depois que meu pai se separou da minha m\u00e3e, entendi muito mais dele. E depois que ele morreu, eu fiquei pensando muitas coisas sobre ele. E tamb\u00e9m terapia e tudo mais\u2026 Mas eu queria hoje ter uma conversa franca com ele, sabe? De entender coisas dele, mais do que eu tentei entender na \u00e9poca.<br \/>\ng1 \u2013 Depois de ver o filme, estava lendo o release e, l\u00e1, cita que o \u201cLivros Restantes\u201d mostra uma mulher de 50 anos que deixa de ser vista pela sociedade. Em algum momento da sua vida, voc\u00ea sentiu isso? Seja na falta de oportunidade profissional, seja nos olhares, nas ruas e at\u00e9 de respeito?<br \/>\nDenise \u2013 Eu nunca senti isso. Assim, na verdade, eu n\u00e3o me sinto velha. Isso \u00e9 um perigo at\u00e9\u2026<br \/>\nEu n\u00e3o me sinto velha, \u00e9 muito louco, porque eu tenho 61 anos e eu tenho uma juventude comigo.<br \/>\nDenise Fraga em \u201cLivros Restantes\u201d<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nEu vejo que eu t\u00f4 velha quando eu vejo que meu filho t\u00e1 meio gordo, fumando. Agora gra\u00e7as a Deus n\u00e3o fuma mais, mas quando voc\u00ea tem um filho que engordou e fuma, voc\u00ea fala assim: \u201cEu t\u00f4 velha\u201d.<br \/>\nMas eu acho que eu senti talvez isso na maternidade. Hoje \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o muito diferente nessa coisa de escutar o pai como s\u00e1bio.<br \/>\nUma hora, tudo o que a gente fala, nossos filhos come\u00e7am a questionar muito. \u00c9 natural. Eu tamb\u00e9m fazia isso com a minha m\u00e3e, mas talvez eu n\u00e3o deixasse a minha m\u00e3e perceber tanto que a opini\u00e3o dela n\u00e3o me interessava mais.<br \/>\nMas isso \u00e9 uma coisa recorrente que as pessoas falam. Eu acho at\u00e9 que isso t\u00e1 mudando muito. Inclusive, uma coisa que a gente tem o costume de fala \u00e9: \u201cAh, \u00e9 raro, \u00e9 ter um protagonista 50 mais\u201d. \u00c9.<br \/>\nQuando voc\u00ea vai ficando mais velha, voc\u00ea vai fazer a m\u00e3e, voc\u00ea vai fazer depois a av\u00f3. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 mais o her\u00f3i da hist\u00f3ria, o personagem protagonista. E alguma coisa aconteceu, que, esse ano, \u00e9 o segundo filme que eu lan\u00e7o em que sou protagonista. E estou com convite para o ano que vem de tr\u00eas filmes para ser protagonista.<br \/>\nAs pessoas me perguntam se isso \u00e9 uma coisa dos diretores querendo afirmar o protagonismo feminino. \u00c9 tamb\u00e9m. Mas eu acho que as mulheres est\u00e3o mais protagonistas da vida, das suas vidas, e isso acaba no cinema.<br \/>\nHoje uma mulher de 60, ela t\u00e1 a\u00ed cuidando da vida, at\u00e9 mudando, recome\u00e7ando a vida, morando sozinha, saindo, indo para balada.<br \/>\ng1 \u2013 A gente est\u00e1 acompanhando as conquistas de \u201cAinda estou aqui\u201d, de \u201cAgente Secreto\u201d\u2026 Como que voc\u00ea est\u00e1 vendo esse cen\u00e1rio atual de filmes nacionais?<br \/>\nDenise \u2013 \u00c9, muito bonito, n\u00e9? Eu fiquei t\u00e3o feliz esse ano quando eu vi as pessoas torcendo por uma artista, a Nanda, Fernanda Torres, e pelo Waltinho, Walter Sales, como se torce por jogador de futebol. Que coisa maravilhosa.<br \/>\nE eu sinto que tem um duplo valor no que aconteceu com \u201cAinda Estou Aqui\u201d, porque n\u00e3o era um filme qualquer. Era um filme que conta a hist\u00f3ria que o Brasil n\u00e3o contou para si mesmo e que nos foi sequestrada. Tiraram de n\u00f3s essa possibilidade na escola, e a gente teve que saber por n\u00f3s mesmos o que \u00e9 que tinha acontecido na ditadura militar no Brasil.<br \/>\nO cinema \u00e9 o maior ve\u00edculo de uma na\u00e7\u00e3o. Os Estados Unidos perceberam isso muito cedo e fizeram do seu cinema a sua arma de poder no mundo.<br \/>\nTodo mundo est\u00e1 de olho no Brasil agora. O Brasil est\u00e1 para o mundo. Eu acho muito impressionante o talento que a gente tem para o cinema. Em como \u00e9 uma pot\u00eancia, que todas as vezes que tentaram abafar e aplacar, assim que ele \u00e9 de novo incentivado \u2014 e ele precisa ser incentivado \u2013, ele floresce.<br \/>\nE por que que precisa ser incentivado? Eu falo para todo mundo para ver \u201cLivros Restantes\u201d na primeira semana, porque a gente n\u00e3o tem dinheiro pro lan\u00e7amento, como [os filmes americanos] t\u00eam.<br \/>\nO blockbuster entra nas salas, e a gente vai ficando com a sobra. Temos a cota de tela agora que foi conseguida a duras penas.<br \/>\nMas eu clamo para as pessoas: coloque a cota de tela de cinema nacional em voc\u00ea. Veja Quantos filmes nacionais voc\u00ea viu no m\u00eas. Se voc\u00ea gosta de ao cinema. Prioriza um.<br \/>\nDenise Fraga em \u201cLivros Restantes\u201d<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\ng1 \u2013 Aproveitando o tema do filme, o que voc\u00ea est\u00e1 lendo atualmente?<br \/>\nDenise Fraga \u2013 Eu t\u00f4 lendo a Annie Ernaux, porque a Annie Ernaux \u00e9 um v\u00edcio. Eu t\u00f4 at\u00e9 com raiva dela. (risos) Porque ela escreve aquela escrita seca, n\u00e9? Eu t\u00f4 lendo um livro muito bonito dela, que \u00e9 \u201cO uso da foto\u201d. \u00c9 um livro em que ela teve um caso amoroso. Eles fotografavam as roupas pelo ch\u00e3o e  combinaram depois de escrever, cada um, o que foi para eles aquela noite. \u00c9 muito bonito.<br \/>\nEu fico atualmente entre leituras que eu chamo de funcionais, que s\u00e3o leituras que ajudam a gente a viver nesse mundo ca\u00f3tico.<br \/>\nA gente ler Sidarta Ribeiro, Krenak, \u201cA queda do c\u00e9u\u201d, do Kopenawa, a gente precisa urgentemente tentar entender por outra \u00f3tica, para a gente conseguir viver nesse caos e quase barb\u00e1rie que o mundo anda.<br \/>\nE eu acho que voc\u00ea tamb\u00e9m tem que alternar e ler poesia. Ter o c\u00f3digo po\u00e9tico em dia. Ent\u00e3o, a Wis\u0142awa Szymborska \u00e9 uma poetisa que eu t\u00f4 muito ligada ultimamente. Sempre Drummond me ensina. Tem que ler Valter Hugo M\u00e3e, Mia Couto, Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, Djamila Ribeiro.<br \/>\nP\u00f5e l\u00e1 meia horinha antes de dormir, se obrigue a ler quatro p\u00e1ginas que seja, antes de cair no sono, sai do celular.<br \/>\nSepara 15 minutos por dia, que seja, para voc\u00ea conseguir se nutrir e ter palavras para as suas ang\u00fastias, porque sen\u00e3o voc\u00ea fica muito sozinho.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/cinema\/noticia\/2025\/12\/08\/feliz-em-ver-pessoas-torcendo-por-artista-como-se-torce-por-jogador-de-futebol-diz-denise-fraga.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de fazer uma viagem sem data de volta, Ana Catarina (Denise Fraga) decide reencontrar pessoas que lhe deram alguns livros ao longo da vida e escreveram dedicat\u00f3rias neles. 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