{"id":47303,"date":"2025-12-15T15:02:34","date_gmt":"2025-12-15T18:02:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/maria-bethania-e-a-aguia-nordestina-aguerrida-e-indomada-em-livro-que-analisa-os-primeiros-voos-da-interprete\/"},"modified":"2025-12-15T15:02:34","modified_gmt":"2025-12-15T18:02:34","slug":"maria-bethania-e-a-aguia-nordestina-aguerrida-e-indomada-em-livro-que-analisa-os-primeiros-voos-da-interprete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/maria-bethania-e-a-aguia-nordestina-aguerrida-e-indomada-em-livro-que-analisa-os-primeiros-voos-da-interprete\/","title":{"rendered":"Maria Beth\u00e2nia \u00e9 a \u2018\u00e1guia nordestina\u2019, aguerrida e indomada, em livro que analisa os primeiros voos da int\u00e9rprete"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<br \/>     Maria Beth\u00e2nia em 1965 na estreia do espet\u00e1culo \u2018Opini\u00e3o\u2019<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o \/ Instituto Augusto Boal<br \/>\n\u266b OPINI\u00c3O SOBRE LIVRO<br \/>\nT\u00edtulo:  Maria Beth\u00e2nia, primeiros anos \u2013 Da cena cultural baiana ao teatro musical brasileiro<br \/>\nAutor: Paulo Henrique de Moura<br \/>\nCota\u00e7\u00e3o: \u2605 \u2605 \u2605 \u2605<br \/>\n\u266c Ao voltar embevecido para casa ap\u00f3s assistir a um dos maiores espet\u00e1culos da carreira de Maria Beth\u00e2nia, Dentro do mar tem rio (2006 \/ 2007), Chico C\u00e9sar escreveu poema que fez chegar \u00e0 artista atrav\u00e9s de e-mail enviado na manh\u00e3 de 20 de mar\u00e7o de 2007.  Nos versos do poema, transformado em m\u00fasica apresentada pela cantora 14 anos depois no show Claros breus (2021), Chico personifica Beth\u00e2nia como \u201c\u00e1guia nordestina de asas como velas abertas ao c\u00e9u\u201d.<br \/>\nEssa imagem da \u00e1guia nordestina, aguerrida e indomada, se concretiza ao longo das 208 p\u00e1ginas do livro Maria Beth\u00e2nia, primeiros anos \u2013 Da cena cultural baiana ao teatro musical brasileiro, escrito pelo jornalista Paulo Henrique de Moura e publicado pela editora Letra e Voz.<br \/>\nProduto gerado a partir de tese de mestrado defendida pelo autor em 2024, o livro tra\u00e7a os primeiros voos de Maria Beth\u00e2nia em palcos de Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e S\u00e3o Paulo (SP) de 1963 at\u00e9 1968, mas com \u00eanfase nos shows feitos pela artista entre 1964 e 1965.<br \/>\nEmbora emba\u00e7ada nas p\u00e1ginas iniciais pela necessidade de fazer introdu\u00e7\u00e3o com os objetivos e m\u00e9todos da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, a narrativa ganha f\u00f4lego e altitude conforme o livro avan\u00e7a. Sem constituir um entrave para a degusta\u00e7\u00e3o do texto por seguidores da artista, a linguagem acad\u00eamica evidencia com profus\u00e3o de dados e fontes a consist\u00eancia da tese defendida por Moura. O livro resulta necess\u00e1rio at\u00e9 pela escassez de material bibliogr\u00e1fico que detalhe a trajet\u00f3ria de Maria Beth\u00e2nia nos palcos, sobretudo nessa fase inicial.<br \/>\nArtista refrat\u00e1ria a bi\u00f3grafos e sempre disposta a alimentar aura sagrada em torno de si, se portando como esfinge a rigor nunca decifrada na amplitude da import\u00e2ncia que adquiriu na cena cultural brasileira, Beth\u00e2nia sempre criou narrativa romanceada sobre esse in\u00edcio de carreira, em especial sobre a vinda da Bahia para o Rio de Janeiro, em janeiro de 1965, para substituir Nara Le\u00e3o (1942 \u2013 1989) no espet\u00e1culo Opini\u00e3o, encenado desde 1964 com arquitetura constru\u00edda na fronteira entre show e musical de teatro.<br \/>\nCom sutileza, o autor evidencia nas p\u00e1ginas 110 e 111, por meio das reprodu\u00e7\u00f5es de depoimentos pregressos de Augusto Boal (1931 \u2013 2009) e Caetano Veloso, que Beth\u00e2nia veio na realidade fazer um teste, a convite da produ\u00e7\u00e3o do Opini\u00e3o, sem ter chegado ao Rio com a certeza absoluta de que iria de fato substituir Nara.<br \/>\nEm contrapartida, na p\u00e1gina 120, ao analisar as formas faciais da artista no espet\u00e1culo, Moura alimenta o mito de que Beth\u00e2nia estreou no Opini\u00e3o com 17 anos \u2013 idade enfatizada pela artista em entrevistas na qual romanceia esse momento decisivo na carreira \u2013 quando, na verdade, a int\u00e9rprete, nascida em 18 de junho de 1946, j\u00e1 tinha 18 anos quando chegou ao Rio na companhia de Caetano Veloso, designado pelo pai como guardi\u00e3o da irm\u00e3 em terras cariocas.<br \/>\nCapa do livro \u2018Maria Beth\u00e2nia, primeiros anos \u2013 Da cena cultural baiana ao teatro musical brasileiro\u2019, de Paulo Henrique de Moura<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nFeitas tais ressalvas, o livro cumpre o prometido ao descortinar (na medida do poss\u00edvel) os bastidores dos espet\u00e1culos feitos por Beth\u00e2nia ao longo de 1964, em Salvador (BA), e ao mostrar, a partir da an\u00e1lise de espet\u00e1culos posteriores como Arena canta Bahia \u2013 encenado em S\u00e3o Paulo em 1965 no embalo do sucesso de Opini\u00e3o \u2013 e \u00c9 um tempo de guerra, espet\u00e1culo que transitou por S\u00e3o Paulo (SP) e Salvador (BA), tamb\u00e9m em 1965.<br \/>\nFoi quando a \u00e1guia nordestina, audaz, come\u00e7ou a mostrar que n\u00e3o se deixaria capturar pelo mercado e pela vontade de diretores, como o supracitado Augusto Boal, se recusando a ser enquadrada na moldura da \u201ccantora de protesto\u201d erguida pela m\u00eddia e incentivada por Boal a partir da interpreta\u00e7\u00e3o de Carcar\u00e1 (Jo\u00e3o do Vale e Jos\u00e9 C\u00e2ndido, 1964) no espet\u00e1culo Opini\u00e3o. \u00c9 que, na interpreta\u00e7\u00e3o incisiva de Beth\u00e2nia, Carcar\u00e1 al\u00e7ou voo inimaginado na voz suave de Nara Le\u00e3o e, por conta disso, a cantora baiana passou a ser carimbada com o r\u00f3tulo adicional \u201cde protesto\u201d.<br \/>\nInsubmissa aos quereres de produtores e empres\u00e1rios, a \u00e1guia nordestina pegou o caminho de volta para a Bahia e, na volta ao Rio, tra\u00e7ou a rota particular de um voo de altitude ainda hoje inalcan\u00e7\u00e1vel pela maioria das cantoras brasileiras.<br \/>\nAinda cruzando os c\u00e9us do Brasil em 2025, 60 anos ap\u00f3s a estreia no Opini\u00e3o, tendo as asas da \u00e1guia como velas abertas nos palcos iluminados, o longo voo art\u00edstico de Maria Beth\u00e2nia teve ponto de muta\u00e7\u00e3o no show Comigo me desavim (1967) \u2013 espet\u00e1culo no qual a cantora foi guiada pela primeira vez por Fauzi Arap (1938 \u2013 2013), diretor que se tornaria recorrente na trajet\u00f3ria da artista nos palcos \u2013 e em diversas apresenta\u00e7\u00f5es em boates da cidade do Rio de Janeiro (RJ).<br \/>\nA partir da\u00ed, a int\u00e9rprete assentou as bases definitivas do pr\u00f3prio repert\u00f3rio, marcando posi\u00e7\u00e3o em can\u00e7\u00f5es politizadas, mas tamb\u00e9m dando voz a can\u00e7\u00f5es de amor e a m\u00fasicas de era do r\u00e1dio.<br \/>\nGuerreira ao modo dela, Beth\u00e2nia nunca participou de guerrilhas ou movimentos, o que jamais a impediu de ser vista pela ditadura militar de 1964 como uma agente dos ideais de liberdade. Paulo Henrique de Moura triunfa na narrativa do livro ao provar que a exist\u00eancia em si de Maria Beth\u00e2nia foi um ato pol\u00edtico naqueles anos rebeldes.<br \/>\nContudo, o livro extrapola a tese e se prova com alto valor documental por compilar e analisar informa\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o dispersas sobre os prim\u00f3rdios da trajet\u00f3ria da artista na Bahia.<br \/>\nAinda que os depoimentos dado por Beth\u00e2nia ao autor sejam a rigor pouco elucidativos sobre esses shows iniciais, tendo somente o efeito de validar a tese aos olhos do p\u00fablico e da m\u00eddia, Paulo Henrique de Moura fez trabalho jornal\u00edstico alentado, conciliando pesquisas em jornais e revistas da \u00e9poca com entrevistas com nomes fundamentais como Rodrigo Velloso (irm\u00e3o da cantora), Djalma Corr\u00eaa (1942 \u2013 2022), Gilberto Gil e Roberto Santana, testemunhas dos espet\u00e1culos feitos por Beth\u00e2nia ao longo de 1964 no Teatro Vila Velha, em Salvador (BA).<br \/>\nAli\u00e1s, ter tido acesso ao acervo desse teatro j\u00e1 lend\u00e1rio da capital da Bahia favoreceu o autor na apresenta\u00e7\u00e3o de dados sobre o shows N\u00f3s, por exemplo\u2026 (espet\u00e1culo coletivo que reuniu Beth\u00e2nia, Caetano, Gal Costa, Gilberto Gil e Tom Z\u00e9, entre outros nomes), Nova bossa velha &amp; velha bossa nova (outro espet\u00e1culo coletivo, feito nos moldes do anterior, com elenco similar) e Mora na filosofia, este o primeiro show solo de Beth\u00e2nia.<br \/>\nMaria Beth\u00e2nia em 1965  em ensaio do show \u2018Opini\u00e3o\u2019,  pelo qual ganhou o indesejado r\u00f3tulo de \u2018cantora de protesto\u2019<br \/>\nFunarte \/ Acervo Augusto Boal<br \/>\nAntes desses tr\u00eas espet\u00e1culos, Beth\u00e2nia debutara nos palcos da Bahia em 1963 \u2013 a\u00ed sim com os m\u00edticos 17 anos \u2013 em montagem de Boca de ouro (1960), texto do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912 \u2013 1980) encenado em Salvador (BA) sob dire\u00e7\u00e3o de \u00c1lvaro Guimar\u00e3es (o Alvinho), com trilha sonora assinada por Caetano Veloso. No breu, quando a cena se abria, Beth\u00e2nia cantava Na cad\u00eancia do samba (Ataulfo Alves e Paulo Gesta, 1962), sucesso recente do ano anterior. \u201cEu cantava atr\u00e1s das cortinas. Era um pr\u00f3logo do espet\u00e1culo\u201d, ressalta Beth\u00e2nia em depoimento a Paulo Henrique de Moura no qual enfatiza desconsiderar a participa\u00e7\u00e3o em Boca de ouro como a estreia nos palcos.<br \/>\nPara Beth\u00e2nia, a estreia de fato foi em N\u00f3s, por exemplo\u2026, espet\u00e1culo de agosto de 1964 que tem o programa reproduzido no livro. Ali, ao cantar sambas de Batatinha (1924 \u2013 1997) e Noel Rosa (1910 \u2013 1937), compositores que se tornariam recorrentes nos roteiros dos show da artista (Beth\u00e2nia chegaria a gravar em 1966 um EP com m\u00fasicas de Noel em um primeiro movimento para fugir do r\u00f3tulo de \u201ccantora de protesto\u201d), a artista j\u00e1 come\u00e7ou a demarcar territ\u00f3rio.<br \/>\nCom a mesma forma\u00e7\u00e3o do antecessor N\u00f3s, por exemplo\u2026, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Alcyvando Luz (1937 \u2013 1998) dirigiram Nova bossa velha &amp; velha bossa nova, show apresentado em novembro de 1964. A alta pot\u00eancia de Maria Beth\u00e2nia na encena\u00e7\u00e3o desses dois shows coletivos pavimentou o caminho natural para que o grupo decidisse que a cantora seria a primeira a merecer um show solo.<br \/>\nDito e feito. E assim, em dezembro de 1964, a \u00e1guia nordestina al\u00e7ou o primeiro voo solo com o show Mora na filosofia, orquestrado sob dire\u00e7\u00e3o de Caetano Veloso. No roteiro, Beth\u00e2nia teatralizou m\u00fasicas como Favela (Heckel Tavares e Joracy Camargo, 1933) e O morro (Carlos Lyra e Gianfrancesco Guarnieri, 1964), marcando posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u2013 e cabe lembrar que um tempo de guerra j\u00e1 se iniciara com a revolu\u00e7\u00e3o de 31 de mar\u00e7o daquele ano de 1964 \u2013 entre m\u00fasicas como Ave Maria no morro (Herivelto Martins, 1942) e Ch\u00e3o de estrelas (Silvio Caldas e Orestes Barbosa, 1937). \u201cAli j\u00e1 tinha uma assinatura minha de toda uma dramaticidade (\u2026) que me atra\u00eda\u201d, reflete Beth\u00e2nia em depoimento para o livro.<br \/>\nE o resto foi uma hist\u00f3ria que ganhou dimens\u00e3o nacional a partir de fevereiro de 1965 com a estreia da cantora no espet\u00e1culo Opini\u00e3o (a narrativa romanceada de Beth\u00e2nia crava 13 de fevereiro como o dia da estreia, mas an\u00fancios e notas de jornais indicam que j\u00e1 houve apresenta\u00e7\u00f5es com a cantora em 10 e 11 de fevereiro).<br \/>\nNo livro Maria Beth\u00e2nia, primeiros anos \u2013 Da cena cultural baiana ao teatro musical brasileiro, Paulo Henrique de Moura compila dados e apresenta pensamento coerente e bem fundamentado sobre a for\u00e7a pol\u00edtica da int\u00e9rprete e o inc\u00f4modo provocado entre os agentes da repress\u00e3o pelo primeiros voos dessa intr\u00e9pida \u00e1guia nordestina que jamais se deixou abater enquanto ecoava o canto do povo brasileiro.<br \/>\n\u266c P.S,: em outubro de 2024, o colunista do g1 avalizou a disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Paulo Henrique de Moura, escrevendo um texto \u2013 feito de gra\u00e7a, sem receber qualquer remunera\u00e7\u00e3o por isso \u2013 que figura em uma das orelhas do livro Maria Beth\u00e2nia, primeiros anos \u2013 Da cena cultural baiana ao teatro musical brasileiro.<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/musica\/blog\/mauro-ferreira\/post\/2025\/12\/15\/maria-bethania-e-a-aguia-nordestina-aguerrida-e-indomada-em-livro-que-analisa-os-primeiros-voos-da-interprete.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G1 Entretenimento<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Beth\u00e2nia em 1965 na estreia do espet\u00e1culo \u2018Opini\u00e3o\u2019 Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Instituto Augusto Boal \u266b OPINI\u00c3O SOBRE LIVRO T\u00edtulo: Maria Beth\u00e2nia, primeiros anos \u2013 Da cena cultural baiana ao teatro musical brasileiro Autor: Paulo Henrique de Moura Cota\u00e7\u00e3o: \u2605 \u2605 \u2605 \u2605 \u266c Ao voltar embevecido para casa ap\u00f3s assistir a um dos maiores espet\u00e1culos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":47304,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-47303","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-entretenimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47303","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47303"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47303\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47304"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}