{"id":48978,"date":"2026-01-22T10:48:04","date_gmt":"2026-01-22T13:48:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.farcomto.org\/produtores-se-unem-para-construir-estradas-e-garantir-o-escoamento-da-safra-no-to\/"},"modified":"2026-01-22T10:48:04","modified_gmt":"2026-01-22T13:48:04","slug":"produtores-se-unem-para-construir-estradas-e-garantir-o-escoamento-da-safra-no-to","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.selfassessoria.com.br\/oprevidente\/produtores-se-unem-para-construir-estradas-e-garantir-o-escoamento-da-safra-no-to\/","title":{"rendered":"Produtores se unem para construir estradas e garantir o escoamento da safra no TO"},"content":{"rendered":"<div>     A proximidade de mais uma grande safra no Tocantins reacende um debate antigo no estado: a necessidade de estradas em boas condi\u00e7\u00f5es para garantir o escoamento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Com a colheita de soja prevista para come\u00e7ar no final de janeiro e ganhar for\u00e7a entre fevereiro e mar\u00e7o, produtores rurais t\u00eam se organizado para enfrentar um dos principais desafios do agro tocantinense fora da lavoura: a infraestrutura vi\u00e1ria.<br \/>\nA estimativa para a safra 2025\/2026 \u00e9 de aproximadamente 5,75 milh\u00f5es de toneladas de soja, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume deve contribuir para que a produ\u00e7\u00e3o total de gr\u00e3os do estado ultrapasse 9,6 milh\u00f5es de toneladas, um novo recorde hist\u00f3rico. Para que essa produ\u00e7\u00e3o chegue aos mercados consumidores e aos portos, o caminho come\u00e7a nas estradas vicinais e nas rodovias estaduais.<br \/>\nEstradas vicinais s\u00e3o fundamentais para garantir o escoamento da safra e reduzir custos log\u00edsticos no agro tocantinense.<br \/>\nYuri Felipe Sousa<br \/>\nNa regi\u00e3o conhecida como Garganta, na divisa entre Tocantins e Bahia, a mobiliza\u00e7\u00e3o dos produtores avan\u00e7ou para um novo patamar. Ao todo, a estrada que marca a divisa entre os dois estados soma cerca de 90 quil\u00f4metros. A atua\u00e7\u00e3o direta da associa\u00e7\u00e3o de produtores ocorre no trecho da Garganta, enquanto h\u00e1 tamb\u00e9m estradas no lado baiano que d\u00e3o acesso \u00e0s fazendas. Nesse caso, o asfalto foi executado pelos pr\u00f3prios produtores, em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), entidade que atua em todo o Oeste da Bahia.<br \/>\nTrechos asfaltados pelos pr\u00f3prios produtores evidenciam a organiza\u00e7\u00e3o do setor produtivo diante dos gargalos hist\u00f3ricos de infraestrutura no estado.<br \/>\nArquivo\/APROSOJA TOCANTINS<br \/>\nO produtor rural Martin Dowich explicou que a iniciativa surgiu da necessidade pr\u00e1tica de manter a produ\u00e7\u00e3o circulando. \u201cEssa estrada da divisa Tocantins-Bahia tem aproximadamente 90 quil\u00f4metros. A nossa associa\u00e7\u00e3o atua diretamente na Garganta, mas existem tamb\u00e9m estradas no lado da Bahia que d\u00e3o acesso \u00e0s fazendas. L\u00e1, o asfalto foi feito pelos produtores em parceria com a AIBA\u201d, relatou.<br \/>\nSegundo Dowich, um dos trechos mais estrat\u00e9gicos do corredor log\u00edstico foi implantado recentemente pelos pr\u00f3prios produtores. \u201cOs 40 quil\u00f4metros que hoje d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o a esse eixo n\u00e3o foram apenas recuperados. Eles foram feitos do zero, com asfalto novo, constru\u00eddo pelos produtores, porque n\u00e3o havia mais condi\u00e7\u00f5es de depender de estrada de terra em uma regi\u00e3o que escoa volumes cada vez maiores de gr\u00e3os\u201d, afirmou.<br \/>\nEle destaca que esse trecho j\u00e1 mudou a din\u00e2mica do transporte na regi\u00e3o. \u201cA estrada que segue em dire\u00e7\u00e3o a Mateiros \u00e9 uma continuidade desses 40 quil\u00f4metros j\u00e1 asfaltados. A previs\u00e3o agora \u00e9 avan\u00e7ar com mais 13 quil\u00f4metros de asfalto novo e realizar a manuten\u00e7\u00e3o de outros 40 quil\u00f4metros, garantindo condi\u00e7\u00f5es adequadas de tr\u00e1fego em todo o corredor\u201d, acrescentou.<br \/>\nCom o avan\u00e7o das obras, os reflexos j\u00e1 s\u00e3o percebidos no dia a dia de quem transporta produ\u00e7\u00e3o e insumos. \u201cHoje sentimos o retorno em conforto, seguran\u00e7a e redu\u00e7\u00e3o de custos. Por ali passa muito carregamento de soja, milho, algod\u00e3o e tamb\u00e9m todos os insumos. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o agro. A estrada melhora o acesso entre cidades e beneficia toda a regi\u00e3o\u201d, completou Dowich.<br \/>\nMunic\u00edpios como Lagoa da Confus\u00e3o, Cristal\u00e2ndia, Pium, Formoso do Araguaia, Santa Rita do Tocantins e Duer\u00e9 dependem diretamente das estradas vicinais e das rodovias estaduais para levar a produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 as vias principais. Nessas regi\u00f5es, qualquer problema na malha vi\u00e1ria se traduz em atraso, aumento de custos e risco de perdas.<br \/>\nGrande parte desse fluxo converge para a BR-153, principal corredor log\u00edstico do estado, respons\u00e1vel por conectar a produ\u00e7\u00e3o tocantinense aos mercados do Sul e Sudeste e aos portos do Arco Norte. Al\u00e9m dela, rodovias estaduais cumprem papel estrat\u00e9gico no acesso aos terminais multimodais de Palmeirante, Porto Nacional e Alvorada, onde a carga segue por outros modais at\u00e9 os portos.<br \/>\nRodovias que conectam as \u00e1reas produtivas \u00e0 BR-153 sustentam a competitividade do agro e a integra\u00e7\u00e3o com os mercados nacionais.<br \/>\nYuri Felipe Sousa<br \/>\nA presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, avalia que a mobiliza\u00e7\u00e3o dos produtores evidencia a urg\u00eancia de solu\u00e7\u00f5es diante da falta de infraestrutura adequada. \u201cCom uma safra desse tamanho, n\u00e3o d\u00e1 para pensar s\u00f3 na produ\u00e7\u00e3o. A estrada tamb\u00e9m \u00e9 parte da lavoura. Quando o produtor se organiza para construir ou manter uma estrada, n\u00e3o \u00e9 por satisfa\u00e7\u00e3o, mas porque precisa garantir o escoamento da produ\u00e7\u00e3o diante da aus\u00eancia do poder p\u00fablico\u201d, afirmou.<br \/>\nPara o setor produtivo, o recado \u00e9 claro. A competitividade do agro tocantinense passa, necessariamente, pela capacidade de transformar gargalos hist\u00f3ricos em solu\u00e7\u00f5es coletivas. Com a safra se aproximando, cada quil\u00f4metro asfaltado ou mantido representa menos custo, mais seguran\u00e7a e mais desenvolvimento ao longo das rotas que sustentam a economia do estado.<br \/>\nA melhoria das estradas \u00e9 parte estrat\u00e9gica da lavoura e impacta diretamente a seguran\u00e7a, a log\u00edstica e o desenvolvimento regional.<br \/>\nYuri Felipe Sousa<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/to\/tocantins\/especial-publicitario\/aprosoja-tocantins\/noticia\/2026\/01\/22\/produtores-se-unem-para-construir-estradas-e-garantir-o-escoamento-da-safra-no-to.ghtml\" target=\"_blank\">G1  Tocantins<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proximidade de mais uma grande safra no Tocantins reacende um debate antigo no estado: a necessidade de estradas em boas condi\u00e7\u00f5es para garantir o escoamento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. 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